XComunicação | ShowRoom Day Rainha

A XComunicação realizou para a Rainha o Showroom Day, para apresentar a nova coleção de calçados esportivos e vestuário às produtoras de moda. Passaram por lá veículos coo Boa Forma, Women’s Health, Shape, Corpo a Corpo e GQ. Além dos clássicos tops e leggings, a marca traz maiôs e tênis que atendem as necessidades de corredores amadores e profissionais. Confira todo o portifólio da marca em seu site oficial!

Crédito: Instagram @revistacorpoacorpo

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Malcolm Gladwell: “O mundo não acolhe quem se propõe a fazer algo revolucionário”

Por Cristina Toletti *

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O jornalista britânico Malcolm Gladwell, colunista da The New Yorker e autor dos bestsellers Blink, Outlier e David e Golias, participou nesta quarta-feira (17/09) em Boston (EUA) do evento INBOUND (organizado pela empresa Hubspot), que reúne profissionais de marketing inbound, ou “novo marketing”, para falar de três caraterísticas comuns aos empreendedores que transformam a indústria. Um tema que toca fundo na mente e corações de quem atua no mundo de marketing e de comunicação, áreas que passam por uma profunda transformação.

O marketing inbound busca ganhar o interesse das pessoas e fazer com que esses potenciais clientes te encontrem. É o conceito do marketing de entrada, diferente do já antigo modelo em que as empresas simplesmente definem os produtos e serviços que desejam oferecer no mercado.  Gladwell compartilhou com a audiência histórias de Malcolm Mc Lean (pai da ‘conteinerização’), Ingvar Kamprad (fundador da Ikea) e Steve Jobs (Apple) e destacou que para ser um empreendedor “transformador” é preciso muito mais do que habilidade, recursos e tecnologia.

O premiado autor destacou que o mundo não acolhe quem se propõe a fazer algo revolucionário: “O mundo olha para você e diz: você é esquisito”. “É preciso ter a coragem de ser independente e forte o suficiente para dizer aos outros que você tem uma nova maneira de fazer as coisas e não se importa com o que outros dizem “, complementou. Se você quer fazer algo revolucionário, é preciso ser “massivamente aberto, consciencioso e ‘disagreeable’”(entenda-se por isso discordar do que já está aí). Imaginação e senso de urgência para ir de um ponto A ao ponto B também são fundamentais. Os inovadores ‘transformadores’ não querem esperar para mudar o mundo.

* Cristina Toletti é sócia-diretora da XComunicação – Soluções Criativas em Comunicação Integrada

XComunicação – Viviana Toletti (Como escolher uma agência)

O Facebook está de cara nova. Ou melhor, o Twitter…

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Facebook.  Essa será a primeira palavra que virá a sua mente assim que você se deparar com o novo layout do Twitter, até o momento disponível apenas a um grupo pequeno de usuários. A ideia, segundo a companhia, é cada vez mais usar a plataforma social para mostrar quem você é. Ou seja, exposição maior de imagens e dos conteúdos postados pelos usuários.

O novo perfil permite um avatar maior, personalização do header e destaque para os tweets que gerarem mais engajamento (com maior número de retweets e marcação de favoritos). Um dos recursos lançados é o Pinned Tweet, em que é possível “fixar” um tweet no topo da página para atrair a atenção dos seguidores. Outra novidade: o usuário poderá escolher qual linha do tempo deseja ver, filtrando os perfis por tweets, tweets com fotos/vídeos, ou apenas réplicas.

Quem criar uma conta hoje no Twitter, já começa com o novo perfil. Entre os usuários antigos espera-se alguma resistência, já que muitos reclamam justamente da overdose de exposição de informações e imagens do Facebook. Muito além do aspecto visual, o foco do Twitter agora é gerar lucro, algo que ainda não aconteceu. Para isso, gradualmente estão sendo lançadas novas plataformas de anúncios, como o download de aplicativos direto na timeline. Tornar a rede mais dinâmica e atrativa é um caminho para atrair um número maior de anunciantes.

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De 2006 até os dias atuais, 300 bilhões de tweets já foram publicados. Por mês, são 240 milhões de usuários ativos. O desafio agora é tornar o Twitter também numa plataforma efetiva de negócios, sem desagradar quem está lá apenas pela interação social. A base já está formada. Resta saber como ela reagirá, algo que nem mesmo os gurus de redes sociais são capazes de prever com exatidão.

Plano estratégico de comunicação: cuidado com as armadilhas

Por Celso de Souza *

O termo “comunicação estratégica” não é apenas um jargão empresarial. Um plano de comunicação bem concebido é um ativo estratégico, que pode aumentar o valor da marca, melhorar o relacionamento com clientes e parceiros, construir sua reputação, otimizar os investimentos e tornar a comunicação com os diversos públicos cada vez mais eficaz.

Estamos em um momento no qual as áreas de marketing e comunicação começam a implementar o caminho e a refinar os primeiros passos para a jornada deste ano. E a nós, gestores de comunicação, cabe uma reflexão sobre o assunto: “Será que nossos planos contém em suas receitas a dosagem certa da mensagem integrada aos diversos canais de comunicação? Será que contemplam todos os pontos de contato da marca com o consumidor através de ações táticas a curto e médio prazos?” Não há respostas certas ou o melhor caminho. Há alguns sinais que podem apoiá-los para fugir de algumas armadilhas. Aqui estão as mais comuns:

Sua proposta não é suficientemente vinculada a resultados de negócios. Algumas empresas ainda veem comunicação como um suporte, uma área complementar dentro da organização, ou até mesmo como um recurso de redução do risco de crise. Em outros casos, quando a área é considerada estratégica pelo time de liderança trabalha com objetivos de comunicação, um caminho proposto a se percorrer, uma audiência definida e as narrativas adequadas a cada meio em prol da visibilidade da marca. Um plano de comunicação estratégico deve ter um conjunto de ações, iniciativas e finais diferentes, além de melhorar as relações com os diversos públicos e disseminar os valores que apoiam a melhora no desempenho dos negócios e o crescimento da companhia.

O plano foi criado em um vácuo. Os melhores planos começam com uma auditoria de comunicação de marca completa que inclui insights sobre clientes, parceiros de canal, e as percepções dos colaboradores sobre a empresa e seus produtos. Às vezes, o processo de planejamento é focado também internamente. É desenvolvido para expor e reforçar ao mercado a missão e os valores da organização, ou é baseado em uma lista de desejos, vontades. Suas chances de sucesso são maiores quando ele é composto por tendências externas, ideias-chave, alterações específicas ou possíveis situações de ruptura da indústria e do mercado que afetam a empresa no longo prazo.

As mensagens estão em conflito. Em um momento tão importante no relacionamento das marcas com seus stakeholders (seja clientes, parceiros de negócio, investidores ou fornecedores), a busca pela integração na comunicação torna-se vital para o sucesso dessa jornada. É preciso ampliar nossa visão para outras frentes, romper o pensamento dos “cilos” e buscar uma horizontalização em nossas mensagens.

Site, folder, fanpage, Twitter, catálogo, press release, stand na feira ou no evento, compartilhamentos nas redes sociais precisam propagar a missão, os valores e as crenças da marca e transmitir ao público de interesse – independente do meio – a identificação com a mesma empresa.

Por isso, vale a atenção e a busca pela sinergia entre as áreas. Por exemplo, deve-se cuidar para que a equipe de PR esteja focada em comunicar benefícios e diferenciais de um produto, enquanto, simultaneamente, a de marketing promove campanhas, descontos e promoções em seus preços. Embora esses tipos de mensagens podem – e devam – coexistir, se não forem cuidadosamente alinhadas, podem gerar um conflito.

Diretrizes Comunicações estão ausentes ou inadequadas. Mesmo em uma pequena empresa, os padrões visuais e de conteúdo de qualidade são fundamentais. A referência – e o conhecimento – dos manuais de marca apoiam as diversas áreas envolvidas na comunicação a se orientarem às corretas formas de aplicação nos mais diversos materiais de comunicação. Como recomenda a pesquisadora em comunicação, Georgia Everse, “os padrões da marca que dão ‘regras para criar por´ para aqueles que devem atender as necessidades do `o que comunicar e de que forma”.

O plano é um segredo. Algumas empresas mantêm suas estratégias reservadas de alguns gerentes seniores. Por quê? Um plano de comunicação é um tratado em prol da disseminação da doutrina da empresa|marca,  jamais deva ser um segredo. E o mais importante, deve ser utilizado como o meio para criar conexões ainda maiores com seus consumidores e parceiros de negócio.

Muitos funcionários têm contato direto com o cliente e praticamente todo mundo fala sobre a organização com os outros. Um plano de comunicação com estratégias e objetivos claros é útil para todos, particularmente por causa de conversas informais negativas que quase sempre preenchem as lacunas criadas pela comunicação da marca inadequada dentro da empresa.

A equipe perde na execução das ações táticas. Embora diretrizes devem ser compartilhadas, uma equipe experiente deve lidar com a execução das ações táticas de comunicação com bastante atenção. Processos de pré-produção, preparação do material, gestão de recursos, escolha dos fornecedores são alguns dos fatores que merecem destaque para evitar que o time se perca no planejamento proposto.

No calor das relações com a mídia, reuniões, ações em andamento, batalhas ou campanhas de email marketing, demandam tanta atenção que muitas vezes, tendem a atrair o time a se concentrar demais na execução. A percepção não é errada. O momento é que é.

Se orientado pelo planejamento e o acompanhamento frequente de cada projeto as chances do time se perde na execução serão cada vez menores. Alguém uma vez me disse que a diferença entre um plano estratégico e um tático é que o primeiro concentra-se em resultados entregues, e o último sobre a mudança entregue.

* Celso de Souza é Diretor de Planejamento Estratégico da XComunicação e membro do Grupo de Estudos e Nova Narrativas (GENN) da ABERJE. Foi premiado com o Boot Camp 2003 na Miami AD School | ESPM e, como consultor de comunicação, esteve à frente de diversos projetos de clientes como BRF, NEXTEL, Yahoo!, Philips, DEMB, Gruppo Campari e BASF do Brasil.

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2014: as tendências para as mídias sociais

Por Fabio Chiorino *

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Sim, você já deve saber. Os especialistas em mídias sociais garantem que o Facebook entrará em declínio a partir desse ano. Os mais alarmistas acreditam que a rede poderá até deixar de existir até 2017. Ponderemos. Redes sociais nascem e morrem a cada ano. Foi assim com o Orkut, por exemplo, e é natural que os usuários migrem para novidades, já que o grau de obsolescência programada na internet tem um intervalo cada vez menor.

No caso do Facebook, a debandada pode atingir não só pessoas comuns, que cada vez mais protestam contra a falta de privacidade (só nos EUA, 6,7 milhões de jovens abandonaram a rede nos últimos 3 anos), como também as empresas, que viram desabar o índice de engajamento dos conteúdos orgânicos dentro de suas fanpages. Mark Zuckerberg ensinou a receita do bolo, mas cobra cada vez mais por ela. Com a necessidade de investir cada vez mais em mídia online (principalmente Facebook Ads e post promovidos), as grandes marcas já repensam a alocação de recursos para essas plataformas.

O Facebook ainda é o “queridinho” dos Brasileiros. Fechou 2013 com 67,96% da audiência no país, segundo dados da Experian Hitwise, um abismo à frente de YouTube (21,11%), Twitter (1,77%), Ask.fm (1,69%), Yahoo Respostas Brasil (0,97%), Instagram (0,67%) e Orkut (0,64%).  O Google+ ainda não emplacou por essas bandas e ficou só com o 11º lugar (0,47%).

Mais importante que analisar a audiência, é entender as mudanças de comportamento dos usuários.  E aí o Mobile se torna uma das maiores forças de 2014. As pessoas compartilham cada vez mais conteúdo e experiências, e isso acontece a qualquer hora e lugar. Esse ano, a projeção indica que haverá mais celulares que pessoas no mundo (7,3 bilhões de unidades). Um público que não se desconecta nunca e que sente uma necessidade cada vez maior de influenciar e ser influenciada por seus pares.

O crescimento na venda de tablets, o avanço do e-commerce (incluindo geolocalização), o uso de analytics na decisão estratégica de empresas e o cloud computing são outras tendências que devem invadir o mundo da tecnologia. Além disso, Copa do Mundo, Eleições e eventuais novas manifestações populares são capazes de virar a internet pelo avesso.

Mais recursos, mais inovações e enormes desafios. De olho em cada passo do usuário, o marketing digital busca ampliar todos os pontos de contato com o consumidor. “As pessoas não sabem o que querem até que a gente mostre a elas”, dizia Steve Jobs. Talvez a máxima faça sentido para produtos físicos, mas, nos ambientes virtuais, seguir cada passo para entender os hábitos, comportamento e os desejos do usuário é uma questão de sobrevivência.

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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XComunicação | Boas Festas!

A XComunicação deseja a todos um Natal de paz e um 2014 de muitas conquistas!

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7 dicas para engajar mais no Facebook

O The Next Web publicou 7 dicas para engajar mais o público nas fanpages. Como objetividade está nessa lista, vamos logo a elas:

1. Posts com fotos têm 39% a mais de interação

Posts com fotos são responsáveis ​​por 93% dos conteúdos com mais engajamento no Facebook. De acordo com KISSmetrics, esse modelo obtém 53% mais “likes”, 104% mais comentários e 84% mais click-through em links, em comparação com mensagens somente com texto.

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2. Mensagens curtas obtêm 23% a mais de interação

Escrever mensagens curtas não é apenas útil no Twitter. Mantendo suas mensagens abaixo de 250 caracteres, você pode ter um crescimento de 60% no envolvimento do público com a postagem. Ir direto ao ponto é o que definitivamente mais agrada os usuários.

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3. Usar emoticons aumenta em 33% o número de comentários

Se você pensa que emoticons eram apenas para adolescentes, está na hora de repensar esse conceito. Eles humanizam e criam uma identificação direta com o público. E ainda são capazes de aumentar em 33% e 57% o número de compartilhamentos e “likes”, respectivamente :)

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4. Os níveis de engajamento às quartas e sextas-feiras são 18% maiores

A explicação é clara: “Quanto menos as pessoas querem estar no trabalho, mais elas estão no Facebook!”. O estudo analisou diferentes indústrias, incluindo esportes, varejo, automotivo e saúde. Aparentemente, nenhuma delas tem usuários engajados às segundas ou terças-feiras.

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5. Posts com perguntas geram 100% a mais de comentários

Se os comentários são o tipo de interação que sua empresa deseja, perguntas podem ser o caminho. Opte por perguntas mais “fechadas”, ou seja, que têm opções de resposta mais limitadas. Não é uma boa saída fazer o usuário pensar demais para articular uma boa resposta. Ele acaba desistindo.

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6. 35% das pessoas curtem uma fanpage para participar de concursos e promoções

Se você está perseguindo novos fãs, um concurso parece ser uma boa maneira de incentivar mais “curtir”. Afinal, se 35% decidem curtir uma página por conta de ações promocionais, essa estatística não deve ser ignorada. Palavras como “concurso”, “vencedor”, “vitória” e “promoção” são as mais propensas a envolver usuários.

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7. 42% das pessoas curtem uma página para obter um cupom de desconto

Um estudo mostrou que campanhas baseadas em emissão de cupons de desconto têm as maiores taxas de engajamento. Brindes e sorteios vêm logo atrás. Traga-me um benefício direto e serei fiel para sempre.

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Comunicação e Marketing Integrados: a re-evolução das Relações Públicas

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O mundo passa por um período de grandes transformações. Uma re-evolução, uma virada. O advento das mídias sociais e a consolidação do universo web como uma plataforma de integração global de conteúdo, conhecimento e compartilhamento sustentam esse cenário. Diversos setores e segmentos da sociedade pública e civil vivem a sua transformação. E nós, profissionais de PR, respiramos esse movimento – talvez mais do que qualquer outro. A pergunta é: como estamos lidando com isso?

Os executivos de comunicação de hoje estão usando novas formas, customizando os conteúdos e criando uma nova dinâmica de relacionamento para despertarem a atenção dos influenciadores digitais, jornalistas e stakeholders a favor de seus clientes. De publicidade e relações públicas tradicionais para as mídias sociais, marketing de conteúdo, e palestras, aqueles profissionais que estabelecerem a melhor conexão entre os mundos on e off-line em seus projetos de comunicação, com certeza, estarão produzindo os melhores resultados. Para si e, claro, para as marcas que representam.

Conteúdo pago Advertorials em revistas e jornais sempre tiveram em seu foco a atração dos leitores para saber mais sobre a sua empresa ou produto. Um estilo de matéria que transmitia a impressão de que as pessoas estavam lendo uma peça produzida por um jornalista, e as narrativas chamavam a atenção daqueles que estavam dispostos a passar por cima dos anúncios tradicionais.

Hoje, o publieditorial se transformou em conteúdo pago on-line – por exemplo, no caso de blog posts – artigos e outras peças de estilo editorial que atraem leitores. Não importa o que o seu produto ou o tamanho da sua empresa – nos dois casos – grandes marcas e pequenas empresas estão tirando proveito desta nova tendência de PR e estão investindo em iniciativas de mídia paga em seus planos de comunicação.

Muitos sites populares, como Mashable, Business Insider e VentureBeat,  contam com a publicação de conteúdos patrocinados. Não pense, porém, que a colocação de um anúncio é o mesmo que colocar conteúdo pago. Independentemente de saber se você está pagando para a publicação de sua história, a maioria dos editores tem diretrizes rígidas sobre conteúdo patrocinado.

Em primeiro lugar, a história deve proporcionar valor para os leitores, e não deve ser apenas uma ação de PR isolada para tratar do seu mais recente produto. Qualquer conteúdo que você produza deve esclarecer os leitores de alguma forma ou ajudá-los a resolver um problema. Um estrategista de conteúdo pode ser um recurso valioso para seu projeto de comunicação perante o império editorial.

O ROI em Social Media - Quando a mídia social começou a se tornar mainstream, a pergunta que quase todos os empresários fizeram foi: “Qual é o ROI?”; “Como se avalia o retorno desse meio versus o investimento?”. Apesar de muitos ainda se preocuparem com ROI, os profissionais da linha de frente em relações públicas e marketing estão percebendo que a mídia social é muito mais do que isso.

Segundo o levantamento de fevereiro deste ano feito pela CMO,com, de 2010 a 2013, o percentual de comerciantes que usaram uma métrica de receita por cliente em mídias sociais passou de 9% para 17%. Além disso, a percentagem de taxas de conversão caiu de 25% para 21%. No entanto, os principais comerciantes esperam dedicar em média 9% de seus orçamentos para as mídias sociais em 2014 e traçam uma expectativa de chegarem em a16% até 2018.

É fácil de ver que aqueles que usam ROI como a única medida de avaliação sobre o trabalho de comunicação. Mas estes estão rapidamente se tornando dinossauros. Embora menos empresas estejam utilizando exclusivamente ROI para determinar a sua atividade na mídia social, como um profissional de RP você ainda tem que ter alguma ideia do que está ou não lhe trazendo bons resultados. É um equilíbrio delicado, apesar de tudo, mas imprescindível.

Criando histórias online e off-line - Os profissionais de relações públicas não estão usando apenas uma variedade de táticas. Basicamente, passaram a atuar de maneira mais estratégica e ampliaram sua visão de comunicação. Suas iniciativas estão integradas e, com isso, estabelece-se uma conexão entre as diversas frentes de contato que o consumidor tem com a marca ou o produto. O executivo que buscar essa ponte entre campanhas on-line com componentes off-line, por exemplo, será bem sucedido no novo mundo.

Longe vão os dias em que os resultados de imprensa (clipping) influenciavam um cliente a escolher sobre uma agência de relações públicas. Abordagens inteligentes e melhoria nas relações com os clientes são o futuro do PR. Integrar a estratégia e adequar as mensagens para as mídias pagas, próprias, híbridas e sociais abrem um novo caminho, um novo horizonte.

A importância dos dados quantitativos e qualitativos – Como a maioria das coisas em PR, uma abordagem equilibrada nas diversas frentes é suscetível de produzir os melhores resultados. Profissionais e agências de relações públicas devem ter ciência e conhecimento de ferramentas que não analisam apenas impressões de um comunicado à imprensa, mas o tráfego que foi obtido a partir de uma declaração, de um pensamento de uma liderança da companhia. As agências devem ser capazes de reunir insights, informações adicionais não só para melhorarem o desempenho para cada cliente, mas também para apontarem os riscos de cada iniciativa.

Então, o que isso impacta no seu próximo planejamento estratégico? Em resumo, isso significa que você deve empregar uma grande variedade de táticas e ferramentas de medição para ser bem sucedido nesses diversos tipos de mídia de hoje. O número de visitantes únicos no site de um cliente, a quantidade de seguidores e a classificação para as suas três principais palavras-chave é importante, assim como a sensibilização através de palestras, conteúdo pago e atividades off-line.

Bem-vindo à próxima geração!

Celso de Souza é Diretor de Planejamento Estratégico da XComunicação e membro do Grupo de Estudos e Nova Narrativas (GENN) da ABERJE. Foi premiado com o Boot Camp 2003 na Miami AD School | ESPM e, como consultor de comunicação, esteve à frente de diversos projetos de clientes, como BRF, NEXTEL, Yahoo!, Philips, DEMB, Gruppo Campari e BASF do Brasil.

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Analytics e o Novos Caminhos do Marketing e da Comunicação

“Analytics e o Novos Caminhos do Marketing e da Comunicação”. Mediado por Regina Augusto (Meio&Mensagem), o debate, realizado no início de novembro, discutiu pontos de inovação e os desafios da comunicação integrada na era da análise de dados. Confira alguns momentos do evento promovido pela XComunicação, em São Paulo, que contou com a participação de Cristina Toletti (XComunicação), Marcelo Ballestiero (Libring Marketing Mix Optimization), Igor Cunha (Biomas Branding) e Andre Calmon (Libring Marketing Mix Optimization)

De Mensagens para Histórias – a força da autoria para o Storytelling

por Celso de Souza *

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A palavra “narrativa” no mundo das comunicações surge sempre com ressalvas. Nós já abandonamos a antiga tradição de transmitir mensagens e passamos a trocar histórias uns com os outros. A ideia é simples. O público passou a rejeitar mensagens artificiais e hoje anseia por situações autênticas com linguagem descritiva e histórias pessoais.

Esta evolução faz sentido, por muitas razões, mas vem com um lado obscuro. Como acontece com muitas tendências, o movimento de contar histórias tornou-se um fato na indústria da comunicação. Na verdade, falar de storytelling hoje é tão comum que corremos o risco de banalizar o termo. Esse cenário inquietou agências e profissionais, mobilizando esse mercado a uma transição.

O conceito de narrativa também pode ser uma tarefa difícil para alguns executivos. A frase Era uma vez …” pode soar “infantil”, o que pode se tornar um desafio em convencer um executivo experiente – acostumado ao controle e a entrega da mensagem estruturada – para entrar em contato com o seu interior, alterar o tom da sua narrativa e se tornar um contador de história.

Mas, na verdade, é exatamente isso que precisamos. Em vez de falar morno e distorcido, precisamos avançar mais fazendo ecoar experiências autênticas, descritivas e, acima de tudo, humanas. E dessa forma, engajar nossos clientes e porta-vozes a assumirem o papel de um autor.

Um autor é a força criativa que organiza e interpreta os acontecimentos e nos leva a experimentar o mundo sobre uma perspectiva diferente. Olhando para a comunicação através da lente de vários autores de renome mundial, os líderes de negócios podem aprender muito sobre as técnicas essenciais para a elaboração de histórias compartilháveis ​​e extremamente sedutoras.

William Shakespeare - Maior dramaturgo do mundo. Criou personagens que espelham a experiência humana. Nós somos atraídos para as histórias de Hamlet, Rei Lear e Macbeth, porque reconhecemos as características que vemos em nós mesmos. De reis trágicos para o alívio cômico do Louco, o Bardo baseou-se em uma ampla gama de características humanas, costumes e emoções que envolvem o público. Como Shakespeare, comunicadores precisam preencher suas histórias com personagens relacionáveis ​​que queremos conhecer.

Arthur Conan Doyle - O criador do detetive Sherlock Holmes talvez nos deu o herói mais icônico da ficção moderna. Era a atenção de Doyle ao detalhe que ajudou a definir Holmes, a partir de sua roupa para sua história pessoal, repleta de hábitos peculiares. Nos dias de hoje, não há paciência para um genérico “talking head”. Embora não seja necessário, como o herói de sua história, o comunicador precisa de uma personalidade única e distinta que se destaca na multidão.

John Grisham - Do tribunal para o escritório de advocacia, o atual rei do suspense apimenta seus contos de intriga com fascinantes informações privilegiadas. Sua história é uma oportunidade para puxar a cortina. Não ignore os detalhes cotidianos de sua empresa, que agregam textura e iluminam o seu trabalho para o público.

* Celso de Souza é diretor de Prospecção e Planejamento

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Ninguém te segue no Twitter? Veja se o culpado não é você mesmo

Usuários decidem em poucos segundos se devem ou não seguir algum perfil no Twitter. Isso significa que você tem pouco tempo para impressionar. O site Mashable se debruçou sobre as razões que levam as pessoas a simplesmente ignorar determinados perfis. Confira se você adota um dos comportamentos abaixo, que tornam a opção “Follow” ainda mais distante do seu círculo social.

1. Você é um guru de redes sociais

As únicas pessoas que se autodenominam “gurus de mídias sociais” certamente não são. Portanto, não use esta expressão. O mesmo vale para “perito”, “expert” ou “ninja”. Você até pode trabalhar nesse ambiente, o que não significa que você é o maior especialista nesse ambiente em constante transformação.

2. Você se parece com um ovo

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O “estilo ovo” definitivamente não está na moda. Você tem poucas chances de envolver as pessoas visualmente no Twitter, então não desperdice essa oportunidade. Usuários não seguem contas que não podem visualizar a personalidade por trás delas. Não deixe o seu avatar como o ovo padrão, uma imagem de uma celebridade ou alguém que não é você. Também evite GIFs como imagens do perfil, que nem sempre são exibidos corretamente em todas as plataformas. O melhor avatar para o Twitter é uma verdadeira foto de você e, considerando que a imagem aparece bem reduzida na tela, dê preferência a uma foto que foque em seu rosto.

3. Você faz parte do #TeamFollowBack

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Implorar para que as pessoas o sigam em sua bio e promete que você as seguirá de volta, não é uma tática inteligente. Twitter não é sobre seguir cegamente sem uma boa razão; é sobre curadoria de conteúdo relevante, sob medida para cada usuário. É perfeitamente aceitável não seguir todas as pessoas que optarem por segui-lo. Se você estiver fazendo promessas para acompanhar todos pela simples razão de que eles escolheram para segui-lo, você está diluindo o seu fluxo de Twitter com conteúdo que pode não ser de interesse e, finalmente, depreciando o valor de seu próprio perfil.

4. Sua relação com os usuários é desproporcional

A relação desigual de usuários que você segue para os usuários que seguem você é muitas vezes um indicativo de que se trata de uma conta spam. É compreensível – e esperado – que você vai acompanhar mais contas do que estão seguindo você, mas uma grande disparidade desses números faz com que o seu perfil seja alvo de desconfiança. Tente conquistar alguns seguidores antes de enlouquecer com o botão “Follow”, ou as pessoas não vão se sentir atraídas a fazer parte de uma lista tão pequena de seguidores.

5. Você escreve sua bio na terceira pessoa

Escrever uma biografia na terceira pessoa não tornará o seu perfil mais profissional e objetivo. Apenas soará como arrogante ou simplesmente bobo.  Mesmo se você estiver usando a rede por razões profissionais, o Twitter é uma plataforma pessoal, social e sua biografia deve refletir isso. A descrição simples de sua bio – ou até mesmo uma versão engraçada – vai atrair mais seguidores.

6. Você tuita demais

O Twitter nasceu em meados de 2006. Se você faz parte da lista dos primeiros usuários da rede e tuitou 3 vezes por dia desde então, você acumulou um total de 8 mil tweets. A conta ajuda a colocar em perspectiva o volume de tweets que você produz. Se você tuitou muito além dessa média, as pessoas podem se cansar do excesso de conteúdo e repensarem se devem realmente segui-lo.

7. Eu me amo

A maioria das pessoas vai ler os seus dois últimos tweets quando estão decidindo se vale a pena ou não seguir o perfil.  Algo que desperta profundo ódio entre os usuários é a pessoa que se gaba nas redes sociais, mas se esforça para não transparecer esse comportamento. Em inglês, é o que se conhece por “humblebrag”. Não se leve tão a sério e evite ao máximo retuitar elogios. Quase sempre soaram falsos e pretensiosos.

8. Robôs criam seus tweets

Você agenda tweets? Ou você se inscreveu em serviços que geram tweets automáticos em seu nome? Se você entrou nessa, certamente as pessoas não vão atrás do seu perfil. O que as pessoas querem no Twitter é ouvir a sua voz verdadeira, em tempo real. Ninguém se interessa também em saber qual o seu desempenho na última corrida. Se não responder a outros usuários do Twitter ou nunca reagir a tweets e trending topics que você vê em sua timeline, você está fazendo isso errado.

9. Você está vendendo algo

Se você trabalha com vendas ou marketing, não há problema de citar isso em sua bio. Entretanto, não transforme o Twitter em um varejão. Se você apenas usa o seu perfil para vender produtos e serviços, dificilmente as pessoas terão interesse em segui-lo.  Todos nós já somos impactados por uma considerável dose diária (e muita vezes indesejável) de publicidade nas redes sociais.

10. Você envia SPAM como mensagem direta

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Se alguém tomou a decisão de segui-lo e você automaticamente envia uma mensagem de autopromoção ou venda via DM, aumentam as chances de você já se despedir do novo seguidor. Mensagens diretas de agradecimento, acompanhadas por um link externo (como um blog ou uma página no Facebook, por exemplo), são grosseiras e impessoais. Não procure ampliar seu relacionamento com essa técnica invasiva, ou você vai perder seguidores no exato momento em que conquistá-los.

10 erros que sua empresa pode estar cometendo nas redes sociais

A Social Media Today é uma comunidade online independente voltada para profissionais de relações públicas, marketing e publicidade. O site elencou 10 erros mais comuns que as empresas cometem nas redes sociais, o que pode comprometer o relacionamento com seus públicos de interesse e, consequentemente, o desempenho dos negócios. Confira a lista abaixo:

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1. Falta de Estratégia

Um estudo recente realizado entre empresas britânicas revelou que mais de 2/3 delas implementaram as mídias sociais em suas organizações, mas 1/3 ainda não tem um plano em prática. As mídias sociais não serão automaticamente integradas com a campanha global de marketing da sua empresa. Para evitar o desperdício de tempo e energia, é necessário definir os objetivos, conhecer o seu público-alvo e como alcançá-los, bem como a forma de medir o sucesso de uma campanha online.

2. Grandes Expectativas

Não espere resultados imediatos e uma enxurrada de dinheiro só porque você atua em mídias sociais. Este processo exige coerência e trabalho duro. Não trate as novas mídias como um processo, mas sim como um organismo. Se você definir metas realistas, alinhadas à sua estratégia de negócios, você pode manter as ações em redes sociais vivas e em franco crescimento.

3. “Esta não é a nossa prioridade”

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Isso geralmente é uma mistura de ignorância e arrogância. É surpreendente como muitos donos de empresas interpretam as mídias sociais como distrações bobas, redes e aplicativos que só os adolescentes usam. É tudo apenas uma moda passageira? Este foi o principal argumento apresentado pelos empresários no início da internet também.

4. “Qualquer um pode fazer isso”

Você não entregaria as chaves do seu carro para alguém que não está pronto para dirigir. Então, por que dar as chaves do sucesso do marketing da sua empresa para alguém que não sabe o que fazer com elas? Há milhares de casos de mensagens e tweets das empresas que deram errado, simplesmente por que as pessoas envolvidas não sabiam o que estavam fazendo. Sempre garanta que os profissionais de mídias sociais autorizados estejam devidamente treinados. Talvez seja mais seguro começar do “alfabeto” dos meios de comunicação social. Termos como hashtag, replies, retweets, tagging, entre outros, não são necessariamente de fácil entendimento ou intuitivos.

5. A mídia social é a nossa ferramenta de transmissão

Sim, é verdade. Mas também é uma conversa inicial. Cada rede social tem um elemento de feedback e diálogo incorporado. Por isso que ele é chamado de social em primeiro lugar. Não canse o público constantemente transmitindo mensagens aleatórias. Em vez disso, foque na interação com os usuários.

6. “Vou postar algo dentro de algumas semanas”

Muitas vezes, as empresas ficam empolgadas com a sua brilhante nova página no Facebook, mas, algumas semanas mais tarde, já se esqueceram de atualizá-la. Se você não quer que suas páginas de mídia social se transformem em mensagens do além, tenha definida uma estratégia de conteúdo. Abrace a mídia social como parte de seu negócio e reserve 10-20 minutos todos os dias para trabalhar nela. Investir nisso é a única maneira de criar o envolvimento desejado.

7. “Eu vou voltar para você. Um dia…”

O objetivo das mídias sociais é se comunicar em tempo real. No entanto, um relatório realizado pela Socialbakers, empresa especializa em monitoramento e marketing digital, constatou que as marcas estão ignorando 70% dos comentários dos fãs. Quando respondem, levam, em média, 24 horas. Tempo de resposta longe do ideal

8. “Oops, eu disse isso de novo”

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“É preciso uma vida inteira para construir uma boa reputação, mas você pode perdê-la em um minuto”, dizia o ator e comediante americano Will Rogers. Ou apenas um tweet embaraçoso, poderíamos acrescentar. Existem vários exemplos, mas alguns são mais memoráveis ​​do que os outros. Por exemplo, a GAP buscou encorajar vítimas do furacão Sandy, em 2012, a fazerem compras online. Não era a mais brilhante ideia. No entanto, a empresa excluiu o tweet e se desculpou com o público.

9. “Desculpe por ser chato”

Corporações que não têm voz, adotam apenas posturas politicamente corretas e não têm uma história para contar são simplesmente chatas. Não tenha medo de se divertir um pouco e colocar no controle de suas redes sociais colaboradores com boas habilidades de relacionamento interpessoal.

10. “Isto é profissional. Estritamente profissional”

De alguma forma, quando as empresas entram no espaço digital, esquecem que por trás de cada pequeno avatar existe uma pessoa real que merece ser reconhecida. Criamos este fosso digital e não conseguimos nos conectar de uma maneira significativa. Trate as pessoas tal qual faria na vida real. Seja humano. Faça amigos. Mas lembre-se: tudo o que você diz se torna parte de sua imagem e de sua marca.

Redes sociais: as empresas não ignoram o consumidor

por Fabio Chiorino *

Não são poucas as pessoas que abandonaram o Serviço de Atendimento Consumidor (SAC) tradicional. Afinal, colecionar números de protocolos não é das atividades mais divertidas.  Cônscio de seu poder em amplificar sua reclamação, o consumidor mirou sua fúria para as redes sociais. Aos poucos, os problemas de assinatura de TV a cabo, conta da operadora de celular e geladeira com defeito começaram a ser resolvidos com uma agilidade que até outro dia parecia utopia. Mágica? Negativo. As marcas já conhecem bem o potencial de uma crise que dá os seus primeiros passos no Twitter, Facebook e Youtube. E decidiram investir em estruturas internas ou terceirizadas para diminuir ao máximo o tempo de resposta aos clientes.

Eis o conceito do SAC 2.0, em que as empresas precisam ser tão rápidas quanto às menções dos usuários. Em algumas situações, são formados pequenos comitês para atuar diante de uma crise institucional nas redes sociais, com o objetivo principal de amortecer os possíveis prejuízos à credibilidade e imagem da marca. O infográfico abaixo traz mais um levantamento do Scup, que monitorou as interações de centenas de empresas no 2º semestre de 2012. A boa notícia: 94% (Twitter) e 84% (Facebook) dos retornos são feitos em menos de 24 horas. Obviamente, a pesquisa não contempla a qualidade de todo o processo, formado por três requisitos: tempo de resposta, cordialidade no atendimento e controle do caso.

De qualquer forma, a preocupação em atender, satisfazer e fidelizar o público é um sinal inequívoco de que o ambiente virtual, incluindo suas inovações e riscos à imagem das marcas, pode forçar uma evolução na gestão de relacionamento com o consumidor final. E o protocolo? Talvez a próxima geração precisará recorrer aos pais para entender o que veio a ser aquela odiosa e interminável sequência de números.

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* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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Facebook: qual o melhor horário para um post?

Horário nobre na internet? Sim, existe. E saber a hora certa de publicar  em uma rede social específica pode ser fundamental para que o conteúdo tenha mais visibilidade e, consequentemente, seja mais compartilhado.

Scup, uma das principais ferramentas de monitoramento e análise, usou uma base de 34 milhões de posts e comentários no Facebook, em 2012, para levantar quais os melhores dias e horários para as publicações.

De quarta a sexta, a audiência está mais viva nas redes. E dois períodos do dia garantem maior visualização da mensagem: 9/10 da manhã e 19 às 22h (pico de postagens às 20h).

Se você é empresa, e não usuário comum, claro que essa não é uma receita de bolo infalível.  Antes de agendar suas postagens no Facebook, continua a valer a regra de conhecer os hábitos  e preferência do seu público para planejar suas ações digitais. Abaixo, segue o infográfico completo.

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As redes sociais e o gatilho nas manifestações pelo Brasil

Por Fabio Chiorino *

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Se você ainda acredita que o poder da comunicação está apenas nos veículos tradicionais, você está errado. Simples assim. Quem acompanhou a última semana de protestos espalhados por todo o Brasil teve uma noção exata da importância das redes sociais diante desse novo momento da sociedade brasileira.

Twitter e Facebook foram fundamentais na mobilização popular, que foi ganhando cada vez mais aderência e representatividade. Não à toa o Centro de Inteligência da Polícia Militar passou a monitorar a organização dos protestos para conseguir informações que ajudassem os militares a se prepararem.

Outro fator que não pode ser ignorado. Enquanto repórteres e câmeras de TV tentavam acompanhar os focos dos protestos, cidadãos comuns postavam informações em tempo real do que estava acontecendo em cada praça ou avenida. Tudo registrado com texto, fotos e vídeos. Muitas vezes, os conteúdos também tinham como objetivo orientar quem estava participando (ou fugindo) dos embates mais violentos.

As redes sociais provaram, mais uma vez, que a informação não pode esperar o jornal do dia seguinte. Todas as ferramentas permitem propagar o presente, o exato momento em que surge uma notícia. E fica para cada usuário a missão de separar fatos e boatos.

Hoje à noite, novas manifestações já estão confirmadas em diversas cidades do país. Em pauta a comemoração da revogação dos aumentos das passagens dos transportes coletivos. Ou talvez não seja só isso. É possível que os movimentos agora encabecem novas reivindicações. Não eram apenas os 20 centavos, assim como também não bastam 140 caracteres. Mas ambos foram os gatilhos mais curtos para defender uma causa. Estamos diante de uma grande transformação. A imagem que abre esse texto deixa claro qual foi o primeiro passo.

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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No meio do caminho do Facebook tinha uma mãe

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por Fabio Chiorino *

Um fenômeno raro surgiu nos Estados Unidos. Aos poucos, jovens começam a atualizar com menos frequência seus perfis no Facebook e migram para o Twitter. Trata-se de um movimento nítido de defesa contra a presença dos… pais?

Isso mesmo. O centro de pesquisa Pew Research Center registrou o início de uma possível debandada entre os adolescentes americanos. Cerca de 94% dos jovens que são usuários de mídias sociais ainda mantêm os perfis ativos no Facebook, mas 26% destes já preferem usar o Twitter para compartilhar suas histórias com os amigos. Na verdade, a primeira onda dessa “rejeição adolescente” já havia ocorrido em 2011, quando os grupos de adultos cresceram rapidamente na rede de Mark Zuckerberg.

Amanda Lenhart, uma das autoras do estudo, foi taxativa ao explicar o fenômeno migratório. “O motivo fundamental para aumento dos jovens no Twitter é a ausência dos adultos, dos pais, assim como menos complicação e menos drama nas publicações”. O estudo ainda revela que esses usuários também estão partindo para outras redes, como Instagram, Tumblr, Vine e Snapchat. Segundo o Socialbakers, em abril, o Facebook perdeu 6 milhões de usuários – apenas nos Estados Unidos.

A internet hoje é cada vez mais acessada por públicos de diferentes faixas etárias. Do moleque que ainda mal sabe escrever direito, passando pela mãe que aprendeu a usar o Skype, até o avô que decide comprar seu primeiro tablet. O que ainda não se sabe é se existirá uma rede social comum a todos os usuários, que permita aos adolescentes se sentirem tão à vontade quanto longe dos pais.

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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XComunicação | MBA 60 – Redes Sociais, Media Training e Conteúdo

A XComunicação estreia hoje a segunda série de vídeos em parceria com o portal MBA 60. Agora, você pode conferir vídeos de até 60 segundos que abordam três temas centrais: redes sociais, media training e conteúdo. Clique na imagem abaixo e confira os vídeos gravados por Fabio Chiorino, gerente da agência.

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Quer vender mais? Tenha um plano de comunicação integrada

Por Cristina Toletti *

LV280923_NEm seu livro ‘ Abaixo os Silos’, o estrategista David Aaker defende que os silos fomentam a ineficiência, inibem a sinergia e criam o que ele chama de ‘brand confusion’, pois estimulam a disseminação de mensagens inconsistentes no mercado.

No mundo de hoje, onde a comunicação evolui em ritmo frenético, transcender a barreira dos silos e se mover na direção de integrar os departamentos de marketing, relações públicas e digital são práticas essenciais para garantir a longevidade de uma empresa, produto ou serviço no mercado. Num ambiente cada vez mais competitivo, uma marca não pode cometer o deslize de confundir o consumidor. Todas as funções de uma empresa devem convergir para uma única mensagem de marca, o que requer uma estratégia bem pensada e um processo de gestão integrado entre as áreas. E mais: uma história bem contada – o storytelling.

Os consumidores da era digital (e demais stakeholders) tem múltiplas interações com as marcas, em ambientes físicos e virtuais, através de mídias digitais e tradicionais. Não importa se os pontos de contato são inúmeros; na cabeça do consumidor o ecossistema de interação com uma marca é integrado. Integrado a tal ponto que muitos já não sabem discernir se a informação ou o estímulo que resultou na preferência ou na compra de uma determinada marca foi influenciado por uma mídia paga, compartilhada ou espontânea. Aliás, por ser cada vez mais difusa a linha que separa as mídias, agências de PR como Edelman e MSL anunciaram a oferta de compra de mídia para seus clientes.

Neste cenário, cresce a importância das agências de PR e de comunicação, mas crescem também a pressão por melhores resultados e a necessidade de se desenvolver mais conteúdo para mais canais em vários formatos. Conteúdo criativo deixou de ser uma função exclusiva das agências de publicidade. Para não permanecer à margem da indústria da comunicação, as agências de PR devem produzir e entregar conteúdo criativo, diversificado e de qualidade, e planejar a comunicação de seus clientes com a meta de ajudar as empresas a atingirem seus objetivos de negócio.

Quem conseguir se relacionar e integrar a comunicação através dos silos conseguirá por em prática estratégias mais eficazes para engajar e encantar o cliente (e demais stakekholders) e será recompensado com melhores resultados.

* Cristina Toletti é Sócio-Diretora

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MBA 60 – XComunicação

A XComunicação iniciou uma parceria com o portal MBA 60. Você poderá agora conferir  vídeos de até 60 segundos que abordam não só o nosso trabalho atual, mas também as principais tendências da comunicação corporativa. Clique na imagem abaixo e confira a primeira série com Viviana Toletti, diretora executiva da agência.

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YouTube: 8 anos e uma revolução na internet

No dia 19 de maio, o YouTube completou oito anos de vida. Para marcar esse aniversário, o blog da XComunicação traz alguns dados e números impressionantes que traduzem a revolução da maior plataforma de vídeos da internet na forma como consumimos e compartilhamos conteúdo.

- Todos os meses, 1 bilhão de pessoas navegam pelo YouTube.
- A cada minuto, a rede recebe 100 horas de vídeos dos usuários (o que equivaleria a 4 dias de vídeos a cada 60 segundos).
- A cada hora, 6 bilhões de horas de vídeos são assistidos em todo o mundo.
- O vídeo original de Gangnam Style atingiu 1, 6 bilhão de views – a maior marca de toda a história.
- Segundo o indiano Shiva Rajaraman, diretor do YouTube, a rede deve se aproximar de um modelo que o transforme em uma espécie de “televisão online”, em que o usuário sintoniza o conteúdo que deseja e passa a consumi-lo de forma ininterrupta.
- Os canais com o maior número de views e inscritos tratam basciamente de humor
- O Smosh é o canal de maior audiência do YouTube. Mais de 9 milhões de views e 600 mil inscritos. Dois jovens abordando situações cotidianas de forma cômica.
- Em 2012, o YouTube criou TrueView, em que o anunciante só paga por comercial assistido, o que dobrou a quantidade de clientes interessados em anunciar no site.
- 70% do tráfego do YouTube vêm de fora dos Estados Unidos.
- 25% do total de visualizações globais do YouTube vêm de dispositivos móveis.
- O YouTube está localizado em 53 países e em mais de 61 línguas.
- O Festival de Criatividade de Cannes apontou Salar Kamangar, CEO do YouTube, como a Personalidade de Mídia do Ano.

 

comScore 2013: o futuro digital do Brasil em foco

A comScore acaba de apresentar o relatório 2013 Brazil Digital Future in Focus. O estudo traz as principais tendências do ambiente digital do país, além de dados relevantes sobre a evolução das redes sociais, tipos de conteúdo, publicidade digital, mobile e e-commerce. Os brasileiros já representam o grupo com maior engajamento de todos os oito mercados latino-americanos analisados. Fato que deve ser visto com bastante otimismo pelas empresas que desejam investir cada vez mais na comunicação voltada às plataformas online. Para ter acesso à apresentação, clique aqui. Abaixo, um infográfico com uma prévia do estudo.

Principais_tendencias_que_estao_moldando_o_cenario_digital_no_Brasil

“As vergonha” podem ser as suas

por Felipe Correia *

Está circulando na Internet em tom de piada um vídeo intitulado “As vergonhas do Facebook (vídeo abaixo), no qual uma garota  jovem, aparentemente carioca (pelo sotaque), dá uma aula de comunicação ao dar dicas de etiqueta para outras garotas de seu convívio no ambiente virtual. Se não fossem os constantes erros de concordância nominal e excesso de palavrões, o vídeo seria perfeito.

Mas por que quase perfeito? Pensando como profissional de comunicação, a jovem foi extremamente feliz e assertiva, mesmo que não tenha a menor ideia do que seja uma estratégia de comunicação. Com o vídeo, fica claro seu desejo em dar toques nas meninas de seu convívio (provavelmente de seu bairro), sobre preconceito sofrido por elas exatamente em razão do comportamento na rede social.

Ou seja, a protagonista do vídeo adequou a mensagem ao meio, visando melhora na reputação das outras meninas. Além disso, se utilizou de uma mídia barata, direta e de grande alcance, o Youtube. Sem contar o cunho social, já que a garota não espera nada em troca, além de uma possível autopromoção (quem nunca?), o que figura uma atitude, digamos, sustentável. Olhando este ciclo, mais parece uma ação de comunicação acertada, embora tenha sido mal vista por pessoas que não entendem a complexidade e a realidade desta e das outras garotas. Com armas disponíveis, ela foi brilhante.

Voltando à comunicação corporativa,  quantas são as marcas que estão, de fato, preparadas para a dualidade da web, em especial nas mídias sociais? As organizações ainda esperam passar sua mensagem de acordo com um modelo de comunicação do século 20, no qual apenas o emissor fala (via de mão única). E no Facebook e outras redes, mais que transmitir sua mensagem, faz-se necessária uma preparação para as respostas. E a proporção pode ser gigantesca.

Porém, está claro que estar nas mídias sociais (e ser atuante) já é uma questão de sobrevivência para as empresas, valendo-se da máxima de que quem não é visto não é lembrado. Mas vale  ressaltar – constantemente – que o espaço é democrático, baseado no diálogo (via de mão dupla) e o mais importante: deve-se estar preparado para possíveis posições contrárias às suas. Exatamente como a garota vem sofrendo, mesmo querendo fazer o bem. #Ficaadica

* Felipe Correia é relações públicas e coordenador de Comunicação Corporativa

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A construção da marca no Século 21

por Fabio Chiorino

“Se uma marca fosse uma pessoa, como ela falaria?”. Foi com essa indagação que o jornalista Ulisses Zamboni, presidente da agência Santa Clara, se apresentou à equipe da XComunicação na última segunda-feira. O encontro proporcionou um ótimo debate sobre o atual momento da comunicação, em que os papéis da propaganda, assessoria de imprensa, mídias sociais se misturam, ou melhor, se complementam.

Para Ulisses, a maior tendência do mercado é a construção da marca. E isso vai bem além de um anúncio na revista Veja ou uma matéria no Valor Econômico. Inclui uma série de ações integradas, como mídia, eventos, imprensa, intervenções urbanas. O propósito é sempre o mesmo: o branding. Para os menos avisados, a identidade de uma marca, a sua sequência genética particular.

“Ninguém controla uma marca, por isso é indispensável que ela seja honesta e transparente”. A afirmação de Zamboni ganha ainda mais relevância quando observamos toda a biografia digital de uma empresa hoje disponível nos mecanismos de busca – do Google e do amigo que postou um comentário no Facebook sobre uma experiência negativa como consumidor.


The Jesus Shot: um fanático por games gravou uma falha num jogo da EA Sports. Em vez de tentar tirar o conteúdo do ar, a marca preferiu responder com bom humor. O vídeo-resposta alcançou mais de 6, 5 milhões de views.

A sociedade, cada vez mais crítica, sabe identificar os traços de Van Gogh ou a identidade uma marca por trás de qualquer obra. Isso reforça o compromisso com a transparência das empresas com todos os públicos de interesse. Se controlar a imagem de uma empresa hoje soa como uma falácia, também é verdadeiro que está nas mãos das empresas o investimento na reputação de uma marca em todos os elos da comunicação.

Ulisses Zamboni também abordou o conceito do Marketing 3.0, descrito por Philip Kotler, uma das maiores autoridades sobre marketing. O foco, que já foi no produto/serviço e passou pelo consumidor, agora está enraizado no valor da marca. E com o auxílio da tecnologia social, saem na frente as marcas que enxergam o diferencial no conteúdo, e não na campanha. O valor da estratégia e da inteligência para fugir da obviedade e ser capaz de modificar pessoas, comunidades, negócios e hábitos de consumo.

“Uma marca não pode mentir. O público se projeta e se identifica com a história das marcas. A identidade de uma empresa deve ter uma ligação forte com a verdade”, destacou Zamboni. A comunicação hoje pensa no todo, e não nos meios. E com esse conceito em mente, as ações são planejadas para incluir o consumidor como protagonista desse processo. Devolvo a pergunta ao Ulisses: afinal, quem disse que as marcas não são pessoas?

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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Redes Sociais: a regulamentação em debate

por Fabio Chiorino

São poucas as instituições financeiras realmente ativas nas redes sociais. Muito por conta de admitirem a dificuldade de controlar o conteúdo postado, mas também por não existir uma regulamentação clara para esse tipo de comunicação com investidores, acionistas e clientes.

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Isso começa a mudar nos Estados Unidos. A US Federal Financial Institutions Examination Council, agência do governo americano, divulgou recentemente orientações sobre o uso das mídias sociais destinadas a bancos, cooperativas de crédito, investidoras. O objetivo é auxiliar na identificação de potenciais riscos, além de aplicar as leis federais atuais também nesse universo.

Alguns representantes do setor financeiro não reagiram muito bem, considerando o relatório um exagero para uma indústria já altamente regulamentada. Na prática, as recomendações devem ser adotadas já a partir de abril. O curioso é que muitas delas tranquilamente poderiam ser seguidas por empresas dos mais variados segmentos. Confira:

Gestão de Risco

As empresas devem ter uma estratégia de gestão de risco, mesmo que ainda não estejam nas redes sociais. Isso porque qualquer corporação deve estar preparada para monitorar e lidar com comentários negativos, reclamações e denúncias de clientes. Ao menos, as marcas devem ter em mente como trabalhariam com os veículos de comunicação diante de uma crise gerada nas redes sociais. A estratégia de gestão de risco deve ser elaborada com o apoio de diversos departamentos, como comunicação, TI e jurídico.

Política de Governança

A política de governança deve definir claramente os papéis e responsabilidades dos profissionais em relação às mídias sociais. Até mesmo as principais lideranças devem apontar como as plataformas online podem contribuir para os objetivos estratégicos da empresa. Para isso, é obrigatório definir o KPI para o seu segmento de atuação e monitorar a evolução do uso das redes sociais, o que pode, inclusive, provocar mudanças de rota no meio do caminho.

Monitoramento Interno

Todas as empresas devem monitorar as mensagens de seus funcionários e até mesmo de terceiros (parceiros, fornecedores). A ideia aqui é evitar o vazamento de informações confidenciais e estratégicas que possam trazer danos à corporação. Uma política interna precisa definir quais departamentos estão autorizados a publicar conteúdo e quais profissionais ficarão encarregados de monitorar alertas de potenciais crises institucionais. Além disso, um comitê de crise deve existir para atuar diante do resultado desse monitoramento.

Reputação da marca

O relatório aponta que existem riscos de reputação, quando a empresa não se comunica corretamente com a sua base de fãs e seguidores. Ou seja, de nada adiantar criar um perfil social, se você simplesmente ignora as interações dos usuários e não os auxilia em relação a dúvidas e ao fornecimento de informações completas. Um bom relacionamento com usuários é um caminho curto para proteger a credibilidade da marca.

Métricas e relatórios

Qualquer que seja o ROI para redes sociais definido por uma empresa, é importante que os diretores sejam sempre informados sobre os resultados parciais. Uma série de métricas pode ser utilizada para medir a eficácia da marca nos perfis sociais. É preciso ter em mente como esses números e gráficos podem revelar descobertas importantes e influenciar diretamente na estratégia de negócios.

Programa de Treinamento a Funcionários

A agência americana menciona duas preocupações: a participação dos funcionários em perfis oficiais da empresa e os conteúdos postados em contas pessoais, que podem ser enxergados como um reflexo das políticas da empresa. Não adianta demitir um profissional que postou uma informação estratégica, se ele não é orientado sobre o uso das redes sociais. Os colaboradores devem participar de um programa de treinamento, em que são orientados sobre as diretrizes da empresa e os limites de compartilhamento de conteúdo. Mostrar como as redes sociais configuram-se em um espaço público, onde tudo o que for escrito pode afetar diretamente a imagem de uma marca nesse universo.

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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Entrevista: a revolução no mercado de e-books

por Fabio Chiorino

Os números brasileiros ainda são tímidos. Segundo a pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em 2011, foram vendidos pouco mais de 5 mil produtos digitais de leitura (e-book, e-pub, aplicativos e PDFs) – uma receita de R$ 868 mil, o que representa apenas 1% do total comercializado pelo mercado editorial do país. Os dados de 2012 ainda não foram divulgados, mas a entrada da Amazon e do Google no segmento impulsionou a venda de e-books no final do ano passado. A DLD, distribuidora de livros digitais que reúne editoras como Objetiva, Record e Novo Conceito, registou, só em dezembro, a venda de 50 mil unidades. Nos Estados Unidos, o cenário é outro: em 2012, 50% dos livros de ficção vendidos nos EUA foram e-books. Na área de não ficção, os livros digitais já respondem por 25% das vendas. Para falar sobre a evolução dos conteúdos digitais, obstáculos tecnológicos e os possíveis impactos nos hábitos de leitura, convidamos o Carlos Vicente (foto), Head de Marketing e Projetos da {kolekto} – Tecnologia de Conteúdo, empresa especializada na conversão de acervos em livros digitais e plataformas de publicação. O papo você confere logo abaixo. Boa leitura!

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XComunicação: Você ainda lê livros físicos? Como você os imagina dentro de 10 anos?

Carlos Vicente {kolekto}: Claro! Temos uma estante de livros impressos aqui na empresa. Tenho orgulho de ter em casa a singela biblioteca que foi dos meus pais, montada ao longo de 33 anos de casados.  O livro impresso será parte importante de um negócio que não mais será “livro”, e sim “conteúdo”. Diferentes suportes para o mesmo conteúdo coexistirão. Foi assim com o negócio de “disco”, que virou negócio de “música”, com shows, CDs, vinil, mp3, clipe, vídeo na internet. Cada suporte terá sua função de um negócio que será diferente do que é hoje, mas isso não implica a extinção dos suportes.

XComunicação: Carlos, os livros técnicos e de fotos ainda enfrentam resistência no modelo e-book devido às ilustrações. Que ferramentas existem hoje para apresentar a mesma qualidade visual do livro físico?

Carlos Vicente {kolekto}: As limitações do formato ePub2 (atualmente vigente) para livros mais complexos e com mais interferências de layout serão em muito superadas pelo formato ePub3, com elementos de HTML 5 e JQuery. Algumas plataformas, como o iBooks da Apple, já se adiantaram e atendem especificações que só veremos no ePub3. Entretanto, isso só funciona num número limitadíssimo de leitores. Uma alternativa que está sendo utilizada é a produção deste conteúdo em aplicativos ou mesmo os chamados “web apps”, que permitem vantagens de uma plataforma web com interface de aplicativo.

XComunicação: Além do Kindle, quais são os principais aparelhos para a leitura de e-book?

Carlos Vicente {kolekto}: Atualmente, há duas linhas de abordagem deste tema. Os eReaders, com tecnologia de eInk, começaram este mercado. Nisto, o Kindle e o Kobo são os principais aparelhos e devem seguir líderes. Entretanto, cada vez mais os tablets e smartphones se apresentam como plataformas consistentes para leitura de e-books e aí existe uma infinidade de alternativas – desde a última geração do iPad da Apple ou mesmo o iPad Mini, ideal pelo tamanho, até modelos mais populares, com o sistema Android. Até mesmo Kindle e Kobo já lançaram suas versões de tablet. Com a evolução da tecnologia para o formato ePub 3, com mais interatividade e elementos audiovisuais no e-book, a tendência é que a tecnologia de telas sensíveis ao toque e retroiluminadas se sobreponha ao eInk, que precisa de luz ambiente. Por exemplo, já não faz muito sentido lançar leitores de eInk nos novos mercados de e-book, como o Brasil. O mercado já demanda o tablet, pois abre mais possibilidades de experiências ao leitor.

XComunicação: Que características fundamentais um e-book precisa ter?

Carlos Vicente {kolekto}: Vou falar uma coisa que parece óbvia, mas ainda não foi devidamente absorvida no mercado nacional: e-book precisa ter QUALIDADE. Essa qualidade se reflete em proporcionar uma experiência mais natural possível de leitura a quem consome este conteúdo. Hoje, isso significa diminuir ao máximo a diferença entre a versão impressa e a digital. O projeto gráfico do livro, às vezes, precisa ser adaptado para o digital para podermos dar essa fluidez de leitura. São soluções, nem sempre simples, que quem produz o e-book precisa oferecer para a editora ou autor para encaixar o conteúdo e a experiência no suporte digital. Mas isso precisa ter uma boa conscientização do detentor do conteúdo e de quem o produz para o modelo digital. E esta preocupação custa dinheiro, o que muitas vezes é um problema para a editora, trazendo reflexos na qualidade do produto final.

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XComunicação: Quais são os principais entraves tecnológicos possíveis na produção de um e-book?

Carlos Vicente {kolekto}: A linguagem HTML e os estilos controlados por CSS são um desafio, pois são linguagens para WEB que não se comportam da mesma forma nos leitores de e-books. Os readers têm que evoluir muito para que um arquivo ePub obedeça ao comportamento configurado na programação. A homologação do formato ePub3 e do HTML5 é fundamental para que livros interativos sejam uma realidade, ou seja, efetivamente tenham um vasto acervo disponibilizado com essas tecnologias.

XComunicação: Garret Kiely, que comanda a maior editora universitária dos Estados Unidos, disse que os e-books são o primeiro passo de uma grande revolução. Como você enxerga a possibilidade de uma mudança radical nos hábitos de leitura da sociedade?

Carlos Vicente {kolekto}: Essa revolução já aconteceu, está acontecendo! Hoje, consumimos muito mais caracteres de leitura que antigamente. Na verdade, o mercado do livro é que está hoje se adaptando a uma nova forma de consumir conteúdo escrito, pautada pelos hábitos dos nativos digitais. Livros digitais curtos, apps, na verdade, a grande revolução virá quando os e-books, seja qual for o formato tecnológico deles, integrarem elementos que hoje já vemos na internet e nas redes sociais, como conteúdo dinâmico e geolocalização, por exemplo.

XComunicação: Além dos menores custos de produção, quais outros benefícios diretos são gerados pela digitalização das obras?

Carlos Vicente {kolekto}: Aqui vale tentar acabar com um mito: o custo de produção de um livro digital não é menor que o de um livro impresso. Às vezes, é até maior. O que realmente pode ser menor no formato digital é o custo de distribuição. Essa confusão gera muitos problemas na cadeia produtiva, mas para o leitor o benefício tem que ser transparente: conteúdo mais acessível, tanto em preço quanto em forma de compra. Um dos grandes benefícios indiretos que o mergulho no mundo digital dá para quem produz conteúdo (editoras, autores) é a possibilidade de conhecer e se relacionar diretamente com o leitor. Isso ainda é pouco valorizado na indústria do livro, mas será um grande benefício. O CRM vai mudar a indústria do livro, assim como mudou todas as outras.

XComunicação: Atualmente, as maiores universidades do mundo, como Harvard e Yale, criaram plataformas online para que estudantes de vários países tenham acesso a aulas e conteúdos programáticos. Como e quanto isso afeta as editoras?

Carlos Vicente {kolekto}: Afeta na dimensão que ainda a maioria das editoras não entendeu como lidar com isso. Mas no fundo não muda o core business da editora: ser o indutor da produção de conteúdo de qualidade. Se ela continuar a fazer isso, com um ajuste em seus modelos de negócio e relação com quem difunde este conteúdo, continuará gerando receita. Estas mesmas universidades vão querer os bons conteúdos/autores das editoras para incluir nas aulas, inclusive as que elas divulgam online. Os estudantes irão atrás das obras (ou parte delas), mas de outra maneira. Não é um mercado que está morrendo. É um mercado que precisa mudar, se adaptar a uma nova realidade. O digital pode até facilitar a venda “oficial” em mercados com menor poder aquisitivo.

XComunicação: Alguns autores são contra os livros digitais pela facilidade com que esses conteúdos podem ser reproduzidos ou modificados. Que defesas existem hoje para isso?

Carlos Vicente {kolekto}: A facilidade de reprodução também existia antes, no impresso, através da fotocópia. Um fato curioso e que já virou anedota no mundo do livro digital é que, quando foi lançado em ePub (com DRM social, ou seja, sem muitas restrições técnicas ao compartilhamento), a primeira cópia digital “pirata” demorou 24 horas a mais para “cair na rede” do que a versão “pirata” do livro impresso. Ou seja, a “pirataria” já ocorria e vai continuar acontecendo independente do suporte. Mas nem por isso Harry Potter, por exemplo, deixou de ser um estrondoso sucesso comercial no digital ou no impresso. A modificação de conteúdo, o plágio ou abuso da propriedade intelectual ou autoral são temas mais delicados e menos ligados ao suporte. O digital, na verdade, até facilita identificar conteúdos similares publicados sem autorização. É quase uma forma de inibir o plágio.

XComunicação: Russ Grandinetti, executivo da Amazon, afirma que os principais concorrentes dos e-books hoje são outros produtos digitais, como músicas e filmes, e não a versão impressa das obras. Você concorda com essa afirmação? No Brasil, a concorrência também é essa?

Carlos Vicente {kolekto}: Sim. Essa é uma abordagem moderna do tema. Incluo entre os “concorrentes” sites, redes sociais, games. Qualquer coisa que capte a atenção do consumidor de conteúdo é potencialmente concorrente dos livros digitais. Por isso, a qualidade do produto, tanto editorial quanto de formato, e sua acessibilidade são importantes para posicionar bem os e-books em relevância junto ao público.

XComunicação: Que e-book você está lendo no momento? E qual livro físico?

Carlos Vicente {kolekto}: Tenho lido no digital “Os Haicais do Menino Maluquinho” do Ziraldo que a {kolekto} produziu para a Editora Melhoramentos e foi um tremendo sucesso no lançamento da Amazon Brasil. Pode parecer estranho para alguém de 36 anos, mas na verdade leio todo dia quatro ou cinco haicais para o meu filho de 5 anos dormir. No livro físico tenho lido dois: “Conversas com Woody Allen”, do Eric Lax, que na verdade não paro de ler há vários anos, e recentemente terminei uma Grafic Novel espanhola chamada “A arte de voar”, roteiro de Antônio Altarriba e desenhos de Kim, lançada recentemente pela Editora Veneta no Brasil. Olha aí, HQ ainda é um formato que veremos muito ainda no suporte de papel e não acho isso nada ruim.

As praças virtuais das revoluções políticas

Por Guilhermo Benitez *

Beppe-Grillo

Como se não bastasse a crise econômica que assola a Europa, a Itália está agora em meio a uma crise política. Insatisfeitos com esquerda e direita, os italianos tornaram um movimento político nascido na internet, liderado por um humorista (e que inclusive recusa ser chamado de partido político), o mais votado nas últimas eleições nacionais.

Os 109 deputados e 54 senadores eleitos pelo Movimento 5 Estrelas, de Beppe Grillo, foram escolhidos pelo internet, após a avaliação de vídeos que postaram no YouTube. A campanha, que não aceitou qualquer subvenção pública, também foi baseada nas mídias sociais.

Assim como na Primavera Árabe, política e tecnologia se misturam para gerar revoluções. Mas será que estes fenômenos são fruto direto da era da comunicação digital? É possível dizer que nada disto teria acontecido sem a internet? Sim e não.

Movimentos políticos fazem parte da história desde muito tempo. Da revolução francesa à eleição do rinoceronte Cacareco, há um gigantesco histórico de mudança e protesto bastante anterior à invenção do transistor.

O que, sim, é novo e inerente ás redes sociais é a velocidade e acessibilidade destes fenômenos, que demandam menos tempo e dinheiro de seus líderes para alcançar seus objetivos. Mas, sem um conteúdo – mesmo que oportunista – capaz de engajar a comunidade alvo, nada feito. Até aqui, a internet tem se mostrado um excepcional meio para a operação política, mas não um fim.

* Guilhermo Benitez é diretor-executivo

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Pôquer, comunicação e a quebra de paradigmas

Por Guilhermo Benitez *

Já me perguntaram algumas vezes qual o ápice da comunicação corporativa. Construir uma marca do zero? Elevar determinado produto a uma posição vencedora no mercado? Blindar uma corporação a crises de imagem? Na minha visão, o ponto máximo deste trabalho é quando se consegue mudar a percepção que a sociedade tem de determinado segmento, quebrar paradigmas, mudar mentalidades. São momentos raros, construídos no médio prazo, mas cuja conquista traz uma satisfação proporcional ao esforço empreendido.

No último domingo, o programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, exibiu uma longa reportagem (clique abaixo) sobre o crescimento de um esporte que vem atraindo grandes ícones esportivos, como Ronaldo, Boris Becker, Rafael Nadal e Michael Phelps: o pôquer. A matéria é um divisor de águas na história da modalidade no país e pode ser apontada como marco na sua correta compreensão.

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Hoje, pode soar estranho, mas, há pouco mais de cinco anos, quando a XComunicação se colocou à frente do desafio de atender o site PokerStars, a questão ainda era outra: provar que um dos principais passatempos de Barak Obama e Warren Buffett não era uma atividade ilegal, e sim intelectual, além de um excelente exercício de raciocínio . Em 2008, quando convidamos a imprensa para acompanhar o primeiro grande torneio internacional de pôquer Texas Hold’em do país, a etapa do Rio de Janeiro do Latin America Poker Tour – LAPT, a principal questão dos jornalistas era sobre como funcionava a “jogatina”.

Quebrar barreiras, explicar a lógica matemática que derruba o preconceito de jogo de azar, fortalecer a tendência comportamental expondo o perfil de jogadores célebres e celebridades que jogam, mostrar o trabalho árduo de treino e preparação mental dos atletas. Foram várias as etapas concluídas para se sair de algo visto como um vício perigoso e chegar ao esporte da mente. Como?

De volta a 2008, no primeiro dia do LAPT, recebemos a visita inesperada de uma equipe de um jornal popular local. Por alguns instantes houve uma tensão no ar, se temia uma cobertura clichê, algo na linha “cassino a luz do dia em São Conrado”. A decisão, estratégica, foi receber o jornalista com total transparência, circular com ele pelo local explicando a dinâmica do torneio, a lógica do esporte, a história dos personagens envolvidos. O resultado, emblemático, foi um texto desmistificando a imagem distorcida que um desavisado teria de um torneio de pôquer. Óbvio, como sempre, este case de sucesso foi construído pela conjugação de esforços de diversas pessoas físicas e jurídicas, mas, naquela tarde de calor carioca, a informação correta começou a vencer o preconceito.

* Guilhermo Benitez é diretor-executivo

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Linkedin: seu currículo nunca mais será o mesmo

Por Fabio Chiorino *

Há exatos 10 dias, o Linkedin apresentou aos acionistas os resultados de suas ações na bolsa de valores de Nova York em 2012. As receitas da rede social apresentaram um crescimento de 86% em relação ao ano anterior, atingindo a marca de R$ 303,6 milhões de dólares. Afinal, em que momento a chave virou e o Linkedin se transformou numa empresa capaz de apresentar um desempenho que vai bem além de suas funcionalidades como a maior rede de contatos profissionais do mundo?

Algumas novidades recentes foram determinantes para essa explosão. A principal delas foi apresentar uma possibilidade de navegação mais “amigável”. Seguindo os caminhos de sucesso do Facebook, o Linkedin adaptou a funcionalidade de compartilhamento e publicação de conteúdos. A página principal do usuário ganhou um novo layout, com a foto mais destacada e apresentação resumida da experiência profissional do usuário.

O sistema recomenda agora quais dados devem ser preenchidos para que o perfil tenha o mínimo de informações relevantes para quem o visita. Para aumentar o tempo médio dentro da rede, diversos artigos são sugeridos ao usuário, de acordo com seus assuntos de interesse. O conteúdo é hoje algo fundamental para o Linkedin. Desde o ano passado, convidou dezenas de executivos a escrever conteúdo original para o site. Até o presidente americano Barack Obama participou de uma sessão aberta de perguntas com os usuários sobre propostas de criação de emprego no país.

Venda de espaços e de ferramentas é outro fator determinante para essa guinada. Além de permitir anúncios patrocinados por empresas (modelo similar ao adotado pela Facebook Ads), o Linkedin oferece uma série de pesquisas customizadas sobre mercados de trabalho e até a possibilidade de se conectar diretamente com algum perfil específico, demandas que atraíram diretamente empresas de recursos humanos e recrutamento.

Todas as mudanças também foram adaptadas para as plataformas mobile de acesso. E os números (clique e veja mais na imagem abaixo) mostram como as mudanças rapidamente mudaram a trajetória da rede social. Em janeiro desse ano, o Linkedin anunciou a marca de 200 milhões de usuários, sendo 11 milhões só no Brasil. Desde 2001, adicionou 13 novas línguas, tornando o site disponível em 19 idiomas. E ainda: já é o 23º domínio mais visitado da web. A cada dois segundos, dois novos usuários. Se fosse um país, já seria a 5ª maior população do mundo.

Esqueça aquele papo de que o Linkedin é aquela rede social atualizada quando você muda de emprego. Estamos diante de uma verdadeira rede social, onde experiências profissionais e conteúdo relevante valem mais do que um simples currículo.

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* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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O Facebook não para de crescer no Brasil

Por Fabio Chiorino *

Números recentes do Social Bakers, site de métricas, monitoramento e ferramentas de marketing digital, revelam que o Facebook continua crescendo no Brasil. Ao contrário das quedas acentuadas de novos usuários registradas por Orkut e, mais recentemente, pelo Twitter, a rede social criada por Mark Zuckerberg nada de braçadas por aqui. Entre todos os números e dados levantados, um em especial chama a atenção: 83.98% da população online (ou seja, com acesso à internet) estão se conectando ao Facebook.

Já são mais de 66 milhões usuários brasileiros ativos no Facebook, o que representa uma penetração de 33,09% em toda a população brasileira. Só nos últimos seis meses foram criados 11 milhões de novos perfis. O Brasil só perde hoje para os EUA, que têm quase 100 milhões de usuários a mais. Entretanto, as taxas de crescimento por lá são menores, o que também pode indicar que o Facebook começa a mudar seu ciclo de vida, assim como já ocorreu com outras redes sociais.

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E as marcas já perceberam todo o potencial de lançar campanhas e promoções por lá, ao mesmo tempo em que dialogam continuamente com o seu consumidor. Um termômetro rápido e contínuo. O Top 10 abaixo mostra que as grandes redes varejistas dominam a lista de audiência das fanpages, beneficiadas, é claro, pelo fato de serem marcas conhecidas em quase todo o país.

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Duas faixas etárias dominam o perfil do usuário brasileiro: 18 a 24 (32%) e 25 a 34 (27%). E as mulheres são a maioria do público – 54%, número que bate com a audiência dos EUA (45% homens e 55% mulheres).

Os dados da comScore (2012), outra plataforma de análise e estratégias digitais, ajudam a entender não só o tamanho desse público, mas principalmente o seu comportamento assim que se conecta – 37,5% dos usuários brasileiros já acessam a rede pelos smartphones, por exemplo. Outra constatação, essa mais recente e universal, comprova que as pessoas permanecem cada vez mais tempo conectadas a esta rede social. O Facebook já é o terceiro site mais acessado para quem deseja ver vídeos, perdendo apenas para o Youtube e para o Vevo.

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Ninguém pode afirmar se todos esses grandiosos números durarão por muito tempo. Entretanto, é notória a consistência deles no Brasil. O Facebook nunca esteve tão is on the table dos brasileiros.

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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O apagão mais criativo da história do Super Bowl

Por Fabio Chiorino *

No último texto desse blog, a Cristina Toletti anunciava a chegada do Super Bowl e seus números fascinantes. Mais de 110 milhões de americanos impactados pelo Crème de La Créme da propaganda. A cada 30 segundos de comercial, US$ 4 milhões para os cofres da CBS, rede de televisão que transmite o maior evento esportivo dos Estados Unidos.

Mas aí veio o apagão, que mudou a cara do jogo. O San Francisco 49ers estava sofrendo uma lavada histórica e conseguir equilibrar a partida quando a energia voltou. Mas até os primeiros refletores voltarem a iluminar o Superdome, o que se viu foi um misto de mistério e incredulidade. A CBS manteve-se no ar durante o apagão e garantiu que todas as mídias acertadas com os anunciantes estavam sendo veiculadas normalmente.

Não foi bem assim. Pelo menos uma marca admitiu ter mudado seus planos diante do blecaute. A Coca-Cola veicularia seu novo comercial em duas partes, o que foi revisto após o estádio ficar sem luz por 34 minutos. Na cabeça do anunciante, com o apagão, muita gente pode ter levantado do sofá, o que pode ter reduzido a assertividade dos comerciais.

Como já está virando regra nesse jogo publicitário que envolve milhões de dólares, muitas marcas souberam explorar do imprevisto. E o humor (sempre ele) foi fundamental para não deixar a bola oval cair. E a escolha da rede social para isso não poderia ser mais certeira: o Twitter e sua alta capacidade de viralizar uma mensagem num piscar de olhos.

A Audi foi mais rápida no gatilho e provocou a Mercedes-Benz, detentora dos naming rigths do estádio que recebeu o Super Bowl, em New Orleans. O tweet abaixo (clique nas imagens para aumentá-las) mostra toda a fina ironia, tão comum e incentivada no mercado americano.

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A Oreo foi esperta ao sugerir que, mesmo sem luz, você conseguiria mergulhar o biscoito no leite. Em questões de minutos, a marca já havia alcançado os Trending Topics nos EUA.

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O varejista Walgreens aproveitou para apresentar seu portfólio, enquanto a marca de produtos para a limpeza de roupas Tide trouxe o comentário mais espirituoso da noite. Em uma tradução aproximada: “Nós não podemos resolver o seu apagão, mas podemos começar tirando as manchas”.

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A luz voltou, o Baltimore Ravens conteve a reação do 49ers e venceu o Super Bowl pela segunda-vez. O resumo da noite mais lucrativa da história da NFL não poderia ser mais evidente: nada supera um quarterback inspirado e marcas que criam novas oportunidades onde outras só enxergam o breu.

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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Lá vem o Super Bowl. Cada vez mais social e viral

Por Cristina Toletti *

Neste domingo, americanos (ou não) vão se aglomerar nas mesas dos ‘sports bars’ ou se reunir em casa de amigos para assistir ao mais esperado evento esportivo da América do Norte.

O Super Bowl não é apenas a grande final do campeonato de futebol americano; é também a maior e mais cara vitrine publicitária do mundo (U$ 4 milhões em média por uma inserção de 30 segundos), com um valor intangível: da à marca anunciante o direito de fazer parte da ‘conversa cultural’ que engaja um público estimado em 110 milhões de pessoas.

Comer asas de frango (a estimativa é que 1,23 bilhão de ‘chicken wings’ sejam consumidas no dia do jogo) e assistir aos comerciais do Super Bowl durante o jogo faz parte da cultura Americana. O intervalo comercial é um momento ansiosamente esperado pelo público e as peças mais criativas têm espaço garantido nas conversas do dia seguinte.

Desde que a VW antecipou a veiculação do premiado filme com uma criança vestida de Darth Vader, os lançamentos dos comerciais do Super Bowl antes do jogo polarizam a opinião de especialistas em marketing.

Nicole Ames, estrategista em mídias sociais, afirma em seu blog não entender a antecipação.  “Os consumidores ficam ansiosos por assistir aos anúncios. Há uma grande revelação no sentido de… o que ‘eles’ farão este ano?”

Já os defensores da veiculação prévia do comercial na internet argumentam que, ao assistir o filme antes, o consumidor acaba se tornando um embaixador da marca durante o jogo. Quem gostar do filme chamará a atenção dos amigos para que prestem ‘mais’ atenção no comercial durante o jogo.

Na era das redes sociais, da comunicação interativa e do buzz marketing,  disseminar é a palavra de ordem e o que vale é engajar o consumidor na conversa. Quanto antes, melhor. A Coca-Cola, por exemplo, optou por dar voz aos consumidores para que decidam o desfecho do filme que irá ao ar durante o Super Bowl. A campanha online mostra 3 equipes rivais que avistam uma Coca-Cola no deserto e correm em sua direção. Mas a garrafa é apenas um grande ‘display’, indicando que é possível encontrar o refresco a 50 milhas dali. A equipe vencedora será conhecida durante o Super Bowl.

Este ano, além da VW,  Taco Bell, Mercedes-Benz e Century 21 anteciparam seus comerciais. Só o comercial da Mercedes já contabilizava na quinta-feira mais de 5,6 milhões de acessos no YouTube.  Surpreender o público do Super Bowl continuará a ser o grande desafio dos marqueteiros, antes, durante e depois do jogo.

*Cristina Toletti é Sócio-Diretora

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Será o fim do Mc Lanche Feliz?

por @FChiorino

Pais e crianças de todo o Brasil, atenção. Um projeto de lei aprovado ontem na Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado pode promover uma revolução no marketing voltado às crianças. O senador Eduardo Amorim (PSC-SE), autor do projeto, quer proibir a as redes de lanchonetes e outros estabelecimentos que vendem refeições de distribuírem ou comercializarem brindes e brinquedos infantis relacionados aos alimentos.

Amorim defende o fim do que chama de “marketing agressivo”. Segundo o senador, a prática “incute nos pequenos consumidores uma necessidade desenfreada de ter e de consumir”. O projeto ainda será examinado nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e Assuntos Sociais (CAS), antes de ser encaminhado à Câmara dos Deputados.

E agora, José? Os profissionais especialistas em marketing infantil já devem estar preparados para essa reviravolta. Mas os pais também. Afinal, quantas vezes conseguimos convencer nossos filhos a comer algo em troca de algum benefício direto, como o brinquedo do mais novo sucesso nos cinemas? E quantas vezes os próprios filhos cobram dos pais a compra de um determinado produto por conta do brinde incorporado ao cardápio?

Os brinquedos são realmente um forte apelo de vendas. É quase um sinônimo de recompensa à criança (desde que ela coma tudo, inclusive os picles!). Entretanto, essa condicional pode promover (se já não promove) uma geração que encare a alimentação apenas como uma ponte para conseguir o objeto de desejo.

Com a eventual adoção da nova lei, as empresas alimentícias e suas respectivas agências terão um enorme desafio pela frente. Criar novos atributos de sedução para um público cada vez mais crítico e ávido por novidades. As propagandas e as ações promocionais afetam diretamente os hábitos e até mesmo as crenças das crianças. Isso não significa que o brinquedo é a única solução mágica, apesar de aparentemente ser a mais certeira nos dias atuais.

Um caminho que deve ser levado em conta é associar os produtos a outros tipos de abordagens. Os anunciantes devem abraçar de vez o mote do “consumo saudável e consciente”. E, a partir disso, promover ações de responsabilidade social, entretenimento, cultura e lazer que estejam correlacionadas à venda de seus produtos. Certamente é uma maneira mais complexa de atingir o público-alvo e demanda uma logística mais bem planejada. Mas se com o Mc Dia Feliz dá certo, por que não é possível estender para um plano de marketing contínuo e que envolva um portfólio maior?

Ninguém está defendendo aqui que as empresas se tornem pastorais. Mas o projeto de lei em estudo pode ser mais um incentivo para que o mercado busque novos diferenciais competitivos e ainda ganhe dinheiro com isso. Fica para os pais a difícil missão de explicar aos pequenos que as coisas poderão mudar. Menos brinquedos, novas experiências. Com ou sem picles.

* Fabio Chiorino é gerente de conteúdo da XComunicação e pai da Maria Eduarda (apaixonada pelos brinquedos do Mc Donald´s)

22 minutos e nada mais. Ou o fim das reuniões enfadonhas

Por @FChiorino

Outro dia, postei no Twitter: “Reunião boa dura no máximo 30 minutos. Depois disso, vira convescote”. Aí o @filipequintans me mandou o vídeo abaixo, provando que é possível fazer uma produtiva reunião em 22 minutos.

Claro que esse “milagre” no mundo corporativo só é possível com uma baita mudança de cultura entre os executivos que adoram lotar os calendários do Outlook com encontros seguidos e ainda protagonizam disputas épicas pelas salas de reuniões (segundo maior conflito dentro das empresas, só perdendo para a temperatura ideal do ar condicionado).

Pois bem. A cartilha é tão básica que deixa qualquer CEO envergonhado de não segui-la à risca. Tópicos como pontualidade e pauta já desenhada ajudam demais a pular etapas desnecessárias do tipo “E aí, minhas agências. O que temos pra hoje?”.  O grande destaque é manter o maldito espertophone no bolso. Ninguém acredita que você está prestando atenção no que está sendo dito, enquanto aproveita para responder emails paralelos ou dá aquela conferida no que escreveram sobre você no Facebook.

A cereja da sabedoria é quase um mantra a ser evocado: ouça primeiro, fale depois. Esqueça aqueles espirituosos comentários que você está ensaiando há uma semana. Se outras pessoas abordarem o mesmo assunto, não há motivos para você repetir o assunto. Além de contraproducente, as pessoas aproveitarão o silêncio constrangedor para pensar: “Mas que raios esse cara está fazendo aqui?”.

Ah, antes que eu me esqueça: piadas existem para os momentos e lugares certos. Na dúvida, deixe a anedota para a mesa do bar. Reunião não é stand-up comedy. E os 22 minutos já estão chegando ao fim…

Por que entrar em uma rede virtual?

O que leva as pessoas a se relacionarem virtualmente? Qual o motivo do sucesso ou total fracasso de uma rede virtual? Há várias respostas, e a ideia era hoje publicar um post falando sobre esse tema. Mas para ir além de teorias, suposições e exemplos, decidimos usar a interatividade para uma de suas funções principais: ouvir opinião.

Vote na enquete abaixo e registre por qual motivo você usa uma rede na web 2.0. Sua opinião vai ajudar a construir um de nossos próximos posts. Se esta experiência for bem sucedida, prometemos dividir mais este espaço com você.

Vamos lá, é ano de eleição, democracia em alta. Participe.

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Deu no New York Times

Artigo

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PrtScr da página no Facebook da Delhi Traffic Police (clique aqui para visitar)

Por Guilhermo Benitez*

Muitos bits já foram gastos discutindo a ação, no Twitter, das diversas “franquias” da Operação Lei Seca. São grupos regionais que usam a ferramenta para avisar publicamente sobre a existência ou não de fiscalização em vias próximas aos principais bares e restaurantes das cidades, buscando livrar os motoristas que ficaram no happy hour de problemas com a polícia.

Enquanto, aqui, as autoridades criticam a iniciativa, em nossa nação irmã no BRIC, a Índia, elas estão usando as mídias sociais para fiscalizar infratores de trânsito. O “case” de uso das redes sociais rendeu reportagem no encarte semanal do The New York Times publicado aqui no Brasil pela Folha de S.Paulo.

A ideia, simples, aparentemente foi além do que se propunha. Segundo o jornal norte-americano, a polícia de trânsito da capital indiana, Nova Delí, famosa por seus congestionamentos monstruosos, abriu um perfil no Facebook para incentivar os habitantes a expressarem suas opiniões e sugerirem melhorias e mudanças.

Só nisto já há um avanço considerável na gestão do trânsito em relação ao que temos em São Paulo, por exemplo, onde este tipo de interação digital com os motoristas ainda não é possível.

Mas os cidadãos de Nova Delí iniciaram – segundo a reportagem, de forma autônoma – a postar fotos e vídeos de motoristas cometendo infrações nas vias públicas. De repente, o contingente de cerca de cinco mil policiais (pequeno para os mais de 12 milhões de habitantes) foi reforçada por milhares de fiscais virtuais.

Incentivadora ou não da prática, a polícia local não se fez de rogada e começou a mandar multas para os proprietários dos veículos flagrados em delitos.

Assim como a ação dos grupos brasileiros da Lei Seca, o projeto indiano acendeu caloroso debate, desta vez no outro estremo: a atividade não estaria invadindo a privacidade alheia? Não poderiam os “fiscais” montarem imagens falsas e assim denunciar falsamente inimigos ou desafetos? Fotografar a lambança alheia quando se está ao volante não seria, em si, uma infração das regras de trânsito, com potencial de criar novos acidentes?

Sem respostas, fica aqui mais um caso de inovação no uso das redes sociais, agora como serviço (ou desserviço) público.

E, voltando ao caso do Twitter da Operação Lei Seca, sem qualquer juízo de valor, fica a dica para as autoridades agirem com mais inteligência e menos mão pesada. Se as informações de para onde os possíveis motoristas infratores se dirigem está disponível, em tempo real, na internet, porque não usar isto para, com agilidade, melhorar a fiscalização?

* Guilhermo Benitez é sócio-diretor da XPress Assessoria em Comunicação e coloca estas e outras idéias no ar em http://coffeebreak-br.blogspot.com e www.twitter.com/guibenitez

Uma foto é uma foto é uma foto…

Um dos assuntos da semana é a compra bilionária do Instagram pelo Facebook. Se ainda não soube do caso, leia aqui. Se não sabe o que é o Instagram, basicamente é uma comunidade virtual de compartilhamento de fotos feitas com smartphones e impulsionada por usuários de iPhone. Neste espaço não vou gastar caracteres discutindo o caso em especial, mas uma outra questão que tem mobilizado parte do meio fotográfico. A título de introdução dois causos.

O fotógrafo e editor Toni Pires contou de uma mesa redonda na qual participou durante o 2º Festival de Fotografia de Tiradentes. Uma das perguntas do mediador foi se havia ou não a iPhotografia, ou seja, uma categoria de fotos feitas com iPhone, assim como se popularizou há alguns anos a Lomografia (imagens produzidas com câmeras Lomo). Para Toni, isso é uma bobagem. Se fosse assim, deveria existir Canongrafia, Nikongrafia, Sonygrafia…

Outro fotógrafo, Edmar Melo, relatou em um almoço há duas semanas o debate causado pela vitória de uma série feita com iPhone no concurso Leica-Fotografe 2012. Em resumo, havia defensores da criação de uma categoria só para iPhone no concurso do próximo ano. Edmar é partidário dessa ideia, e argumenta que o tal ensaio vencedor, feito no metrô, seria inviável com um equipamento tradicional. Ou seja, a competição equipamento profissional x iPhone é desleal.

A fotografia, assim como o automóvel, é filha da Revolução Industrial e dos processos de produção em massa. Já escrevi em outro artigo sobre como a evolução de equipamentos influiu na maneira de produzir e consumir fotografia (Sorria, você está ficando ultrapassado). Portanto, sim, o iPhone e seu uso como câmera influenciam a maneira de entender a fotografia. Mas não cria uma nova fotografia.

Não vou entrar na discussão agora se a popularização da imagem gera banalização. Acho que sim, mas defender essa posição para mim exige argumentos mais complexos. Entretanto, me parece mais claro o fato de, seja com qual for o objeto e seu meio de difusão, o produto final, a fotografia, continua a mesma. As pessoas apenas se deslumbram com o meio, e parecem ter dificuldade em entender a permanência do resultado, do espaço reconhecido e reconhecível do produto final. Usando o paralelo de parágrafos atrás, ninguém olha para o Ford T e para uma Ferrari e afirma que o primeiro não é um carro.

Quando perguntada sobre qual câmera indicaria, a fotógrafa Annie Leibovitz sugeriu a um incrédulo jornalista da NBC o iPhone. Não encontrei uma versão legendada, mas não é difícil de entender e, principalmente, perceber o espanto envolvido na história. Veja aqui. Sobre o tema, o fotógrafo Alexandre Severo sentenciou, em seu sotaque pernambucano: “Se Annie Leibovitz recomenda o iPhone, quem sou eu para discordar?”. Se para ela o produto da câmera do iPhone é fotografia, creio estar em ótima companhia.

Rodrigo Dionisio é fotografo, jornalista e vice-versa, além de ser sócio-diretor da FramePhoto Agência Fotográfica (www.framephoto.com.br). Já desenvolveu um projeto com fotos de celular no Flickr, mas tem se recusado a entrar na onda do iPhone

O paradoxo da Kodak

Esta fotografia digital NÃO foi captada por uma Kodak. Poderia.

Esta fotografia digital NÃO foi captada por uma Kodak. Poderia.

Depois de muita especulação, a semana passada acabou com a formalização do pedido de concordata da centenária empresa que inventou a fotografia como a conhecíamos. O império construído em torno da imagem analógica foi destruído pela fotografia digital. Mas a ironia, ou não, é que a própria Kodak, uma das empresas mais inovadoras do mundo, proprietária de cerca de 1.100 patentes, foi a criadora da primeira câmera digital, em 1975. Com medo de abalar seu lucrativo negócio de filmes e revelações, decidiu deixar a novidade na gaveta…

A triste história da Kodak me lembra outro desastre, este de toda uma indústria, a fonográfica. Com o advento do Napster e, depois dele, da incessante pirataria pela internet, as antes poderosas gravadoras hoje se arrastam em busca de sobrevivência. A pergunta que não quer calar é: será que, se ao invés de ficar brigando com a realidade e tentar segurar a torrente de fatos, os selos musicais tivessem mudado de tática, usado o potencial de distribuição de música pela web a seu favor e encontrar novas formas de monetizar seu negócio, o resultado não teria sido bem menos catastrófico?

Da mesma forma, será que se, com a vantagem que tinha por ter desenvolvido antes a tecnologia, a Kodak tivesse se antecipado e ganho o jogo digital, não teria se mantido como uma gigante da imagem?

Este paradoxo cai como uma luva para o (ainda) atual momento das mídias sociais. Por incrível que pareça, ainda temos muitas empresas se debatendo sobre o receio de perder o controle sobre algo incontrolável: como o público irá falar dela e o quanto deste diálogo irá se espalhar e reverberar pelo Facebook, Twitter etc. No lugar de tentar buscar se adequar à realidade e lucrar (ou minimizar perdas) com ela, prefere chorar um passado de controle que não existe mais (sinto informar mas seu consumidor está, neste momento, falando mal de sua marca nas mídias sociais, mesmo que você apenas tampe os ouvidos e finja que não está ouvindo).

A realidade, nua e crua, é de que os tempos mudam e ou nos adaptamos (como a IBM, por exemplo, fez com maestria) ou podemos virar mais um exemplo infeliz de dinossauro (eles, ao menos, não tiveram a chance que temos agora de mudar o jogo antes do final).

Guilhermo Benitez é jornalista e diretor associado da XComunicação