XComunicação – Fabio Chiorino (Porta-Vozes)

XComunicação – Viviana Toletti (Como escolher uma agência)

O Facebook está de cara nova. Ou melhor, o Twitter…

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Facebook.  Essa será a primeira palavra que virá a sua mente assim que você se deparar com o novo layout do Twitter, até o momento disponível apenas a um grupo pequeno de usuários. A ideia, segundo a companhia, é cada vez mais usar a plataforma social para mostrar quem você é. Ou seja, exposição maior de imagens e dos conteúdos postados pelos usuários.

O novo perfil permite um avatar maior, personalização do header e destaque para os tweets que gerarem mais engajamento (com maior número de retweets e marcação de favoritos). Um dos recursos lançados é o Pinned Tweet, em que é possível “fixar” um tweet no topo da página para atrair a atenção dos seguidores. Outra novidade: o usuário poderá escolher qual linha do tempo deseja ver, filtrando os perfis por tweets, tweets com fotos/vídeos, ou apenas réplicas.

Quem criar uma conta hoje no Twitter, já começa com o novo perfil. Entre os usuários antigos espera-se alguma resistência, já que muitos reclamam justamente da overdose de exposição de informações e imagens do Facebook. Muito além do aspecto visual, o foco do Twitter agora é gerar lucro, algo que ainda não aconteceu. Para isso, gradualmente estão sendo lançadas novas plataformas de anúncios, como o download de aplicativos direto na timeline. Tornar a rede mais dinâmica e atrativa é um caminho para atrair um número maior de anunciantes.

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De 2006 até os dias atuais, 300 bilhões de tweets já foram publicados. Por mês, são 240 milhões de usuários ativos. O desafio agora é tornar o Twitter também numa plataforma efetiva de negócios, sem desagradar quem está lá apenas pela interação social. A base já está formada. Resta saber como ela reagirá, algo que nem mesmo os gurus de redes sociais são capazes de prever com exatidão.

Plano estratégico de comunicação: cuidado com as armadilhas

Por Celso de Souza *

O termo “comunicação estratégica” não é apenas um jargão empresarial. Um plano de comunicação bem concebido é um ativo estratégico, que pode aumentar o valor da marca, melhorar o relacionamento com clientes e parceiros, construir sua reputação, otimizar os investimentos e tornar a comunicação com os diversos públicos cada vez mais eficaz.

Estamos em um momento no qual as áreas de marketing e comunicação começam a implementar o caminho e a refinar os primeiros passos para a jornada deste ano. E a nós, gestores de comunicação, cabe uma reflexão sobre o assunto: “Será que nossos planos contém em suas receitas a dosagem certa da mensagem integrada aos diversos canais de comunicação? Será que contemplam todos os pontos de contato da marca com o consumidor através de ações táticas a curto e médio prazos?” Não há respostas certas ou o melhor caminho. Há alguns sinais que podem apoiá-los para fugir de algumas armadilhas. Aqui estão as mais comuns:

Sua proposta não é suficientemente vinculada a resultados de negócios. Algumas empresas ainda veem comunicação como um suporte, uma área complementar dentro da organização, ou até mesmo como um recurso de redução do risco de crise. Em outros casos, quando a área é considerada estratégica pelo time de liderança trabalha com objetivos de comunicação, um caminho proposto a se percorrer, uma audiência definida e as narrativas adequadas a cada meio em prol da visibilidade da marca. Um plano de comunicação estratégico deve ter um conjunto de ações, iniciativas e finais diferentes, além de melhorar as relações com os diversos públicos e disseminar os valores que apoiam a melhora no desempenho dos negócios e o crescimento da companhia.

O plano foi criado em um vácuo. Os melhores planos começam com uma auditoria de comunicação de marca completa que inclui insights sobre clientes, parceiros de canal, e as percepções dos colaboradores sobre a empresa e seus produtos. Às vezes, o processo de planejamento é focado também internamente. É desenvolvido para expor e reforçar ao mercado a missão e os valores da organização, ou é baseado em uma lista de desejos, vontades. Suas chances de sucesso são maiores quando ele é composto por tendências externas, ideias-chave, alterações específicas ou possíveis situações de ruptura da indústria e do mercado que afetam a empresa no longo prazo.

As mensagens estão em conflito. Em um momento tão importante no relacionamento das marcas com seus stakeholders (seja clientes, parceiros de negócio, investidores ou fornecedores), a busca pela integração na comunicação torna-se vital para o sucesso dessa jornada. É preciso ampliar nossa visão para outras frentes, romper o pensamento dos “cilos” e buscar uma horizontalização em nossas mensagens.

Site, folder, fanpage, Twitter, catálogo, press release, stand na feira ou no evento, compartilhamentos nas redes sociais precisam propagar a missão, os valores e as crenças da marca e transmitir ao público de interesse – independente do meio – a identificação com a mesma empresa.

Por isso, vale a atenção e a busca pela sinergia entre as áreas. Por exemplo, deve-se cuidar para que a equipe de PR esteja focada em comunicar benefícios e diferenciais de um produto, enquanto, simultaneamente, a de marketing promove campanhas, descontos e promoções em seus preços. Embora esses tipos de mensagens podem – e devam – coexistir, se não forem cuidadosamente alinhadas, podem gerar um conflito.

Diretrizes Comunicações estão ausentes ou inadequadas. Mesmo em uma pequena empresa, os padrões visuais e de conteúdo de qualidade são fundamentais. A referência – e o conhecimento – dos manuais de marca apoiam as diversas áreas envolvidas na comunicação a se orientarem às corretas formas de aplicação nos mais diversos materiais de comunicação. Como recomenda a pesquisadora em comunicação, Georgia Everse, “os padrões da marca que dão ‘regras para criar por´ para aqueles que devem atender as necessidades do `o que comunicar e de que forma”.

O plano é um segredo. Algumas empresas mantêm suas estratégias reservadas de alguns gerentes seniores. Por quê? Um plano de comunicação é um tratado em prol da disseminação da doutrina da empresa|marca,  jamais deva ser um segredo. E o mais importante, deve ser utilizado como o meio para criar conexões ainda maiores com seus consumidores e parceiros de negócio.

Muitos funcionários têm contato direto com o cliente e praticamente todo mundo fala sobre a organização com os outros. Um plano de comunicação com estratégias e objetivos claros é útil para todos, particularmente por causa de conversas informais negativas que quase sempre preenchem as lacunas criadas pela comunicação da marca inadequada dentro da empresa.

A equipe perde na execução das ações táticas. Embora diretrizes devem ser compartilhadas, uma equipe experiente deve lidar com a execução das ações táticas de comunicação com bastante atenção. Processos de pré-produção, preparação do material, gestão de recursos, escolha dos fornecedores são alguns dos fatores que merecem destaque para evitar que o time se perca no planejamento proposto.

No calor das relações com a mídia, reuniões, ações em andamento, batalhas ou campanhas de email marketing, demandam tanta atenção que muitas vezes, tendem a atrair o time a se concentrar demais na execução. A percepção não é errada. O momento é que é.

Se orientado pelo planejamento e o acompanhamento frequente de cada projeto as chances do time se perde na execução serão cada vez menores. Alguém uma vez me disse que a diferença entre um plano estratégico e um tático é que o primeiro concentra-se em resultados entregues, e o último sobre a mudança entregue.

* Celso de Souza é Diretor de Planejamento Estratégico da XComunicação e membro do Grupo de Estudos e Nova Narrativas (GENN) da ABERJE. Foi premiado com o Boot Camp 2003 na Miami AD School | ESPM e, como consultor de comunicação, esteve à frente de diversos projetos de clientes como BRF, NEXTEL, Yahoo!, Philips, DEMB, Gruppo Campari e BASF do Brasil.

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2014: as tendências para as mídias sociais

Por Fabio Chiorino *

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Sim, você já deve saber. Os especialistas em mídias sociais garantem que o Facebook entrará em declínio a partir desse ano. Os mais alarmistas acreditam que a rede poderá até deixar de existir até 2017. Ponderemos. Redes sociais nascem e morrem a cada ano. Foi assim com o Orkut, por exemplo, e é natural que os usuários migrem para novidades, já que o grau de obsolescência programada na internet tem um intervalo cada vez menor.

No caso do Facebook, a debandada pode atingir não só pessoas comuns, que cada vez mais protestam contra a falta de privacidade (só nos EUA, 6,7 milhões de jovens abandonaram a rede nos últimos 3 anos), como também as empresas, que viram desabar o índice de engajamento dos conteúdos orgânicos dentro de suas fanpages. Mark Zuckerberg ensinou a receita do bolo, mas cobra cada vez mais por ela. Com a necessidade de investir cada vez mais em mídia online (principalmente Facebook Ads e post promovidos), as grandes marcas já repensam a alocação de recursos para essas plataformas.

O Facebook ainda é o “queridinho” dos Brasileiros. Fechou 2013 com 67,96% da audiência no país, segundo dados da Experian Hitwise, um abismo à frente de YouTube (21,11%), Twitter (1,77%), Ask.fm (1,69%), Yahoo Respostas Brasil (0,97%), Instagram (0,67%) e Orkut (0,64%).  O Google+ ainda não emplacou por essas bandas e ficou só com o 11º lugar (0,47%).

Mais importante que analisar a audiência, é entender as mudanças de comportamento dos usuários.  E aí o Mobile se torna uma das maiores forças de 2014. As pessoas compartilham cada vez mais conteúdo e experiências, e isso acontece a qualquer hora e lugar. Esse ano, a projeção indica que haverá mais celulares que pessoas no mundo (7,3 bilhões de unidades). Um público que não se desconecta nunca e que sente uma necessidade cada vez maior de influenciar e ser influenciada por seus pares.

O crescimento na venda de tablets, o avanço do e-commerce (incluindo geolocalização), o uso de analytics na decisão estratégica de empresas e o cloud computing são outras tendências que devem invadir o mundo da tecnologia. Além disso, Copa do Mundo, Eleições e eventuais novas manifestações populares são capazes de virar a internet pelo avesso.

Mais recursos, mais inovações e enormes desafios. De olho em cada passo do usuário, o marketing digital busca ampliar todos os pontos de contato com o consumidor. “As pessoas não sabem o que querem até que a gente mostre a elas”, dizia Steve Jobs. Talvez a máxima faça sentido para produtos físicos, mas, nos ambientes virtuais, seguir cada passo para entender os hábitos, comportamento e os desejos do usuário é uma questão de sobrevivência.

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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XComunicação | Boas Festas!

A XComunicação deseja a todos um Natal de paz e um 2014 de muitas conquistas!

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7 dicas para engajar mais no Facebook

O The Next Web publicou 7 dicas para engajar mais o público nas fanpages. Como objetividade está nessa lista, vamos logo a elas:

1. Posts com fotos têm 39% a mais de interação

Posts com fotos são responsáveis ​​por 93% dos conteúdos com mais engajamento no Facebook. De acordo com KISSmetrics, esse modelo obtém 53% mais “likes”, 104% mais comentários e 84% mais click-through em links, em comparação com mensagens somente com texto.

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2. Mensagens curtas obtêm 23% a mais de interação

Escrever mensagens curtas não é apenas útil no Twitter. Mantendo suas mensagens abaixo de 250 caracteres, você pode ter um crescimento de 60% no envolvimento do público com a postagem. Ir direto ao ponto é o que definitivamente mais agrada os usuários.

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3. Usar emoticons aumenta em 33% o número de comentários

Se você pensa que emoticons eram apenas para adolescentes, está na hora de repensar esse conceito. Eles humanizam e criam uma identificação direta com o público. E ainda são capazes de aumentar em 33% e 57% o número de compartilhamentos e “likes”, respectivamente :)

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4. Os níveis de engajamento às quartas e sextas-feiras são 18% maiores

A explicação é clara: “Quanto menos as pessoas querem estar no trabalho, mais elas estão no Facebook!”. O estudo analisou diferentes indústrias, incluindo esportes, varejo, automotivo e saúde. Aparentemente, nenhuma delas tem usuários engajados às segundas ou terças-feiras.

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5. Posts com perguntas geram 100% a mais de comentários

Se os comentários são o tipo de interação que sua empresa deseja, perguntas podem ser o caminho. Opte por perguntas mais “fechadas”, ou seja, que têm opções de resposta mais limitadas. Não é uma boa saída fazer o usuário pensar demais para articular uma boa resposta. Ele acaba desistindo.

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6. 35% das pessoas curtem uma fanpage para participar de concursos e promoções

Se você está perseguindo novos fãs, um concurso parece ser uma boa maneira de incentivar mais “curtir”. Afinal, se 35% decidem curtir uma página por conta de ações promocionais, essa estatística não deve ser ignorada. Palavras como “concurso”, “vencedor”, “vitória” e “promoção” são as mais propensas a envolver usuários.

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7. 42% das pessoas curtem uma página para obter um cupom de desconto

Um estudo mostrou que campanhas baseadas em emissão de cupons de desconto têm as maiores taxas de engajamento. Brindes e sorteios vêm logo atrás. Traga-me um benefício direto e serei fiel para sempre.

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Comunicação e Marketing Integrados: a re-evolução das Relações Públicas

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O mundo passa por um período de grandes transformações. Uma re-evolução, uma virada. O advento das mídias sociais e a consolidação do universo web como uma plataforma de integração global de conteúdo, conhecimento e compartilhamento sustentam esse cenário. Diversos setores e segmentos da sociedade pública e civil vivem a sua transformação. E nós, profissionais de PR, respiramos esse movimento – talvez mais do que qualquer outro. A pergunta é: como estamos lidando com isso?

Os executivos de comunicação de hoje estão usando novas formas, customizando os conteúdos e criando uma nova dinâmica de relacionamento para despertarem a atenção dos influenciadores digitais, jornalistas e stakeholders a favor de seus clientes. De publicidade e relações públicas tradicionais para as mídias sociais, marketing de conteúdo, e palestras, aqueles profissionais que estabelecerem a melhor conexão entre os mundos on e off-line em seus projetos de comunicação, com certeza, estarão produzindo os melhores resultados. Para si e, claro, para as marcas que representam.

Conteúdo pago Advertorials em revistas e jornais sempre tiveram em seu foco a atração dos leitores para saber mais sobre a sua empresa ou produto. Um estilo de matéria que transmitia a impressão de que as pessoas estavam lendo uma peça produzida por um jornalista, e as narrativas chamavam a atenção daqueles que estavam dispostos a passar por cima dos anúncios tradicionais.

Hoje, o publieditorial se transformou em conteúdo pago on-line – por exemplo, no caso de blog posts – artigos e outras peças de estilo editorial que atraem leitores. Não importa o que o seu produto ou o tamanho da sua empresa – nos dois casos – grandes marcas e pequenas empresas estão tirando proveito desta nova tendência de PR e estão investindo em iniciativas de mídia paga em seus planos de comunicação.

Muitos sites populares, como Mashable, Business Insider e VentureBeat,  contam com a publicação de conteúdos patrocinados. Não pense, porém, que a colocação de um anúncio é o mesmo que colocar conteúdo pago. Independentemente de saber se você está pagando para a publicação de sua história, a maioria dos editores tem diretrizes rígidas sobre conteúdo patrocinado.

Em primeiro lugar, a história deve proporcionar valor para os leitores, e não deve ser apenas uma ação de PR isolada para tratar do seu mais recente produto. Qualquer conteúdo que você produza deve esclarecer os leitores de alguma forma ou ajudá-los a resolver um problema. Um estrategista de conteúdo pode ser um recurso valioso para seu projeto de comunicação perante o império editorial.

O ROI em Social Media - Quando a mídia social começou a se tornar mainstream, a pergunta que quase todos os empresários fizeram foi: “Qual é o ROI?”; “Como se avalia o retorno desse meio versus o investimento?”. Apesar de muitos ainda se preocuparem com ROI, os profissionais da linha de frente em relações públicas e marketing estão percebendo que a mídia social é muito mais do que isso.

Segundo o levantamento de fevereiro deste ano feito pela CMO,com, de 2010 a 2013, o percentual de comerciantes que usaram uma métrica de receita por cliente em mídias sociais passou de 9% para 17%. Além disso, a percentagem de taxas de conversão caiu de 25% para 21%. No entanto, os principais comerciantes esperam dedicar em média 9% de seus orçamentos para as mídias sociais em 2014 e traçam uma expectativa de chegarem em a16% até 2018.

É fácil de ver que aqueles que usam ROI como a única medida de avaliação sobre o trabalho de comunicação. Mas estes estão rapidamente se tornando dinossauros. Embora menos empresas estejam utilizando exclusivamente ROI para determinar a sua atividade na mídia social, como um profissional de RP você ainda tem que ter alguma ideia do que está ou não lhe trazendo bons resultados. É um equilíbrio delicado, apesar de tudo, mas imprescindível.

Criando histórias online e off-line - Os profissionais de relações públicas não estão usando apenas uma variedade de táticas. Basicamente, passaram a atuar de maneira mais estratégica e ampliaram sua visão de comunicação. Suas iniciativas estão integradas e, com isso, estabelece-se uma conexão entre as diversas frentes de contato que o consumidor tem com a marca ou o produto. O executivo que buscar essa ponte entre campanhas on-line com componentes off-line, por exemplo, será bem sucedido no novo mundo.

Longe vão os dias em que os resultados de imprensa (clipping) influenciavam um cliente a escolher sobre uma agência de relações públicas. Abordagens inteligentes e melhoria nas relações com os clientes são o futuro do PR. Integrar a estratégia e adequar as mensagens para as mídias pagas, próprias, híbridas e sociais abrem um novo caminho, um novo horizonte.

A importância dos dados quantitativos e qualitativos – Como a maioria das coisas em PR, uma abordagem equilibrada nas diversas frentes é suscetível de produzir os melhores resultados. Profissionais e agências de relações públicas devem ter ciência e conhecimento de ferramentas que não analisam apenas impressões de um comunicado à imprensa, mas o tráfego que foi obtido a partir de uma declaração, de um pensamento de uma liderança da companhia. As agências devem ser capazes de reunir insights, informações adicionais não só para melhorarem o desempenho para cada cliente, mas também para apontarem os riscos de cada iniciativa.

Então, o que isso impacta no seu próximo planejamento estratégico? Em resumo, isso significa que você deve empregar uma grande variedade de táticas e ferramentas de medição para ser bem sucedido nesses diversos tipos de mídia de hoje. O número de visitantes únicos no site de um cliente, a quantidade de seguidores e a classificação para as suas três principais palavras-chave é importante, assim como a sensibilização através de palestras, conteúdo pago e atividades off-line.

Bem-vindo à próxima geração!

Celso de Souza é Diretor de Planejamento Estratégico da XComunicação e membro do Grupo de Estudos e Nova Narrativas (GENN) da ABERJE. Foi premiado com o Boot Camp 2003 na Miami AD School | ESPM e, como consultor de comunicação, esteve à frente de diversos projetos de clientes, como BRF, NEXTEL, Yahoo!, Philips, DEMB, Gruppo Campari e BASF do Brasil.

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Analytics e o Novos Caminhos do Marketing e da Comunicação

“Analytics e o Novos Caminhos do Marketing e da Comunicação”. Mediado por Regina Augusto (Meio&Mensagem), o debate, realizado no início de novembro, discutiu pontos de inovação e os desafios da comunicação integrada na era da análise de dados. Confira alguns momentos do evento promovido pela XComunicação, em São Paulo, que contou com a participação de Cristina Toletti (XComunicação), Marcelo Ballestiero (Libring Marketing Mix Optimization), Igor Cunha (Biomas Branding) e Andre Calmon (Libring Marketing Mix Optimization)

De Mensagens para Histórias – a força da autoria para o Storytelling

por Celso de Souza *

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A palavra “narrativa” no mundo das comunicações surge sempre com ressalvas. Nós já abandonamos a antiga tradição de transmitir mensagens e passamos a trocar histórias uns com os outros. A ideia é simples. O público passou a rejeitar mensagens artificiais e hoje anseia por situações autênticas com linguagem descritiva e histórias pessoais.

Esta evolução faz sentido, por muitas razões, mas vem com um lado obscuro. Como acontece com muitas tendências, o movimento de contar histórias tornou-se um fato na indústria da comunicação. Na verdade, falar de storytelling hoje é tão comum que corremos o risco de banalizar o termo. Esse cenário inquietou agências e profissionais, mobilizando esse mercado a uma transição.

O conceito de narrativa também pode ser uma tarefa difícil para alguns executivos. A frase Era uma vez …” pode soar “infantil”, o que pode se tornar um desafio em convencer um executivo experiente – acostumado ao controle e a entrega da mensagem estruturada – para entrar em contato com o seu interior, alterar o tom da sua narrativa e se tornar um contador de história.

Mas, na verdade, é exatamente isso que precisamos. Em vez de falar morno e distorcido, precisamos avançar mais fazendo ecoar experiências autênticas, descritivas e, acima de tudo, humanas. E dessa forma, engajar nossos clientes e porta-vozes a assumirem o papel de um autor.

Um autor é a força criativa que organiza e interpreta os acontecimentos e nos leva a experimentar o mundo sobre uma perspectiva diferente. Olhando para a comunicação através da lente de vários autores de renome mundial, os líderes de negócios podem aprender muito sobre as técnicas essenciais para a elaboração de histórias compartilháveis ​​e extremamente sedutoras.

William Shakespeare - Maior dramaturgo do mundo. Criou personagens que espelham a experiência humana. Nós somos atraídos para as histórias de Hamlet, Rei Lear e Macbeth, porque reconhecemos as características que vemos em nós mesmos. De reis trágicos para o alívio cômico do Louco, o Bardo baseou-se em uma ampla gama de características humanas, costumes e emoções que envolvem o público. Como Shakespeare, comunicadores precisam preencher suas histórias com personagens relacionáveis ​​que queremos conhecer.

Arthur Conan Doyle - O criador do detetive Sherlock Holmes talvez nos deu o herói mais icônico da ficção moderna. Era a atenção de Doyle ao detalhe que ajudou a definir Holmes, a partir de sua roupa para sua história pessoal, repleta de hábitos peculiares. Nos dias de hoje, não há paciência para um genérico “talking head”. Embora não seja necessário, como o herói de sua história, o comunicador precisa de uma personalidade única e distinta que se destaca na multidão.

John Grisham - Do tribunal para o escritório de advocacia, o atual rei do suspense apimenta seus contos de intriga com fascinantes informações privilegiadas. Sua história é uma oportunidade para puxar a cortina. Não ignore os detalhes cotidianos de sua empresa, que agregam textura e iluminam o seu trabalho para o público.

* Celso de Souza é diretor de Prospecção e Planejamento

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Ninguém te segue no Twitter? Veja se o culpado não é você mesmo

Usuários decidem em poucos segundos se devem ou não seguir algum perfil no Twitter. Isso significa que você tem pouco tempo para impressionar. O site Mashable se debruçou sobre as razões que levam as pessoas a simplesmente ignorar determinados perfis. Confira se você adota um dos comportamentos abaixo, que tornam a opção “Follow” ainda mais distante do seu círculo social.

1. Você é um guru de redes sociais

As únicas pessoas que se autodenominam “gurus de mídias sociais” certamente não são. Portanto, não use esta expressão. O mesmo vale para “perito”, “expert” ou “ninja”. Você até pode trabalhar nesse ambiente, o que não significa que você é o maior especialista nesse ambiente em constante transformação.

2. Você se parece com um ovo

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O “estilo ovo” definitivamente não está na moda. Você tem poucas chances de envolver as pessoas visualmente no Twitter, então não desperdice essa oportunidade. Usuários não seguem contas que não podem visualizar a personalidade por trás delas. Não deixe o seu avatar como o ovo padrão, uma imagem de uma celebridade ou alguém que não é você. Também evite GIFs como imagens do perfil, que nem sempre são exibidos corretamente em todas as plataformas. O melhor avatar para o Twitter é uma verdadeira foto de você e, considerando que a imagem aparece bem reduzida na tela, dê preferência a uma foto que foque em seu rosto.

3. Você faz parte do #TeamFollowBack

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Implorar para que as pessoas o sigam em sua bio e promete que você as seguirá de volta, não é uma tática inteligente. Twitter não é sobre seguir cegamente sem uma boa razão; é sobre curadoria de conteúdo relevante, sob medida para cada usuário. É perfeitamente aceitável não seguir todas as pessoas que optarem por segui-lo. Se você estiver fazendo promessas para acompanhar todos pela simples razão de que eles escolheram para segui-lo, você está diluindo o seu fluxo de Twitter com conteúdo que pode não ser de interesse e, finalmente, depreciando o valor de seu próprio perfil.

4. Sua relação com os usuários é desproporcional

A relação desigual de usuários que você segue para os usuários que seguem você é muitas vezes um indicativo de que se trata de uma conta spam. É compreensível – e esperado – que você vai acompanhar mais contas do que estão seguindo você, mas uma grande disparidade desses números faz com que o seu perfil seja alvo de desconfiança. Tente conquistar alguns seguidores antes de enlouquecer com o botão “Follow”, ou as pessoas não vão se sentir atraídas a fazer parte de uma lista tão pequena de seguidores.

5. Você escreve sua bio na terceira pessoa

Escrever uma biografia na terceira pessoa não tornará o seu perfil mais profissional e objetivo. Apenas soará como arrogante ou simplesmente bobo.  Mesmo se você estiver usando a rede por razões profissionais, o Twitter é uma plataforma pessoal, social e sua biografia deve refletir isso. A descrição simples de sua bio – ou até mesmo uma versão engraçada – vai atrair mais seguidores.

6. Você tuita demais

O Twitter nasceu em meados de 2006. Se você faz parte da lista dos primeiros usuários da rede e tuitou 3 vezes por dia desde então, você acumulou um total de 8 mil tweets. A conta ajuda a colocar em perspectiva o volume de tweets que você produz. Se você tuitou muito além dessa média, as pessoas podem se cansar do excesso de conteúdo e repensarem se devem realmente segui-lo.

7. Eu me amo

A maioria das pessoas vai ler os seus dois últimos tweets quando estão decidindo se vale a pena ou não seguir o perfil.  Algo que desperta profundo ódio entre os usuários é a pessoa que se gaba nas redes sociais, mas se esforça para não transparecer esse comportamento. Em inglês, é o que se conhece por “humblebrag”. Não se leve tão a sério e evite ao máximo retuitar elogios. Quase sempre soaram falsos e pretensiosos.

8. Robôs criam seus tweets

Você agenda tweets? Ou você se inscreveu em serviços que geram tweets automáticos em seu nome? Se você entrou nessa, certamente as pessoas não vão atrás do seu perfil. O que as pessoas querem no Twitter é ouvir a sua voz verdadeira, em tempo real. Ninguém se interessa também em saber qual o seu desempenho na última corrida. Se não responder a outros usuários do Twitter ou nunca reagir a tweets e trending topics que você vê em sua timeline, você está fazendo isso errado.

9. Você está vendendo algo

Se você trabalha com vendas ou marketing, não há problema de citar isso em sua bio. Entretanto, não transforme o Twitter em um varejão. Se você apenas usa o seu perfil para vender produtos e serviços, dificilmente as pessoas terão interesse em segui-lo.  Todos nós já somos impactados por uma considerável dose diária (e muita vezes indesejável) de publicidade nas redes sociais.

10. Você envia SPAM como mensagem direta

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Se alguém tomou a decisão de segui-lo e você automaticamente envia uma mensagem de autopromoção ou venda via DM, aumentam as chances de você já se despedir do novo seguidor. Mensagens diretas de agradecimento, acompanhadas por um link externo (como um blog ou uma página no Facebook, por exemplo), são grosseiras e impessoais. Não procure ampliar seu relacionamento com essa técnica invasiva, ou você vai perder seguidores no exato momento em que conquistá-los.

10 erros que sua empresa pode estar cometendo nas redes sociais

A Social Media Today é uma comunidade online independente voltada para profissionais de relações públicas, marketing e publicidade. O site elencou 10 erros mais comuns que as empresas cometem nas redes sociais, o que pode comprometer o relacionamento com seus públicos de interesse e, consequentemente, o desempenho dos negócios. Confira a lista abaixo:

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1. Falta de Estratégia

Um estudo recente realizado entre empresas britânicas revelou que mais de 2/3 delas implementaram as mídias sociais em suas organizações, mas 1/3 ainda não tem um plano em prática. As mídias sociais não serão automaticamente integradas com a campanha global de marketing da sua empresa. Para evitar o desperdício de tempo e energia, é necessário definir os objetivos, conhecer o seu público-alvo e como alcançá-los, bem como a forma de medir o sucesso de uma campanha online.

2. Grandes Expectativas

Não espere resultados imediatos e uma enxurrada de dinheiro só porque você atua em mídias sociais. Este processo exige coerência e trabalho duro. Não trate as novas mídias como um processo, mas sim como um organismo. Se você definir metas realistas, alinhadas à sua estratégia de negócios, você pode manter as ações em redes sociais vivas e em franco crescimento.

3. “Esta não é a nossa prioridade”

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Isso geralmente é uma mistura de ignorância e arrogância. É surpreendente como muitos donos de empresas interpretam as mídias sociais como distrações bobas, redes e aplicativos que só os adolescentes usam. É tudo apenas uma moda passageira? Este foi o principal argumento apresentado pelos empresários no início da internet também.

4. “Qualquer um pode fazer isso”

Você não entregaria as chaves do seu carro para alguém que não está pronto para dirigir. Então, por que dar as chaves do sucesso do marketing da sua empresa para alguém que não sabe o que fazer com elas? Há milhares de casos de mensagens e tweets das empresas que deram errado, simplesmente por que as pessoas envolvidas não sabiam o que estavam fazendo. Sempre garanta que os profissionais de mídias sociais autorizados estejam devidamente treinados. Talvez seja mais seguro começar do “alfabeto” dos meios de comunicação social. Termos como hashtag, replies, retweets, tagging, entre outros, não são necessariamente de fácil entendimento ou intuitivos.

5. A mídia social é a nossa ferramenta de transmissão

Sim, é verdade. Mas também é uma conversa inicial. Cada rede social tem um elemento de feedback e diálogo incorporado. Por isso que ele é chamado de social em primeiro lugar. Não canse o público constantemente transmitindo mensagens aleatórias. Em vez disso, foque na interação com os usuários.

6. “Vou postar algo dentro de algumas semanas”

Muitas vezes, as empresas ficam empolgadas com a sua brilhante nova página no Facebook, mas, algumas semanas mais tarde, já se esqueceram de atualizá-la. Se você não quer que suas páginas de mídia social se transformem em mensagens do além, tenha definida uma estratégia de conteúdo. Abrace a mídia social como parte de seu negócio e reserve 10-20 minutos todos os dias para trabalhar nela. Investir nisso é a única maneira de criar o envolvimento desejado.

7. “Eu vou voltar para você. Um dia…”

O objetivo das mídias sociais é se comunicar em tempo real. No entanto, um relatório realizado pela Socialbakers, empresa especializa em monitoramento e marketing digital, constatou que as marcas estão ignorando 70% dos comentários dos fãs. Quando respondem, levam, em média, 24 horas. Tempo de resposta longe do ideal

8. “Oops, eu disse isso de novo”

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“É preciso uma vida inteira para construir uma boa reputação, mas você pode perdê-la em um minuto”, dizia o ator e comediante americano Will Rogers. Ou apenas um tweet embaraçoso, poderíamos acrescentar. Existem vários exemplos, mas alguns são mais memoráveis ​​do que os outros. Por exemplo, a GAP buscou encorajar vítimas do furacão Sandy, em 2012, a fazerem compras online. Não era a mais brilhante ideia. No entanto, a empresa excluiu o tweet e se desculpou com o público.

9. “Desculpe por ser chato”

Corporações que não têm voz, adotam apenas posturas politicamente corretas e não têm uma história para contar são simplesmente chatas. Não tenha medo de se divertir um pouco e colocar no controle de suas redes sociais colaboradores com boas habilidades de relacionamento interpessoal.

10. “Isto é profissional. Estritamente profissional”

De alguma forma, quando as empresas entram no espaço digital, esquecem que por trás de cada pequeno avatar existe uma pessoa real que merece ser reconhecida. Criamos este fosso digital e não conseguimos nos conectar de uma maneira significativa. Trate as pessoas tal qual faria na vida real. Seja humano. Faça amigos. Mas lembre-se: tudo o que você diz se torna parte de sua imagem e de sua marca.

Redes sociais: as empresas não ignoram o consumidor

por Fabio Chiorino *

Não são poucas as pessoas que abandonaram o Serviço de Atendimento Consumidor (SAC) tradicional. Afinal, colecionar números de protocolos não é das atividades mais divertidas.  Cônscio de seu poder em amplificar sua reclamação, o consumidor mirou sua fúria para as redes sociais. Aos poucos, os problemas de assinatura de TV a cabo, conta da operadora de celular e geladeira com defeito começaram a ser resolvidos com uma agilidade que até outro dia parecia utopia. Mágica? Negativo. As marcas já conhecem bem o potencial de uma crise que dá os seus primeiros passos no Twitter, Facebook e Youtube. E decidiram investir em estruturas internas ou terceirizadas para diminuir ao máximo o tempo de resposta aos clientes.

Eis o conceito do SAC 2.0, em que as empresas precisam ser tão rápidas quanto às menções dos usuários. Em algumas situações, são formados pequenos comitês para atuar diante de uma crise institucional nas redes sociais, com o objetivo principal de amortecer os possíveis prejuízos à credibilidade e imagem da marca. O infográfico abaixo traz mais um levantamento do Scup, que monitorou as interações de centenas de empresas no 2º semestre de 2012. A boa notícia: 94% (Twitter) e 84% (Facebook) dos retornos são feitos em menos de 24 horas. Obviamente, a pesquisa não contempla a qualidade de todo o processo, formado por três requisitos: tempo de resposta, cordialidade no atendimento e controle do caso.

De qualquer forma, a preocupação em atender, satisfazer e fidelizar o público é um sinal inequívoco de que o ambiente virtual, incluindo suas inovações e riscos à imagem das marcas, pode forçar uma evolução na gestão de relacionamento com o consumidor final. E o protocolo? Talvez a próxima geração precisará recorrer aos pais para entender o que veio a ser aquela odiosa e interminável sequência de números.

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* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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Facebook: qual o melhor horário para um post?

Horário nobre na internet? Sim, existe. E saber a hora certa de publicar  em uma rede social específica pode ser fundamental para que o conteúdo tenha mais visibilidade e, consequentemente, seja mais compartilhado.

Scup, uma das principais ferramentas de monitoramento e análise, usou uma base de 34 milhões de posts e comentários no Facebook, em 2012, para levantar quais os melhores dias e horários para as publicações.

De quarta a sexta, a audiência está mais viva nas redes. E dois períodos do dia garantem maior visualização da mensagem: 9/10 da manhã e 19 às 22h (pico de postagens às 20h).

Se você é empresa, e não usuário comum, claro que essa não é uma receita de bolo infalível.  Antes de agendar suas postagens no Facebook, continua a valer a regra de conhecer os hábitos  e preferência do seu público para planejar suas ações digitais. Abaixo, segue o infográfico completo.

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As redes sociais e o gatilho nas manifestações pelo Brasil

Por Fabio Chiorino *

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Se você ainda acredita que o poder da comunicação está apenas nos veículos tradicionais, você está errado. Simples assim. Quem acompanhou a última semana de protestos espalhados por todo o Brasil teve uma noção exata da importância das redes sociais diante desse novo momento da sociedade brasileira.

Twitter e Facebook foram fundamentais na mobilização popular, que foi ganhando cada vez mais aderência e representatividade. Não à toa o Centro de Inteligência da Polícia Militar passou a monitorar a organização dos protestos para conseguir informações que ajudassem os militares a se prepararem.

Outro fator que não pode ser ignorado. Enquanto repórteres e câmeras de TV tentavam acompanhar os focos dos protestos, cidadãos comuns postavam informações em tempo real do que estava acontecendo em cada praça ou avenida. Tudo registrado com texto, fotos e vídeos. Muitas vezes, os conteúdos também tinham como objetivo orientar quem estava participando (ou fugindo) dos embates mais violentos.

As redes sociais provaram, mais uma vez, que a informação não pode esperar o jornal do dia seguinte. Todas as ferramentas permitem propagar o presente, o exato momento em que surge uma notícia. E fica para cada usuário a missão de separar fatos e boatos.

Hoje à noite, novas manifestações já estão confirmadas em diversas cidades do país. Em pauta a comemoração da revogação dos aumentos das passagens dos transportes coletivos. Ou talvez não seja só isso. É possível que os movimentos agora encabecem novas reivindicações. Não eram apenas os 20 centavos, assim como também não bastam 140 caracteres. Mas ambos foram os gatilhos mais curtos para defender uma causa. Estamos diante de uma grande transformação. A imagem que abre esse texto deixa claro qual foi o primeiro passo.

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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No meio do caminho do Facebook tinha uma mãe

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por Fabio Chiorino *

Um fenômeno raro surgiu nos Estados Unidos. Aos poucos, jovens começam a atualizar com menos frequência seus perfis no Facebook e migram para o Twitter. Trata-se de um movimento nítido de defesa contra a presença dos… pais?

Isso mesmo. O centro de pesquisa Pew Research Center registrou o início de uma possível debandada entre os adolescentes americanos. Cerca de 94% dos jovens que são usuários de mídias sociais ainda mantêm os perfis ativos no Facebook, mas 26% destes já preferem usar o Twitter para compartilhar suas histórias com os amigos. Na verdade, a primeira onda dessa “rejeição adolescente” já havia ocorrido em 2011, quando os grupos de adultos cresceram rapidamente na rede de Mark Zuckerberg.

Amanda Lenhart, uma das autoras do estudo, foi taxativa ao explicar o fenômeno migratório. “O motivo fundamental para aumento dos jovens no Twitter é a ausência dos adultos, dos pais, assim como menos complicação e menos drama nas publicações”. O estudo ainda revela que esses usuários também estão partindo para outras redes, como Instagram, Tumblr, Vine e Snapchat. Segundo o Socialbakers, em abril, o Facebook perdeu 6 milhões de usuários – apenas nos Estados Unidos.

A internet hoje é cada vez mais acessada por públicos de diferentes faixas etárias. Do moleque que ainda mal sabe escrever direito, passando pela mãe que aprendeu a usar o Skype, até o avô que decide comprar seu primeiro tablet. O que ainda não se sabe é se existirá uma rede social comum a todos os usuários, que permita aos adolescentes se sentirem tão à vontade quanto longe dos pais.

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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XComunicação | MBA 60 – Redes Sociais, Media Training e Conteúdo

A XComunicação estreia hoje a segunda série de vídeos em parceria com o portal MBA 60. Agora, você pode conferir vídeos de até 60 segundos que abordam três temas centrais: redes sociais, media training e conteúdo. Clique na imagem abaixo e confira os vídeos gravados por Fabio Chiorino, gerente da agência.

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Quer vender mais? Tenha um plano de comunicação integrada

Por Cristina Toletti *

LV280923_NEm seu livro ‘ Abaixo os Silos’, o estrategista David Aaker defende que os silos fomentam a ineficiência, inibem a sinergia e criam o que ele chama de ‘brand confusion’, pois estimulam a disseminação de mensagens inconsistentes no mercado.

No mundo de hoje, onde a comunicação evolui em ritmo frenético, transcender a barreira dos silos e se mover na direção de integrar os departamentos de marketing, relações públicas e digital são práticas essenciais para garantir a longevidade de uma empresa, produto ou serviço no mercado. Num ambiente cada vez mais competitivo, uma marca não pode cometer o deslize de confundir o consumidor. Todas as funções de uma empresa devem convergir para uma única mensagem de marca, o que requer uma estratégia bem pensada e um processo de gestão integrado entre as áreas. E mais: uma história bem contada – o storytelling.

Os consumidores da era digital (e demais stakeholders) tem múltiplas interações com as marcas, em ambientes físicos e virtuais, através de mídias digitais e tradicionais. Não importa se os pontos de contato são inúmeros; na cabeça do consumidor o ecossistema de interação com uma marca é integrado. Integrado a tal ponto que muitos já não sabem discernir se a informação ou o estímulo que resultou na preferência ou na compra de uma determinada marca foi influenciado por uma mídia paga, compartilhada ou espontânea. Aliás, por ser cada vez mais difusa a linha que separa as mídias, agências de PR como Edelman e MSL anunciaram a oferta de compra de mídia para seus clientes.

Neste cenário, cresce a importância das agências de PR e de comunicação, mas crescem também a pressão por melhores resultados e a necessidade de se desenvolver mais conteúdo para mais canais em vários formatos. Conteúdo criativo deixou de ser uma função exclusiva das agências de publicidade. Para não permanecer à margem da indústria da comunicação, as agências de PR devem produzir e entregar conteúdo criativo, diversificado e de qualidade, e planejar a comunicação de seus clientes com a meta de ajudar as empresas a atingirem seus objetivos de negócio.

Quem conseguir se relacionar e integrar a comunicação através dos silos conseguirá por em prática estratégias mais eficazes para engajar e encantar o cliente (e demais stakekholders) e será recompensado com melhores resultados.

* Cristina Toletti é Sócio-Diretora

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MBA 60 – XComunicação

A XComunicação iniciou uma parceria com o portal MBA 60. Você poderá agora conferir  vídeos de até 60 segundos que abordam não só o nosso trabalho atual, mas também as principais tendências da comunicação corporativa. Clique na imagem abaixo e confira a primeira série com Viviana Toletti, diretora executiva da agência.

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YouTube: 8 anos e uma revolução na internet

No dia 19 de maio, o YouTube completou oito anos de vida. Para marcar esse aniversário, o blog da XComunicação traz alguns dados e números impressionantes que traduzem a revolução da maior plataforma de vídeos da internet na forma como consumimos e compartilhamos conteúdo.

- Todos os meses, 1 bilhão de pessoas navegam pelo YouTube.
- A cada minuto, a rede recebe 100 horas de vídeos dos usuários (o que equivaleria a 4 dias de vídeos a cada 60 segundos).
- A cada hora, 6 bilhões de horas de vídeos são assistidos em todo o mundo.
- O vídeo original de Gangnam Style atingiu 1, 6 bilhão de views – a maior marca de toda a história.
- Segundo o indiano Shiva Rajaraman, diretor do YouTube, a rede deve se aproximar de um modelo que o transforme em uma espécie de “televisão online”, em que o usuário sintoniza o conteúdo que deseja e passa a consumi-lo de forma ininterrupta.
- Os canais com o maior número de views e inscritos tratam basciamente de humor
- O Smosh é o canal de maior audiência do YouTube. Mais de 9 milhões de views e 600 mil inscritos. Dois jovens abordando situações cotidianas de forma cômica.
- Em 2012, o YouTube criou TrueView, em que o anunciante só paga por comercial assistido, o que dobrou a quantidade de clientes interessados em anunciar no site.
- 70% do tráfego do YouTube vêm de fora dos Estados Unidos.
- 25% do total de visualizações globais do YouTube vêm de dispositivos móveis.
- O YouTube está localizado em 53 países e em mais de 61 línguas.
- O Festival de Criatividade de Cannes apontou Salar Kamangar, CEO do YouTube, como a Personalidade de Mídia do Ano.

 

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comScore 2013: o futuro digital do Brasil em foco

A comScore acaba de apresentar o relatório 2013 Brazil Digital Future in Focus. O estudo traz as principais tendências do ambiente digital do país, além de dados relevantes sobre a evolução das redes sociais, tipos de conteúdo, publicidade digital, mobile e e-commerce. Os brasileiros já representam o grupo com maior engajamento de todos os oito mercados latino-americanos analisados. Fato que deve ser visto com bastante otimismo pelas empresas que desejam investir cada vez mais na comunicação voltada às plataformas online. Para ter acesso à apresentação, clique aqui. Abaixo, um infográfico com uma prévia do estudo.

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“As vergonha” podem ser as suas

por Felipe Correia *

Está circulando na Internet em tom de piada um vídeo intitulado “As vergonhas do Facebook (vídeo abaixo), no qual uma garota  jovem, aparentemente carioca (pelo sotaque), dá uma aula de comunicação ao dar dicas de etiqueta para outras garotas de seu convívio no ambiente virtual. Se não fossem os constantes erros de concordância nominal e excesso de palavrões, o vídeo seria perfeito.

Mas por que quase perfeito? Pensando como profissional de comunicação, a jovem foi extremamente feliz e assertiva, mesmo que não tenha a menor ideia do que seja uma estratégia de comunicação. Com o vídeo, fica claro seu desejo em dar toques nas meninas de seu convívio (provavelmente de seu bairro), sobre preconceito sofrido por elas exatamente em razão do comportamento na rede social.

Ou seja, a protagonista do vídeo adequou a mensagem ao meio, visando melhora na reputação das outras meninas. Além disso, se utilizou de uma mídia barata, direta e de grande alcance, o Youtube. Sem contar o cunho social, já que a garota não espera nada em troca, além de uma possível autopromoção (quem nunca?), o que figura uma atitude, digamos, sustentável. Olhando este ciclo, mais parece uma ação de comunicação acertada, embora tenha sido mal vista por pessoas que não entendem a complexidade e a realidade desta e das outras garotas. Com armas disponíveis, ela foi brilhante.

Voltando à comunicação corporativa,  quantas são as marcas que estão, de fato, preparadas para a dualidade da web, em especial nas mídias sociais? As organizações ainda esperam passar sua mensagem de acordo com um modelo de comunicação do século 20, no qual apenas o emissor fala (via de mão única). E no Facebook e outras redes, mais que transmitir sua mensagem, faz-se necessária uma preparação para as respostas. E a proporção pode ser gigantesca.

Porém, está claro que estar nas mídias sociais (e ser atuante) já é uma questão de sobrevivência para as empresas, valendo-se da máxima de que quem não é visto não é lembrado. Mas vale  ressaltar – constantemente – que o espaço é democrático, baseado no diálogo (via de mão dupla) e o mais importante: deve-se estar preparado para possíveis posições contrárias às suas. Exatamente como a garota vem sofrendo, mesmo querendo fazer o bem. #Ficaadica

* Felipe Correia é relações públicas e coordenador de Comunicação Corporativa

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A construção da marca no Século 21

por Fabio Chiorino

“Se uma marca fosse uma pessoa, como ela falaria?”. Foi com essa indagação que o jornalista Ulisses Zamboni, presidente da agência Santa Clara, se apresentou à equipe da XComunicação na última segunda-feira. O encontro proporcionou um ótimo debate sobre o atual momento da comunicação, em que os papéis da propaganda, assessoria de imprensa, mídias sociais se misturam, ou melhor, se complementam.

Para Ulisses, a maior tendência do mercado é a construção da marca. E isso vai bem além de um anúncio na revista Veja ou uma matéria no Valor Econômico. Inclui uma série de ações integradas, como mídia, eventos, imprensa, intervenções urbanas. O propósito é sempre o mesmo: o branding. Para os menos avisados, a identidade de uma marca, a sua sequência genética particular.

“Ninguém controla uma marca, por isso é indispensável que ela seja honesta e transparente”. A afirmação de Zamboni ganha ainda mais relevância quando observamos toda a biografia digital de uma empresa hoje disponível nos mecanismos de busca – do Google e do amigo que postou um comentário no Facebook sobre uma experiência negativa como consumidor.


The Jesus Shot: um fanático por games gravou uma falha num jogo da EA Sports. Em vez de tentar tirar o conteúdo do ar, a marca preferiu responder com bom humor. O vídeo-resposta alcançou mais de 6, 5 milhões de views.

A sociedade, cada vez mais crítica, sabe identificar os traços de Van Gogh ou a identidade uma marca por trás de qualquer obra. Isso reforça o compromisso com a transparência das empresas com todos os públicos de interesse. Se controlar a imagem de uma empresa hoje soa como uma falácia, também é verdadeiro que está nas mãos das empresas o investimento na reputação de uma marca em todos os elos da comunicação.

Ulisses Zamboni também abordou o conceito do Marketing 3.0, descrito por Philip Kotler, uma das maiores autoridades sobre marketing. O foco, que já foi no produto/serviço e passou pelo consumidor, agora está enraizado no valor da marca. E com o auxílio da tecnologia social, saem na frente as marcas que enxergam o diferencial no conteúdo, e não na campanha. O valor da estratégia e da inteligência para fugir da obviedade e ser capaz de modificar pessoas, comunidades, negócios e hábitos de consumo.

“Uma marca não pode mentir. O público se projeta e se identifica com a história das marcas. A identidade de uma empresa deve ter uma ligação forte com a verdade”, destacou Zamboni. A comunicação hoje pensa no todo, e não nos meios. E com esse conceito em mente, as ações são planejadas para incluir o consumidor como protagonista desse processo. Devolvo a pergunta ao Ulisses: afinal, quem disse que as marcas não são pessoas?

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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Redes Sociais: a regulamentação em debate

por Fabio Chiorino

São poucas as instituições financeiras realmente ativas nas redes sociais. Muito por conta de admitirem a dificuldade de controlar o conteúdo postado, mas também por não existir uma regulamentação clara para esse tipo de comunicação com investidores, acionistas e clientes.

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Isso começa a mudar nos Estados Unidos. A US Federal Financial Institutions Examination Council, agência do governo americano, divulgou recentemente orientações sobre o uso das mídias sociais destinadas a bancos, cooperativas de crédito, investidoras. O objetivo é auxiliar na identificação de potenciais riscos, além de aplicar as leis federais atuais também nesse universo.

Alguns representantes do setor financeiro não reagiram muito bem, considerando o relatório um exagero para uma indústria já altamente regulamentada. Na prática, as recomendações devem ser adotadas já a partir de abril. O curioso é que muitas delas tranquilamente poderiam ser seguidas por empresas dos mais variados segmentos. Confira:

Gestão de Risco

As empresas devem ter uma estratégia de gestão de risco, mesmo que ainda não estejam nas redes sociais. Isso porque qualquer corporação deve estar preparada para monitorar e lidar com comentários negativos, reclamações e denúncias de clientes. Ao menos, as marcas devem ter em mente como trabalhariam com os veículos de comunicação diante de uma crise gerada nas redes sociais. A estratégia de gestão de risco deve ser elaborada com o apoio de diversos departamentos, como comunicação, TI e jurídico.

Política de Governança

A política de governança deve definir claramente os papéis e responsabilidades dos profissionais em relação às mídias sociais. Até mesmo as principais lideranças devem apontar como as plataformas online podem contribuir para os objetivos estratégicos da empresa. Para isso, é obrigatório definir o KPI para o seu segmento de atuação e monitorar a evolução do uso das redes sociais, o que pode, inclusive, provocar mudanças de rota no meio do caminho.

Monitoramento Interno

Todas as empresas devem monitorar as mensagens de seus funcionários e até mesmo de terceiros (parceiros, fornecedores). A ideia aqui é evitar o vazamento de informações confidenciais e estratégicas que possam trazer danos à corporação. Uma política interna precisa definir quais departamentos estão autorizados a publicar conteúdo e quais profissionais ficarão encarregados de monitorar alertas de potenciais crises institucionais. Além disso, um comitê de crise deve existir para atuar diante do resultado desse monitoramento.

Reputação da marca

O relatório aponta que existem riscos de reputação, quando a empresa não se comunica corretamente com a sua base de fãs e seguidores. Ou seja, de nada adiantar criar um perfil social, se você simplesmente ignora as interações dos usuários e não os auxilia em relação a dúvidas e ao fornecimento de informações completas. Um bom relacionamento com usuários é um caminho curto para proteger a credibilidade da marca.

Métricas e relatórios

Qualquer que seja o ROI para redes sociais definido por uma empresa, é importante que os diretores sejam sempre informados sobre os resultados parciais. Uma série de métricas pode ser utilizada para medir a eficácia da marca nos perfis sociais. É preciso ter em mente como esses números e gráficos podem revelar descobertas importantes e influenciar diretamente na estratégia de negócios.

Programa de Treinamento a Funcionários

A agência americana menciona duas preocupações: a participação dos funcionários em perfis oficiais da empresa e os conteúdos postados em contas pessoais, que podem ser enxergados como um reflexo das políticas da empresa. Não adianta demitir um profissional que postou uma informação estratégica, se ele não é orientado sobre o uso das redes sociais. Os colaboradores devem participar de um programa de treinamento, em que são orientados sobre as diretrizes da empresa e os limites de compartilhamento de conteúdo. Mostrar como as redes sociais configuram-se em um espaço público, onde tudo o que for escrito pode afetar diretamente a imagem de uma marca nesse universo.

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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Entrevista: a revolução no mercado de e-books

por Fabio Chiorino

Os números brasileiros ainda são tímidos. Segundo a pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em 2011, foram vendidos pouco mais de 5 mil produtos digitais de leitura (e-book, e-pub, aplicativos e PDFs) – uma receita de R$ 868 mil, o que representa apenas 1% do total comercializado pelo mercado editorial do país. Os dados de 2012 ainda não foram divulgados, mas a entrada da Amazon e do Google no segmento impulsionou a venda de e-books no final do ano passado. A DLD, distribuidora de livros digitais que reúne editoras como Objetiva, Record e Novo Conceito, registou, só em dezembro, a venda de 50 mil unidades. Nos Estados Unidos, o cenário é outro: em 2012, 50% dos livros de ficção vendidos nos EUA foram e-books. Na área de não ficção, os livros digitais já respondem por 25% das vendas. Para falar sobre a evolução dos conteúdos digitais, obstáculos tecnológicos e os possíveis impactos nos hábitos de leitura, convidamos o Carlos Vicente (foto), Head de Marketing e Projetos da {kolekto} – Tecnologia de Conteúdo, empresa especializada na conversão de acervos em livros digitais e plataformas de publicação. O papo você confere logo abaixo. Boa leitura!

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XComunicação: Você ainda lê livros físicos? Como você os imagina dentro de 10 anos?

Carlos Vicente {kolekto}: Claro! Temos uma estante de livros impressos aqui na empresa. Tenho orgulho de ter em casa a singela biblioteca que foi dos meus pais, montada ao longo de 33 anos de casados.  O livro impresso será parte importante de um negócio que não mais será “livro”, e sim “conteúdo”. Diferentes suportes para o mesmo conteúdo coexistirão. Foi assim com o negócio de “disco”, que virou negócio de “música”, com shows, CDs, vinil, mp3, clipe, vídeo na internet. Cada suporte terá sua função de um negócio que será diferente do que é hoje, mas isso não implica a extinção dos suportes.

XComunicação: Carlos, os livros técnicos e de fotos ainda enfrentam resistência no modelo e-book devido às ilustrações. Que ferramentas existem hoje para apresentar a mesma qualidade visual do livro físico?

Carlos Vicente {kolekto}: As limitações do formato ePub2 (atualmente vigente) para livros mais complexos e com mais interferências de layout serão em muito superadas pelo formato ePub3, com elementos de HTML 5 e JQuery. Algumas plataformas, como o iBooks da Apple, já se adiantaram e atendem especificações que só veremos no ePub3. Entretanto, isso só funciona num número limitadíssimo de leitores. Uma alternativa que está sendo utilizada é a produção deste conteúdo em aplicativos ou mesmo os chamados “web apps”, que permitem vantagens de uma plataforma web com interface de aplicativo.

XComunicação: Além do Kindle, quais são os principais aparelhos para a leitura de e-book?

Carlos Vicente {kolekto}: Atualmente, há duas linhas de abordagem deste tema. Os eReaders, com tecnologia de eInk, começaram este mercado. Nisto, o Kindle e o Kobo são os principais aparelhos e devem seguir líderes. Entretanto, cada vez mais os tablets e smartphones se apresentam como plataformas consistentes para leitura de e-books e aí existe uma infinidade de alternativas – desde a última geração do iPad da Apple ou mesmo o iPad Mini, ideal pelo tamanho, até modelos mais populares, com o sistema Android. Até mesmo Kindle e Kobo já lançaram suas versões de tablet. Com a evolução da tecnologia para o formato ePub 3, com mais interatividade e elementos audiovisuais no e-book, a tendência é que a tecnologia de telas sensíveis ao toque e retroiluminadas se sobreponha ao eInk, que precisa de luz ambiente. Por exemplo, já não faz muito sentido lançar leitores de eInk nos novos mercados de e-book, como o Brasil. O mercado já demanda o tablet, pois abre mais possibilidades de experiências ao leitor.

XComunicação: Que características fundamentais um e-book precisa ter?

Carlos Vicente {kolekto}: Vou falar uma coisa que parece óbvia, mas ainda não foi devidamente absorvida no mercado nacional: e-book precisa ter QUALIDADE. Essa qualidade se reflete em proporcionar uma experiência mais natural possível de leitura a quem consome este conteúdo. Hoje, isso significa diminuir ao máximo a diferença entre a versão impressa e a digital. O projeto gráfico do livro, às vezes, precisa ser adaptado para o digital para podermos dar essa fluidez de leitura. São soluções, nem sempre simples, que quem produz o e-book precisa oferecer para a editora ou autor para encaixar o conteúdo e a experiência no suporte digital. Mas isso precisa ter uma boa conscientização do detentor do conteúdo e de quem o produz para o modelo digital. E esta preocupação custa dinheiro, o que muitas vezes é um problema para a editora, trazendo reflexos na qualidade do produto final.

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XComunicação: Quais são os principais entraves tecnológicos possíveis na produção de um e-book?

Carlos Vicente {kolekto}: A linguagem HTML e os estilos controlados por CSS são um desafio, pois são linguagens para WEB que não se comportam da mesma forma nos leitores de e-books. Os readers têm que evoluir muito para que um arquivo ePub obedeça ao comportamento configurado na programação. A homologação do formato ePub3 e do HTML5 é fundamental para que livros interativos sejam uma realidade, ou seja, efetivamente tenham um vasto acervo disponibilizado com essas tecnologias.

XComunicação: Garret Kiely, que comanda a maior editora universitária dos Estados Unidos, disse que os e-books são o primeiro passo de uma grande revolução. Como você enxerga a possibilidade de uma mudança radical nos hábitos de leitura da sociedade?

Carlos Vicente {kolekto}: Essa revolução já aconteceu, está acontecendo! Hoje, consumimos muito mais caracteres de leitura que antigamente. Na verdade, o mercado do livro é que está hoje se adaptando a uma nova forma de consumir conteúdo escrito, pautada pelos hábitos dos nativos digitais. Livros digitais curtos, apps, na verdade, a grande revolução virá quando os e-books, seja qual for o formato tecnológico deles, integrarem elementos que hoje já vemos na internet e nas redes sociais, como conteúdo dinâmico e geolocalização, por exemplo.

XComunicação: Além dos menores custos de produção, quais outros benefícios diretos são gerados pela digitalização das obras?

Carlos Vicente {kolekto}: Aqui vale tentar acabar com um mito: o custo de produção de um livro digital não é menor que o de um livro impresso. Às vezes, é até maior. O que realmente pode ser menor no formato digital é o custo de distribuição. Essa confusão gera muitos problemas na cadeia produtiva, mas para o leitor o benefício tem que ser transparente: conteúdo mais acessível, tanto em preço quanto em forma de compra. Um dos grandes benefícios indiretos que o mergulho no mundo digital dá para quem produz conteúdo (editoras, autores) é a possibilidade de conhecer e se relacionar diretamente com o leitor. Isso ainda é pouco valorizado na indústria do livro, mas será um grande benefício. O CRM vai mudar a indústria do livro, assim como mudou todas as outras.

XComunicação: Atualmente, as maiores universidades do mundo, como Harvard e Yale, criaram plataformas online para que estudantes de vários países tenham acesso a aulas e conteúdos programáticos. Como e quanto isso afeta as editoras?

Carlos Vicente {kolekto}: Afeta na dimensão que ainda a maioria das editoras não entendeu como lidar com isso. Mas no fundo não muda o core business da editora: ser o indutor da produção de conteúdo de qualidade. Se ela continuar a fazer isso, com um ajuste em seus modelos de negócio e relação com quem difunde este conteúdo, continuará gerando receita. Estas mesmas universidades vão querer os bons conteúdos/autores das editoras para incluir nas aulas, inclusive as que elas divulgam online. Os estudantes irão atrás das obras (ou parte delas), mas de outra maneira. Não é um mercado que está morrendo. É um mercado que precisa mudar, se adaptar a uma nova realidade. O digital pode até facilitar a venda “oficial” em mercados com menor poder aquisitivo.

XComunicação: Alguns autores são contra os livros digitais pela facilidade com que esses conteúdos podem ser reproduzidos ou modificados. Que defesas existem hoje para isso?

Carlos Vicente {kolekto}: A facilidade de reprodução também existia antes, no impresso, através da fotocópia. Um fato curioso e que já virou anedota no mundo do livro digital é que, quando foi lançado em ePub (com DRM social, ou seja, sem muitas restrições técnicas ao compartilhamento), a primeira cópia digital “pirata” demorou 24 horas a mais para “cair na rede” do que a versão “pirata” do livro impresso. Ou seja, a “pirataria” já ocorria e vai continuar acontecendo independente do suporte. Mas nem por isso Harry Potter, por exemplo, deixou de ser um estrondoso sucesso comercial no digital ou no impresso. A modificação de conteúdo, o plágio ou abuso da propriedade intelectual ou autoral são temas mais delicados e menos ligados ao suporte. O digital, na verdade, até facilita identificar conteúdos similares publicados sem autorização. É quase uma forma de inibir o plágio.

XComunicação: Russ Grandinetti, executivo da Amazon, afirma que os principais concorrentes dos e-books hoje são outros produtos digitais, como músicas e filmes, e não a versão impressa das obras. Você concorda com essa afirmação? No Brasil, a concorrência também é essa?

Carlos Vicente {kolekto}: Sim. Essa é uma abordagem moderna do tema. Incluo entre os “concorrentes” sites, redes sociais, games. Qualquer coisa que capte a atenção do consumidor de conteúdo é potencialmente concorrente dos livros digitais. Por isso, a qualidade do produto, tanto editorial quanto de formato, e sua acessibilidade são importantes para posicionar bem os e-books em relevância junto ao público.

XComunicação: Que e-book você está lendo no momento? E qual livro físico?

Carlos Vicente {kolekto}: Tenho lido no digital “Os Haicais do Menino Maluquinho” do Ziraldo que a {kolekto} produziu para a Editora Melhoramentos e foi um tremendo sucesso no lançamento da Amazon Brasil. Pode parecer estranho para alguém de 36 anos, mas na verdade leio todo dia quatro ou cinco haicais para o meu filho de 5 anos dormir. No livro físico tenho lido dois: “Conversas com Woody Allen”, do Eric Lax, que na verdade não paro de ler há vários anos, e recentemente terminei uma Grafic Novel espanhola chamada “A arte de voar”, roteiro de Antônio Altarriba e desenhos de Kim, lançada recentemente pela Editora Veneta no Brasil. Olha aí, HQ ainda é um formato que veremos muito ainda no suporte de papel e não acho isso nada ruim.

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As praças virtuais das revoluções políticas

Por Guilhermo Benitez *

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Como se não bastasse a crise econômica que assola a Europa, a Itália está agora em meio a uma crise política. Insatisfeitos com esquerda e direita, os italianos tornaram um movimento político nascido na internet, liderado por um humorista (e que inclusive recusa ser chamado de partido político), o mais votado nas últimas eleições nacionais.

Os 109 deputados e 54 senadores eleitos pelo Movimento 5 Estrelas, de Beppe Grillo, foram escolhidos pelo internet, após a avaliação de vídeos que postaram no YouTube. A campanha, que não aceitou qualquer subvenção pública, também foi baseada nas mídias sociais.

Assim como na Primavera Árabe, política e tecnologia se misturam para gerar revoluções. Mas será que estes fenômenos são fruto direto da era da comunicação digital? É possível dizer que nada disto teria acontecido sem a internet? Sim e não.

Movimentos políticos fazem parte da história desde muito tempo. Da revolução francesa à eleição do rinoceronte Cacareco, há um gigantesco histórico de mudança e protesto bastante anterior à invenção do transistor.

O que, sim, é novo e inerente ás redes sociais é a velocidade e acessibilidade destes fenômenos, que demandam menos tempo e dinheiro de seus líderes para alcançar seus objetivos. Mas, sem um conteúdo – mesmo que oportunista – capaz de engajar a comunidade alvo, nada feito. Até aqui, a internet tem se mostrado um excepcional meio para a operação política, mas não um fim.

* Guilhermo Benitez é diretor-executivo

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Pôquer, comunicação e a quebra de paradigmas

Por Guilhermo Benitez *

Já me perguntaram algumas vezes qual o ápice da comunicação corporativa. Construir uma marca do zero? Elevar determinado produto a uma posição vencedora no mercado? Blindar uma corporação a crises de imagem? Na minha visão, o ponto máximo deste trabalho é quando se consegue mudar a percepção que a sociedade tem de determinado segmento, quebrar paradigmas, mudar mentalidades. São momentos raros, construídos no médio prazo, mas cuja conquista traz uma satisfação proporcional ao esforço empreendido.

No último domingo, o programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, exibiu uma longa reportagem (clique abaixo) sobre o crescimento de um esporte que vem atraindo grandes ícones esportivos, como Ronaldo, Boris Becker, Rafael Nadal e Michael Phelps: o pôquer. A matéria é um divisor de águas na história da modalidade no país e pode ser apontada como marco na sua correta compreensão.

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Hoje, pode soar estranho, mas, há pouco mais de cinco anos, quando a XComunicação se colocou à frente do desafio de atender o site PokerStars, a questão ainda era outra: provar que um dos principais passatempos de Barak Obama e Warren Buffett não era uma atividade ilegal, e sim intelectual, além de um excelente exercício de raciocínio . Em 2008, quando convidamos a imprensa para acompanhar o primeiro grande torneio internacional de pôquer Texas Hold’em do país, a etapa do Rio de Janeiro do Latin America Poker Tour – LAPT, a principal questão dos jornalistas era sobre como funcionava a “jogatina”.

Quebrar barreiras, explicar a lógica matemática que derruba o preconceito de jogo de azar, fortalecer a tendência comportamental expondo o perfil de jogadores célebres e celebridades que jogam, mostrar o trabalho árduo de treino e preparação mental dos atletas. Foram várias as etapas concluídas para se sair de algo visto como um vício perigoso e chegar ao esporte da mente. Como?

De volta a 2008, no primeiro dia do LAPT, recebemos a visita inesperada de uma equipe de um jornal popular local. Por alguns instantes houve uma tensão no ar, se temia uma cobertura clichê, algo na linha “cassino a luz do dia em São Conrado”. A decisão, estratégica, foi receber o jornalista com total transparência, circular com ele pelo local explicando a dinâmica do torneio, a lógica do esporte, a história dos personagens envolvidos. O resultado, emblemático, foi um texto desmistificando a imagem distorcida que um desavisado teria de um torneio de pôquer. Óbvio, como sempre, este case de sucesso foi construído pela conjugação de esforços de diversas pessoas físicas e jurídicas, mas, naquela tarde de calor carioca, a informação correta começou a vencer o preconceito.

* Guilhermo Benitez é diretor-executivo

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Linkedin: seu currículo nunca mais será o mesmo

Por Fabio Chiorino *

Há exatos 10 dias, o Linkedin apresentou aos acionistas os resultados de suas ações na bolsa de valores de Nova York em 2012. As receitas da rede social apresentaram um crescimento de 86% em relação ao ano anterior, atingindo a marca de R$ 303,6 milhões de dólares. Afinal, em que momento a chave virou e o Linkedin se transformou numa empresa capaz de apresentar um desempenho que vai bem além de suas funcionalidades como a maior rede de contatos profissionais do mundo?

Algumas novidades recentes foram determinantes para essa explosão. A principal delas foi apresentar uma possibilidade de navegação mais “amigável”. Seguindo os caminhos de sucesso do Facebook, o Linkedin adaptou a funcionalidade de compartilhamento e publicação de conteúdos. A página principal do usuário ganhou um novo layout, com a foto mais destacada e apresentação resumida da experiência profissional do usuário.

O sistema recomenda agora quais dados devem ser preenchidos para que o perfil tenha o mínimo de informações relevantes para quem o visita. Para aumentar o tempo médio dentro da rede, diversos artigos são sugeridos ao usuário, de acordo com seus assuntos de interesse. O conteúdo é hoje algo fundamental para o Linkedin. Desde o ano passado, convidou dezenas de executivos a escrever conteúdo original para o site. Até o presidente americano Barack Obama participou de uma sessão aberta de perguntas com os usuários sobre propostas de criação de emprego no país.

Venda de espaços e de ferramentas é outro fator determinante para essa guinada. Além de permitir anúncios patrocinados por empresas (modelo similar ao adotado pela Facebook Ads), o Linkedin oferece uma série de pesquisas customizadas sobre mercados de trabalho e até a possibilidade de se conectar diretamente com algum perfil específico, demandas que atraíram diretamente empresas de recursos humanos e recrutamento.

Todas as mudanças também foram adaptadas para as plataformas mobile de acesso. E os números (clique e veja mais na imagem abaixo) mostram como as mudanças rapidamente mudaram a trajetória da rede social. Em janeiro desse ano, o Linkedin anunciou a marca de 200 milhões de usuários, sendo 11 milhões só no Brasil. Desde 2001, adicionou 13 novas línguas, tornando o site disponível em 19 idiomas. E ainda: já é o 23º domínio mais visitado da web. A cada dois segundos, dois novos usuários. Se fosse um país, já seria a 5ª maior população do mundo.

Esqueça aquele papo de que o Linkedin é aquela rede social atualizada quando você muda de emprego. Estamos diante de uma verdadeira rede social, onde experiências profissionais e conteúdo relevante valem mais do que um simples currículo.

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* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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O Facebook não para de crescer no Brasil

Por Fabio Chiorino *

Números recentes do Social Bakers, site de métricas, monitoramento e ferramentas de marketing digital, revelam que o Facebook continua crescendo no Brasil. Ao contrário das quedas acentuadas de novos usuários registradas por Orkut e, mais recentemente, pelo Twitter, a rede social criada por Mark Zuckerberg nada de braçadas por aqui. Entre todos os números e dados levantados, um em especial chama a atenção: 83.98% da população online (ou seja, com acesso à internet) estão se conectando ao Facebook.

Já são mais de 66 milhões usuários brasileiros ativos no Facebook, o que representa uma penetração de 33,09% em toda a população brasileira. Só nos últimos seis meses foram criados 11 milhões de novos perfis. O Brasil só perde hoje para os EUA, que têm quase 100 milhões de usuários a mais. Entretanto, as taxas de crescimento por lá são menores, o que também pode indicar que o Facebook começa a mudar seu ciclo de vida, assim como já ocorreu com outras redes sociais.

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E as marcas já perceberam todo o potencial de lançar campanhas e promoções por lá, ao mesmo tempo em que dialogam continuamente com o seu consumidor. Um termômetro rápido e contínuo. O Top 10 abaixo mostra que as grandes redes varejistas dominam a lista de audiência das fanpages, beneficiadas, é claro, pelo fato de serem marcas conhecidas em quase todo o país.

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Duas faixas etárias dominam o perfil do usuário brasileiro: 18 a 24 (32%) e 25 a 34 (27%). E as mulheres são a maioria do público – 54%, número que bate com a audiência dos EUA (45% homens e 55% mulheres).

Os dados da comScore (2012), outra plataforma de análise e estratégias digitais, ajudam a entender não só o tamanho desse público, mas principalmente o seu comportamento assim que se conecta – 37,5% dos usuários brasileiros já acessam a rede pelos smartphones, por exemplo. Outra constatação, essa mais recente e universal, comprova que as pessoas permanecem cada vez mais tempo conectadas a esta rede social. O Facebook já é o terceiro site mais acessado para quem deseja ver vídeos, perdendo apenas para o Youtube e para o Vevo.

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Ninguém pode afirmar se todos esses grandiosos números durarão por muito tempo. Entretanto, é notória a consistência deles no Brasil. O Facebook nunca esteve tão is on the table dos brasileiros.

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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O apagão mais criativo da história do Super Bowl

Por Fabio Chiorino *

No último texto desse blog, a Cristina Toletti anunciava a chegada do Super Bowl e seus números fascinantes. Mais de 110 milhões de americanos impactados pelo Crème de La Créme da propaganda. A cada 30 segundos de comercial, US$ 4 milhões para os cofres da CBS, rede de televisão que transmite o maior evento esportivo dos Estados Unidos.

Mas aí veio o apagão, que mudou a cara do jogo. O San Francisco 49ers estava sofrendo uma lavada histórica e conseguir equilibrar a partida quando a energia voltou. Mas até os primeiros refletores voltarem a iluminar o Superdome, o que se viu foi um misto de mistério e incredulidade. A CBS manteve-se no ar durante o apagão e garantiu que todas as mídias acertadas com os anunciantes estavam sendo veiculadas normalmente.

Não foi bem assim. Pelo menos uma marca admitiu ter mudado seus planos diante do blecaute. A Coca-Cola veicularia seu novo comercial em duas partes, o que foi revisto após o estádio ficar sem luz por 34 minutos. Na cabeça do anunciante, com o apagão, muita gente pode ter levantado do sofá, o que pode ter reduzido a assertividade dos comerciais.

Como já está virando regra nesse jogo publicitário que envolve milhões de dólares, muitas marcas souberam explorar do imprevisto. E o humor (sempre ele) foi fundamental para não deixar a bola oval cair. E a escolha da rede social para isso não poderia ser mais certeira: o Twitter e sua alta capacidade de viralizar uma mensagem num piscar de olhos.

A Audi foi mais rápida no gatilho e provocou a Mercedes-Benz, detentora dos naming rigths do estádio que recebeu o Super Bowl, em New Orleans. O tweet abaixo (clique nas imagens para aumentá-las) mostra toda a fina ironia, tão comum e incentivada no mercado americano.

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A Oreo foi esperta ao sugerir que, mesmo sem luz, você conseguiria mergulhar o biscoito no leite. Em questões de minutos, a marca já havia alcançado os Trending Topics nos EUA.

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O varejista Walgreens aproveitou para apresentar seu portfólio, enquanto a marca de produtos para a limpeza de roupas Tide trouxe o comentário mais espirituoso da noite. Em uma tradução aproximada: “Nós não podemos resolver o seu apagão, mas podemos começar tirando as manchas”.

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A luz voltou, o Baltimore Ravens conteve a reação do 49ers e venceu o Super Bowl pela segunda-vez. O resumo da noite mais lucrativa da história da NFL não poderia ser mais evidente: nada supera um quarterback inspirado e marcas que criam novas oportunidades onde outras só enxergam o breu.

* Fabio Chiorino (@FChiorino) é gerente de Conteúdo, Redes Sociais e Treinamento

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Lá vem o Super Bowl. Cada vez mais social e viral

Por Cristina Toletti *

Neste domingo, americanos (ou não) vão se aglomerar nas mesas dos ‘sports bars’ ou se reunir em casa de amigos para assistir ao mais esperado evento esportivo da América do Norte.

O Super Bowl não é apenas a grande final do campeonato de futebol americano; é também a maior e mais cara vitrine publicitária do mundo (U$ 4 milhões em média por uma inserção de 30 segundos), com um valor intangível: da à marca anunciante o direito de fazer parte da ‘conversa cultural’ que engaja um público estimado em 110 milhões de pessoas.

Comer asas de frango (a estimativa é que 1,23 bilhão de ‘chicken wings’ sejam consumidas no dia do jogo) e assistir aos comerciais do Super Bowl durante o jogo faz parte da cultura Americana. O intervalo comercial é um momento ansiosamente esperado pelo público e as peças mais criativas têm espaço garantido nas conversas do dia seguinte.

Desde que a VW antecipou a veiculação do premiado filme com uma criança vestida de Darth Vader, os lançamentos dos comerciais do Super Bowl antes do jogo polarizam a opinião de especialistas em marketing.

Nicole Ames, estrategista em mídias sociais, afirma em seu blog não entender a antecipação.  “Os consumidores ficam ansiosos por assistir aos anúncios. Há uma grande revelação no sentido de… o que ‘eles’ farão este ano?”

Já os defensores da veiculação prévia do comercial na internet argumentam que, ao assistir o filme antes, o consumidor acaba se tornando um embaixador da marca durante o jogo. Quem gostar do filme chamará a atenção dos amigos para que prestem ‘mais’ atenção no comercial durante o jogo.

Na era das redes sociais, da comunicação interativa e do buzz marketing,  disseminar é a palavra de ordem e o que vale é engajar o consumidor na conversa. Quanto antes, melhor. A Coca-Cola, por exemplo, optou por dar voz aos consumidores para que decidam o desfecho do filme que irá ao ar durante o Super Bowl. A campanha online mostra 3 equipes rivais que avistam uma Coca-Cola no deserto e correm em sua direção. Mas a garrafa é apenas um grande ‘display’, indicando que é possível encontrar o refresco a 50 milhas dali. A equipe vencedora será conhecida durante o Super Bowl.

Este ano, além da VW,  Taco Bell, Mercedes-Benz e Century 21 anteciparam seus comerciais. Só o comercial da Mercedes já contabilizava na quinta-feira mais de 5,6 milhões de acessos no YouTube.  Surpreender o público do Super Bowl continuará a ser o grande desafio dos marqueteiros, antes, durante e depois do jogo.

*Cristina Toletti é Sócio-Diretora

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Será o fim do Mc Lanche Feliz?

por @FChiorino

Pais e crianças de todo o Brasil, atenção. Um projeto de lei aprovado ontem na Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado pode promover uma revolução no marketing voltado às crianças. O senador Eduardo Amorim (PSC-SE), autor do projeto, quer proibir a as redes de lanchonetes e outros estabelecimentos que vendem refeições de distribuírem ou comercializarem brindes e brinquedos infantis relacionados aos alimentos.

Amorim defende o fim do que chama de “marketing agressivo”. Segundo o senador, a prática “incute nos pequenos consumidores uma necessidade desenfreada de ter e de consumir”. O projeto ainda será examinado nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e Assuntos Sociais (CAS), antes de ser encaminhado à Câmara dos Deputados.

E agora, José? Os profissionais especialistas em marketing infantil já devem estar preparados para essa reviravolta. Mas os pais também. Afinal, quantas vezes conseguimos convencer nossos filhos a comer algo em troca de algum benefício direto, como o brinquedo do mais novo sucesso nos cinemas? E quantas vezes os próprios filhos cobram dos pais a compra de um determinado produto por conta do brinde incorporado ao cardápio?

Os brinquedos são realmente um forte apelo de vendas. É quase um sinônimo de recompensa à criança (desde que ela coma tudo, inclusive os picles!). Entretanto, essa condicional pode promover (se já não promove) uma geração que encare a alimentação apenas como uma ponte para conseguir o objeto de desejo.

Com a eventual adoção da nova lei, as empresas alimentícias e suas respectivas agências terão um enorme desafio pela frente. Criar novos atributos de sedução para um público cada vez mais crítico e ávido por novidades. As propagandas e as ações promocionais afetam diretamente os hábitos e até mesmo as crenças das crianças. Isso não significa que o brinquedo é a única solução mágica, apesar de aparentemente ser a mais certeira nos dias atuais.

Um caminho que deve ser levado em conta é associar os produtos a outros tipos de abordagens. Os anunciantes devem abraçar de vez o mote do “consumo saudável e consciente”. E, a partir disso, promover ações de responsabilidade social, entretenimento, cultura e lazer que estejam correlacionadas à venda de seus produtos. Certamente é uma maneira mais complexa de atingir o público-alvo e demanda uma logística mais bem planejada. Mas se com o Mc Dia Feliz dá certo, por que não é possível estender para um plano de marketing contínuo e que envolva um portfólio maior?

Ninguém está defendendo aqui que as empresas se tornem pastorais. Mas o projeto de lei em estudo pode ser mais um incentivo para que o mercado busque novos diferenciais competitivos e ainda ganhe dinheiro com isso. Fica para os pais a difícil missão de explicar aos pequenos que as coisas poderão mudar. Menos brinquedos, novas experiências. Com ou sem picles.

* Fabio Chiorino é gerente de conteúdo da XComunicação e pai da Maria Eduarda (apaixonada pelos brinquedos do Mc Donald´s)

22 minutos e nada mais. Ou o fim das reuniões enfadonhas

Por @FChiorino

Outro dia, postei no Twitter: “Reunião boa dura no máximo 30 minutos. Depois disso, vira convescote”. Aí o @filipequintans me mandou o vídeo abaixo, provando que é possível fazer uma produtiva reunião em 22 minutos.

Claro que esse “milagre” no mundo corporativo só é possível com uma baita mudança de cultura entre os executivos que adoram lotar os calendários do Outlook com encontros seguidos e ainda protagonizam disputas épicas pelas salas de reuniões (segundo maior conflito dentro das empresas, só perdendo para a temperatura ideal do ar condicionado).

Pois bem. A cartilha é tão básica que deixa qualquer CEO envergonhado de não segui-la à risca. Tópicos como pontualidade e pauta já desenhada ajudam demais a pular etapas desnecessárias do tipo “E aí, minhas agências. O que temos pra hoje?”.  O grande destaque é manter o maldito espertophone no bolso. Ninguém acredita que você está prestando atenção no que está sendo dito, enquanto aproveita para responder emails paralelos ou dá aquela conferida no que escreveram sobre você no Facebook.

A cereja da sabedoria é quase um mantra a ser evocado: ouça primeiro, fale depois. Esqueça aqueles espirituosos comentários que você está ensaiando há uma semana. Se outras pessoas abordarem o mesmo assunto, não há motivos para você repetir o assunto. Além de contraproducente, as pessoas aproveitarão o silêncio constrangedor para pensar: “Mas que raios esse cara está fazendo aqui?”.

Ah, antes que eu me esqueça: piadas existem para os momentos e lugares certos. Na dúvida, deixe a anedota para a mesa do bar. Reunião não é stand-up comedy. E os 22 minutos já estão chegando ao fim…

Por que entrar em uma rede virtual?

O que leva as pessoas a se relacionarem virtualmente? Qual o motivo do sucesso ou total fracasso de uma rede virtual? Há várias respostas, e a ideia era hoje publicar um post falando sobre esse tema. Mas para ir além de teorias, suposições e exemplos, decidimos usar a interatividade para uma de suas funções principais: ouvir opinião.

Vote na enquete abaixo e registre por qual motivo você usa uma rede na web 2.0. Sua opinião vai ajudar a construir um de nossos próximos posts. Se esta experiência for bem sucedida, prometemos dividir mais este espaço com você.

Vamos lá, é ano de eleição, democracia em alta. Participe.

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Deu no New York Times

Artigo

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PrtScr da página no Facebook da Delhi Traffic Police (clique aqui para visitar)

Por Guilhermo Benitez*

Muitos bits já foram gastos discutindo a ação, no Twitter, das diversas “franquias” da Operação Lei Seca. São grupos regionais que usam a ferramenta para avisar publicamente sobre a existência ou não de fiscalização em vias próximas aos principais bares e restaurantes das cidades, buscando livrar os motoristas que ficaram no happy hour de problemas com a polícia.

Enquanto, aqui, as autoridades criticam a iniciativa, em nossa nação irmã no BRIC, a Índia, elas estão usando as mídias sociais para fiscalizar infratores de trânsito. O “case” de uso das redes sociais rendeu reportagem no encarte semanal do The New York Times publicado aqui no Brasil pela Folha de S.Paulo.

A ideia, simples, aparentemente foi além do que se propunha. Segundo o jornal norte-americano, a polícia de trânsito da capital indiana, Nova Delí, famosa por seus congestionamentos monstruosos, abriu um perfil no Facebook para incentivar os habitantes a expressarem suas opiniões e sugerirem melhorias e mudanças.

Só nisto já há um avanço considerável na gestão do trânsito em relação ao que temos em São Paulo, por exemplo, onde este tipo de interação digital com os motoristas ainda não é possível.

Mas os cidadãos de Nova Delí iniciaram – segundo a reportagem, de forma autônoma – a postar fotos e vídeos de motoristas cometendo infrações nas vias públicas. De repente, o contingente de cerca de cinco mil policiais (pequeno para os mais de 12 milhões de habitantes) foi reforçada por milhares de fiscais virtuais.

Incentivadora ou não da prática, a polícia local não se fez de rogada e começou a mandar multas para os proprietários dos veículos flagrados em delitos.

Assim como a ação dos grupos brasileiros da Lei Seca, o projeto indiano acendeu caloroso debate, desta vez no outro estremo: a atividade não estaria invadindo a privacidade alheia? Não poderiam os “fiscais” montarem imagens falsas e assim denunciar falsamente inimigos ou desafetos? Fotografar a lambança alheia quando se está ao volante não seria, em si, uma infração das regras de trânsito, com potencial de criar novos acidentes?

Sem respostas, fica aqui mais um caso de inovação no uso das redes sociais, agora como serviço (ou desserviço) público.

E, voltando ao caso do Twitter da Operação Lei Seca, sem qualquer juízo de valor, fica a dica para as autoridades agirem com mais inteligência e menos mão pesada. Se as informações de para onde os possíveis motoristas infratores se dirigem está disponível, em tempo real, na internet, porque não usar isto para, com agilidade, melhorar a fiscalização?

* Guilhermo Benitez é sócio-diretor da XPress Assessoria em Comunicação e coloca estas e outras idéias no ar em http://coffeebreak-br.blogspot.com e www.twitter.com/guibenitez

Uma foto é uma foto é uma foto…

Um dos assuntos da semana é a compra bilionária do Instagram pelo Facebook. Se ainda não soube do caso, leia aqui. Se não sabe o que é o Instagram, basicamente é uma comunidade virtual de compartilhamento de fotos feitas com smartphones e impulsionada por usuários de iPhone. Neste espaço não vou gastar caracteres discutindo o caso em especial, mas uma outra questão que tem mobilizado parte do meio fotográfico. A título de introdução dois causos.

O fotógrafo e editor Toni Pires contou de uma mesa redonda na qual participou durante o 2º Festival de Fotografia de Tiradentes. Uma das perguntas do mediador foi se havia ou não a iPhotografia, ou seja, uma categoria de fotos feitas com iPhone, assim como se popularizou há alguns anos a Lomografia (imagens produzidas com câmeras Lomo). Para Toni, isso é uma bobagem. Se fosse assim, deveria existir Canongrafia, Nikongrafia, Sonygrafia…

Outro fotógrafo, Edmar Melo, relatou em um almoço há duas semanas o debate causado pela vitória de uma série feita com iPhone no concurso Leica-Fotografe 2012. Em resumo, havia defensores da criação de uma categoria só para iPhone no concurso do próximo ano. Edmar é partidário dessa ideia, e argumenta que o tal ensaio vencedor, feito no metrô, seria inviável com um equipamento tradicional. Ou seja, a competição equipamento profissional x iPhone é desleal.

A fotografia, assim como o automóvel, é filha da Revolução Industrial e dos processos de produção em massa. Já escrevi em outro artigo sobre como a evolução de equipamentos influiu na maneira de produzir e consumir fotografia (Sorria, você está ficando ultrapassado). Portanto, sim, o iPhone e seu uso como câmera influenciam a maneira de entender a fotografia. Mas não cria uma nova fotografia.

Não vou entrar na discussão agora se a popularização da imagem gera banalização. Acho que sim, mas defender essa posição para mim exige argumentos mais complexos. Entretanto, me parece mais claro o fato de, seja com qual for o objeto e seu meio de difusão, o produto final, a fotografia, continua a mesma. As pessoas apenas se deslumbram com o meio, e parecem ter dificuldade em entender a permanência do resultado, do espaço reconhecido e reconhecível do produto final. Usando o paralelo de parágrafos atrás, ninguém olha para o Ford T e para uma Ferrari e afirma que o primeiro não é um carro.

Quando perguntada sobre qual câmera indicaria, a fotógrafa Annie Leibovitz sugeriu a um incrédulo jornalista da NBC o iPhone. Não encontrei uma versão legendada, mas não é difícil de entender e, principalmente, perceber o espanto envolvido na história. Veja aqui. Sobre o tema, o fotógrafo Alexandre Severo sentenciou, em seu sotaque pernambucano: “Se Annie Leibovitz recomenda o iPhone, quem sou eu para discordar?”. Se para ela o produto da câmera do iPhone é fotografia, creio estar em ótima companhia.

Rodrigo Dionisio é fotografo, jornalista e vice-versa, além de ser sócio-diretor da FramePhoto Agência Fotográfica (www.framephoto.com.br). Já desenvolveu um projeto com fotos de celular no Flickr, mas tem se recusado a entrar na onda do iPhone

O paradoxo da Kodak

Esta fotografia digital NÃO foi captada por uma Kodak. Poderia.

Esta fotografia digital NÃO foi captada por uma Kodak. Poderia.

Depois de muita especulação, a semana passada acabou com a formalização do pedido de concordata da centenária empresa que inventou a fotografia como a conhecíamos. O império construído em torno da imagem analógica foi destruído pela fotografia digital. Mas a ironia, ou não, é que a própria Kodak, uma das empresas mais inovadoras do mundo, proprietária de cerca de 1.100 patentes, foi a criadora da primeira câmera digital, em 1975. Com medo de abalar seu lucrativo negócio de filmes e revelações, decidiu deixar a novidade na gaveta…

A triste história da Kodak me lembra outro desastre, este de toda uma indústria, a fonográfica. Com o advento do Napster e, depois dele, da incessante pirataria pela internet, as antes poderosas gravadoras hoje se arrastam em busca de sobrevivência. A pergunta que não quer calar é: será que, se ao invés de ficar brigando com a realidade e tentar segurar a torrente de fatos, os selos musicais tivessem mudado de tática, usado o potencial de distribuição de música pela web a seu favor e encontrar novas formas de monetizar seu negócio, o resultado não teria sido bem menos catastrófico?

Da mesma forma, será que se, com a vantagem que tinha por ter desenvolvido antes a tecnologia, a Kodak tivesse se antecipado e ganho o jogo digital, não teria se mantido como uma gigante da imagem?

Este paradoxo cai como uma luva para o (ainda) atual momento das mídias sociais. Por incrível que pareça, ainda temos muitas empresas se debatendo sobre o receio de perder o controle sobre algo incontrolável: como o público irá falar dela e o quanto deste diálogo irá se espalhar e reverberar pelo Facebook, Twitter etc. No lugar de tentar buscar se adequar à realidade e lucrar (ou minimizar perdas) com ela, prefere chorar um passado de controle que não existe mais (sinto informar mas seu consumidor está, neste momento, falando mal de sua marca nas mídias sociais, mesmo que você apenas tampe os ouvidos e finja que não está ouvindo).

A realidade, nua e crua, é de que os tempos mudam e ou nos adaptamos (como a IBM, por exemplo, fez com maestria) ou podemos virar mais um exemplo infeliz de dinossauro (eles, ao menos, não tiveram a chance que temos agora de mudar o jogo antes do final).

Guilhermo Benitez é jornalista e diretor associado da XComunicação

3D deixou de ser coisa de criança (ou não)

Vou dar uma roubada esta semana e retomar os tempos nos quais escrevia com frequência para o Box Cultural, também aqui no blog da X. Mas o motivo fotográfico é válido, por assim dizer.

Estão em cartaz nos cinemas aqueles que, até agora, podem ser considerados os dois primeiros filmes sérios (adultos?) usando a tecnologia 3D: A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese, e Pina, de Wim Wenders, este último estreado na sexta-feira passada. O marketing de ambos é diverso, dos dois apenas o de Wenders é apontado como “filme de arte”. Entretanto une os dois um apuro técnico ligado ao gênio dos diretores envolvidos nos projetos.

Wenders aposta na alta profundidade de campo durante todo o filme. Para quem não entende o termo, isso visualmente significa que estão nítidos, em foco, todos os objetos (ou pessoas) vistos na tela. É difícil descrever o efeito dessa escolha somada ao 3D, à alta definição e, principalmente, às coreografias de Pina Bausch. O olho humano funciona como uma objetiva e, somado a nosso cérebro, foca o que nos interessa, deixando o restante desfocado. Nossa visão normalmente tem baixa profundidade de campo. Ver Pina é como assistir a um balé no qual todos os detalhes de todo o corpo de baile são percebidos pelo cérebro. É quase antinatural, às vezes incômodo.

Espera, mas 3D não era aquela técnica que fazia as coisas pularem da tela no espectador? Até é, e isso também acontece em determinados momentos dos dois filmes citados aqui. Mas há algo mais interessante a ser feito com essa invenção impregnante (e dizem alguns, salvadora) do cinema mundial. Óbvio, 3D vai ser ainda usado em larga escala em filmes de ação, para tornar monstros mais reais e assustadores e gerar sustos. Só está ficando provado o fato de toda inovação técnica poder ser usada para o que foi criada ou reinventada em mãos hábeis.

Mas talvez reinvenção não seja o termo. Hugo, de Scorsese, é um filme basicamente tradicional em várias coisas. Planos, enquadramentos, iluminação. É o velho “Scorsa” de sempre. Entretanto, o jogo de planos e contra-planos, as perspectivas, contra-luz marcado… tá, tá ficando técnico. Assista apenas ao filme prestando atenção a algo recorrente, o tal plano e contra-plano. Na maior parte do longa, sempre há uma interferência entre o ponto de vista do espectador do cinema e o personagem principal. Outro personagem, um objeto, uma parede, um batente de porta. Isso é usado normalmente para dar noção de tamanho e distância ou recortar o quadro, por exemplo. No 3D, e como Scorsese usa, puxa o espectador para dentro da cena. Em vez de o filme pular na sua cara, você é quase sugado para dentro da tela.

O filósofo tcheco Vilém Flusser escreveu em 1981 um ensaio sobre fotografia ainda referência. Lançado no Brasil em livro dois anos depois, A Filosofia da Caixa Preta: Ensaios para uma Futura Filosofia da Fotografia define papéis claros na produção de imagens. Muito resumidamente, uma câmera é um artefato industrial (como uma furadeira) criada para desenvolver uma tarefa. Quem usa esse artefato é um operador, responsável por desempenhar tarefas dentro da programação embutida nesse objeto inanimado. A quebra e a produção de algo relevante acontece quando o operador consegue subverter a programação desse artefato, fazer com que ele produza algo não esperado (ou programado) originalmente.

Scorsese e Wenders, ainda é difícil saber, podem estar subvertendo o 3D. Eu acho na verdade que apenas estão colocando a técnica a serviço do bom cinema, usando uma oferta existente de maneira extremamente competente, em belos filmes, obrigatórios para entender para onde a sétima arte está indo esteticamente. Ou seja, gente conhecedora de seu ofício deixando bem claro: quem sabe o que faz, faz com as ferramentas escolhidas e disponíveis, basta ter a oportunidade. Mas pensando no sentido da subversão, gostaria mesmo é de ver como seria o primeiro Kubrick em 3D.

Rodrigo Dionisio é fotografo, jornalista e vice-versa, além de ser sócio-diretor da FramePhoto Agência Fotográfica (www.framephoto.com.br)

XComunicação apresenta pesquisa para entender o uso das mídias sociais

Muitos profissionais de comunicação e marketing ainda conservam heranças de outros tempos. Antigos paradigmas que impactam na era das mídias sociais. As mudanças, pelo menos nos últimos anos, foram significantes. Entretanto, principalmente por falta de parâmetros consistentes do novo cenário, as mudanças não foram percebida por todos. Para preencher esta lacuna, a XComunicação, em parceria com a aScope Insight, desenvolveu a pesquisa Insights@DigitalMedia, um estudo sobre os meios digitais no Brasil.

A pesquisa foi realizada com executivos de marketing, especialista de marketing digital, acadêmicos, antropólogos, psicólogos e três gerações de usuários para descobrir como é o uso das mídias sociais no país e quais os desafios e oportunidades deste meio para os profissionais de marketing no Brasil. Leia aqui a síntese deste estudo, publicada no encarte Profissionais de Marketing, da edição 1502 do Meio & Mensagem.

Como deve ser o formato das publicações de sua fanpage no Facebook?

Acho que a melhor definição de um bom conteúdo para fanpages no Facebook que eu já ouvi foi dita durante uma reunião com um cliente. Foi totalmente por acaso, na maior inocência. Depois de horas de discussão sobre o funcionamento da rede social, alguém da empresa disse: “Eu consigo compartilhar essa foto no meu perfil? Esta foto é algo que eu compartilharia com os meus amigos”.

Naquele momento, meus olhos brilharam em uma clara expressão de “Exatamente! Bingo! Eureka! É isso mesmo!”. Ainda que a discussão seguisse por outro caminho, sobre mensagens institucionais e notícias a respeito de produtos e serviços, aquela pessoa havia dito algo que definia perfeitamente bem como deve ser o conteúdo: algo que as pessoas sintam vontade de compartilhar. Neste caso, uma foto interessante de um evento da empresa valia bem mais que um texto enorme sobre o acontecimento.

Ainda que este seja um ideal em comum, que seu conteúdo seja compartilhado pelo máximo de pessoas possíveis e atinja um número cada vez maior de usuários da rede social, não existe fórmula única para alcançar tal objetivo. É preciso entender cada caso, o que demanda uma análise do público, da marca e da rede social em questão. Não dá para copiar cases de sucesso e esperar os mesmos resultados, se você tiver um público diferente em outro nicho de mercado e até com uma cultura empresarial diferente. O que viralizou para uma marca pode se transformar em um verdadeiro fiasco de público para outra.

Apesar de não haver fórmula mágica, existem alguns formatos de conteúdo mais eficientes. Segundo uma pesquisa do Media Buddy, por exemplo, posts com menos de 80 caracteres são 66% mais eficientes que grandes textos na hora de engajar os usuários do Facebook. Se você é daqueles que costumam colocar a história completa da empresa, de mil-novecentos-e-bolinha até os dias atuais na fanpage, é hora de mudar o estilo de abordagem. Fale menos e seja conciso.

E como devem ser estes posts curtos? Bem, isso depende do seu objetivo. A pesquisa revelou também que se você quer ter muitas pessoas curtindo seu conteúdo, então afirme algo. Já para receber muitos comentários, você deve fazer perguntas. As pessoas ficam instigadas a responder, ainda mais quando é um assunto que as interessa. O mesmo acontece com publicações com lacunas. “Conteúdo para o Facebook deve ser__________.” Parece prova de ensino fundamental, mas a técnica, utilizada por apenas 1% das empresas, é capaz de gerar nove vezes mais interações do que qualquer outro tipo de post.

Por fim, mantenha a simplicidade: as atualizações de status apenas com texto são 94% mais eficientes do que a média de todos os outros tipos de publicação na hora de engajar os usuários. Em segundo lugar estão as fotos.

É claro que nada disso irá funcionar se o seu conteúdo não for bacana ou, pior ainda, não condizer com os gostos do seu público-alvo. Vale investir na análise da sua empresa nas redes sociais e seguir de perto os seus fãs – o que dizem, curtem ou compartilham sobre você. E antes de publicar algo, é sempre bom se perguntar: “Eu compartilharia isso no meu perfil?”.

Por dentro de uma agência – Parte 3 (Editorial)

Não há dados exatos, mas o nicho de publicações customizadas é um dos que mais cresce no mercado de comunicação. Há estimativa de um investimento potencial de R$ 500 milhões para esse tipo de veículo no Brasil (informação atribuída ao professor Luiz Chinan, consultor da Aberje – Associação Brasileira de Comunicação Empresarial). Nos EUA, já se gasta com esse tipo de ferramenta US$ 1,5 bilhão. São mais US$ 3,2 bilhões na Alemanha e US$ 700 milhões na Inglaterra  (fonte: Revistas customizadas: jornalismo e imagem de marca – análise das publicações da Volkswagen e da Net). No mercado nacional, boa parte das customizadas está na mão de pequenas e médias editoras, fora portanto do circuito dos grandes grupos de comunicação, e muitas vezes atreladas a assessorias de imprensa.

Esse tipo de publicação é, por natureza, havido de material fotográfico exclusivo, de qualidade, rigidamente direcionado e de produção em escala. Entretanto, pelo perfil das empresas produtoras de conteúdo, poucas conseguem atender em suas estruturas a essa demanda. Não é uma falha, mas ainda questão de core business. Ter uma equipe de fotógrafos contratados custa. Se a publicação exige cobertura nacional, pior ainda, em um país com dimensões continentais e mercado de comunicação concentrado no litoral sul-sudeste, enquanto os negócios se expandem rumo ao interior.

Nesse cenário, as agências fotográficas surgem como um parceiro fundamental. Como escrevi em textos anteriores, geradoras de conteúdo, rápidas, com perfil jornalístico e institucional, conseguem ser um braço que tira das costas das editoras uma série de problemas. Para ficar em um exemplo “de casa”, temos um cliente que produz revistas cujos personagens estão em todo o país. Até fecharmos contrato, eles tinham de colocar uma pessoa para ligar no jornal local onde teria de ser feita a foto e buscar indicações de fotógrafos.

Desde que começamos a trabalhar juntos, já produzimos materiais em mais de uma dezena de municípios com fotografados em Toledo, Paraná, Feira de Santana, Bahia, e Canoas, Rio Grande do Sul. Ou seja, além de produtores de conteúdo somos facilitadores. Encontrar o melhor fotógrafo, por um preço dentro do budget e no local que o cliente precisa é nosso core business.

Outro braço ainda dentro do editorial, e que se confunde com hardnews um tanto, vem dos grandes veículos. Com editorias enxutas, torna-se mais comum grandes veículos, principalmente revistas, pedirem às agências retratos para pautas específicas. Há pouco tempo fizemos um trabalho exclusivo em Brasília, imagens de um executivo que estava abrindo uma fábrica no DF, sob encomenda. Mais uma vez, a estrutura da agência facilita e minimiza os riscos em relação à busca e contratação de um freela avulso.

Ouvi outro dia um comentário interessantes, que as agências de fotografia são hoje ainda um pouco do que eram as assessorias de imprensa há 20, 30 anos. Ninguém entendia muito bem o que eram, tinham outros formatos e funções, mas se tornaram, com o tempo, uma ferramenta essencial para a comunicação. Oxalá isso esteja certo, e o que espero ter mostrado neste e nos dois textos anteriores é que, no mínimo, esse raciocínio faz sentido.

Rodrigo Dionisio é fotografo, jornalista e vice-versa, além de ser sócio-diretor da FramePhoto Agência Fotográfica (www.framephoto.com.br)

Facebook: quais são os melhores horários para postar em sua fanpage?

Quem gerencia uma página de empresa no Facebook precisa saber duas coisas básicas: o que postar e quando postar. Parece fácil, certo? Tudo no mesmo dia: começar falando da empresa, colocar notícias da empresa, eventos da empresa e… e então sua página se transformou na coisa mais desinteressante da internet. Preste atenção nessas dicas para montar um cronograma de posts que não irão saturar seus fãs nas redes sociais.

Perceba o padrão de uso das pessoas. Não sabe como fazer isso? Não tem problema, existem muitas pesquisas por aí que mostram como elas se comportam no Facebook. Utilizamos alguns dados recentes da Media Buddy para explicar melhor esta conduta. E não importa se o fulano curte a página da Ferrari ou do Fusca, as estatísticas das redes sociais mostram que existe um padrão entre os usuários do Facebook que podemos aproveitar como exemplo para programar as publicações das Fanpages que administramos.

As pessoas são mais engajadas à noite e nos finais de semana. Existe uma avalanche de postagens entre 8h e 19h, é claro. Horário comercial, boa parte do mundo está na frente do computador e hoje muitas empresas já liberam o uso do Facebook. Isso não quer dizer que elas irão interagir mais com os posts de sua marca. Na verdade, as pessoas estão tão ocupadas que não darão a mínima bola para o que você tem a dizer. Entre 20h e 7h, no entanto, a taxa de engajamento é 20% maior.

Ok, você já sabe que é preciso guardar munição para a noite. Acrescente a esta informação o fato de que a quarta-feira é o dia que as pessoas mais participam das redes sociais, em média elas estão 8% mais engajadas que nos demais dias. Além disso, usuários do Facebook tendem a interagir mais com posts quando estão fora do trabalho, isso significa que apesar da ínfima quantidade de publicações em fanpages, os finais de semana são ótimos dias para isso. Sexta-feira, no entanto, é um dia praticamente morto. Thank God it’s Friday, certo? Ninguém quer ver o Facebook. Querem mais é ir para o Happy Hour!

Para finalizar, sabe todo aquele conteúdo diário que você queria soltar na sua fanpage? Não publique todo ele de uma só vez em um só dia. A pesquisa do Media Buddy mostrou também que a taxa de engajamento costuma ser 40% maior quando as pessoas recebem menos de três posts de uma empresa por dia. Um ou dois posts por dia é uma boa quantidade: costumam causar um aumento de 32% nos Likes e 73% a mais de comentários. Diminuir a frequência para uma a quatro vezes por semana também podem melhorar os resultados em até 71% mais engajamento.

Não dá para dizer que vamos entender o comportamento das pessoas simplesmente ao analisar estatísticas, mas vale a pena experimentar estes dados. Publique conteúdo interessante, poucas vezes ao dia e no máximo quatro dias por semana (explorando sempre a quarta-feira e sem esquecer os finais de semana). Acho que isso responde a duas perguntas: quando publicar e por que tem sempre tantas notificações na sua página logo de manhã cedo? Falaremos sobre conteúdo em uma próxima oportunidade.

Quanto tempo da sua vida você passa off?

Por Jessica Marins*

Será que você, ai do outro lado do computador, consegue responder a esta pergunta? Ela parece muito simples, mas, se paramos para pensar, vamos ver que é quase impossível saber quanto tempo realmente estamos dedicando às nossas vidas – real e virtual.

Na maior parte do tempo que temos, seja ele livre ou não, estamos executando os dois momentos – online e offline. A especialista em marketing digital, Martha Gabriel, em uma das palestras no Campus Party deste ano, fez uma completa análise sobre estes dois ambientes e o nosso relacionamento com eles: “Todos nós estamos nos tornando cyber híbridos, ou seja, permanecemos on e off ao mesmo tempo, passeando entre os mundos”, destaca.

Podemos perceber esta mudança em simples comportamentos do nosso cotidiano. Por exemplo, quem nunca tuitou enquanto estava em um show, jogo de futebol, barzinho com os amigos? Quem nunca foi a um restaurante e deu check-in no Foursquare? Se vamos a um lugar legal, logo colocamos no Instagram e compartilhamos no Facebook. Fazemos isso automaticamente e o tempo todo. Estamos entre amigos reais e não deixamos de dar atenção aos virtuais; falamos com os dois ao mesmo tempo, um ao vivo e outro pelo smartphone. Somos cybers híbridos mesmo que inconscientemente.

Esta nova forma de comunicação em que o online e offline se unem em um só e que provoca consideráveis mudanças no comportamento humano chama-se cibridismo. Difícil não fazer parte desse novo movimento, praticamente inevitável para quem usufrui de toda a tecnologia existente e que já integrou os perfis das mídias sociais à sua lista de compromissos sociais.

Se você deseja entender um pouco mais sobre o cibridismo, confira o vídeo da palestra da Martha Gabriel. Ah, e não se esqueça de contar pra gente, aqui no blog, ou pessoalmente, o que pensa sobre esse novo fenômeno.

* Jessica Marins é estudante de jornalismo e estagiária da XComunicação.

Por dentro de uma agência – Parte 2 (Institucional)

Se você lida com comunicação e nunca contratou uma agência fotográfica, também nunca fez um evento grande o suficiente. A frase parece arrogante, e é uma provocação, mas também esconde uma verdade. Uma das principais atividades de boa parte das agências fotográficas é atuar em eventos como o corpo oficial de fotografia. Marcas como Adidas e eventos como São Paulo Fashion Week, SP Indy 300, Miss Universo contam com agências contratadas. O Corinthians foi além e montou uma agência própria, que vende conteúdo.

Basicamente a agência recebe um valor fixo para destacar um número X de fotógrafos durante um determinado tempo. Cobre o evento e, na maior parte das vezes, distribui o material usando seu sistema normal de venda de fotos, mas neste caso como divulgação. Parece simples, ou algo corriqueiro para qualquer assessoria que contrata um fotógrafo e joga as imagens no Picassa ou no Flickr. Só parece.

Como escrevi no texto anterior (Por dentro de uma agência –Parte 1), a maioria das agências está acostumada a produzir material pensando com a cabeça dos veículos, seus consumidores finais. Faz isso com equipe especializada, dentro de prazos apertados e com a qualidade exigida para publicação. Consegue ainda, seja com equipe própria ou via parceiros, destacar a quantidade necessária de profissionais a atender praticamente qualquer demanda. Sei de eventos cujas agências destacam ao menos uma dezena de profissionais, incluídos aí fotógrafos, editores e tratadores de imagem.

Fora isso, e aqui está o pulo do gato, os veículos já estão habituados a procurar conteúdo nas agências, é uma necessidade, acima de tudo. Em vez de convencer o jornalista a entrar naquele link do release, seu material estará em um espaço acessado naturalmente algumas vezes por dia em busca de conteúdo.

Pode parecer que estou fazendo propaganda, então vamos reorganizar os argumentos de maneira racional. Praticamente qualquer evento demanda registro fotográfico. Quanto maior o evento, maior a complexidade e a expectativa do cliente. Uma opção  é entregar o serviço a quem faz apenas parte da cadeia de captação a distribuição de maneira. Outra é passar a bola para quem tem toda a estrutura pronta, literalmente terceirizar com um especialista parte do trabalho que iria sobrar para a assessoria (ou departamento de comunicação).

Trabalhei nove anos com assessoria de imprensa e sei o parto de esperar um CD com imagens 24 horas depois do evento e disparar imagens (editadas por mim) por e-mail. Em um dos eventos que fiz “do lado de cá”, a assessoria quis disparo para mailing, e nós fizemos isso para eles, com um link específico e fotos já legendadas da cobertura. Simples assim, a função da agência é absorver trabalho e entregá-lo de maneira personalizada.

Há exceções, a F1 no Brasil, por exemplo, conta com um grupo de fotógrafos que não trabalham sob uma agência. Entretanto, segundo ouvi dos próprios organizadores da comunicação da prova, levou tempo para fechar uma equipe azeitada. E vale levar em conta que há toda uma estrutura montada para divisão de tarefas, atendimento às demandas e divulgação do material, que lembra muito o trabalho de… uma agência.

* Rodrigo Dionisio é fotografo, jornalista e vice-versa, além de ser sócio-diretor da FramePhoto Agência Fotográfica (www.framephoto.com.br)

BOX CULTURAL: Tintim no cinema VS Tintim nos quadrinhos

Nunca tive vergonha de assumir que sou jornalista por causa do Tintim. Os quadrinhos escritos e desenhados por Hergé, pseudônimo do belga Georges Prosper Remi, contavam as histórias com doses certeiras de aventura e mistério pelas quais o jovem repórter passava. Improváveis, perigosas e que definitivamente não devem ser seguidas como exemplo para profissional nenhum, mas sim uma inspiração. Foi com esta expectativa que fui assistir ao recém lançado As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne.

Altas expectativas e aquele pensamento de praxe, que sempre nos atormenta em qualquer adaptação cinematográfica de livro ou quadrinho: o original é sempre melhor. Espera-se demais do cinema, é uma mídia mais fantástica, com maiores possibilidades, ainda mais considerando a técnica de captura de movimento utilizada por Steven Spielberg e Peter Jackson, diretor e produtor do filme. Para se ter uma ideia do potencial visual, é a mesma técnica utilizada em Avatar.

Isso significa que o visual do filme As Aventuras de Tintim: O Segredo do Licorne é simplesmente extraordinário. Spielberg quis e conseguiu ser completamente fiel às características físicas dos personagens, inclusive os traços caricatos criados por Hergé. São iguais aos desenhos dos quadrinhos, só que assombrosamente reais: os olhos têm vida, os cabelos se mexem, é possível ver os poros e os pelos faciais, a saliva voando fora da boca nos momentos de gritaria. Simplesmente impecável.

O impacto visual é logo substituído pela intrigante história do Licorne, um navio de guerra que afundou nos mares com um grande tesouro a bordo, que é logo substituída por uma overdose de aventura. Spielberg é considerado o mestre da aventura em Hollywood, mas na ânsia de tornar Tintim grandioso demais, esqueceu-se de uma das principais facetas das tramas de Hergé: o mistério.

Existe um desequilíbrio perceptível e cansativo entre aventura e mistério, coisa que não acontece nos geniais quadrinhos do belga. O filme diverte, mas cansa. Somos bombardeados o tempo inteiro por uma frenética sequência de, digamos, uma hora e meia de explosões, perseguições, lutas e tiroteios, tudo isso projetado para fora da tela com os fastidiosos recursos do 3D.

A história, onde a herança de Hergé deveria se sobressair, ficou em segundo plano e foi picotada a ponto do filme ser baseado em três livros diferentes (O Segredo do Licorne, O Tesouro de Rackham o Terrível e O Caranguejo das Tenazes de Ouro) e o Tintim não resolver um caso sequer. A personalidade do repórter continua a mesma, mas suas capacidades mentais parecem limitadas, não são aproveitadas. Ele não é tão capaz de desvendar os mistérios quanto aquele Tintim de nanquim.

Talvez a culpa seja minha, que ainda não me dei conta de que o cinema, principalmente Hollywood, é mesmo uma forma despretensiosa de lazer. Nos quadrinhos, Hergé conseguiu construir sua obra embasada e contextualizada em pesquisas meticulosas que realizou sobre fatos históricos e políticos do século 20, mas isso sempre fica no papel. O comparativo do título é injusto e deve ser por isso que nenhum filme supera as expectativas de quem espera algo semelhante à obra que o inspirou. No fim, podemos dizer que este é um verdadeiro exemplo de Sessão da Tarde, diverte pra caramba, mas trata-se de “um repórter e seu cãozinho que vão se meter em altas confusões”.

Por dentro de uma agência – Parte 1 (Hardnews)

Outro dia vi na credencial de um colega fotógrafo, no lugar dedicado ao nome do veículo: Roiters. Não vou citar os envolvidos, mas era o crachá de um evento de relevância nacional, tocado por uma das grandes assessorias do País. E o responsável pelo credenciamento não sabia como escrever o nome de uma das maiores agências de notícia do mundo, a Reuters (www.reuters.com). E não estou sendo implicante. Nem mesmo um estagiário erraria a grafia de um grande jornal ou revista. Mas de uma agência sim.

Também não estou tendo surto de “primo pobre”. Só que essa história do primeiro parágrafo se soma às constantes perguntas que me fazem sobre o que eu faço quando digo ser diretor de uma agência fotográfica. Para responder vou escrever este e mais dois artigos tentando ser didático sobre o funcionamento de uma agência, mais especificamente das fotográficas. Por motivo óbvio, sou dono de uma e conheço melhor seu funcionamento.

Não  vou me ater ao histórico das agências, mas como elas estão formadas hoje. Dividi esta explicação em três partes para falar dos três pilares que sustentam boa parte desse mercado: hardnews, institucional e editorial. Muita gente pode dar outros nomes, algumas agências não atendem todos esses mercados, mas outros. Entretanto, creio que com esta tríade consigo cobrir meu objetivo, que é o sonho da maioria daqueles que trabalham com comunicação: deixar claro até para minha mãe como diabos eu ganho a vida.

Vamos lá, hardenews… Com o enxugamento das Redações dos meios tradicionais (jornais e revistas) e a sede por quantidade dos portais na Internet, nenhum veículo hoje tem uma equipe de fotógrafos capaz de alimentar toda a demanda. É caro ter fotógrafos espalhados pelo mundo todo. Mais caro ainda ter profissionais de pauta capazes de saber dos eventos, conseguir as credenciais (quando necessárias), encontrar um fotógrafo disponível e fazer com que ele esteja no lugar e produza o material em tempo hábil. As agências se especializaram em fazer tudo isso.

Hoje, cada veículo tem um número indefinido de pauteiros, apuradores, fotógrafos, editores, tratadores de imagens a sua disposição. E, o mais interessante, só paga o que consumir. Você já olhou com atenção os créditos de fotos publicadas? Faço isso por dever profissional e gosto, mas para este artigo decidi esquematizar um pouco. Peguei a edição mais recente da revista Veja, com data de capa de 15 de fevereiro, e contabilizei as imagens. De 92 fotos publicadas com crédito, 47 foram produzidas por agências. Dessas, 23 por agências nacionais (sendo que parte das outras 24 foram feitas por profissionais de agências internacionais alocados no Brasil).

Ou seja, sem o trabalho das agências, a editora Abril teria de se virar para “tapar” mais da metade dos espaços destinados a imagens em sua principal publicação. A opção seria ter fotógrafos em Salvador, Estados Unidos, Brasília, Índia, Rio de Janeiro, São Paulo… e, o mais importante, garantir que cada um desses profissionais trouxesse a melhor foto, digna de publicação.

O que muita gente ainda não entendeu, principalmente no meio da comunicação corporativa e das assessoria de imprensa, é que as agências de notícias são veículos cujos clientes cativos são outros veículos. Geram conteúdo de notícia e com uma vantagem: abrangência. Se um jornal ou revista não fecha mais sem o suporte de uma assessoria de imprensa, não vai para a banca (ou para o ar) sem as agências.

Nossos clientes estão no mundo todo (já tivemos imagens publicadas na Índia, China, Malásia, Europa e provavelmente em outros lugares que não captamos). Só no segundo semestre de 2011, em uma conta subestimada, tivemos mais de 5 mil publicações, nos aproximando de mil por mês. Um número bom para uma agência com menos de um ano de mercado. E considerável se levarmos em conta que da Veja aos jornais regionais das regiões Norte e Centro Oeste, sem contar portais, sites e blogs, todos deram ao menos uma foto nossa no período.

O jogo está chegando a um ponto no qual além de oferecer material as agências estão sendo procuradas pelos veículos para cobrir pautas para as quais eles não conseguem enviar profissionais. Ouvi outro dia de uma colega assessora que, ao fazer follow, ouviu da editora do outro lado: “A agência X vai? Então tranquilo, não vou mandar fotografo, mas compro deles”. Ou seja, por uma contingência de mercado, nos tornamos fornecedores preferenciais de conteúdo. E, claro, sobrevive quem tem ética e qualidade.

Rodrigo Dionisio é fotografo, jornalista e vice-versa, além de ser sócio-diretor da FramePhoto Agência Fotográfica (www.framephoto.com.br)

Sócia-diretora da XComunicação é jurada do Festival Iberoamericano de la Publicidad

O Festival Ibero Americano de la Publicidad, FIAP, tem 42 anos e na edição de 2012 terá muitas novidades. Nenhuma delas, entretanto, nos dá mais prazer de anunciar do que a presença de Cristina Toletti, sócia-diretora da XComunicação, entre os oito jurados brasileiros convidados para o evento. Ela vai participar da estréia da categoria de Relações Públicas.

“Fiquei muito feliz com o convite. É uma honra representar o Brasil como jurada na edição inaugural da categoria de Relações Públicas do FIAP e ter a oportunidade de analisar os trabalhos da região iberoamericana nesse momento em que marcas e empresas enfrentam o desafio de se comunicar num ambiente cada vez mais complexo e fragmentado”, conta Cristina Toletti.

O evento vai acontecer pela primeira vez em Miami (e aí está mais uma novidade), entre os dias 30 de abril e 2 de maio, no JW Marriott Hotel. A cidade foi escolhida pela forte presença de QGs de agências latino-americanas, além do crescimento de consumo do mercado hispânico nos Estados Unidos. O FIAP foi criado em 1969 em Rosário, na Argentina, e teve sedes itinerantes até 1990, quando passou a acontecer em Buenos Aires até o ano passado. Estarão no evento trabalhos vindos de agências da América Latina, Estados Unidos, Espanha e Portugal.

Menos chute, mais análise. O futuro da comunicação corporativa

Podem colocar a culpa na tecnologia. Com o crescimento da internet e, mais recentemente, das mídias sociais, temos uma quantidade inacreditavelmente grande de dados disponíveis e que segue crescendo de forma exponencial. Para completar, a capacidade de processar estas informações também fica maior a cada dia.

Com isso, estamos em plena era da análise de dados. Estatísticas e amostras históricas revelam um incrível novo mundo que orienta a tomada de decisões e leva à melhoria de processos. E o que estes dados nos contam, muitas vezes, são fatos que contrariam nosso senso comum.

Em ‘Freakonomics’, livro fundamental para entender este universo e suas implicações, o economista Steven Levitt e o jornalista Stephen Dubner revelam várias conclusões anti-intuitivas. Como, por exemplo, a conclusão de que ter uma piscina no jardim é muito mais letal para seus filhos pequenos do que ter uma arma em casa (pelo menos é isto o que provam as estatísticas destes dois tipos de acidente nos EUA.).

Certamente, o crescimento da análise de dados em breve vai revolucionar o ambiente da comunicação corporativa, área que ainda carece de maior base estatística. Avançamos um pouco na mensuração de resultados, mas acho que em pouco tempo deveremos contar com ferramentas que nos ajudem a orientar uma decisão com base em uma determinada estratégia, permitindo simular o retorno de um ou outro caminho. Neste quesito ainda estamos longe da publicidade, por exemplo.

Será um grande avanço, mas trará também novos desafios. Em sua edição de janeiro, a revista norte-americana Wired traz uma interessante reportagem sobre os desafios da análise de dados numa área onde a pesquisa já é bem avançada: a medicina. O texto ‘Trials and Errors: Why Science Is Failing Us’ tenta mostrar por que, mesmo investindo mais de U$ 100 bilhões por ano, a indústria farmacêutica tem uma taxa enorme de erro (40% dos medicamentos que chegam a terceira e última fase de testes práticos não avançam ao lançamento).

Segundo o texto de Jonah Lehrer, o problema é que encontrar a causa real dos problemas é muito mais complexo do que parece. Ele cita, entre diversos exemplos, um meta-estudo que avaliou as 49 pesquisas clínicas mais citadas em publicações científicas, descobrindo que 40% delas se mostraram, depois de algum tempo, total ou significantemente incorretas.

Voltando ao ‘Freakonomics”, Levitt e Dubner dão ótimos exemplos de como é difícil fazer correlações entre fatos. As cidades norte-americanas de Denver e Washington, por exemplo, têm praticamente a mesma população. Apesar disto, Washington tem três vezes mais policiais do que Denver e também registra um número de assassinatos oito vezes maior. Assim, um desavisado poderia relacionar as duas informações e concluir que a maior quantidade de policiais de Washington é a causa de tantos crimes. Na verdade, é a violência na capital norte-americana que fez com que seus governantes empregassem mais forças policiais nas ruas.

O exemplo, propositalmente simplista, mostra a dificuldade em determinar qual a causa e qual o efeito ao avaliar a relação entre duas ou mais informações. Como escrevem Levitt e Dubner, a análise de grupos complexos de dados tem muito mais de arte do que de ciência. As informações, por mais relevantes que sejam, não dizem nada (ou podem até mesmo levar ao erro), se não forem lidas e interpretadas corretamente. Aprofundar-se neste ambiente e dominar a arte da análise de dados é um dos nossos novos desafios para o curto prazo.

* Guilhermo Benitez é jornalista e diretor-executivo da XComunicação

Dança Viral

O entretenimento, qualidade quase onipresente nos vídeos que viram hit no YouTube, somado a senso de oportunidade e espontaneidade parecem estar entre os atributos ideais para viralizar a mensagem de uma marca ou empresa.

O mix de atributos pode variar. Humor, controvérsia, tragédia, autenticidade assim como mensagens verdadeiras, únicas, positivas e mágicas também costumam fazer sucesso e se somam às características que ajudam a promover o impulso de disseminar espontaneamente um vídeo entre amigos.

Mas, atingir a desejada taxa de multiplicação acima de 1.3 do “seed” para, segundo os experts, ter uma curva de crescimento viral efetiva não é tarefa das mais fáceis. A Finnair, até então uma companhia aérea fora de meu radar,  superou esse coeficiente ao transformar em hit viral a homenagem que decidiu prestar ao dia da República da Índia.

Entretida, simples, espontânea e, principalmente, oportuna, a atitude da tripulação da companhia aérea divertiu os passageiros do vôo da rota Helsinki- Nova Déli no dia 26 de janeiro, data que marca o festejo. Os 2:30 minutos de diversão estão registrados no vídeo que acumula mais de 4 milhões de acessos em menos de 10 dias e mostra a tripulação daquele voo vestida com a tradicional indumentária Indiana dançando pelos corredores do avião ao som da canção título do musical de Bollywood Om Shanti Om.

Veja o vídeo aqui.

Sorria, você está ficando ultrapassado

Ao pensar no tema desta coluna decidi falar sobre a Kodak. A empresa está no início da história da popularização da fotografia que vemos hoje e pediu proteção contra falência. Aparece ainda embolada em uma série de erros estratégicos, como a troca do comandante da reestruturação da companhia, algo considerado temerário e inédito por especialistas. Isso sem contar o fato de ser acusada de ter ocultado números desfavoráveis (entenda mais do caso aqui). Há dúvidas se a gigante conseguirá sobreviver, apesar da sua ainda importância inegável, basta ver o nome do teatro onde acontece o Oscar.

No dia de escrever esta coluna, achei no Youtube o vídeo que está logo abaixo. No início está o aviso, é uma obra de imaginação, o produto não existe (conheço fotógrafos que não atentaram a isso e queriam já saber onde comprar). Mas já existem kits de lentes para iPhone (veja aqui) e não duvido ver esse protótipo virar realidade hora ou outra.

Enfim, a conclusão óbvia ao ligar uma coisa a outra seria me unir ao coro segundo o qual a Kodak foi morta pela tecnologia. Acho isso reducionista, a empresa perdeu sim o bonde da história (alguém ainda usa essa imagem? Hoje se perde o o quê da história?). Foi suplantada, mas sucumbiu a um caminho criado por ela mesma.

A Eastman Co., fundada em 1880, lançou em 1888 a primeira câmera de filme voltada para amadores, a Kodak n1. Com o slogan “você aperta o botão, nós fazemos o resto”, a maravilha tecnológica oferecia uma caixa portátil, facilmente operável. Depois de terminado o uso, o consumidor entregava o aparelho em uma loja e recebia tempos depois as fotografias em papel. Interface amigável, usabilidade, redução de custo e personalização. Não se usava nenhum desses termos marqueteiros, mas era isso que a Kodak entregava.

Até então, fotografias eram feitas com placas de vidro ou metal, passando por processos complicados e custosos. Na primeira guerra registrada fotograficamente, a da Criméia, ocorrida entre 1854 e 1855, os repórteres-fotográficos da época, se é que dá para chamá-los assim, andavam com uma carroça. Isso porque os equipamentos eram enormes e pesados e o laboratório tinha de seguir com eles, pois se as chapas não fossem reveladas logo se perderiam.

Quando você vir um retrato do final do século XIX, com as famílias sentadas, ou os homens orgulhosos encostados em móveis imponentes, saiba que mais que um estilo de época aquilo representa um fator técnico. As formas de captação de imagem eram pouco sensíveis à época, e as pessoas tinham de ser escoradas para não saírem tremidas. Sem contar a quantidade de retoques necessária pós-captação.

Eastman abriu as portas para o que se conheceu como fotografia de guerra nos anos 30 e 40 do século XX, toda a fotografia moderna e do registro amador e cotidiano feito por todos e qualquer um. Isso quando conseguiu colocar emulsão de gelatina em um celuloide fino o bastante para ser enrolado em uma pequena bobina (se você tem menos de 20 anos talvez tenha de procurar o significado disso no Google, assim como teria de fazer com LP se não tivesse ocorrido o renascimento do bolachão).

Posso ser apedrejado por esta comparação, mas para resumir, Eastman foi o Steve Jobs da sua época. Inventou uma futilidade de consumo que mudou a maneira de as pessoas verem o mundo. Claro, sem Internet e o marketing do final dos séculos XX e início do XXI. Para constar, a Kodak foi a primeira a fazer experiências e criar câmeras digitais, no final dos anos 60. A primeira profissional digital que vi na vida era uma espécie de híbrido, um corpo de Canon 35mm acoplado a um back digital da Kodak. Tinha a incrível resolução de 1Mpixel, se não me engano.

Portanto, o fim da Kodak, se ele vier, não é o término de uma era ou o final de um período mágico e saudosista… isso é blábláblá. A morte da Kodak é a reafirmação do que ela mesma iniciou. Entre 1888 e 2012 o mundo mudou, evoluindo. Inclusive o tempo se alterou. Se a empresa de Eastman levou quase um século e meio para ser engolida pelo que criou, nada garante não serem necessário 12 anos e meio para o gênio de hoje virar a notícia de ontem de amanhã… E com uma diferença importante: bem menos gente vai sentir faltar e se achar órfão.

* Rodrigo Dionisio é fotografo, jornalista e vice-versa, sempre preferiu filmes da Fuji e Ilford, sendo que guarda alguns na geladeira até hoje, e é sócio-fundador da FramePhoto (www.framephoto.com.br)

Rede Social: ganhar ou perder?

* Por Jessica Marins

As redes sociais estão com tudo e isso não é segredo para ninguém. Empresas e corporações participam cada vez mais do Facebook, Twiter, Youtube, deixando de ser intangíveis para interagirem com os consumidores como jamais fizeram antes. Mas será que todas as empresas conseguem este feito?

O número de perfis nas redes sociais vem crescendo muito e, por isso, muitas empresas criaram suas páginas. Muitas delas foram até onde o consumidor está, estabeleceram contato com ele e… só. A maior dificuldade ainda é administrar essa nova ferramenta e conseguir dialogar com os públicos de interesse.

Para obter êxito e atingir o objetivo de aumentar a popularidade, manter mais forte o relacionamento com o consumidor e aumentar sua margem de lucros, as empresas têm que monitorar as páginas criadas, controlar os números de acessos, direcionar as postagens ao público-alvo e muito mais. Além disso, elas têm a missão de cativar novos olhares e ter um cuidado especial com a identidade, imagem e reputação, para que não provoque o efeito contrário ao desejado.

O consumidor de hoje é exigente, não deixa passar quase nenhum erro. Ele critica, cobra e sabe os seus direitos. Se a sua expectativa não é atendida, ele se fará ouvir, nem que seja xingando muito no Twitter. É neste momento que uma empresa conectada nas redes sociais pode dialogar e estabelecer um relacionamento com o cliente e transformar o que era uma reclamação em um laço de confiança e lealdade.

Logo, não podemos deixar de observar que a internet mudou o relacionamento cliente/empresa. As organizações hoje são obrigadas a serem transparentes, ágeis, e a terem uma linguagem mais social. Desta maneira, passam a se preocupar mais com o consumidor e as redes sociais viram, de certa maneira, o novo SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente).

Devido ao fato de uma pessoa ganhar voz nas redes sociais e atingir diretamente as empresas, muitas delas se perdem no meio virtual e acabam por cometer erros gravíssimos, deixando o consumidor descontente e sem uma resposta.  O alcance das novas mídias é algo novo, rápido e diferente. A internet mudou alguns padrões e linguagens pré-estabelecidos e as empresas devem acompanhar, de forma sábia, essa nova era, em que a informação e sua troca acontecem de maneira ágil.

Contratar um profissional de mídias sociais é o mais indicado tanto para quem está chegando agora, como para quem já está estabilizado nas redes sociais. Este poderá, de forma qualificada e precisa, atender as demandas, apresentar relatórios, analisar o que está sendo dito de positivo ou negativo, monitorar o alcance destas mensagens, além de se relacionar com os consumidores na hora de responder as dúvidas e reclamações, tornando a empresa mais social e interativa de forma estratégica. Porém, antes de contratar este serviço, é necessário que o discurso da empresa esteja alinhado com o que será tratado nas mídias sociais.

Além disso, é necessário que as empresas se adaptem a essa nova ferramenta para que possam utilizá-la como um SAC 2.0. e responder rapidamente ao consumidor conectado, que sabe da força viral que pode atingir e, por isso, é muito mais exigente que o cliente tradicional.

As organizações que já aderiram às mídias sócias e fazem parte dela só têm a ganhar com esse novo universo. Já as que preferem manter o padrão da linguagem coorporativa, sem se importar com as mídias sociais, interação e todas as novas oportunidades, tendem a ficar ultrapassadas, velhas, cegas e surdas em sua relação com o consumidor. Um prejuízo enorme, que poderá afetar a receita da empresa e a sua credibilidade com o mercado.

* Jessica Marins é estudante de jornalismo e estagiária do núcleo XDigital da XComunicação.

Mais de mil palavras

Quanto vale uma imagem? Há um sem-número de maneiras de responder a esta pergunta. Vou buscar duas abordagens neste texto, talvez menos interessantes do que outros tentaram. Mas sem dúvida apropriadas ao espaço e ao tema da comunicação corporativa.

Uma imagem, ou fotografia mais exatamente, vale primeiro a divisão do custo envolvido em sua produção. Pode parecer uma equação complicada, e é, mas dirigir uma agência fotográfica tem me ensinado a juntar coisas às vezes não convergentes. O aluguel, o servidor do site, a mensalidade do contador, o tempo dos fotógrafos, os trabalhos a não serem feitos a outros clientes para atender uma determinada solicitação…

Cada fotografia unitária tem de representar a fração do pagamento de tudo isso, sem levar ainda em conta o lucro pretendido. Sim, às vezes pode não parecer, mas fotografar não é um ato de diletantismo, é um negócio. Talvez seja mais relaxado, artístico, até divertido, mas não dá para querer de graça a única coisa que um profissional de fotografia tem para vender.

Fora essa questão mundana, uma imagem, aqui mais que uma fotografia, vale quanto mostra. “Mas é só para fazer um registro…”, já ouvi algumas vezes. Tá, e o que uma empresa ou marca querem registrar?  Segundo Roland Barthes, diante de uma objetiva o sujeito é aquele quem julga ser, aquele que gostaria de se julgar, aquele que o fotógrafo julga e quem é usado por este para o desenvolvimento de sua arte.

Confuso? Em resumo, algo fotografado é sempre algo traduzido. Susan Sontag em “Diante da Dor dos Outros” afirma o valor estetizante da fotografia. Mesmo quando “registra” uma tragédia inominável, o fotógrafo quer dizer com sua imagem: “veja como isto é belo”. Pouco possível dizer “são feias” a respeito de imagens de Sebastião Salgado (http://www.masters-of-photography.com/S/salgado/salgado.html) ou James Nachtwey (http://www.jamesnachtwey.com/).

Ou seja, sob esta abordagem uma fotografia vale o olhar do fotógrafo, seu domínio estético e técnico, sua capacidade de traduzir em imagem um conceito, uma ideia. Ao incluir fotografia em um plano de comunicação não faz sentido querer “um registro”, descolado de todo o conceito empregado no restante da ação. E se com a evolução dos meios digitais todo mundo é fotógrafo (afirma um amigo meu), nem todos fazem fotografia.

Uma imagem vale quanto ela custa e a estrutura envolvida em sua produção. Quem já contratou um fotógrafo pensando em custo e depois achou as imagens horríveis (e em alguns casos teve de contratar outro para refazer o serviço) sabe bem o peso disso. Uma fotografia vale o que ela representa, o desejo provocado em quem olha de estar ali, de consumir, de conhecer, de ser.

Retornando a Barthes, ele conta que sua fascinação por fotografia teve início com uma foto de um irmão de Napoleão. “Vejo os olhos que viram o Imperador”, escreveu para relatar sua sensação diante do retrato, de resto banal. Fotografias são objetos, físicos ou virtuais. Imagens são algo mais.

Rodrigo Dionisio, 35, jornalista, fotógrafo e vice-versa, sócio-diretor da FramePhoto Agência Fotográfica (www.framephoto.com.br)

Eu escrevi este texto apenas por diversão

O tempo é escasso e o sucesso não pode tardar. Esta parece ser a premissa de um mundo que esqueceu como se faz algo apenas por prazer. Desperdício virou uma palavra corriqueira para rotular tudo o que é feito, mas não é aproveitado ou divulgado. Não existem mais livros escritos para não serem publicados, assim como não se compõem mais músicas que não sejam lançadas.

Quarenta anos depois do lançamento de LA Woman, do Doors, uma surpresa: uma música da banda nunca antes lançada virá na nova edição do álbum. Naquela época, compor era uma diversão. Não existia a obrigação de gravar tudo o que se criava, até porque nem tudo era ouro. Só o melhor ficava, o que a banda e o produtor mais gostavam. Isso não quer dizer que todas aquelas músicas que ficaram na gaveta, como a “nova” She Smells so Nice do Doors, foram um desperdício de esforços.

Devem existir centenas de outras músicas iguais a esta nas gavetas das casas de Ray Manzarek, Robby Krieger, John Densmore e, quem sabe, dos parentes do Jim Morrison. Isso para ficar apenas no Doors. É claro que todas as bandas têm as suas composições secretas ou até discos inteiros perdidos no meio do caminho por algum motivo nunca divulgado, mas facilmente previsível: compor estas músicas já foi o suficiente para eles crescerem como músicos, não era preciso ter alguém ouvindo, comprando ou compartilhando nas redes sociais.

O mesmo acontece com escritores e, pior ainda, blogueiros. Sim, estes últimos não “desperdiçam” uma só palavra; não deixam nada escapar da publicação. Escrever é um exercício e não necessariamente tudo o que se escreve é bom. Mesmo os maiores escritores do mundo têm os seus cadernos lotados de ideias soltas e contos que ficarão secretos até que, depois de muito tempo mortos, um familiar encontre os escritos e publique para ganhar algum dinheiro em cima do finado parente.

Jane Austen costumava escrever contos imitando (ou satirizando) o estilo de escritores que admirava. Fazia isso apenas por brincadeira, por pura diversão. Talvez este seja o prazer na profissão que não encontramos mais hoje em dia, atolados na preocupação de que tudo o que fazemos precisa ser bom, precisa ser para valer e não há um segundo a se perder com algo de “brincadeira”.

Está na hora não apenas de reencontrar o prazer no que se faz, mas fazer aquilo que nos dá prazer, independente dos fins. Todo mundo quer ser bem sucedido, mas não podemos deixar que isso custe a nossa vida. Ela é muito curta para fazermos apenas o que é preciso, o que nos é dito para fazer naqueles guias de “como alcançar o sucesso”. Faça o que te der na telha e mande o tempo ir catar coquinho na descida. Fazendo direito, seja trabalho ou hobby, você estará evoluindo ainda mais do que trabalhando por obrigação.

Top10: os textos mais acessados do nosso blog em 2011

O ano está no finalzinho, mas antes que ele acabe por completo vamos nos lembrar de alguns dos nossos bons momentos. Reunimos os dez textos mais acessados do nosso blog, a nata da produção cultural dos funcionários da X, os clássicos do Vale a Pena Ver de Novo; apenas o filé mignon. Confira o nosso top10:

1º e 2º – Box Cultural 8 e 10

Cultura! Encabeçando a lista, com mais de 2.000 acessos de diferença para os restantes, estes dois textos do Rodrigo Dionísio seguem empatados. Eles falam sobre o filme Um Lugar Qualquer, de Sofia Coppola, e sobre o Cinema Bellas Artes de São Paulo. Leia aqui e aqui.

3º – Quais serão as tendências das redes sociais em 2012?

Ah, as redes sociais. Elas não apenas são o tema deste texto, mas foram elas que o fizeram estar aqui na terceira colocação: este foi o texto do blog da X mais compartilhado no Facebook e Twitter em 2011. Leia aqui.

4º – 5 marcas que são sucesso no Facebook (e o que você pode aprender com elas)

Aprender com as redes sociais. Foi o que as empresas mais quiseram em 2011, ano de consolidação do uso comercial do Facebook e Twitter no Brasil. Leia aqui.

5º – Smartphones e usuários: uma relação de devoção

Imagine que 70% da população mundial hoje já tem celulares e que destes, 34% são smartphones. Bem, um número alto que só tende a crescer. Até que ponto estamos viciados nesta tecnologia? Leia aqui.

6º – Eu quero um viral: como tornar sua marca um sucesso no YouTube?

Transformar uma propaganda em um viral compartilhado por milhões de pessoas na internet é o sonho de qualquer empresa. Estas dicas vieram a calhar, hein? Leia aqui.

7º – Jobs, um gênio das Relações Públicas

A despedida a Steve Jobs nas palavras de Cristiane Tolleti. Leia aqui.



8º – Parceria entre Fundação Gol de Letra e Nissan beneficia jovens do Rio de Janeiro

Clientes X e responsabilidade social: Fundação Gol de Letra e Nissan criam parceria para ajudar jovens carentes do Rio de Janeiro. Leia aqui.

9º – #XEntrevista – Jovem talento da natação celebra conquistas e parte rumo ao sonho olímpico

Destaque no Pan de Guadalajara, o nadador Felipe França falou ao blog da X sobre os desafios para as Olimpíadas de 2012 e a relação com os fãs nas redes sociais. Leia aqui.

10º – Usuário do Twitter é seletivo, fiel e deseja exclusividade

Sua marca está no Twitter? Estudo mostrou que 60% dos usuários recomendam as empresas que seguem. Saiba como salva sua reputação na web. Leia aqui.

A XComunicação deseja a todos um Feliz 2012



Este foi um ano de muitas conquistas envolvendo a agência, clientes e parceiros. Em 2012, uma nova marca e desafios ainda maiores. Boas festas e um agradecimento especial a todos que acreditaram nos nossos valores.

4 motivos +1 para empresas investirem no Google+

Tem gente que ainda olha com desconfiança para o Google+ (ou Plus). É claro que ele tem menos usuários que o Facebook. Não era para ser diferente, afinal só chegou agora na disputa, quando o adversário já estava consolidado e pessoas do mundo inteiro haviam contado suas vidas nas páginas azuis da rede social de Mark Zuckerberg. Mas este não é um motivo para que uma empresa não esteja no Plus também. Se existem recursos interessantes e publico suficiente, por que não investir?


Palestras, conferências e conteúdo ao vivo no On Air

Uma das ferramentas mais bacanas do Google+ é o Hangout. Ela funciona como uma videoconferência via webcam para até 10 participantes, mas as empresas podem utilizar o recurso On Air para transmitir tudo ao vivo para quem mais quiser assistir. Ideal para palestras, apresentações, demonstrações e até entrevistas coletivas com os fãs, como fizeram recentemente o Black Eye Peas e os Muppets. A equipe do Zuckerberg até criou o Video Chat para Facebook, mas ele serve apenas para chamadas de vídeo pessoas mesmo.

Integração com outros serviços do Google

O Plus ainda não está completo, mas se pensarmos em todas as ferramentas criadas pelo Google e como elas poderiam ser integradas à rede social, as possibilidades são infinitas. Os serviços de Mapas, Notícias e Fotos podem ganhar uma relevância no futuro da rede social e não se esqueça que o Youtube e o Blogspot também fazem parte do grupo. Além disso, o Google é responsável pelo sistema operacional para celular mais utilizado no mundo, o Android, e do navegador mais popular no Brasil, o Chrome.

Possibilidade de adicionar as pessoas aos círculos

Que tal ter a capacidade de oferecer conteúdo diferenciado para cada seguidor da sua página no Plus? Bem, isso é possível graças ao sistema de círculos adotado pelo Google. Basta fazer uma análise do seu público, separar as pessoas de acordo com os critérios que melhor te convier e voilà, cada grupo irá ler apenas o que você quiser que leia. Assim, você terá mais chances de acertar em cheio a preferência de cada um e, mesmo que menos pessoas tenham acesso ao conteúdo, é mais provável que elas se interessem e compartilhem.

Busca do Google leva as pessoas direto para sua página

Não se esqueça que o criador do Plus é simplesmente o maior site de busca de todos os tempos. Recentemente eles lançaram um serviço chamado Direct Connet. Toda vez que alguém coloca um “+” antes do termo que quer pesquisar no Google, esta pessoa receberá como primeira sugestão páginas de empresas relacionadas no Google+, antes mesmo de visualizar todos os resultados. O vídeo acima mostra como o sistema funciona.

Porcentagem na divisão do tráfico nas redes sociais

Menos usuários não é um problema

Muito se fala sobre a quantidade exorbitante de usuários do Facebook como uma das vantagens da rede de Mark Zuckerberg contra o recente Plus. São 800 milhões de perfis ativos contra cerca de 40 milhões do Google+. Mas, como diria o Monthy Pyton, um antigo programa britânico de TV, sempre olhe para o lado brilhante da vida. Menos gente significa menos concorrência. Seu conteúdo irá permanecer mais tempo em destaque na wall de seus seguidores e não será atropelada por uma centena de atualizações, como acontece no Facebook.

Existe ainda a possibilidade que a rede cresça e, quando isso acontecer, será uma vantagem se a sua empresa já estiver por lá. Durante um painel do Business Insider, Seth Goldstein, um dos criadores do Turntable, disse: “Vocês são o Google, vocês colocam uma barra na plataforma com uma caixa vermelha brilhante, ou pior, uma grande seta azul, que encoraja as pessoas a se cadastrarem, e não é difícil chegar a 50 milhões de usuários”. Alguém duvida que isso aconteça em breve?

O tédio crônico de uma sociedade viciada em tecnologia

Trinta segundos. Este é o tempo que uma pessoa demora para ficar entediada hoje em dia. Se você duvida, faça o teste: fique parado longe de computador ou televisão, não mexa no celular e tente se concentrar apenas em seus pensamentos por meio minuto. E aí, deu um siricutico? Uma vontade incontrolável de checar os emails, ver se tem mensagens novas ou até mesmo xingar muito no Twitter? Amigo, tudo o que tenho para te dizer é: #getalife!


O tédio é um problema que vem se agravando em nossa sociedade. Estamos tão viciados aos estímulos eletrônicos que, quando vamos vivenciar uma experiência que não os envolva, nos sentimos entediados. O assunto é tema do artigo “O caso do tédio”, do PhD em psicologia Adam J. Cox, o que o autor gosta de chamar de “caos da conexão constante”. Segundo Cox, há alguns anos seria considerado normal ficar entediado após duas horas sem fazer nada, ao que hoje bastam 30 segundos para sacarmos o celular do bolso, mesmo durante o almoço, sem cerimônia.

Bem, saiba que isto não é saudável. O caos da conexão constante pode levar à obesidade, falta de habilidade de comunicação e deficiência no senso de gravidade dos problemas. Por isso – e por uma pitada de brincadeira também, é claro – que a hashtag #getalife surgiu. Ela quer dizer “ei, você, saia do Twitter e vá viver a sua vida”. Serve para aquelas pessoas que estão sempre conectadas, mesmo na rua não largam o celular e sempre dão um jeito de checar as redes sociais ou sentem a necessidade de postar no Twitter cada momento da sua vida.

Foi o que aconteceu com o escritor norte-americano Steve Silberman. Quando descobriu o Twitter, ele ficou tão maravilhado com a velocidade com que as informações eram compartilhadas que passou a ficar horas online, sem nem ao menos se dar conta. Só quando sua editora lhe cobrou o livro que estava escrevendo, já atrasado, ele compreendeu o quanto aquilo ocupava o seu tempo. “Eu percebi que não podia escrever um livro entre tweets”, disse em entrevista ao jornal Columbia Jornalism Review.

O assunto foi tema da palestra “Get a Life: I Tweet, I Blog, But Do I Sleep?” no evento Science Writers 2011, nos Estados Unidos. Steve foi um dos palestrantes junto com Bora Zivkovic, editor dos blogs da revista Scientific American. Eles discutiram sobre como ter uma vida feliz online e no mundo real e perseguir objetivos que vão além de “como criar boas mensagens com apenas 140 caracteres”.

É claro que ninguém gosta de se sentir entediado, mas a habilidade de passar momentos introspectivos é algo precioso para todos. Afinal, não foi assim que a filosofia surgiu? Pegue uma agenda e anote quanto tempo você passa diariamente chegando emails e redes sociais, assistindo televisão ou jogando videogame. Faça a conta e diga se não valeria a pena fazer algo “monótono”, como ler um livro ou se dedicar a criar novos projetos. O escritor Raymond Chandler costumava passar quatro horas por dia escrevendo, mesmo que não tivesse nada para anotar, apenas para ter um momento para ficar sozinho com suas ideias. Não vamos radicalizar e criar a “Marcha do Offline”, mas talvez seja hora de olhar ao redor e entender que a vida vai muito além da tecnologia que temos à mão.

Quais serão as tendências das redes sociais em 2012?

As empresas já descobriram as redes sociais. O público está lá (seja alvo ou não); todo mundo está lá. Prova disso é o resultado do IBOPE Nilsen Online, que mostra que 87% dos internautas brasileiros acessaram uma ou mais redes sociais durante o mês de agosto deste ano. Isso dá um total de 39 milhões de acessos únicos. Bastante gente, hein?

Cheryl Burgess, uma das fundadoras da Blue Focus Marketing, empresa de consultoria para marcas que querem se tornar mais sociais, deu o veredito em um artigo para o blog Network Exchange: “Para os negócios que não abraçarem as mídias sociais, 2012 pode marcar o começo de seu declínio no crescimento e lucros”. Isso porque se este ano marcou a ascensão das redes sociais (como bem mostra o infográfico em vídeo abaixo), 2012 será o ano para usá-las como ferramentas a favor de sua empresa.

Existe uma série de abordagens diferentes, de estratégias de marketing, para que uma empresa embale nas redes sociais. Segundo Cheryl, a tendência de 2011 foi apostar no social commerce. Se antes as redes sociais se restringiam a pessoas reunidas compartilhando assuntos, agora os usuários se tornaram consumidores e estão aconselhando os amigos a fazerem o mesmo. O infográfico do site Social Commerce Today mostra bem como e quando isso aconteceu e as ações que deram certo, como a venda de passagens aéreas da Delta pelo Facebook.

O que fazer em 2012?

Bem, cuidar das ações que sua empresa fará no futuro não é como escrever uma lista de fim de ano, com as promessas que você quer cumprir no ano seguinte. É preciso avaliar bem as tendências, saber para onde o mercado está indo, para não dar um tiro no escuro, como os americanos bombardeando cavernas em busca do Bin Laden.

Cheryl Burgess reuniu um time de especialistas do mercado para saber deles quais serão as tendências para 2012 em diversas áreas relacionadas às mídias sociais. O resultado disso é um verdadeiro guia do que fazer no ano que vem para que seus negócios decolem na internet. Reunimos aqui algumas das dicas que achamos mais interessantes.

Mídias sociais continuarão ótimas para anúncios criativos

Já faz tempo que vemos nossos amigos compartilhando anúncios nas redes sociais. Isso porque as empresas descobriram um jeito de fazer propagandas com assuntos interessantes e relevantes. Sendo assim, as pessoas sentem vontade de passar isso adiante. No ano que vem, a receita continua a mesma e a técnica deverá ser ainda mais explorada. “ É claro que como qualquer campanha de marketing bem sucedida, se esse conteúdo acertadamente reflete o objetivo estratégico do negócio, é uma grande vitória com implicações positivas a longo prazo”, diz Tom Pick, do premiado blog Webbiquity.

Celulares serão o centro de tudo

Não tem para onde correr: todo mundo tem um celular hoje em dia – grande parte deles smartphones. É por isso que Chuck Martin, CEO da Mobile Future Institute, acredita que eles serão o centro das mídias sociais. Ele aposta nas mensagens com localização e diz que será cada vez mais comum que usuários troquem este tipo de informação com as empresas. Como acontece na rede social Foursquare. “Além de ser altamente pessoal, celular irá se tornar o condutor social”.

Mais atenção para consumidores

Simon Mainwarin, criador da We First, acredita que as empresas tentarão fazer contribuições mais significativas para seus clientes. “As marcas mais sofisticadas irão focar a atenção em aumentar a transparência e responsabilidade, inspirando sua comunidade a se ver como parceiros no sucesso e impacto social positivo da marca”. Para medir este sucesso, o consultor de marketing Porter Gale, diz que haverá investimento em monitoramento social e maior diálogo com usuários. “Esta colaboração pode levar a um plano integrado para melhor atender as perguntas em vários canais”.

Payvment, uma ferramenta para e-commerce no Facebook

Usuários se acostumarão a comprar pelas redes sociais

Não precisa mais ter medo de colocar seus produtos à venda na página do Facebook. Segundo Doug Stephens, presidente da Reatail Prophet, empresas como Spotify, Netflix, Hulu e grandes lojas já utilizam comercialmente a rede social e os usuários estão mais confortáveis com a ideia de gastar por lá. “Em 2012, a tendência será a adição de aplicativos de lojas não-digitais no Facebook, permitindo aos consumidores literalmente comprar produtos e serviços direto de suas Timelines. Coisas como inscrição em academiaa, viagens, serviços de limpeza e mais”, acredita Doug.

Menos marketing, mais social

Michael Brenner, diretor da SAP Global Integrated Marketing, acredita que o grande lance de 2012 será o social tomando a frente do marketing. Para ele, as redes sociais se tornarão uma extensão da empresa, uma grande comunidade de funcionários, consumidores e parceiros. “Respostas em tempo real, monitoramento e alertas serão ferramentas para escolher. Gerentes de respostas estarão nos planos de contratação de muitas companhias. Com efeito, iremos ver empresas realmente se envolvendo com o mercado em um modelo mais pessoal”.

Pequenas empresas, preparem o bolso

Para as pequenas empresas, é a hora ideal de levar as redes sociais mais a sério. Jim Joseph, presidente da Lippe Taylor, afirma que “as redes sociais são os melhores amigos dos donos de pequenos negócios para estabelecer contatos”. No entanto, redes sociais não são de graça e será preciso investimento. Billy Mitchel, da MLT Creative, diz que “a tendência será crescimento no orçamento para criação de conteúdo, ferramentas de automação e os recursos humanos suficientes para o engajamento em escala com o mercado”.

O conhecimento da comunidade será aproveitado

Em 2012, as empresas devem utilizar de maneira mais efetiva o crowdsourcing, trabalho que conta com a colaboração de várias pessoas. E qual a melhor forma de fazer isso do que através das redes sociais? Incentivar a participação da comunidade de funcionários, consumidores e parceiros será não apenas uma maneira de diminuir custos, mas também de engajar os stakeholders. “Marketing, serviço de atendimento ao consumidor, vendas e relações públicas podem todos receber um grande impulso com o uso do crowd, especialmente via plataformas de mídias sociais”, explica Peter H. LaMotte, presidente da GeniusRocket.

[Fonte: Networking Exchange]

A Cor do Vento

A música é clássica. No lugar de bailarinas nas pontas dos pés, surgem pessoas descalças, homens e mulheres com biótipos e idades diferentes. Ao som de Quatro Estações (Inverno), elas se unem numa forma homogenia de braços e pernas que giram sob um novo código de ritmos e passos. São arquitetos, jornalistas, donas-de-casa, professores, empresários, que fazem parte do grupo Corpus de Dança, criado e dirigido pelo bailarino e coreógrafo Reinaldo Soares.

O espetáculo A Cor do Vento explora uma grande diversidade de sonoridades e estilos. Canto gregoriano, Vivaldi, baião, ritmo africano, milonga. O envolvimento de várias possibilidades da dança nos corpos de bailarinos amadores.

Reinaldo trabalhou durante 13 anos com Ivaldo Bertazzo na Escola de Reeducação do Movimento. Foi lá que descobriu a sua vocação para ensinar pessoas com pouca ou nenhuma experiência em dança. Na suas aulas, o coreógrafo aplica o método de reeducação do corpo com uma roupagem própria, mais lúdica e voltada para a dança, que tem forte influência indiana.

A ideia do espetáculo surgiu em 2010, quando Reinaldo expôs à poeta Annita Costa Malufe sua fascinação pelo vento. Naquele momento, Annita mostrou um belo poema que havia escrito sobre o tema. Reinaldo pediu então à cantora Beth Amin para musicá-lo. O resultado é a origem de A Cor do Vento. A utilização de música de Vivaldi com uma linguagem corporal inovadora e democrática é a melhor tradução da filosofia do Corpus da Dança: trazer frescor ao cenário da dança nacional.

O espetáculo “A Cor do Vento” é apoiado pela XComunicação

Usuário do Twitter é seletivo, fiel e deseja exclusividade

Como pensa o usuário do Twitter? Como ele se comporta em relação às marcas? Eles gostam, odeiam? Qual é o poder de influência delas? O blog de marketing digital e social media Social QuickStarter se propôs a discutir a questão e mapeou, por meio de uma pesquisa, o comportamento do usuário do Twitter em relação às empresas que ele segue.

Os 1.491 entrevistados do estudo responderam a um questionário online. Abaixo, destacamos os fatos mais interessantes sobre o estudo:

- O Twitter pode estar começando a mostrar do que é capaz
Boa parte dos usuários entrevistados (38%) está tuitando há menos de um ano. Outros 38% usam a rede há dois anos ou menos. Ou seja, a presença digital do consumidor apenas começou – e já está causando todo o impacto. A tendência é que a reputação online de uma marca seja cada vez mais importante ao longo dos anos. Fique de olho nisso.

- Consumidor no Twitter é seletivo e fiel
Usuários do Twitter são seletivos. Quase 80% dos respondentes afirmam seguir menos de dez marcas. E 75% dos seguidores nunca deram unfollow em nenhuma marca. Eles são muito fiéis. Há aqui um destaque interessante: pessoas com menos de 35 anos declaram ser mais favoráveis a seguir marcas no microblog do que os outros.

- Exclusividade, promoções e ineditismo
Quando questionados sobre o porquê seguem uma marca, as respostas mais frequentes tratam sobre conteúdo inédito e exclusivo e sorteios. Além disso, os seguidores (84%) lêem os posts das marcas muito mais do que tuitam sobre ela.

- Influência
Segundo o estudo, 60% dos tuiteiros se sentem mais confortáveis para recomendar uma marca para um amigo somente após segui-la em seus perfis. Metade dos entrevistados se mostra mais inclinada a comprar uma marca após segui-la. Outro dado curioso: após serem impactos por ofertas de produtos e serviços no Twitter, homens são mais abertos a comprar (55%) do que as mulheres (45%).

Smartphones e usuários: uma relação de devoção

por Raissa Coppola

Desde que comprei o meu iPhone, ando, digamos, viciada em internet. Não que eu já não fosse, mas a compra do aparelhinho potencializou o meu acesso. Ele tem até apelido (bizarro, eu sei). Não é mais problema acessar e-mails no metrô, no banheiro, em almoços, no cinema e por aí vai. Comecei a ficar preocupada quando notei que, ao acordar, depois de abrir os olhos, acessar a internet ainda deitada tornou-se a primeira tarefa do dia. A preocupação só diminuiu ontem, ao ler uma notícia do portal AdAge e notar que não estou sozinha.

Segundo um estudo da ComScore, quase um terço de todos os americanos possui smartphone. Até aí, tudo bem. Smartphones são funcionais, um hit em todo o mundo. O assustador é que mais de um terço dos habitantes da terra do Tio Sam, assim como eu, liga seus aparelhos antes de sair da cama. E acha normal.

Assinada por Kunur Patel, a matéria do AdAge investigou o relacionamento dos norte-americanos com seus dispositivos móveis e, por meio de estudos de diferentes institutos, evidenciou que, além do contínuo crescimento do acesso mobile no país, há nos Estados Unidos uma espécie de devoção pelos smartphones.

A pesquisa foi encomendada pelo Google e realizada pelo Instituto Ipsos. Os 5013 usuários que participaram do estudo responderam a questões como “onde você usa seu smartphone?”. As respostas mais lembradas são em casa (93%), restaurantes (73%), trabalho (72%) e em eventos sociais (66%), entre outros locais.

Quando questionados sobre o que estariam dispostos a dar em troca por um mês de uso de smartphones, a resposta é chocante até para uma viciada como eu: 43% dos entrevistados fariam jejum de cerveja pelo acesso mobile, seguidos de 36% que abandonariam o chocolate (nunca!) e 34% que desistiriam de ingressos do SuperBowl pelos aparelhos. E não é a primeira vez que esse tipo de resposta aparece em pesquisas. Já falamos disso aqui mesmo no blog.

Diante disso, a reportagem do AdAge questiona a insistência das agências de propaganda e departamentos de marketing em gastar muito dinheiro com o tradicional anúncio de 30 segundos na TV, quando pesquisas e estudos não param de mostrar que o público potencial de seus produtos pode estar conectado. É realmente uma questão para se pensar.

#XEntrevista – Jovem talento da natação celebra conquistas e parte rumo ao sonho olímpico

por Fabio Chiorino e Raissa Coppola

O Panamericano de Guadalajara acabou no último domingo (30) com o Brasil ocupando a terceira colocação no quadro geral de medalhas, atrás dos Estados Unidos e de Cuba. Foram 48 ouros, 35 pratas e 43 bronzes. A participação vitoriosa do país na competição também serviu para classificar 104 atletas brasileiros para as Olimpíadas de Londres, em 2012. Com tantos cenários positivos, é difícil a tarefa de eleger um só destaque brasileiro, mas certamente a natação merece relevância.

Sozinha, a modalidade angariou 24 medalhas. Entre os já consagrados Thiago Pereira e Cesar Cielo, estão boas revelações, como o paulista Felipe França, 24 anos, ouro no revezamento 4X100m medley e 100m peito individual. Natural de Suzano, Felipe começou a nadar aos três anos no Esporte Clube União Suzano (ECUS). Hoje faz parte do time de nadadores do Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo.

Em entrevista ao Blog da XComunicação, o especialista no estilo peito falou sobre o bom momento da natação no Brasil, relacionamento com os fãs na internet, doping e sobre a busca pelo ouro olímpico de 2012. Felipe afirma estar preparado para vencer e diz não ter medo da pressão: “Vou para ganhar”, afirma. Confira:

XPress: O Brasil vive uma fase de novos talentos na natação. Até que ponto o país pode surpreender em Londres 2012?

Felipe: O Brasil tem grandes chances em Londres. Ainda são poucos os atletas que podem alcançar resultados significativos, mas esperamos grandes conquistas para as próximas Olimpíadas.

X – Qual o peso hoje dos patrocinadores na carreira de um atleta olímpico? É possível viver somente com o apoio de clubes e premiações?
F: Acredito que dá pra viver, mas sabemos que não nadaremos por muitos anos. Como a carreira é relativamente curta, temos que ter o apoio de patrocinadores, que acreditam no desempenho dos atletas. Com as conquistas, é uma relação de ajuda mútua.

X – Como você enxerga o relacionamento com os jornalistas esportivos? Faltam profissionais especializados para cobrir a natação?
F: Falta divulgação referente às competições mais importantes do País. Só com uma cobertura maior dos veículos de comunicação para que tenhamos maior visibilidade e o esporte seja mais e conhecido.

X – Como você lida com as redes sociais para o relacionamento com fãs, atletas e imprensa? É preciso ter mais cuidado com o que está sendo dito nessas mídias?
F: Sempre devemos tomar cuidado com o que falamos, até por conta do poder de viralização das redes sociais. Eu falo aquilo que sou. Erro como qualquer outra pessoa, mas procuro me expressar dentro das minhas convicções.

X – Aproveitando, hoje você tem perfil no Twitter, Facebook e canal no YouTube. Quem alimenta essas redes? Você terceiriza este trabalho ou lida pessoalmente com a atualização?
F: Procuro sempre fazer esse trabalho de divulgação nas redes sociais. Tenho uma fanpage que é atualizada pela assessoria, mas eu mesmo gerencio os outros canais na internet.

X- Surgiram neste ano muitos casos de doping no esporte brasileiro. Como você enxerga esta questão no cenário global? Você acredita que os atletas brasileiros estão bem orientados em relação a isso?
F: Estamos mais que orientados sobre isso. Tenho um médico excelente, o doutor Gustavo Magliocca, que sempre está ciente de todos os medicamentos que tomo. E isso não ocorre só comigo, mas também com muitos atletas de São Paulo. Entretanto, é sempre importante que os esportistas recobrem o cuidado em relação á ingestão de medicamentos.

X – Qual a sua expectativa para as Olimpíadas de 2016 no Brasil? De que maneira sediar os jogos altera a pressão e a preparação para o esportista brasileiro?
F: Particularmente, eu acredito na vitória. Sempre estarei preparado para vencer, principalmente mentalmente. A pressão será maior tendo o Brasil como sede, mas, ao mesmo tempo, a torcida nos impulsionará em direção às conquistas.

Eu quero um viral: como tornar sua marca um sucesso no YouTube?

Se você trabalha em uma agência, provavelmente já ouviu do seu cliente: “quero que meu vídeo seja um sucesso no YouTube”. É o famoso viral que atormenta atendimentos e criativos de todo o mundo. Tudo isso gastando pouco, é claro. Parece familiar?

Sabemos que vídeos não viralizam do dia para a noite. É preciso ter uma estratégia. Muitas vezes, porém, mesmo fazendo um bom planejamento, o vídeo encalha e a divulgação é praticamente nula. Por que isso acontece? Onde você está errando? Em entrevista ao blog do consultor Jeff Bullas, o especialista em marketing na web Nickolay Lamm reuniu algumas dicas para tentar desvendar o que torna uma marca ou alguém uma celebridade do Youtube. E, acredite, não parece tão difícil assim. Acompanhe:

- Emocione

Segundo Nickolay, a chave do sucesso para um vídeo é colocar a marca em segundo plano. Vídeos se tornam populares porque tocam as pessoas de alguma forma: fazem rir, chorar, sentir bem. A marca deve se inserir sutilmente neste contexto, sem parecer de forma alguma oportunista. Quer um exemplo perfeito? Pense na revolução que a Apple promoveu com o anúncio “Think Diferent”, de 1997. O belo vídeo é até hoje lembrado como fonte de inspiração para criativos de todo o mundo.

- Fazer rir é um caminho

É também notável o caso da companhia de liquidificadores Blendtec que, com seus vídeos cômicos, conquistou centenas de visualizações em poucos dias. Criada pelo próprio CEO da empresa, a conta no YouTube tornou-se hit e mostrou que é possível sim fazer auto-promoção ligada à uma história.

A fabricante de laptops MSI achou que seria engraçado colocar dois marmanjos jogando seus aparelhos de um lado para o outro e, bem, pegando-os com o bumbum. Como? Não dá para explicar, só assistindo. É uma espécie de Jackass dos computadores. Meio rústico, talvez, mas um sucesso. Mais de 4 milhões de pessoas viram os vídeos. Razoável, não?

- Faça diferente

A banda OK GO é uma especialista em criar hits no YouTube. Em Here It Goes Again”, os integrantes dançam por 3 minutos em cima de esteiras. Sem corte. A inusitada “coreografia” foi copiada por diversos usuários, alçando a banda para o sucesso. O vídeo original recebeu mais de 50 milhões de visualizações e é sempre citado como referência quando o assunto é sucesso na web.

- Seja simples, mas não simplório

O Google pode ter um talento para criar virais, mas, ainda assim, o gigante sabe que é preciso impressionar. E dá para fazer muito com pouco budget sim, como a companhia provou com o anúncio “Amor parisiense”, de 2010. O filme foi feito usando basicamente o buscador da empresa. Exibido durante o disputado intervalo do Superbowl do mesmo ano, o vídeo alcançou mais de 6 milhões de visualizações no YouTube. Delicado e promissor.

Outras dicas

Um vídeo pode se tornar viral se cair nas mãos das pessoas certas. Avalie se é interessante divulgá-lo primeiramente em blogs, twitters e fóruns de sucesso. Essas pessoas podem dar aquele empurrãozinho certeiro ao seu filme.

É importante também fazer um vídeo curto – ninguém tem paciência para enrolação. 4 minutos são suficientes para passar a sua mensagem. E ainda é muito. Lembre-se dos anúncios tradicionais de 30 segundos. Por último lembre-se: não é fácil criar um viral. Pense nisso e planeje com carinho.

Parceria entre Fundação Gol de Letra e Nissan beneficia jovens do Rio de Janeiro

A XPress Comunicação uniu dois clientes do seu portfólio para dar vida a uma importante ação de responsabilidade social. A Nissan firmou uma parceria com a Fundação Gol de Letra para apoiar a continuidade do “Gol de Letrinhas”, projeto que disponibiliza oficinas de leitura, escrita, artes e informática a mais de 210 crianças e jovens atendidos pela unidade localizada no Caju, um dos 13 bairros com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da cidade do Rio de Janeiro.

Raí de Oliveira (presidente da Fundação Gol de Letra) e Juliana Cabrini (gerente de Comunicação Corporativa da Nissan do Brasil)

Como produto final, os participantes elaboram um livro com temáticas culturais diversas trabalhadas nas oficinas do projeto. Publicado anualmente pela ONG, o livro tem como missão contribuir para a formação cultural e educacional de crianças e adolescentes, a fim de que eles possam atuar com autonomia na transformação de suas realidades. A parceria entre a Nissan e a Gol de Letra, que contempla uma doação no valor de R$ 400 mil, vai garantir o desenvolvimento do projeto Gol de Letrinhas durante todo o ano de 2012, na unidade Caju.

Raí de Oliveira, presidente da Fundação Gol de Letra, comemora a parceria. “A chegada da Nissan reforça o nosso comprometimento e nos dá a certeza de estar realizando um trabalho sério e de resultados positivos. Hoje, a Gol de Letra é uma realidade e já atendeu mais de 5 mil pessoas’, destaca o ex-atleta.

“O acordo com a fundação é o primeiro passo da presença da Nissan como agente social no Estado do Rio de Janeiro. Continuaremos desenvolvendo ações e projetos voltados à educação, meio ambiente e ajuda humanitária”, afirma Juliana Cabrini, gerente de Comunicação Corporativa da Nissan do Brasil.

Jobs, um gênio das Relações Públicas

* por Cristina Toletti

No início da noite desta quarta-feira, fui surpreendida com a triste notícia do falecimento de Steve Jobs. Recebi a informação em tempo real, no meu iPhone, durante um jantar com amigos.

Foi uma morte anunciada. E muito embora eu seja uma profunda admiradora do talento de Jobs e tenha me tornado uma fiel consumidora de suas criações, não imaginava que poderia sentir tanta tristeza com o desaparecimento de quem eu não conheci pessoalmente.

Naturalmente, com a notícia, a conversa à mesa voltou-se para a genialidade de Jobs. Descrito como persuasivo, detalhista, perfeccionista e enigmático, o co-fundador da empresa mais valiosa dos Estados Unidos também era considerado um ‘ditador corporativo’.

Jobs foi um visionário, um talento criativo, mas ele foi também um mestre da comunicação, um gênio do branding. Usou as relações públicas e o seu carisma para promover seus produtos e a sua marca e criou uma cultura única em volta de suas invenções.

Não há outra marca que consiga gerar tanto buzz em torno de seus lançamentos. Nem que consiga atrair tanto desejo por seus produtos. Os eventos organizados pela empresa de Cupertino são aguardados com ansiedade por jornalistas, blogueiros, e especialistas do setor.

Mesmo ausente, a Apple sabe se fazer presente. É o que ocorre durante a maior feira de eletrônicos de consumo do mundo em Las Vegas, onde anualmente gigantes como Microsoft, Google e Sony apresentam suas novidades, e quem rouba a cena é ela, a Apple, sem participar do evento. A Apple prefere eventos “solo”, não divide a atenção com ninguém.

Curiosamente, nem a adesão tardia às redes sociais a impediu de ser a segunda marca a gerar mais buzz nessas mídias, atrás apenas de E-bay e à frente de Google, de acordo com o último ranking Social Media Reputation Index, da Yomego.

Um mérito de quem é líder e dita tendências. Afinal, a Apple cria e os outros, bem, os outros, copiam.

Descanse em paz, Steve. E obrigada por tudo.

*Para quem ainda não teve a oportunidade de ver, recomendo assistir ao famoso(e emocionante) discurso de Jobs para a turma de formandos da Universidade Stanford, em 2005 :



Foto: Jonathan Mak, estudante da Universidade Hong Kong


* Cristina Toletti é Sócio-Diretora da XPress Comunicação

5 marcas que são sucesso no Facebook (e o que você pode aprender com elas)

por Raissa Coppola

Uma recente reportagem do blog Mashable tentou entender o sucesso que algumas marcas de nicho fazem no Facebook. São empresas pequenas, com pouca popularidade ou direcionadas para um público restrito no mundo offline, mas que, por algum motivo, são hits no site de Mark Zuckerberg. Para a missão, o site fez uma análise do perfil de cinco marcas que se enquadram neste padrão. São elas Oreo, Nutella, Converse, Audi e I Love Being Black. Os resultados surpreendem e podem oferecer dicas para empresas que querem alcançar o sucesso no Facebook.

- Tenha uma estratégia, mas não se prenda a ela

A bolacha Oreo é conhecida nos Estados Unidos, mas não chega a ser um sucesso absoluto. A página do biscoito foi lançada em 2009 com foco no público americano. Apesar disso, em 2010, a fan page já havia atingido 5 milhões de fãs de fora do território americano. A notícia pegou a companhia de surpresa, mas a diretoria de marketing soube aproveitar a informação e, juntamente com a agência responsável pela gestão da página, realinhou a estratégia. Hoje, diversas ações têm como foco o público estrangeiro, como a escolha do fã internacional da semana.

- Quando o produto é bom, é difícil dar errado. Aproveite.

É também interessante o case da Nutella. Você pode até dizer: puxa! Mas todo mundo gosta de Nutella, não é difícil engajar. Ok, pode até ser verdade. O extraordinário aqui não é o engajamento, mas sim o volume dele. A página é Top 3 e só perde para as do Presidente Obama e da Coca-Cola. Isso é muito! A justificativa do Mashable para o buzz: Nutella é uma tentação deliciosa, mas também tem um ar de sofisticação europeia. Eu discordo. Nutella é sucesso porque é bom. E ponto. Mas também fico admirada com o tanto de gente querendo trocar informações sobre o creme de chocolate com avelã. Sorte da empresa.

- Mantenha um espaço participativo

A Converse também tem um desempenho surpreendente. Tudo bem, quem é que nunca teve um par de All Star? Mas o volume de vendas da marca ainda é pequeno, quando comparamos com gigantes do segmento, como a Nike e a Adidas. No Facebook, porém, o sucesso é grande. São 20 milhões de “curtir” em sua página principal e outros 20 milhões na página Converse All Star. Juntas, as fan pages têm mais fãs que a cantora Rihanna, por exemplo. George Cottrill, diretor de marketing da empresa, diz que o segredo é ouvir mais do que falar.

- Aproveite os recursos de imagem e vídeo para engajar

Outro exemplo de uso surpreende do Facebook é a Audi, que tem pouco mais de 3 milhões de fãs, mas com atividade invejável. Eles são mais engajados que os de Lady Gaga e Justin Bieber. O principal atrativo do perfil? O bom uso de imagens. Um exemplo: no dia 16 de julho, a empresa completou 102 anos. As três fotos postadas superaram 16 mil likes somente naquele dia.

- Não fale só de você

O Mashable cita a experiência da loja de roupas I Love Being Black. Mais que uma empresa de vestuários, a loja quer ser uma mini rede social para afro-americanos. Bem focada, a marca lança questionamentos polêmicos que envolvem personalidades negras, como o dia em que perguntou aos seguidores se o cantor Chris Brown já teria refeito sua imagem após o episódio violento com a sua ex-namorada (Rihanna, você de novo?). O post foi muito curtido e gerou centenas de comentários. As discussões raramente giram em torno das roupas. Segundo os representantes da loja, essa é a intenção: não ser somente uma marca, mas também uma plataforma de conteúdo.

Fofoca S/A

O LinkedIn, rede social de negócios com mais de 120 milhões de usuários, divulgou nessa semana uma pesquisa curiosa: o que mais incomoda um profissional no local de trabalho? E o resultado aponta uma série de questões muito mais comportamentais do que técnicas ou de infraestrutura.

Para 83% dos brasileiros, a fofoca é o maior motivo de irritação. Uma prova de que a Rádio-Peão praticamente configurou-se como um departamento das empresas. Nos Estados Unidos, o problema atinge o estômago – 65% apontam como maior problema o fato de os colegas mexerem em suas marmitas. Há quem diga que o best-seller “Quem mexeu no meu queijo?” já virou welcome kit por lá.

Os irritantes toques dos telefones celulares tiram o humor de 74% dos indianos. E a Índia ainda lidera a lista dos incomodados. Dos 38 aspectos que perturbam o ambiente de trabalho, 19 foram apontados pelos trabalhadores do país. Na contramão, surgem os italianos, que assinalaram “só” 15 itens da lista.

Abaixo, a arte mostra mais alguns dados dos países participantes e o Top Five dos hábitos que mais provocam divergências entre os colaboradores.

7 lições para evitar fiascos nas redes sociais – Final

por Cristina Toletti *

Hoje, a última parte dessa história conturbada de marcas e redes sociais. Mais duas lições do professor de Estratégia de Marketing Digital da Universidade de Columbia, David Rogers. Atendimento ao cliente e testes antes de se aventurar no sedutor e perigosos mundo das novas mídias. Boa leitura e até a próxima!

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6. Invista num departamento de atendimento ao cliente

Na era das mídias sociais, prestar um bom atendimento ao cliente é muitas vezes o melhor RP que o dinheiro pode comprar. O pior fiasco de mídia social resultou de clientes contando histórias dos serviços terríveis que vivenciaram com algumas empresas, como o vídeo “Sleeping Comcast Technician” no YouTube ou mesmo o vídeo musical de Dave Carroll “United [Airlines] Breaks Guitars” .

Em tempos difíceis, as empresas costumam fazer cortes no serviço de atendimento ao cliente. Mas, elas devem perceber que investir num bom serviço de atendimento ao cliente é um defesa direta contra os piores riscos para a marca.

7. Teste o lançamento de uma grande mudança em sua comunicação

Uma série de protestos nas redes sociais não tem surgido por causa do marketing  digital,  mas  por  causa de alterações no marketing  tradicional. A troca de logotipo das rede de lojas Gap irritou os consumidores e a empresa precisou voltar atrás, o mesmo ocorreu quando a marca de sucos Tropicana tentou mudar sua embalagem.

As empresas devem considerar o pré-teste para grandes alterações em sua identidade de marca, a fim de avaliar a resposta do cliente, ou, então, lançar as mudanças com o entendimento de que podem precisar voltar atrás se as reclamações dos clientes entrarem numa espiral fora de controle.

Integração 

O medo de errar não deve assustar as empresas que ainda relutam em entrar nas mídias sociais. Assim como os exemplos de Gap e Tropicana, são muitos os casos de protestos nas redes sociais desencadeados a partir de ações idealizadas por empresas no ambiente offline. O que deixa evidente a necessidade e a importância de as empresas pensarem de maneira mais integrada as estratégias de marketing online e offline e, claro, de encarar possíveis tropeços como um degrau para o êxito.

* Cristina Toletti é Sócio-Diretora da XPress Comunicação

7 lições para evitar fiascos nas redes sociais – Parte 2

por Cristina Toletti *

Hoje, o blog da XComunicação traz mais 3 lições do professor de Estratégia de Marketing Digital da Universidade de Columbia, David Rogers, para uma marca administrar o risco de se envolver em algum #fail nas mídias sociais. Vamos a elas:

3. Equilibre supervisão e agilidade

Treinamento e diretrizes não significa que você deve submeter cada tuite ou comentário à uma comissão de advogados. Num mundo onde os clientes esperam respostas instantâneas e interação, as empresas precisam encontrar um equilíbrio entre supervisionar o que será postado e agilidade para postar.

4. Cuidado com o tom

Os clientes esperam um tom mais pessoal nas redes sociais do que num site corporativo ou num comunicado à imprensa. Assim, as diretrizes de mídia devem abranger não apenas o que compartilhar, mas também o tom. Além de orientações sobre como lidar com um cliente irado.

Usar um tom intransigente ou sarcástico não é uma boa idéia. A Nestlé aprendeu isso quando resolveu postar um comentário aparentemente inocente em sua página de Facebook, pedindo a seus fãs para não usar uma versão inalterada do logo da empresa como imagem de perfil ou os comentários seriam apagados.

Alguns seguidores se revoltaram com a determinação da marca suíça que, por sua vez, partiu para a ofensiva em tom sarcástico.  A seguir o bate-boca:

O problema aqui não é a Nestlé tentar policiar sua página de Facebook, o problema é a resposta sarcástica da empresa para aqueles que não gostaram da declaração inicial.

A regra número 1 de PR: nunca insulte seus clientes. Lembre-se também de ter boas maneiras em fóruns públicos, especialmente naqueles criados expressamente para os fãs de sua empresa.

5. Saiba quais as ferramentas que não estão sob o seu controle

Alguns canais de mídia social são controlados mais pelo titular da conta, e outros são controlados mais pelo público. É importante que as empresas compreendam as diferenças entre as redes sociais quando começam a interagir com os clientes.

Por exemplo, as hashtags do twitter (as palavras que qualquer um pode usar para participar de uma conversa) são públicas. Starbucks aprendeu esta lição quando lançou uma campanha milionária na mídia impressa para promover conversas no twitter através do hashtag #top3percent e a conta foi ‘sequestrada’ por um ativista e crítico da empresa.

Em maio de 2008, o jornal The New York Times divulgou um concurso da Starbucks cuja mecânica era convidar as pessoas a procurar posters da campanha impressa criada pela marca e ser o primeiro a postar a foto da peça no Twitter. Para o azar da Starbucks, o ativista e produtor de filmes Robert Greenwald, que vinha trabalhando há meses num documentário sobre as práticas antitrabalhistas da empresa, tropeçou na matéria publicada no NYT e não teve dúvida: postou fotos de pessoas com sugestões para o CEO da Starbucks ser mais justo com seus colaboradores. No mesmo dia, no site anti-Starbucks criado pela produtora de Greenwald, pessoas eram encorajadas a tirar fotos de si mesmas na frente das cafeterias Starbucks segurando cartazes com denúncias às práticas antitrabalhistas da empresa. Os usuários subiam as fotos no Twitpic e tuitavam usando as hashtags #top3percent e #starbucks. Segundo o site, as hashtags oficiais do concurso.

Amanhã, a terceira e última parte da série. Continue conosco!

* Cristina Toletti é Sócio-Diretora da XPress Comunicação

7 lições para evitar fiascos nas redes sociais

por Cristina Toletti *

Se o fracasso tem uma qualidade, é a de nos indicar os erros que não devemos repetir. E, convenhamos, aprender com o fracasso dos outros é menos dolorido. Nas mídias sociais, universo que vem sendo desbravado por pessoas físicas e jurídicas, o número de tropeços aumenta a cada dia. Todo o mundo tem em seu repertório a história de um consumidor que conseguiu viralizar a sua insatisfação e sabe como a negligência ou a lentidão em responder a esse chamado custou caro para a empresa xyz. 

A partir de erros cometidos por empresas como Nestlé, Starbucks, Gap e Walmart, o professor de Estratégia de Marketing Digital da Universidade de Columbia, David Rogers, destaca 7 lições para uma marca reduzir o risco de se envolver em algum fiasco nas mídias sociais. Nessa semana, o blog da XComunicação mostra quais são elas:

1 – Não tente enganar ninguém.

Nas mídias sociais, só é possível enganar algumas pessoas por pouco tempo, até alguém se sentir desapontado e transmitir isso para o resto do mundo. Algumas empresas podem se sentir tentadas a plantar falsas opiniões de clientes em sites como Amazon, Yelp, ou em blogs, mas a probabilidade de ser descoberta é um risco demasiado elevado, especialmente para as marcas maiores. Os benefícios imaginados com o blog “Wal-Marting Across America” criado com um perfil falso desbotaram a reputação da rede varejista.

Em 2006, um casal de classe média americana criou um blog para relatar suas aventuras numa viagem de trailer, com ‘hospedagens’ nos estacionamentos das lojas Walmart. Menos de 2 semanas após o lançamento do blog, uma reportagem na  Business Week revelou tratar-se de um blog com perfis falsos (um “flog”: fake blog), uma tática promocional da organização “Working Families for Walmart”, idealizada pela agência de relações públicas da rede varejista. Financiados pela organização, Jim e Laura eram, na vida real, uma escritora frila e um fotógrafo do The Washington Post.

2 – Respeite o decoro.

A primeira regra de treinamento de mídia social é que as velhas regras para os colaboradores ainda se aplicam. Quando o colaborador de uma empresa fala, tuita, posta, ou compartilha uma foto em nome da empresa para a qual trabalha, ele deve ter os mesmos cuidados que tem ao conceder uma entrevista ou redigir um comunicado de imprensa.

A segunda regra é que muitos colaboradores precisam assimilar muito bem a primeira regra. Ao contratar uma agência externa para cuidar de suas contas de mídia social, é fundamental estabelecer diretrizes de estilo e ter uma compreensão de sua responsabilidade – é o que devia ter feito a agência de mídia digital dispensada pela Chrysler após um membro da equipe tuitar uma obscenidade sobre Detroit (berço de grandes montadoras americanas como GM, Ford e a própria Chrysler) na conta Twitter da própria marca.

* acho irônico (a cidade de) Detroit ser conhecida como #cidademotora e ninguém por aqui saber como p... dirigir

Amanhã, mais algumas lições para evitar uma catástrofe institucional nas redes sociais. Contamos com a sua leitura :)

* Cristina Toletti é Sócio-Diretora da XPress Comunicação

Facebook, o novo número 1

por Fabio Chiorino *

Primeiro o Ibope desmentiu informação da revista IstoÉ Dinheiro, mas logo veio a confirmação: o Facebook ultrapassou o Orkut em número de usuários ativos no Brasil – já são 30,9 milhões, enquanto o concorrente registra 29 milhões de perfis. Correndo por fora, o Twitter tinha, até o final de agosto, 14,2 milhões de usuários únicos.

Muito cedo e precipitado ainda pra dizer se é o começo do fim do Orkut. Até porque a discussão precisa ir além dos números. O Myspace já foi o futuro da música, por exemplo. Hoje, a nova geração de internautas praticamente o ignora. Se existe um fenômeno que seduz uma rede social para a obsolescência, ao mesmo tempo há antídotos que prolongam a vida de uma nova mídia.

O Facebook é hoje a plataforma mais multimídia. É possível compartilhar conteúdo, imagens, vídeos, enquanto abre a janela do chat e promove sua festa de aniversário. Isso parece satisfazer por demais usuários que gostam de se comunicar em várias frentes. Também é fácil fazer média com os amigos sem muito esforço. Basta clicar em “Curtir” e todo mundo fica feliz.

Claro que outras mídias também oferecem serviços semelhantes, com uma ou outra particularidade. Mas o que parece definir o sucesso de uma rede social é perceber que quase todo mundo está lá. No caso do Facebook, especificamente, nada menos que os atuais 68,2% dos internautas no trabalho e em domicílios no país.

E em relação à internet, o Brasil é um enorme rebanho, que caminha junto em direção ao novo. E por conta disso, também cresce o número de empresas que criam fan pages e buscam soluções criativas para fidelizar clientes, divulgar produtos e… ganhar dinheiro.  Essa última intenção é a mais árdua e a mais difícil de ser mensurada. Viral aumenta vendas? Galeria de fotos aumenta pedidos? SAC 2.0 melhora o reconhecimento da marca? Perguntas impossíveis de se responder de um post para outro, mas, como sempre acontece, a resposta quem dá é o usuário.

Chegou a hora de acompanhar o reinado do Facebook no Brasil. Pra quem ainda faz piada com o Orkut, saiba que a rede se manteve na liderança por sete anos. Duração maior que muito namoro, desempenho melhor que muito time de futebol. Todos os olhos voltados agora para Mark Zuckerberg e o poder de reinventar sua cria antes que surjam as primeiras vaias.

* Fabio Chiorino, 30, é jornalista e gerente de Conteúdo e Redes Sociais da XPress Comunicação

Os vídeos e a revolução do conteúdo digital

Uma pesquisa do Photobucket, website de armazenamento de imagens e vídeos online, confirmou uma tendência mundial: há um boom no compartilhamento de vídeos na web. Segundo o estudo, o total de vídeos transferidos para a internet tem crescido 3,5 vezes ano após ano, com destaque para o aumento de 27% na utilização de dispositivos móveis para capturar e compartilhar fotos e filmes em relação ao último levantamento da empresa, realizado em 2010.

A Photobucket apontou que 45% dos entrevistados utilizam dispositivos móveis para capturar vídeos ao menos uma vez por semana. Inclusive, 17% realizam a atividade ao menos uma vez por dia e, o mais impactante, 9% costumam compartilhar filmes mais que uma vez no dia.

Tom Munro, CEO da empresa, credita o crescimento à popularização dos smartphones e à praticidade de transferência de dados que essas plataformas possibilitam. “A melhora na qualidade das câmeras de celulares, a facilidade de compartilhamento e sua constante disponibilidade estão tornando esses dispositivos padrões na captura e transferência de informações”, analisa.

A pesquisa também constatou a febre dos aplicativos para fotos. Apesar de 46% dos entrevistados afirmarem que nunca transferiram imagens via apps móveis, há um tráfego bem grande de informações compartilhadas entre os adeptos da tecnologia – 20% deles jogam retratos na internet ao menos uma vez por dia. Este dado sugere que, uma vez adotado o uso de apps para compartilhar, a prática rapidamente vira um hábito corriqueiro.

A pesquisa da Photobucket foi baseada no comportamento dos 100 milhões de usuários cadastrados em seu próprio serviço gratuito de compartilhamento e em entrevistas com 2.510 pessoas no período de julho de 2010 a julho de 2011.

Um exemplo divertido de vídeo que bombou na web nos últimos dias :)

O futuro já começou (mas é só o começo)

por Guilhermo Benitez

Dizem que a arte imita a vida. Pessoalmente, prefiro a versão do saudoso Chico Science “computadores fazem arte/artistas fazem dinheiro/computadores avançam/artistas pegam carona” (Computadores fazem Arte). Na prática é exatamente isto que está acontecendo. A revolução de interatividade gerada pelas mídias sociais e pelos novos dispositivos como tablets e smartphones já está mudando a forma como nos relacionamos com a criação artística. Pelo menos a arte pop (o que para muitos é uma contradição em termos, mas esta é outra discussão).

Nas últimas semanas o mundo viu surgirem pelo menos duas mostras deste novo presente. A cantora islandesa ²Björk decidiu subverter a música lançando seu novo trabalho “Biophilia” numa versão para o iPad. Além do óbvio (unir sons a imagens, jogos, informações adicionais, etc.), o brinquedinho permite que o usuário altere o andamento de pelo menos uma das canções, “Cristalline”, interagindo com a obra.

O mesmo conceito de participação está no cerne da vida depois da morte da saga de Harry Poter. Depois de encerrar a série de livros mais bem sucedida dos últimos tempos, a escritora inglesa J.K.Rowling criou um site, www.pottermore.com, em que os próprios fãs podem publicar novas histórias, mantendo a vida no mágico universo ficcional de Hogwarts.

Pessoalmente acredito que estas experiências apenas arranham o universo de possibilidades que temos aberto a nossa frente. Como de costume, são os artistas que avançam na frente, mas o campo está aberto a qualquer (sim, qualquer) um de nós, em todas as áreas (inclusive nossa velha e boa comunicação corporativa). O desafio é mudar a forma de pensar e enxergar um pouco além do óbvio. Mudar a sintonia. Para manter as citações no universo da cultura pop, “Tão Perto, Tão Longe”.

Guilhermo Benitez é diretor associado da XPress Comunicação e escreve no blog http://coffeebreak-br.blogspot.com

Clique X, Vote X. Só mais uma vez!

por Raissa Coppola

Contamos há algumas semanas aqui no blog que estávamos participando do Prêmio Comunique-se 2011 na categoria Agência de Comunicação. Após uma segunda etapa com direito a nossa indicação entre as dez mais votadas, passamos por mais uma eleição e, no último dia 15, veio a confirmação: estamos entre as três finalistas!

Queremos agradecer todo mundo que votou na XComunicação nas duas primeiras etapas de votação e nos ajudou a chegar até aqui. Muito obrigado mesmo. E, se não for abusar muito, queremos pedir mais uma vez a sua colaboração para trazer esse título inédito para a casa.

Você, caro leitor, deve estar se perguntando nesse momento: “Por que raios eles querem tanto esse prêmio?”. Veja bem, nós poderíamos responder que somos a agência mais bacana do mercado, a mais descolada, a mais bem preparada, a mais legal, a mais… ok, chega. Enfim, esse seria o nosso ponto de vista. Não é justo, não?


Para a tarefa, escalamos também aqueles que estão com a gente todo dia, acompanhando o nosso trabalho e resultados. Os principais interessados. Com a palavra, os clientes da XComunicação:

“Conheço o trabalho da Xpress há anos, porque eles são parceiros da Fundação Gol de Letra. É muito bom poder contar com a qualidade e a solidariedade dessa equipe. Por isso, eu voto X!”

Raí Oliveira, ex-jogador de futebol e diretor da Fundação Gol de Letra

“Quando escolhemos uma agência para cuidar da comunicação das atividades e serviços de nossa organização para o público em geral e nossos clientes, estamos delegando a imagem, que é o nosso patrimônio mais valioso. A XComunicação é uma assessoria de imprensa que compreende este valor – que nem sempre se mostra de modo tangível. Temos tido a felicidade de ver o crescimento do número de associados e adesão de parceiros, apoiadores, patrocinadores e formadores de opinião aos projetos e serviços da ABRH em todo o Brasil, graças a este trabalho customizado da agência. Alcançamos todas as mídias e somos hoje uma organização mais conhecida e presente no dia a dia do público que queremos atingir: profissionais, executivos e líderes das maiores empresas de nosso país.”

Leyla Nascimento, Presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional)

“Encontrar uma empresa parceira para compartilhar a responsabilidade sobre nossa imagem não é tarefa simples. Escolhemos a XComunicação pelo profissionalismo, ética e transparência, e, principalmente, pelo comprometimento com nossos objetivos. O trabalho a quatro mãos tem rendido frutos para as instituições de nosso Grupo, fortalecendo nossos laços com a mídia, construindo a imagem desejada e ampliando os pontos de contato com nosso público.”

Mary Wakabara, gerente de marketing e comunicação do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional

Para votar na XComunicação no Prêmio Comunique-se 2011, clique aqui!

Novas mídias para pequenos usuários

por Fabio Chiorino

Qual o melhor momento de introduzir o seu filho ao universo dos smartphones e tablets? O canal educativo norte-americano PBS (http://www.pbs.org) levantou esse tema na última semana, expondo a complexa discussão sobre a relação entre crianças e novas mídias.

Uma dica divertida para descobrir isso é quando você nota que há mais impressões digitais da criança no iPhone do que as suas próprias. Isso geralmente acontece quando as crianças já conseguem agarrar objetos com alguma firmeza e pode significar que chegou a hora de incluir um dispositivo sem fio na lista de brinquedos.

Mas aí sempre surgem os especialistas de plantão para fazer as ressalvas. Eles recomendam esperar que a criança atinja a idade pré-escolar. Com menos de dois anos, os minutos gastos na frente de um aparelho não podem substituir as experiências e interações do mundo real. Porém, a partir do 3º ano de vida, as crianças podem se beneficiar dos meios eletrônicos como forma de complemento educacional. Isso porque já existem variados conteúdos que focam na repetição de palavras, sons e imagens, que ajudam a captar a atenção e a ativar a memória dos pequenos.

Sem supervisão, essa conta muda de figura. Em um ambiente não controlado pelos pais, os educadores sugerem que a introdução só aconteça depois dos 10 anos de idade. Ou seja, não troque a educação pelo Angry Birds. Ainda vale aquela já conhecida condição de manter computadores em espaços abertos, onde é possível monitorar o uso e até interagir com a criança para checar o seu nível de aproveitamento.

Surgem então os médicos para explicar que o uso dos dispositivos não substitui a prática da leitura e atividades externas. É uma observação óbvia, mas fundamental para não comprometer a socialização da criança ou torná-la refém da tecnologia disponível para o entretenimento. A Academia Americana de Pediatria dá a receita: seu filho pode usar o iPhone para tirar a foto de um inseto e depois buscar outras fontes para entender melhor aquilo que registrou. É a estratégia não excludente de aprendizado.

Outro fator importante é o tempo de uso. Acredita-se que 30 minutos por dia são suficientes para crianças entre 4 e 5 anos, passando para 1 hora a partir de 6 anos. Para estudantes do ensino médio, são recomendadas 2 horas por dia, podendo se estender caso o aparelho seja usado como ferramenta de estudo.

Muitos problemas podem ser evitados ao escolher que programas devem ser baixados. Existe hoje no mercado uma ampla oferta de conteúdo “kid-friendly”. São aplicativos que desenvolvem habilidades como memória, lógica, raciocínio espacial e criatividade. Alguns deles já mostram a classificação etária, o que ajuda na seleção. Em certos dispositivos também existe a opção de restrição de programas, bloqueando o seu acesso momentaneamente.

O guia só não explica quem tem prioridade em usar aquele lindo iPad recém-adquirido. Antes que os pais respondam sobre isso, seus filhos já estarão esparramados no sofá acionando com os dedinhos em tudo o que aparece pela frente. A negociação entre as partes envolvidas promete ser longa…

#XIDEIAS: Como você está vestido para o trabalho?

por Raissa Coppola

Quem nunca errou a mão no dress code do trabalho que atire a primeira peça de roupa! Vez ou outra a gente se pergunta se aquela camisa está boa para ser usada naquela reunião importante com a diretoria, se o xadrez não te deixa com cara de adolescente que saiu da escola, se a saia não estava curta demais…

Pensando nisso, o XIdeias, comitê de eventos da @XComunicação, convidou a consultora de moda Daniela Romani para uma palestra sobre imagem pessoal e profissional aqui na agência. Decidimos dividir com vocês no blog os principais tópicos da conversa devido à real importância desse tema. E qual é ela? Dani é categórica: “Uma imagem adequada gera segurança e autoconfiança no trabalho”. Vamos conferir as principais dicas?

- Homens

Não usem tênis surrados, camisas mal passadas, sapatos desgastados… tudo isso transparece um ar de desleixo que não é bacana no ambiente corporativo. “Se a empresa tiver um perfil mais formal, aposte em ternos bem cortados. Se não é o caso, use calças jeans de lavagem escura e camisas”, diz Daniela T-shirts? Bem… melhor guardar para o passeio do fim de semana!

- Mulheres
Vestidos e saias são elegantes, mas preste atenção no comprimento das peças. Três dedos acima do joelho é o ideal. Menos que isso, não. Tenha sempre a mão vestidos florais, camisas brancas, calças sociais simples, que podem ser usadas com sapatilhas e saltos. Ah, sobre saltos: nada de usar saltos muito altos. “Eles não foram feitos para o trabalho e podem ser desconfortáveis”, afirma a consultora.

- Informação demais
Dani acredita que os principais erros na hora de pensar no visual para trabalhar são os excessos: batons chamativos, esmaltes com cores vibrantes e maquiagens muito pesadas. “Deixe tudo isto para os momentos de lazer”, aconselha. Faz sentido, não?

Apesar dos conselhos acima, a consultora acredita que é bacana ter uma boa apresentação, mas sem deixar seu estilo para trás. “Vale a pena imprimir a sua marca. O importante é ter bom senso e autocrítica”, afirma. Nós concordamos com a Dani, e vocês?

BOX CULTURAL – TEATRO OFICINA

por Rodrigo Dionisio *

No próximo dia 16, o Teatro Oficina comemora 50 anos da abertura de suas portas no Bixiga, em São Paulo. A primeira vez que pisei por lá foi na festa de 50 anos de fundação do grupo. Há época registrei minhas impressões no saudoso Haja Saco, editado pelo @FChiorino (éramos felizes e não sabíamos, Fabinho?). Ainda dá para ler aqui.

Enquanto aquela festa era uma comemoração báquica (ou bachiana) da alegria de nascer, a da semana que vem tem uma certa cara de “Pião da Casa Própria”. E a piadinha se justifica. O Oficina celebra suas cinco décadas de portas abertas em mais uma cena da batalha com o Grupo Silvio Santos, dono dos terrenos que cercam o teatro. Projeto de Lina Bo Bardi, o espaço físico do Oficina de hoje é apenas uma parte do desenho original, o qual previa uma arena. É possível visualizar uma concepção da artista aqui.

Depois de quase se ver cercado por um condomínio de prédios, hoje o teatro tem a real possibilidade de ver sua expansão realizada (ou realizável). O homem do Baú topou ceder os terrenos do entorno, desde que, em troca, receba outras terras de valor equivalente. O líder e fundador do grupo de teatro, José Celso, acredita ter encontrado o parceiro certo para a troca, o Poder Público. Em texto publicado na Folha de SPaulo (disponível no blog do Oficina), defende a ideia.

Sou um dos admiradores e fãs do Oficina, mas admito que ainda não digeri muito bem a ideia… Sei o quanto de batalha há ali e de quantas vezes vi a casa semi-vazia. Mas fazer barganha com o Grupo SS (assim ridicularizado em uma série de encenações comandadas por Zé Celso) usando bens públicos, traz a mente situações como a do Itaquerão e de todo o questionável investimento do meu (nosso) dinheiro em ações privadas.

Ok, estádios de futebol são diferentes de teatros, o Oficina apresenta temporadas populares, o que nunca ocorrerá com um Corinthians x Palmeiras, futebol ganha muito e se administra mal, a cultura no Brasil ainda não achou uma maneira de viver sem subsídio, mesmo quando administrada descentemente. Ainda assim, me coloca a pulga atrás da orelha ver o destino do que é de todos decidido sob interesses diretos de este ou aquele grupo, os argumentos sempre serão os melhores e mais válidos.

Ainda não sei, talvez esteja lá mais uma vez no dia 16. Talvez forme uma opinião, quem sabe escreva outro texto… no fim, parabéns, Oficina.

Serviço:

O quê: Comemoração dos 50 Anos do Terreno Teatro Oficina com a estréia da encenação Macumba Antropofágica
Onde: na Rua Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo. Tel: 11. 3106-2818
Horário: 21h, com Bori especial e oferenda de comidas do Candomblé.
Ingresso: R$ 50,00 (inteira), R$ 25,00 (meia) e R$ 10,00 (moradores do Bixiga, mediante comprovação de residência)
Venda de Ingressos: pelo e-mail ingressosmacumba@teatroficina.com.br ou na bilheteria do Teatro Oficina (no dia)

* Rodrigo Dionisio é jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

SEXO PRA QUÊ?

por Fabio Chiorino

Pelo menos é esta a pergunta que boa parte dos americanos faz no momento. A Telenav, uma empresa de softwares para internet, encomendou um estudo para observar o grau de dependência do usuário de smartphones. E o resultado foi impactante.

Do total de entrevistados, 33% disseram que preferem uma semana sem sexo a ficar o mesmo período de tempo longe de seus brinquedinhos tecnológicos. Outras variáveis foram testadas. Álcool e chocolate, por exemplo, foram facilmente ignorados. O vício é tão grande que, se colocar uma escova de dente e um smartphone lado a lado, 22% optam pelo segundo. A saúde bucal fica pra mais tarde.

A pesquisa ainda mostra que 66% dos participantes dormem com seus smartphones ao lado e 31% têm o (péssimo) hábito de usá-los dentro do cinema. Abaixo, a tabela (em inglês) traz todas as porcentagens da pesquisa, incluindo a diferença de comportamento de usuários da Apple, Android e Blackberry. Pelo andar da carruagem, a taxa de natalidade deve diminuir nos próximos anos. Sexo? Só depois de atualizar o Facebook, Twitter, Orkut, blog….

Como sabiamente afirma uma frase disseminada nos últimos dias nas redes sociais: “Celular serve pra falar com quem tá longe. Smartphone serve pra você não falar com quem tá perto”. Se alguém souber o nome do autor, me avise. Merece o meu cumprimento.

Você sabe o que é Cloud Computing?

Por Danilo Sousa

Na última segunda-feira, 1 de agosto, foi ao ar o site do iCloud, o serviço da Apple e de Steve Jobs que permite o armazenamento de arquivos na nuvem. Ainda na versão beta, o iCloud será a continuação do MobileMe - um software de aplicações lançado há algum tempo pela Apple mas que não fez muito sucesso ao custo US$ 99/mês e frequentes falhas que decepcionaram (muito) os usuários. O site, assim como seu antecessor, traz aplicativos web para e-mail, calendário e contatos, além do recurso Find My iPhone e o compartilhamento de documentos do iWork. Mas eu aposto que para você, que ainda não tem muita certeza sobre o que é a já famosa Computação na Nuvem, isso não quer dizer nada, não é?

Cloud Computing, termo em inglês para a Computação em Nuvem ou Computação na Nuvem, refere-se à prática de usar a capacidade de armazenamento de servidores compartilhados e interligados através da internet, economizando, dinheiro, tempo e espaço no seu HD pessoal. Sabe aquela coisa chata de precisar acessar no trabalho ou na faculdade um arquivo que você deixou salvo em casa e esqueceu, por exemplo, de copiar para o pendrive? Pois bem! Com a Cloud Computing isso não precisa acontecer nunca mais.

Diversos aplicativos, arquivos e outros dados relacionados, não precisam mais estar instalados ou armazenados no computador do usuário ou em um servidor dentro da empresa onde você trabalha. Todo este conteúdo passa a ficar disponível na “Nuvem”. Ou seja, na internet. Você consegue acessá-los, editá-los e, é claro, criar novos documentos, de qualquer computador ou smartphone. Todas as chatices (às vezes caras) do armazenamento, da atualização dos softwares, manutenção, cuidados com a segurança e backups, passam a ser responsabilidade da empresa que estiver lhe fornecendo o serviço. Você só precisa se preocupar em acessar e usar.

Um exemplo prático da aplicação deste novo conceito é o Google Docs. Um serviço online, gratuito, onde o usuário pode criar, editar e armazenar seus textos, planilhas e apresentações de slides, sem a necessidade de ter instalado em seu computador qualquer tipo de processador de textos, planilhas, etc, etc, etc. Serviços como Gmail e Yahoo! Mail, sites de armazenamento e compartilhamento de textos, fotos ou vídeos, como WordPress, Flickr e YouTube, também são exemplos de aplicações que de certa forma se enquadram no conceito de Cloud Computing. Nenhum destes serviços é executado no computador do usuário, que pode acessá-los de qualquer lugar, muitas vezes sem necessidade de instalar aplicativos em sua máquina ou de pagar licenças de software. Em alguns casos, no máximo, um valor periódico pelo uso do serviço ou pela contratação de funcionalidades adicionais.

Também ficou com o pé atrás em colocar todos os seus pertences digitais na web? Nós ficamos! Mas há quem defenda que na Nuvem “as vulnerabilidades às quais você estaria exposto são as mesmas às quais você estaria exposto se a máquina estivesse em sua casa.” Pelo menos foi o que disse Gilberto Mautner (CEO da Locaweb), em entrevista ao portal da Linux Magazine. Segundo ele, isso acontece porque boa parte das brechas é de software ou sistema operacional e na Computação em Nuvem a situação é a mesma. Você não está nem mais nem menos protegido e os cuidados de segurança devem ser os mesmos tanto na nuvem quanto na computação pessoal.

As estatísticas mostram que a grande maioria dos vazamentos acontece internamente, orquestrados por pessoas de dentro da empresa. Se isso é verdade, você está até mais protegido ao tirar essas informações de dentro da empresa. “O bem mais valioso, seu dinheiro, você não guarda dentro de casa, mas fora, em um banco com toda a estrutura para protegê-lo. É difícil achar hoje em dia quem ache estar mais seguro com seu dinheiro debaixo do colchão do que dentro de um banco. No entanto, historicamente, levou tempo para que essa percepção viesse a tona. Em compensação, você vai em um restaurante e dá seu cartão na mão de um garçom que, por alguns minutos, tem todos os dados desse cartão com ele: nome, número, código de segurança, enfim, tudo.

Bom, é realmente para se pensar, mas parece que a Computação em Nuvem veio para ficar.

Prêmio Comunique-se 2011: Obrigado por votar na X!

Por Danilo Sousa

O portal Comunique-se anunciou na última quarta-feira (20/07) os finalistas da edição 2011 do Prêmio Comunique-se de Jornalismo e Comunicação Empresarial. Os dez mais votados na primeira fase em cada uma das 27 categorias e subcategorias disputam agora, nesta segunda etapa, um lugar entre os três finalistas, que serão conhecidos em 15 de agosto. Na terceira fase, sairão os 27 grandes vencedores.

Entre os classificados, sete nomes estão entre os finalistas com indicações em três diferentes categorias: Clóvis Rossi, Dora Kramer, Guilherme Barros, Juca Kfouri, Luís Nassif, Paulo Vinícius Coelho e Ricardo Noblat. Já outros dez se classificaram para esta segunda etapa em duas categorias: Fábio Pannunzio, Fausto Macedo, Flavia Oliveira, Joelmir Beting, Jotabê Medeiros, Lucia Hippólito, Milton Neves, Miriam Leitão, Renata Lo Prete e Ricardo Kotscho. Uma curiosidade: na categoria Jornalista de Esportes/Mídia eletrônica, disputam pai e filho – Juca Kfouri (ESPN/UOL/CBN) e André Kfouri (ESPN).

Na categoria Agência de Comunicação, uma grande novidade. Entre as dez melhores agências do País, lá está a XPress Comunicação classificada para a segunda fase da competição! (Aeeeee! :D )

A todos que acreditaram no nosso trabalho e votaram na X, nosso muito obrigado. A toda essa equipe fantástica de profissionais que ralam à beça e fazem o trabalho da agência realmente acontecer, um obrigado ainda mais especial. Agora vamos rumo ao top 3! A votação para a escolha dos finalistas da 2ª fase já está aberta e pode ser feita por todos os usuários cadastrados no portal Comunique-se. Se você já votou na X na primeira fase, vote de novo! Se não votou, vote agora! :D

O que é Inovação para você?

Por Danilo Sousa

Muito vem sendo discutido na atualidade sobre a importância da inovação. Seja na estratégia de comunicação (como tratamos no post “Por que fazer diferente?”), na gestão de pessoas, de processos, de negócios e até na maneira como hoje consumimos, a bola da vez é, definitivamente, a nossa capacidade de inovar. Mas o que é inovação, afinal? Inovação tem a ver com colocar coisa nova no mercado? Tem. Em estar à frente da concorrência permitindo aos consumidores experimentarem produtos cada vez mais tecnologicamente inovadores? Também. Mas vai muito além.

Alguém lembra que em 2001 Bill Gates tentou emplacar um tal Tablet PC? Pois é! “Em cinco anos este será o formato de PC mais popular e vendido nos EUA”, disse ele. Deu certo? Sabemos que não. Uma década depois e aí está o iPad. Com mais de 9 milhões de unidades vendidas só neste segundo trimestre de 2011 é um dos grandes responsáveis por aquele que Steve Jobs já anunciou ser o melhor trimestre fiscal na história da companhia. Porque o “iPad da Microsoft” não deu certo? Não sei. Há quem diga que devido à insistência do próprio Gates que – até hoje – insiste na importância de itens acessórios como caneta e teclado removível.

E agora? Vale mais a pena ser quem fez primeiro, ou quem melhor? Quem inova de verdade? Em um evento recente voltado a profissionais de internet, Michel Lent (vice-presidente de estratégica do Grupo Pontomobi/RBS e um dos primeiros brasileiros a trabalhar com internet) deu a dica: “Pensar na tecnologia é cada vez mais irrelevante. O que importa e a relevância que ela tem para o usuário”.

Enquanto empresas em todo o mundo investem milhões em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento pensando em proporcionar ao público consumidor produtos e serviços cada vez mais “high-techs”, algumas investem pensando em proporcionar a melhor experiência de consumo, mesmo que seja re-inventando o que já esta por aí. Não foi assim que o Google desbancou o Yahoo Search - líder absoluto na época – ao oferecer melhores resultados em uma experiência de busca diferente daquela disponível até então? Não foi assim que o Facebook chegou aos 750 milhões de usuários re-inventando uma experiência de interação para a qual Orkut e MSN abriram as portas? Aliás, o próprio MSN já não foi um upgrade do ICQ?

Ainda acha coincidência que três das maiores e mais valiosas marcas do mundo tenham nascido desta premissa e ganho o mundo com a filosofia de oferecer experiências com as quais o consumidor escolha se envolver?

Por que fazer diferente?

Por Danilo Sousa

Se você trabalha na área de comunicação, publicidade, marketing ou em qualquer uma das áreas a estas relacionadas, provavelmente já se viu em situações onde precisou explicar ao cliente (ou ao patrão) por que ele deveria investir em uma estratégia de comunicação diferente, ousada, em que ninguém estivesse trabalhando. Se você não trabalha neste segmento de mercado, deve imaginar que isso é moleza, certo? Afinal, quem não gostaria de ser o primeiro a proporcionar algo novo ao consumidor? Pois é… O problema é que, infelizmente, na prática as coisas não são bem assim.

Enquanto em todo o mundo empresas de tecnologia investem milhões em pesquisa e desenvolvimento para proporcionar ao público consumidor produtos e serviços cada vez mais diferenciados, em contextos de comunicação as coisas parecem caminhar no sentido oposto. Enquanto as marcas líderes em seus segmentos – coincidentemente ou não – experimentam abordagens “fora da caixa” em comunicação e marketing, dezenas de outras se mantêm satisfeitas em fazer o básico.

Quem atua em Mobile Marketing, por exemplo, não me deixa mentir. Esbarrando em argumentos como “se a concorrência ainda não fez, não é o momento me preocupar com isso” ou “achamos que não é o momento, o consumidor talvez ainda não esteja pronto”, somente 7,5% das empresas brasileiras usam o Mobile para se relacionarem com os consumidores. Aliás, isso não soa um bocado estranho se relacionarmos estes dados ao fato de que desde o final de 2010 já existem mais celulares habilitados do que habitantes no Brasil? #EuHein

Ok! É bem verdade que muita gente já quebrou a cara investindo em contextos ditos “inovadores” em comunicação, mas péra lá né, minha gente! Há casos e casos. Quantas marcas já não tiveram suas investidas entre as mais lembradas – às vezes por mais de uma década – exatamente porque ousaram comunicar além do já manjado feijão com arroz? Os tempos são outros, o consumidor é outro, a abordagem precisa ser outra. Vivemos a década da “economia da atenção” e as empresas precisam entender que hoje competimos pela atenção do consumidor.

Comunicar de maneira eficiente não implica necessariamente que a mensagem chegue ao interlocutor e seja compreendida como o planejado? Então! Por que tantos gestores ainda insistem em comunicar na mídia errada, usando uma abordagem já sem graça ou em um contexto às vezes também equivocado? Falta de criatividade? Medo do novo? Não sei. Mas isso quer ou não quer dizer que “entender do seu negócio”, “entender de negócios” e “entender de comunicação” são coisas completamente diferentes?

Particularmente acredito que sim. Pensa diferente, igual? Comenta com a gente e vamos batendo um papo.

De qualquer maneira, ficam aqui mais alguns exemplos de ações em que, mais uma vez, algumas das marcas líderes em seus segmentos experimentaram abordagens inusitadas em comunicação e marketing e, não por acaso, se destacaram. Coincidentemente (ou não), todos estão entre os vídeos mais assistidos e comentados na web.

Atletas da Noite

Slow Motion

As Regras da Casa

Cantina Star Wars

O dia em que um sorriso parou São Paulo

Heineken – Um milhão de abraços

Convencendo o consumidor a gastar tempo e dinheiro com a sua marca

Por Danilo Sousa

De forma bem resumida, o Marketing Experiencial é focado em criar experiências que envolvam o consumidor e as marcas através da estimulação dos seus sentidos. No Brasil, apesar de ainda engatinhando, felizmente esta prática parece estar tomando corpo. Muitas empresas ligadas ao setor varejista, por exemplo, já vêm trabalhando a experiência de compra de seus clientes, criando, ambientando e promovendo ações interativas no ponto-de-venda.

Líder do mercado nacional de monitores e discos rígidos para PCs e uma das principais empresas no setor de telefonia celular, a Samsung já investe nesta prática há algum tempo. No Morumbi Shopping, em São Paulo, inaugurou em outubro de 2005 a Samsung Experience – a 5ª loja conceito da marca no mundo. Um espaço totalmente voltado à experiência e à interação dos consumidores com todas as linhas de produtos Samsung. Um convite aos amantes da tecnologia para uma total imersão dos sentidos em tecnológica, convergência e interatividade.

Mas se você quer saber como seria criar experiências que envolvam consumidores e marcas fora das zonas de conforto e dos grandes redutos costumeiramente comerciais, os exemplos a seguir são para você.

Em 2009, na Alemanha, a Nintendo foi aos banheiros de um shopping center promover o Brain Teasers (um conjunto de jogos que reúne quebra-cabeças, jogos de memória, sudoku e palavras-cruzadas). A campanha, que segundo o blog Promoview, foi idealizada pela Ogilvy de Frankfurt, proporcionava um tipo de interação totalmente inusitada. Impossível não se permitir gastar alguns minutos tentando solucionar as dicas dessa imensa palavra-cruzada.

Na Nova Zelândia, para promover a estréia da segunda temporada da série The Vampire Diaries, exibida aqui no Brasil pela Warner, a Colenso BBDO também inovou. Substituiu a água dos bebedouros em academias, salões de beleza, escritórios e outros locais públicos, por um suco avermelhado que imitava sangue. A ação foi o maior sucesso.

Voltando ao Brasil, recentemente foi a vez da Nívea, uma das companhias líderes mundiais em cuidados com a pele, promover uma genial experimentação de sua marca e produtos, também na capital paulista. O vídeo dessa ação, criada pela Lew Lara TBWA, você confere a seguir.

Na maioria das vezes nem se trata de algo complexo ou tecnologicamente inovador, mas de uma idéia criativa que convide ou estimule a interação das pessoas. Nestes casos em especial, meu conceito preferido sobre grandes idéias faz toda a diferença: “Grandes idéias são aquelas que convencem naturalmente o consumidor a gastar seu tempo e dinheiro com uma marca.”

E aí? O que acharam?

XPress Comunicação entrevista – Raí

por Fernanda Grilo

Já faz um tempo que a imagem dos jogadores de futebol está diretamente ligada a dinheiro e excentricidades como cortes de cabelo, brilhantes, carros, mulheres, escândalos, dribles, exposição e fama. Mas existem exceções. Um dos maiores ídolos do futebol nacional, o ex-jogador Raí, que teve sua vitoriosa trajetória marcada por passagens pelo São Paulo Futebol Clube, Paris Saint Germain e a seleção brasileira, sempre foi um bom exemplo de conduta e identificação com a torcida.

Por escolha e curiosidade, o craque optou por seguir carreira longe do futebol e hoje divide seu tempo entre os projetos pessoais e a Fundação Gol de Letra, criada há mais de 10 anos com o amigo e também ex-jogador Leonardo.

Na entrevista a seguir, Raí fala das experiências adquiridas após 11 anos longe dos campos, terceiro setor, relação com as mídias sociais, imprensa e como se preparou para deixar o futebol.

XCom: A Fundação Gol de Letra tem mais de 10 anos. Neste período quais foram as principais mudanças ocorridas no terceiro setor?

Raí: Com certeza houve uma profissionalização com inclusão de metas, objetivos, estratégias e planejamento. Isso porque as empresas se mostraram mais interessada em colaborar com as instituições e quem não se profissionalizou perdeu espaço por conta dessa seleção natural. Além disso, houve uma integração maior entre as instituições, redes, federações e movimentos, que se uniram para avaliar mudanças necessárias para a sociedade como um todo, mas sem perder o foco do trabalho. Por exemplo, o Movimento Nossa São Paulo reúne diversos setores da sociedade para promover iniciativas que possam recuperar os valores do desenvolvimento sustentável, da ética e da democracia participativa.  

XCom: Como é trabalhar com voluntários e colaboradores fixos no mesmo espaço? Há divergências? 

Raí: Na Fundação o voluntariado é sempre bem-vindo. Eles completam e agregam valor aos profissionais contratados, que são maioria em nossa ONG. Acredito que esse é o formato ideal.

XCom: Qual é o maior desafio para angariar fundos? Como se adaptar as constantes mudanças e buscar apoio da iniciativa privada?

Raí: Confiança e credibilidade são essenciais para receber o apoio necessário para desenvolver e implantar os projetos. Mesmo trabalhando sempre em cima desses pilares, houve um momento complicado para angariar fundos, pois as empresas criaram seus próprios institutos e fundações, o que reduziu as possibilidades. Mas agora todos já se adaptaram a esta nova realidade e há um bom espaço para trabalharmos.

Essas mudanças mostram que devemos estar abertos e atentos as novas possibilidades. Uma dica é regionalizar os trabalhos e buscar ajudar as comunidades em torno de onde estas grandes empresas estão instaladas. Com isso, fica mais fácil mobilizar parceiros locais e regionais.

XCom: Atualmente, a “moda” corporativa é investir em projetos de sustentabilidade. Estas ações podem tirar das ONGs as ajudas recebidas pelas empresas?

Raí: Sim, poderíamos perder espaço, mas o número de empresas no Brasil cresce junto com a economia do país e há espaço para todos. Além disso, os projetos de sustentabilidade, independente da atuação, têm se tornado uma obrigação dentro das instituições privadas.

XCom: No trabalho com a Fundação, qual foi o maior desafio pessoal que enfrentou com relação à administração e ajuda à comunidade?

Raí: Manter o foco é o maior desafio e que deve ser preservado. O trabalho da Gol de Letra tem como diretriz a educação, mas as comunidades demandam ajuda em questões como habitação e saúde, por exemplo. Sempre buscamos colaborar em ações diferenciadas, mas que não prejudique a essência do projeto.

XCom: Como as mídias sociais podem impactar na disseminação do terceiro setor?

Raí: Acredito que os principais benefícios estejam no reconhecimento e no grande potencial de mobilização que as mídias sociais possuem. Além da divulgação da causa e dos resultados dos projetos desenvolvidos.

XCom: Como você se relaciona com as redes sociais?

Raí: Eu tenho perfil no Twitter e no Facebook tanto da Fundação quanto da minha empresa – Raí 10 Promoções e Participações. Percebo que houve uma mudança significativa no relacionamento com o público-alvo e, cada vez mais, sou procurado para campanhas exclusivas para a mídia eletrônica.

XCom: E essas campanhas são consistentes?

Raí: Sim, os profissionais de marketing têm se especializado e apresentado propostas consistentes com objetivos claros de resultados e medição da experiência, que tem sido sempre positiva.

XCom: Como você vê a questão da “auto-exposição” da vida particular dessa nova geração do futebol brasileiro nas redes sociais? Você acredita que isso pode realmente fazer mal à carreira de um jogador, mesmo que ele seja um craque?”

Raí: Cada um faz o que quer (risos). Mas acho que esses meios devem ser usados com moderação, pois já existe uma exposição natural e não precisa de muito mais. Acredito mais nas aparições controladas por meio de uma estratégia de comunicação, como é o caso do Ronaldo (Fenômeno).

XCom: Há quanto tempo parou de jogar? Como foi esse processo? Você se preparou para isso?

Raí: Já faz 11 anos que estou longe dos campos. Quando retornei ao São Paulo minha intenção era jogar mais dois anos, por isso meu contrato foi assinado para este período. Fiz terapia antes de parar para não sofrer quando chegasse o dia de deixar o futebol.

XCom: Quais as suas funções atualmente? Como administra o seu tempo?

Raí: Meu tempo está dividido em 40% para a empresa e 60% para as ações sociais. Atualmente, a Fundação possui uma boa equipe e eu poderia me dedicar a outros projetos, mas esse trabalho me satisfaz e me mantém ativo.

XCom: Por que escolheu trabalhar longe do futebol?

Raí: Queria ter experiência em novos projetos. O futebol requer muito tempo e limita o conhecimento. Me planejei para trabalhar naquilo que sempre quis e gosto de fazer.

XPress inaugura espaço expositivo com a mostra ARquitetura

Exposição fotográfica apresenta dipticos com visões antagônicas e complementares

A XPress Assessoria em Comunicação inaugurou esta semana a exposição fotográfica  ARquitetura. Composta por dipticos (montagens de duas imagens) criados a partir de materiais do sócio da agência Sergio Ignacio e do diretor de redação, Rodrigo Dionisio, o conjunto busca reunir visões antagônicas mas complementares. A parede verde de um prédio se funde com uma praia deserta, a chuva na cidade se encontra com o céu iluminado por fogos em uma noite de Reveillon.

Com apresentação do professor e estudioso de artes e comunicação Carlos Avelino de Arruda Camargo, a mostra estréia o lounge da agência como espaço expositivo. O objetivo é reforçar uma veia artística que a XPress sempre teve, abrindo espaço para nossos colaboradores, parceiros e amigos possam mostrar trabalhos e expressões relevantes e com potencial para dizer algo sobre os tempos atuais. As obras ficam em exposição até 26 de agosto.

Criatividade, ousadia e o mercado mobile em alta

Por Danilo Sousa

Depois de extrapolar a marca dos 200 milhões de aparelhos e se tornar o quinto maior país do mundo em número de telefones móveis habilitados, o Brasil terminou 2010 com mais telefones celulares do que habitantes. Um número verdadeiramente assustador, se levarmos em consideração o fato de que o aparelho já foi considerado símbolo de status na sociedade.

Muito mais do que uma revolução cultural, os dados divulgados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) no começo de 2011 já indicavam outra grande revolução: o mercado mobile. Uma pesquisa feita pela Strategy Analytics revelou que as vendas globais de smartphones atingiram 293 milhões de unidades no ano passado – um número 94% maior do que o volume de aparelhos comercializados em 2009.

Segundo projeções do vice-presidente de telecomunicações da Samsung, Silvio Stagni, divulgadas ontem (28 de junho) durante o lançamento do Samsung Galaxy S II, em São Paulo, o mercado brasileiro deve totalizar 62 milhões de celulares vendidos este ano. Deste total, ainda segundo Silvio Stagni, cerca de 9 milhões serão smartphones. Previsões que, se confirmadas, representarão um incremento de 35% no volume total registrado em 2010 e de 114% na venda de smartphones, que chegariam a 15% da base total de aparelhos em funcionamento no país.

De olho em previsões de crescimento como estas – que vêm se confirmando por todo o mundo -, a oferta de novos serviços e aplicativos móveis também tem crescido a passos largos. Dados recém divulgados pela consultoria Internet Data Corporation (IDC) dão conta de que o volume global de downloads de aplicativos móveis deve chegar a 182,7 bilhões por ano até 2015. Um crescimento de quase 18 vezes, se compararmos ao total de 10,7 bilhões de apps baixados em 2010. O mobile payment, por exemplo, que é o uso dos telefones celulares como meio de pagamento, é um destes casos. Hoje, além de acessar seus e-mails, redes sociais, fotografar e jogar Angry Birds, você pode comprar ingressos para o cinema ou abastecer a despensa de casa via smartphone.

Novidades até aí? Não muitas, não é? Agora veja como uma ideia criativa e ousada da Tescos – uma rede coreana de supermercados – aumentou o seu faturamento com pedidos online em 130%, além de assumir a liderança no market share online e de estar próxima de atingir o primeiro lugar do offline. Criada em parceria com agência Cheil Worldwide, a ação foi premiada em Cannes neste ano.

É bem verdade que, do que chega por aqui, muita coisa é enlatada de fora e tantas outras ainda não funcionam como deveriam, mas ainda assim é impossível não sonhar alto com as infinitas possibilidades do mobile que se aproximam do nosso mercado.

Flash Mob: estratégia ou maluquice?

Por Danilo Sousa

O que leva milhares de pessoas a saírem de suas casas em diferentes partes do mundo, em mesmo dia e horário, para uma imensa guerra de travesseiros? Se você já sabe a resposta, muito bem. Se não, eu conto. Um dos Flash Mobs mais populares da web: o International Pillow Fight Day. De acordo com o site oficial do evento, a edição de 2011, realizada em abril, contou com a participação de Atlanta, Amsterdam, Austin, Baltimore, Bangalore, Barcelona, Belgrado, Belo Horizonte, Brasília, Buenos Aires e pelo menos outras 50 cidades espalhadas pelo mundo. Por que comecei este post falando sobre um Flash Mob? Eu explico.

O que um Flash Mob?

Os Flash Mobs são, resumidamente, uma febre mundial em compartilhar experiências coletivas através de ações de mobilização (de maior ou menor complexidade). Um grupo de pessoas se aglomera instantaneamente em um local público para realizar uma ação inusitada e previamente combinada, cumpre seu objetivo e logo se dispersa. Com as redes sociais digitais, a incidência destes eventos, que chegou a ser organizado via e-mail no passado, explodiu. Em razão de sua popularidade, algumas empresas embarcaram no modelo de mobilização e passaram a promover ações promocionais em um formato semelhante. Algumas o fizeram muito bem; outras infelizmente não.

Qual é a relevância disso para a minha marca?

A necessidade humana de tangibilizar as coisas é inegável. A ideia de levar para fora da web elementos habitualmente nela contidos não é de hoje. A grande questão é: que tipo de relacionamento as pessoas têm com a sua marca ou o seu produto, dentro e fora da web? Que experiências – positivas ou negativas – o seu produto tem proporcionado ao consumidor? Quanto tempo ele esta disposto a dedicar à sua marca em um contexto diferente do usual?

Numa tarde de domingo, por exemplo, pelas ruas do Brooklyn (EUA), mais de 2.000 pessoas caminharam com cachorros invisíveis. Participantes de todas as idades se espalharam pela região e agiram seriamente, como se nada de estranho estivesse acontecendo. A brincadeira foi realizada nos arredores da Rua Bergen, nº 51, onde funcionou a fábrica em que o brinquedo “Cachorro Invisível” foi inventado na década de 1970.

Um brinquedo que há décadas não é fabricado, sem oferecer qualquer vantagem ou apoiar a ação, levou 2.000 pessoas a saírem de suas casas em um domingo para o compartilhamento de uma experiência. Por qual marca ou produto você hoje estaria disposto a fazer o mesmo?

Em parte talvez estejamos voltando atrás no processo de digitalização do relacionamento humano, mas a contar pelo sucesso e adesão de todo tipo de iniciativa e tecnologia que estimule interações offline, este parece ser o caminho. O ser humano está cada vez mais carente de experiências reais, com pessoas reais, em um mundo real. Se antes as pessoas se trancavam em casa para conversar até com o vizinho através da internet, hoje as pessoas se conectam através das redes sociais para promover e compartilhar experimentações cada vez menos virtuais. A tecnologia deixou de ser um fim, para se tornar um meio. Um meio através do qual as pessoas têm o poder de decidir se aceitam participar da experiência que o marketing entrega pronta, ou se criam suas próprias experiências de interação. Interação que pode, ou não, acontecer entre ele e a sua marca. As campanhas que você aprova é que vão dizer.

O Google e seus novos especialistas.

Por Danilo Sousa

Nos dias em que vivemos é impossível negar que os sites de busca sejam ferramentas essenciais para o uso da internet. Afinal, mesmo com tanto compartilhamento de conteúdo através das redes sociais, ainda são principalmente eles (os buscadores) quem ajudam o usuário a encontrar o conteúdo que lhe é relevante em meio a tanta informação.

O sucesso do Google, por exemplo, está ligado exatamente ao fato de que ele disponibilizou com maior eficiência o conteúdo que as pessoas queriam encontrar. E talvez não haja nada mais frustrante do que não encontrar – principalmente na internet – aquilo o que se está procurando (acho que todo mundo aqui já deve ter passado por essa irritante situação, incluindo a antiga Barsa!).

Por isso, se do lado digamos… não humano da coisa, os motores de busca  trabalham incansavelmente indexando toda essa informação, do outro tem muita gente trabalhando para que (principalmente) o Google consiga encontrar e indexar “corretamente” esse conteúdo às buscas.

O grande barato disso é que dessa necessidade de encontrar e se fazer encontrar na rede nasceu um novo tipo de profissional: O profissional de SEM. Hein? Vamos lá…

Fabio Ricotta (Co-Fundador da MestreSEO) define SEM, ou Search Engine Marketing, como um conjunto de técnicas de Marketing na Internet que tem por objetivo a promoção de um site (ou blog) nas páginas de resultado de um buscador e que podem ser divididas em duas categorias: SEO e Links Pagos (não necessariamente na forma de links patrocinados na página de busca).

O termo SEO, ou Search Engine Optimization, foi usado pela primeira vez pela Multimedia Marketing Group (MMG) e diz respeito a um conjunto de técnicas, métodos e/ou estudos que visam melhorar o posicionamento de suas páginas no mecanismo de busca.  Assim, quando um usuário digita no mecanismo de busca uma palavra-chave, o objetivo do SEO é fazer com que uma (ou várias) das páginas do seu site apareça entre os primeiros resultados da busca orgânica.

E se você aparece mais, e com maior destaque, aumenta a visitação do seu site (ou blog), podendo aumentar (e muito) não somente a exposição do seu produto ou conteúdo, mas também suas vendas em um site de e-commerce, por exemplo.

Em outras palavras, conhecendo como funcionam os indexadores de conteúdo, os motores de busca, as ferramentas, os estudos e as técnicas de SEO para cada situação, é possível melhorar sua presença e destaque nas páginas dos sites de busca. É possível, por exemplo, conseguir um posicionamento melhor do que os seus concorrentes nos resultados de busca. E ninguém sabe mais sobre como fazer isso do que um bom profissional de SEM e SEO.

Mas veja bem… Embora pareça (e somente pareça), SEM e SEO não são algo simples de se fazer. Para serem bem feitos e realmente proporcionarem os bons resultados possíveis, é preciso que você no mínimo consulte um bom profissional/especialista.

Mas muito cuidado! Procure referências no mercado de comunicação digital. Afinal, de médico, louco e especialista em SEO todo mundo tem um pouco.

Mais do que estar, é preciso saber estar nas redes sociais.

Por Danilo Sousa

De acordo com o relatório da CCT (Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática) divulgado no último dia 7, 100% dos brasileiros estarão em alguma rede social até 2014. Segundo Demi Getschko, diretor do núcleo de informação e coordenação do Ponto BR e do Comitê Gestor da Internet (CGI), atualmente cerca de 67% dos brasileiros já estão em alguma rede social. As regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste são as que apresentam o maior número de pessoas conectadas no País. A questão é: Isso é bom, ou ruim?

Das mais brandas às incrivelmente bizarras, não é de hoje que a nação do futebol comete gafes no ambiente digital. De gente simples à personalidades políticas, de jogadores de futebol a gestores de grandes empresas e perfis corporativos, não é preciso pesquisar muito para validarmos a idéia que além de estar, é preciso saber estar nas redes sociais. Além de preservar a imagem pessoal e profissional do usuário, o exercício de algumas condutas simples faz toda a diferença no ambiente 2.0. Quando falamos de um perfil corporativo isso fica ainda mais gritante. A situação – muito mais delicada – pode não apenas trazer prejuízos financeiros, mas principalmente à reputação da marca. A projeção dos já tradicionais #fails pode gerar uma crise global em questão de horas. (E não é brincadeira!)

Neste cenário, onde qualquer erro pode ser uma ameaça à reputação e ao relacionamento da empresa com seus clientes, não é difícil entender por que o trabalho de conclusão de curso “Como acabar com sua #empresa em apenas 140 caracteres”, da publicitária Carolina Lima, precisou virar livro. A publicação que será lançada oficialmente na noite de hoje, em Florianópolis, tem como objetivo alertar e ajudar corporações e profissionais da área da comunicação e internet a entenderem qual é a melhor maneira de se comunicar no Twitter sem cometer equívocos.

O prefácio escrito por Martha Gabriel, uma das maiores especialistas em Marketing no ambiente digital, talvez seja a dica do que esperar de um dos lançamentos mais comentados da “twittosfera”: Um manual completo sobre o que as empresas devem ou não devem fazer em sua comunicação no microblogging.

Para mais informações sobre o lançamento de Como acabar com sua #empresa em apenas 140 caracteres, acesse a Fanpage do livro.

Você está pronto para enfrentar uma crise?

Por Danilo Sousa

Toda crise é, resumidamente, uma situação que ameaça causar danos a alguém. O problema é que hoje, com a internet e as redes sociais, todos estão sujeitos a este tipo de evento. Um pequeno incidente mal administrado, que poderia ser evitado – e até resolvido – com ações simples, pode se tornar uma crise global em questão de horas. Não é à toa que alguns dicionários usam a expressão “um momento perigoso e decisivo” para definir o que uma crise quer dizer.

Dizer que a sua marca não irá oficialmente às redes sociais para não se expor já não é exatamente uma opção. Esteja você de acordo ou não, a sua marca está no Orkut, no Facebook, no Twitter, e todos os dias as pessoas falam sobre ela. Se isso é bom ou ruim, depende. Na internet a única certeza é a de que mais cedo ou mais tarde, mesmo sem saber, em maior ou menor grau, todos enfrentaremos algum tipo de crise. Mesmo “off-line”, a sua marca fará (ou deixará de fazer) algo que irritará alguém, e isso vai repercutir em algum cenário.

No Congresso Mega Brasil de Comunicação, que aconteceu entre os dias 24 e 27 de maio, em São Paulo, Marcelo Alonso (Vivo) se mostrou atento à nova realidade do mercado ao compartilhar sua visão sobre o profissional de comunicação do futuro. “É aquele que tem alguma habilidade em administrar o caos, porque nós certamente perdemos o controle de nossas marcas.” Mesmo assim, apesar de inevitável, ainda é pequeno o número de gestores preparados para lidar com uma situação de crise em tempos de web 2.0.

Mas antes de pensarmos em como gerir uma crise, que tal pensarmos em como evitar que ela se instale?

Quais são os cenários críticos possíveis?

Tente estar preparado antes de a crise acontecer. A professora Martha Gabriel, especialista em marketing digital, aponta este levantamento como primordial: Quais são os cenários críticos possíveis? Identifique-os e elabore um Manual de Crises. Que medidas devem ser tomadas no caso de alguma destas fraquezas culminar em um evento problemático? Em um momento de crise declarada é muito comum as pessoas se desesperarem e agirem por impulso, muitas vezes sem nenhuma organização. Não é raro que algumas decisões, tomadas “no calor dos acontecimentos”, piorem uma situação já muito ruim.

Tenha uma boa estratégia de conteúdo.

Na internet há um ditado famoso entre os seus usuários mais ativos: Você é tão bom quanto o conteúdo que produz.  Eu faria apenas um adendo: “Você é tão bom quanto o conteúdo que produz… e as interações que proporciona.” Bom conteúdo e laços fortes são suas melhores armas. Se você tem um histórico de bom relacionamento com seus consumidores na web, compartilhando conteúdo relevante, informações privilegiadas e promovendo uma consistente interação com a marca, fatalmente terá conquistado seguidores, amigos e fãs evangelizadores da marca. Eles serão algumas de suas melhores defesas se (ou quando) os ataques começarem a surgir. Apoiado por esta galera talvez a crise não dure mais do que alguns Retwittes.

Nos casos em que a crise inevitavelmente explodir, saiba o que fazer.

A transparência é sempre o melhor remédio.

Não permita que se crie um “abismo informacional” entre a marca e o consumidor. Isso vale para qualquer tipo de crise e não dá margem para rumores e suposições. Quando uma pessoa faz um comentário, pode até ser um incidente isolado. Se várias dizem o mesmo, verifique o quanto antes o que está acontecendo. Se uma falha realmente aconteceu, assuma o erro e peça desculpas. Este tipo de ação inspira transparência e comprometimento. Mesmo que o consumidor seja mal educado em sua manifestação, ele merece ter o seu questionamento respondido e o seu problema resolvido. Não adianta criar caso e bater de frente.

Use a expectativa a seu favor.

Se não conseguir um diagnóstico imediato, faça um pronunciamento. É preferível receber um “Estamos verificando o problema (ou a informação recebida) e faremos um pronunciamento oficial nas próximas 24 horas” do que ser ignorado. Estipular um prazo, como no exemplo acima, também é muito importante. Minimiza os rumores e deixa clara a preocupação da marca em esclarecer a situação e resolver o problema.

Fique atento à fragmentação da informação.

Em momentos de crise é comum que as pessoas peguem carona no burburinho e compartilhem nas redes sociais os detalhes que costumeiramente são (ou parecem ser) os mais polêmicos, fragmentando e descontextualizando a informação, criando lacunas “misteriosas”. Isso cria uma via de informações desencontradas, o que é extremamente prejudicial. Quando a marca toma a frente da situação, identificando seus cenários críticos e se posiciona como fonte oficial da informação, este tipo de cenário não se sustenta e, com o fim do mistério, o alcance da crise fica muito diminuído.

O Social Mídia Brasil em 13 frases.

Por Danilo Sousa

Depois de reunir no post “O que fica do #smbr11?” os slides de algumas das palestras mais aplaudidas do Social Media Brasil 2011, desta vez reunimos alguns dos comentários e reflexões mais marcantes do evento. Se você não acompanhou a hashtag oficial durante os dias 03 e 04 de junho, vale à pena dar uma olhada no que disse essa galera enquanto discutia as redes sociais como meio transformador da realidade social, e do marketing digital. Se você esteve por lá, mas não tomou nota, aproveite!

“Geração Y, Mídia Social, Redes Sociais. Não são nada além de jargões publicitários criados para dar novos nomes a coisas que já existiam.” (José Carlos Rodrigues)

“Atribuir sentido às marcas se torna cada vez mais papel da mídia social.” (Marcelo Coutinho)

“Respeite o espaço do usuário. Participar da conversa alheia tem limite. Se o usuário não interagir, não insista!” (Marcelo Salgado)

“Escutar é diferente de monitorar.” (Adriana Kevill)

“O profissional de social media não pode ser afobado. Precisa analisar o universo da marca antes de qualquer coisa” (Juliana Lima)

“Os funcionários tendem a acreditar que a sua marca é importante porque respiram esta marca todos os dias. O consumidor na verdade não está nem aí.”  (José Carlos Rodrigues)

“Uma pessoa fazendo uma crítica é uma situação pontual. Várias dizendo a mesma coisa quer dizer que o negócio está feio.” (Marcelo Salgado)

“Facebook não é a estratégia. Ele deve ser uma ferramenta dela” (Thiago Nascimento)

“Não pense em Social Media. Pense em idéias!” (Philippe Bertrand)

“Curtir a sua fan page precisa ter valor. Precisa fazer sentido para o consumidor.” (Ruben Quinones)

“Transparência não é lavar roupa suja na web.” (Adriana Kevill)

“Todos os processos de uma empresa se transformarão em processos sociais em maior ou menor escala” (Fabio Cipriani)

“Interaja! Antes de pedir, dê algo em troca.” (Pablo Augusto)

O que fica do #smbr11?

Por Danilo Sousa

A falta de internet wireless naquele que muitos consideravam um dos maiores eventos sobre redes sociais na América do Sul com certeza decepcionou. Mas depois de quase 80 palestrantes, painelistas e entrevistados socializando e discutindo as redes sociais como meio transformador da realidade social, o que fica do Social Media Brasil 2011 além da hashtag #wififu?

Em um resumo do que aconteceu nos dois dias do evento, neste artigo você encontra a maioria dos slides usados pelos palestrantes em algumas das palestras mais aplaudidas do #smbr11. Para assistir, clique no título de cada uma delas. No próximo artigo, algumas das citações mais marcantes e compartilhadas através hashtag oficial do evento.

Primeiro dia de evento (03/06)

Lelo Zanoni (Tercerclick) que discutiria Jornalismo e Social Games como revolução da comunicação não pôde comparecer. Em seu lugar, José Carlos Rodrigues (Walt Disney Company) falou sobre o Club Penguin. Uma ilha virtual coberta de neve onde as crianças podem jogar e interagir em um divertido “playground” on-line. Um case sensacional sobre como proporcionar experiências cada vez mais relevantes e impactantes entre o consumidor e a marca.

Marcelo Salgado (Bradesco) com a palestra “SAC 2.0 – Como manter o controle do atendimento e não deixar a bomba explodir” nos deu uma visão um pouco mais estratégica sobre aquilo o que a empresa vem fazendo nas redes sociais, especialmente no Twitter.

Mauricio Vargas (Reclame Aqui) e Renato Vertemati (O Boticário) promoveram o debate “Estão falando mal de sua marca, mas e daí?”. Nesta etapa, os impressionantes números do Reclame Aqui foram o ponto alto de uma discussão morna. 

Patrícia Teixeira (Trixie), mestre em comunicação organizacional, falou sobre as diferenças entre gestão de crises e gerenciamento de crises exemplificando sobre a importância da elaboração de um Manual de Crises e de um mapa das vulnerabilidades da empresa na palestra “Gestão e Gerenciamento de Crise nas Redes Sociais”.

Em uma das etapas mais interessantes e aplaudidas do evento, Bruno Tozzini e Philippe Bertrand (DM9DDB) trouxeram ao palco do #smbr11 a palestra “Social Content – Na vibe do branding do futuro”.

Ruben Quinones (Path Interactive), também muito aplaudido, trouxe diversos estudos sobre fan pages na palestra “Como criar e manter uma fan page de sucesso”.

Segundo dia do evento (03/06)

Adriana Kevill (KRT Marketing), na palestra “Social Media & Marketing integrado: O que há de novo?”, falou sobre o novo consumidor, as diferenças entre escutar e monitorar e a importância de as empresas irem além das “tentativas” de mudança.

Pablo Augusto (Link Building) falou sobre indexação de conteúdo nas redes sociais e estratégias de Link Building na palestra “Link Building – Redes sociais auxiliando no posicionamento no Google”.

Fabio Cipriani (Deloitte), na palestra “Mapeamento do uso das redes sociais nas empresas”, trouxe dados da pesquisa em que embasou o livro Estratégia em mídias sociais, que tem como objetivo mostrar às empresas que essas novas tecnologias usadas na comunicação não são passageiras e que o pensamento “minha empresa não se encaixa nesse modelo” não pode mais existir no mundo conectado.

Juliana Lima (Consultora), na palestra “Além do Like: Como escapar da mesmice competitiva”, falou sobre as novas regras de utilização do Facebook como ferramenta de comunicação e marketing e nos mostrou como a Zappos (e-commerce de calçados), por exemplo, se tornou um grande case no que diz respeito a proporcionar uma experiência que vai além do consumo de seus produtos, começando com um excelente endomarketing.

Estevão Soares (Admit), trazendo um assunto técnico de maneira muito descontraída, compartilhou na palestra “Métricas e KPIs: Como medir o seu desempenho na prática” uma série de links e ferramentas muito interessantes para a mensuração de resultados.

Os palestrantes citados acima são apenas alguns dos que estiveram presentes no Social Media Brasil 2011. Mesmo entre os citados, alguns slides ainda não estavam disponíveis até a publicação deste texto. Se você já os encontrou, compartilha com a gente. Os créditos pelo achado serão devidamente relacionados.

Social Media Brasil 2011 – Manual de bordo

Considerado o evento mais importante sobre redes sociais da América do Sul, começou nesta sexta-feira a terceira edição do Social Media Brasil. Sediado no Fecomercio, em São Paulo, o #smbr11 promete trazer os mais importantes pensadores, estrategistas e entusiastas das redes sociais mundiais para dois dias de muito conteúdo, discussão e interação.

Os temas, sempre criados com base no que o mercado necessita e no que o público pediu, são mais uma vez o ponto alto da realização. Entre as oito grandes figuras responsáveis por formatar o conteúdo deste ano estão Eric Messa (FAAP), Alexandre Inagaki (Consultor e produtor de conteúdo), Guilherme Valadares (Papo de Homem) e Roberto Aloureito (Tecnisa).

Serão mais de 80 palestrantes, painelistas e entrevistados, socializando e discutindo as redes sociais como meio transformador da realidade social. Para dar conta de tanto conteúdo, o evento foi essencialmente dividido em duas salas. Uma reservada à palestras (nacionais e internacionais) e outra – mais interativa – à entrevistas e discussões.

Se por algum motivo, razão ou circunstância você perdeu o prazo de inscrição e/ou o primeiro dia do evento, #ficaadica: Acompanhe a hashtag #smbr11 e fique por dentro de tudo o que ainda vai rolar neste sábado. Apesar de um e-mail recebido por volta das 23h45 de ontem alertar que devido a problemas técnicos o #smbr11 não contaria com sinal Wi-Fi, Social Media é Social Media e o smartphone está rolando solto.

Mais uma dica: Se você não esteve por lá hoje, e por isso ainda não fez o seu credenciamento, chegue cedo. Como o número de participantes é muito grande, você pode levar algum tempo para conseguir retirar sua credencial.

Para dar uma mãozinha na hora de compor o seu roteiro para este segundo dia do evento, separamos alguns nomes, palestras e painéis que você não pode perder. A relação completa você encontra no site do evento.

Dia 04/06 (Sábado)

9h10 – Sala 2: Métricas em social media: “por que não podemos ser amigos?”
Solon Brochado (ADBAT), Natalia Traldi (AgênciaClick ), Tiago Lee (Wunderman ) e Leonardo Naressi (Direct Performance)

10h40 – Sala 1: Link building – Redes sociais auxiliando no posicionamento no Google.
Pablo Augusto (Link Building)

12h – Sala 2: Sociologia, comportamento na internet e mudanças nas relações humanas.
Guilherme Valadares (Social Content) e Marcelo Coutinho (Terra).

14h40 – Sala 1: Métricas e KPIs: Como medir o seu desempenho na prática.
Estevão Soares (Admit)

15h20 – Sala 1: Inovação evolutiva para a web.
Dhaval Chadha (Cria Global)

16h – Sala 2: Transmidia transformando a comunicação que conhecemos.
Flourish Klink (The Alchemists)

COMO CHEGAR:

Metrô:
Desça na estação Trianon-MASP, que está localizada na linha verde. Desça pela rua a direita do MASP e procure as escadas que dão acesso a Avenida Nove de Julho. Chegando a Avenida Nove de Julho siga no sentido centro. Quando houver uma bifurcação, mantenha-se à direita.

Estacionamento:
O Fecomercio possui estacionamento próprio. Porém, nas proximidades também há outros estacionamentos mais em conta.

Que influência você exerce nas redes sociais?

Por Danilo Sousa

Se você está nas redes sociais e acompanha o dia-a-dia destas ferramentas de relacionamento, provavelmente já leu algo sobre a influência que alguns usuários exercem sobre suas esferas de relacionamento e até sobre as decisões tomadas por seus amigos, fãns ou seguidores no mundo offline. Mas como saber se você é um influenciador na esfera de relacionamentos da qual faz parte?

Se você também já se fez essa pergunta e quer saber o nível de influência que você exerce sobre as pessoas a quem está conectado através das redes sociais, o The Social List pode ser um indicador bem interessante. Lançado recentemente pelo The Sunday Times, o novo serviço é uma mão na roda para quem é viciado em Twitter, Facebook, LinkedIn ou Foursquare e quer ter alguma “posição social relevante” na internet.

Você só precisa conectar o The Social List aos perfis que você mantém nas redes sociais e clicar em “View Results”. É bem simples e rápido. Em poucos segundos ele destaca os perfis mais influentes baseado no interesse que os seus seguidores e amigos têm em relação ao conteúdo e à periodicidade em que você posta. O ranking é atualizado diariamente.

O primeiro veículo 100% elétrico produzido em larga escala no mundo.

Ao lado de Michael Bloomberg, prefeito da cidade de Nova Iorque, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, chegou há pouco ao Parque do Ibirapuera dirigindo um Nissan LEAF, carro oficial do C40 São Paulo.

Lançado em 2010 no Japão, EUA e em alguns países da Europa, o Nissan LEAF revolucionou o conceito de mobilidade e marcou uma nova era para a indústria automotiva. Neste ano, conquistou o principal reconhecimento do setor automotivo, o prêmio “Carro do Ano 2011” nos EUA, além do “Carro do Ano” na Europa, “Top Safety 2011” e o “Top Safety Rating”.

Como forma de reforçar o comprometimento às questões ambientais, a Nissan do Brasil disponibilizou 10 unidades do Nissan LEAF para serem utilizadas no evento, sem emitir CO2 e outros gases que contribuem para o efeito estufa.

Primeiro veículo 100% elétrico produzido em larga escala no mundo, o Nissan LEAF é o carro oficial do C40 São Paulo – evento que reúne prefeitos das maiores cidades do mundo na capital paulista até o próximo dia 3 de junho para discutir experiências sobre como enfrentar as mudanças climáticas do planeta.

Você encontra fotos em alta resolução no próprio site Nissan.

Sobre o C40

O C40 é um grupo formado pelas maiores cidades do mundo comprometido em criar ações contra as mudanças climáticas. As cidades têm papel estratégico essencial em atuar no combate às mudanças climáticas, já que têm responsabilidade por causá-las de forma desproporcional. Por conta disso a importância das cidades trabalharem juntas, liderando e agindo como catalisadoras da causa. David Miller, prefeito de Toronto, é o atual Presidente do C40. Em 2006 “Clinton Climate Inciative”, projeto da “William J. Clinton Foundation”, tornou-se parceiro de destaque do C40. São 40 cidades participantes: Addis Ababa, Atenas, Bangkok, Pequim, Berlim, Bogotá, Buenos Aires, Cairo, Caracas, Chicago, Delhi, Dhaka, Hanói, Hong Kong, Houston, Istambul, Jacarta, Joanesburgo, Karachi, Lagos, Lima, Londres, Los Angeles, Madri, Melbourne, Cidade do México, Moscou, Mumbai, Nova Iorque, Paris, Filadélfia, Rio de Janeiro, Roma, São Paulo, Seul, Shangai, Sidnei, Toronto, Tóquio e Varsóvia. Cidades afiliadas (19): Amsterdam, Austin, Barcelona, Basiléia, Changwon, Copenhague, Curitiba, Ho Chi Minh, Heidelberg, Milão, Nova Orleans, Portland, Roterdã, Salt Lake City, São Francisco, Santiago, Seattle, Estolcomo, Yokohama.

Sobre a Nissan do Brasil

Presente no Brasil há 10 anos, a Nissan mantém um parque fabril em São José dos Pinhais (PR), onde produz atualmente a picape Frontier e os modelos da família do monovolume Livina – Livina, Grand Livina e X-Gear. Conta ainda com uma rede de 109 concessionárias presentes nos 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal. A marca ainda oferece para o mercado brasileiro o Nissan Tiida, Tiida Sedan e o Nissan Sentra.

Sobre a Nissan

A Nissan Motor Co., Ltd., segunda maior empresa automotiva japonesa por volume, está situada na cidade de Yokohama e compõe a Aliança Renault-Nissan. Em 2010, operando globalmente com mais de 150 mil colaboradores, forneceu ao mercado mundial mais de 4 milhões de veículos. Com o compromisso de desenvolver produtos inovadores e para todos, a Nissan oferece uma vasta gama de veículos movidos a combustíveis eficientes e de baixa emissão, sob as marcas Nissan e Infiniti. Pioneira no conceito de mobilidade com zero emissão, a Nissan fez história ao lançar o Nissan LEAF, o primeiro veículo 100% elétrico desenvolvido para o mercado de massa, vencedor de vários reconhecimentos internacionais, como o prestigiado prêmio Carro Europeu do Ano 2011.

Para mais informações sobre produtos, serviços e o compromisso da marca com a mobilidade sustentável, visite o website Nissan.

In God we trust…

Por Cristina Toletti*

“All others must bring data.” A frase, atribuída ao estatístico e consultor americano W. Edwards Deming, deve começar a reverberar nas agencias de RP preocupadas em embasar os resultados de suas ações de comunicação com dados e adotar uma linguagem de negócios com seus clientes para, entre outros benefícios, valorizar o trabalho e aumentar o reconhecimento da atividade por parte dos executivos mais céticos.

Um dos desafios da indústria de Comunicação/RP é desenvolver métricas que possam contribuir com dados para os modelos do marketing mix de seus clientes. No entanto, não basta mensurar e apresentar gráficos sem a adoção de critérios. Para nortear e melhorar a performance de comunicação é preciso aplicar um sistema de métricas sobre o que é realmente importante mensurar para  demonstrar se uma campanha de relações públicas atingiu com eficácia as metas estabelecidas no plano de comunicação.

Lamentavelmente, alguns profissionais atribuem à coluna de despesas o custo com monitoramento e mensuração de resultados, sem contar os que ainda atrelam o retorno de comunicação à desgastada fórmula custo/centimetragem para mensurar resultados.

Esta prática, também conhecida como AVE (Advertising Value Equivalent), foi refutada pelos participantes da 2a Cume sobre métricas de comunicação, que aconteceu em junho de 2010, em Barcelona, quando representantes de mais de 30 países acordaram um padrão global de métricas para a atividade de Relações Públicas.

Do encontro resultou a declaração dos Princípios de Barcelona, com 7 pontos–chave que também servirão de base para nortear o próximo evento sobre métricas de RP, que acontece em setembro de 2011, na Filadelfia (EUA).

Os 7 princípios abaixo introduzem uma plataforma sobre as maneiras, digamos,  certas e erradas de mensurar as ações de RP:

1 – É fundamental definir metas e processos de avaliação/medicão com        objetivos quantitativos: focar em quem, o quê, quando e quanto impacto se espera de uma campanha de Relações Públicas.

2 – Mensurar o efeito dos resultados é preferível à contabilizar clipping.  Entenda-se por resultados, possíveis mudanças na atitude ou comportamento relacionadas à reputação corporativa, valor da marca, doação, compras, políticas públicas, engajamento dos colaboradores ou qualquer outra mudança dos stakeholders em relaçào à empresa, ONG, entidade; assim como as mudanças de comportamento e atitude dos próprios stakeholders.

3 – O efeito nos resultados dos negócios pode e deve ser medido sempre que possível. Isso significa que para se quantificar os esforços de RP será preciso integrar a análise de mídia com web analytics, CRM (Consumer Relationship Management) e MMM (Marketing Mix Modeling).

4 – Mensurar os resultados na mídia requer quantidade e qualidade – não basta contabilizar notícias, deve se levar em consideração a qualidade da cobertura, isto é, entre outros, tom, credibilidade e relevância do meio para os stakeholders. Qualidade pode ser definida como positiva, negativa ou neutra.

5 – O AVE (Advertising Value Equivalent ou custo/centimetragem) não mede o valor de uma ação de Relações Públicas, nem as perspectivas/tendências da atividade.

6 – A atividade de Mídias Sociais pode e deve ser medida (ufa!)

7 – A transparência na metodologia e sua replicabilidade em todas as etapas do processo são fundamentais para uma avaliação legítima.

Certamente, trata-se de um primeiro passo no sentido de se tentar chegar num padrão de métricas, mas está longe de encerrar a discussão. É importante customizar as métricas levando em conta os objetivos do cliente e encontrar os parâmetros que melhor se ajustam ao processo. Embasados em dados, seremos mais assertivos. Que venham os dados!

*Cristina Toletti é Sócio-Diretora da XPress Comunicação.

Nissan anuncia novo Chairman para Américas.

São José dos Pinhais, 30 de maio de 2011 – A Nissan Motor Co. Ltd., anunciou hoje mudanças na sua equipe de liderança sênior. Colin Dodge, atualmente vice-presidente executivo, Chief Performance Officer da Nissan  global e presidente da região AMIE (incluindo África, Oriente Médio, Índia e Europa) vai assumir a responsabilidade adicional como Chairman da região das Américas (incluindo América do Norte, Central e do Sul). A mudança efetiva será dia 13 de junho. Em seu papel como Chairman da Nissan para as Américas, Colin está sucedendo Carlos Tavares, que foi anunciado hoje como Chief Operating Officer da Renault.

Como vice Chairman para as Américas, a Nissan anuncia a nomeação de Bill Krueger, que irá se reportar a Dodge e será responsável pelas operações do dia-a-dia da Nissan Américas, incluindo os EUA, Canadá, México, Brasil e outros 37 países da América Latina e Caribe.

Sacolinha Plástica. Sua rotina vai mudar.

Por Danilo Sousa

Na última quinta-feira, dia 19 de maio, foi sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab a lei que proíbe a distribuição e a venda de sacolas plásticas para acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas nos estabelecimentos comerciais da capital paulista. Supermercados, shoppings, lojas e comércios ficam ainda obrigados a fixar um aviso informativo, em local visível ao público, com a inscrição: “Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis!

Algumas organizações paulistas são contra a lei, defendendo que o impacto ambiental causado pelo “ciclo de vida” das sacolas plásticas não é tão significativo em comparação com as opções “reutilizáveis”. Mas a população de um modo geral parece ter aprovado a decisão.

E o que muda no dia a dia do consumidor depois da proibição? Que opções já existem para substituir as sacolas plásticas convencionais? Você que, assim como eu, contribuía para a estatística Ibope de que no Brasil “quase 100% das sacolas plásticas são reutilizadas como sacos de lixo” #comofaz?

Para contornar a falta que as sacolinhas plásticas farão no lixinho de casa ou no trajeto do supermercado até a despensa, sem desrespeitar a lei ou o meio ambiente, separamos algumas opções que o pessoal da XPress Comunicação encontrou por aí.

Caixa de Papelão: alguns estabelecimentos, especialmente supermercados e atacadistas, já estão disponibilizando caixas de papelão na intenção de oferecer ao cliente uma opção gratuita para o transporte de suas compras. Mas no quesito higiene, esta opção – que reaproveita as caixas usadas na estocagem dos produtos – é a grande vilã. Análises microbiológicas revelaram grande quantidade de fungos, bactérias e diversos microorganismos nocivos à nossa saúde nas caixas de papelão distribuídas pelos supermercados.

Sacola plástica biodegradável: as sacolas biodegradáveis são bem parecidas com as sacolas de plástico comum, mas, por serem feitas com material orgânico, se decompõem em até 180 dias. No Brasil, a Extrusa-pack produz as modalidades biodegradáveis e compostáveis (que se transforma em adubo), à base de amido de milho, usando a tecnologia desenvolvida pela BASF. Segundo a fabricante, o produto se decompõe em poucos meses, sem deixar substâncias tóxicas no solo. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, você encontra esta opção na Magia Embalagens, principal distribuidora da marca. Além das tradicionais “sacolinhas de mercado”, existem modelos de diversos tamanhos, para todos os tipos de cesto de lixo.

Sacola de Tecido: popularmente chamadas de Ecobags ou Sacolas Sustentáveis, as sacolas confeccionadas em algodão ou poliéster também são uma opção interessante. Você as encontra à venda nos próprios supermercados, em variações de preço que vão de R$3,00 a R$30,00. Se preferir um modelo um pouco maior, encontramos também a sacola ecológica retornável CABE-TUDO.

Carrinhos de Feira: se as suas compras não couberem dentro de uma sacola de tecido, há sempre a opção do famoso “carrinho de feira”. Se preferir um modelo mais estiloso, já existem opções totalmente inovadoras (com estampas psicodélicas, florais, listradas). No Brasil, encontramos a Casambiente disponibilizando alguns destes modelos “Eco-fashions”.

Faça sua escolha e vamos às compras. O mundo agradece.

ROI em Mídias Sociais: não perca estes 5 indicadores de vista!

por Danilo Sousa *

Muitas empresas ainda se perguntam (e nos perguntam) se é possível medir o retorno de uma campanha de SMM (Social Media Marketing). É uma tarefa complexa, que depende muito do objetivo de cada campanha e do uso correto (e conjunto) das ferramentas disponíveis, mas, sim, o ROI (Return On Investment) em Social Media é perfeitamente mensurável.

Tradicionalmente, o ROI é medido em um contexto puramente financeiro. Mas em se tratando de Mídias Sociais, e de Redes Sociais principalmente, algumas coisas não são tão facilmente quantificadas. Afinal, mais do que identificar padrões de comportamento, estamos falando de quantificar interações entre pessoas e produtos e entre consumidores e marcas. E não se trata apenas de chegarmos aos famosos números confiáveis, mas de entender para onde estes números nos conduzem e o que exatamente querem dizer dentro de cada contexto.

Alguns elementos desta interação são tão complexos e difíceis de rastrear, que uma pesquisa realizada em 2009 pela Mzinga and Babson Executive Education apontou que 84% dos profissionais entrevistados não mediam o ROI de suas campanhas em Mídia Social.

Mas se é tão difícil assim, por onde começar? Antes de qualquer coisa, é preciso definir um objetivo para sua campanha, uma meta. Performance ou Tráfego? Gerar tráfego para o seu site ou para o seu blog é uma coisa, aumentar a taxa de conversão do seu e-commerce é outra. Estreitar o relacionamento entre empresa e o consumidor pode ser alcançado em ambos os casos, mas e, se neste momento, o mais importante para a sua empresa for gerar buzz? Para cada caso podemos usar uma estratégia e, consecutivamente, precisar de um tipo diferente de monitoramento para quantificar o retorno do investimento.

Para tentar ajudar, aí vão 5 indicadores aos quais é preciso estar atento na gestão de sua campanha de SMM (Social Media Marketing):

Consumo do conteúdo: Quando você compartilha um link, um artigo, uma foto ou um vídeo, a intenção é que ele seja lido, visualizado, assistido, enfim, consumido. Você monitora quanta gente, por exemplo, clica nos links que você disponibiliza nas redes sociais? Se não, deveria. Este é o primeiro indicador sobre a aceitação do conteúdo que você disponibiliza.

Engajamento: Quantos RTs você recebe no Twitter? Quantas vezes a sua mensagem é curtida ou compartilhada no Facebook? O conteúdo que você disponibiliza é tão relevante a ponto de o seu público-alvo optar por compartilhar este conteúdo com seus próprios amigos e seguidores? Pense nisso! Cada novo compartilhamento é um voto de confiança que aumenta o alcance da sua marca na web.

Tráfego: Se o link direciona o usuário ao seu site, blog ou qualquer outro ponto de contato na web, imagino que você esteja mensurando quantos acessos a estes canais vêm dos links que você compartilha nas redes sociais. Quantos acessos ao seu post vieram do link que você twittou ontem? E antes de ontem? E na semana passada? Algumas ferramentas gratuitas já disponibilizam há algum tempo tags específicas para monitorar cada link.

Performance: Se você trabalha para e-commerce é mais comum ouvir falar em performance, mas você já consegue mensurar quanto cada Real gasto em sua campanha esta sendo convertido em vendas? Quais foram os links que mais geraram conversão? Em se tratando de e-commerce, este é um dos pontos-chaves da mensuração do seu ROI.

Influência: O medidor de influência dos seus perfis nas redes sociais também está ligado ao engajamento do seu seguidor. No Twitter, por exemplo, quanto maior o número de seguidores dos seus seguidores que compartilha ou dá RT em suas mensagens, maior é o alcance das suas mensagens e assim a sua influência na rede.

Mensurando, entendendo tudo isso e tomando as decisões acertadas e coerentes em tempo hábil, o ROI em Social Media e as chances de sucesso de sua campanha serão sempre maiores. Como dissemos no começo deste artigo, não é nada fácil. Mas, como tudo na vida, há de ser dado o primeiro passo. 

* Danilo Sousa é publicitário e integra a equipe da XDigital

Osama ou Obama?

por Fabio Chiorino

Não foram poucos os que confundiram o protagonista que liderou com folga os assuntos mais comentados no Twitter no final de domingo e início dessa segunda-feira. A sonoridade parecida, aliada à pressa de trazer as informações mais atualizadas, provocou uma confusão entre grandes veículos de comunicação que noticiavam a morte do mentor dos atentados de 11 de setembro de 2001.

A Fox caprichou nos enganos. O gerador de caracteres errou duas vezes na grafia de Osama bin Laden – com direito até a um insólito “Usama”. Em seguida, o afoito apresentador anunciou a “morte” do presidente americano Barack Obama.

FOX “mata” Obama

No Brasil, a Globonews tomou as rédeas. O apresentador chegou a repetir duas vezes: “Morreu Barack Obama”. Pra piorar, o canal resolveu transformar em fato uma montagem que já circulava pela internet com o retrato do terrorista morto.

Na TV aberta, mais improviso. A Globo entrou com plantão quase 40 minutos depois que a notícia já circulava pelas redes sociais e os americanos se reuniam em frente à Casa Branca para comemorar a notícia com ininterruptos gritos de “USA!” . Patricia Poeta e Zeca Camargo se dividiram na tarefa de traduzir o discurso de Obama ao mundo e muitas vezes se atropelaram e atrapalharam quem buscava entender a mensagem.

Alguns deslizes também aconteceram com menor e maior intensidade em outras mídias. Tudo fruto do desafio de cobrir um grande acontecimento com a mesma velocidade das redes sociais.

E o Twitter mais uma vez ganhou essa “batalha”. Sohaib Athar, morador de Abbottabad, publicou em seu perfil: “Helicóptero sobrevoando Abbottabadem (é um evento raro)”. Sim, mesmo sem saber, tratava-se do ataque que culminou na morte de Osama. Aos poucos, diversos usuários foram ao Google Maps e assinalaram o local da fortaleza onde se escondia o terrorista.

Fica registrado: a ânsia pelo furo jornalístico pode provocar enormes crateras na imprensa tradicional.

Artigo – The revolution will be webed

por Sergio Ignacio *

O título deste texto é uma referência à música The Revolution Will Not Be Televised, do escritor e músico Gil Scott-Heron, considerado um dos precursores da inserção da linguagem das ruas na literatura dos EUA em seu livro Abutre (1970). Ele redigiu a letra antes das mídias sociais, do Facebook, do Youtube. Nem imaginava fotos de celular do atentado de Madri sendo distribuídas pelo mundo, as imagens do tsunami devastando o Japão ou do atirador na escola em Realengo viralizando, o gerúndio da vez.

Essas referências e fatos se unem e podem buscar algum sentido na observação dos movimentos da chamada web social. A voz das ruas está online e é ouvida. Cada indivíduo é um disseminador de informação, um veículo de mídia de um homem só. Segundo algumas análises, mesmo discutíveis, revoluções como a recente no Egito só se tornaram possíveis ao serem “webed”. O céu é o limite, portanto, e se governos podem ser ameaçados nada deve fazer as corporações se sentirem menos vulneráveis.

Um exemplo prático e conhecido é o de Oswaldo Borreli, responsável por levar a marca Brastemp a ser o termo mais citado (negativamente) no Twitter no mundo. Por um problema de manutenção em sua geladeira, somado a uma lambança do SAC da empresa, gerou-se uma crise contra uma das marcas mais respeitadas nacionalmente, que até então era, assim, uma Brastemp. A companhia se desculpou e solucionou o caso sem mais alarde.

Na contra-mão, a Renault decidiu processar uma consumidora que estava com o carro parado na garagem há quatro anos (você leu certo, quatro anos) por problemas de manutenção. Com a anuência de um juiz, ela foi obrigada a tirar seu protesto das mídias sociais, sob o argumento de estar causando “danos à marca”. Resultado? O vídeo no qual ela faz suas reclamações continua no ar, repicado em vários perfis do Youtube, e seu pleito, antes quase desconhecido, se espalhou na web e foi tema de pautas com títulos na linha “Renault tenta calar consumidora”. As partes entraram em um acordo, após todo esse barulho desnecessário.

O saldo para ambas é o registro perpétuo de seu descaso com o cliente, pois as menções podem perder relevância na busca, mas manter-se-ão na rede indefinidamente. Pior, no segundo caso, a colocação da marca no hall dos agressores da liberdade de expressão, título dado a figuras pouco simpáticas como Hosni Mubarak (apenas para retornar ao paralelo das marcas com manifestações de cunho político). Com corporações cada vez mais abertas, ações negociadas em bolsa e destinos determinados pelas vozes do mercado, um cenário como esse vai além do resmungo do consumidor e interfere nos negócios.

Nesse cenário aparentemente caótico, surgem os gurus da pacificação. O número de especialistas em web 2.0 se multiplica, e, muitas vezes assustadas, as empresas embarcam. Isso sem perceber a simples impossibilidade de alguém ser realmente expert em um campo ainda tão virgem e, principalmente, extremamente volátil. Multiplicam-se assim os cases (outro termo caro) de viral, os contadores de visitas vão às alturas e isso parece fazer alguma diferença. Não faz, ao menos isoladamente.

Pouco adianta ter o Facebook mais curtido do mercado, se há um problema de entrega de peças de reposição mal explicado aos clientes. Nada resolve o Twitter com 50 mil seguidores, se o SAC telefônico da companhia é robótico e responde lendo textos pré-prontos. Não vai proteger a marca ter um vídeo engraçadinho visto por 900 mil pessoas, se a relação com investidores pode receber qualquer tipo de adjetivo, menos inovadora ou criativa.

A revolução está na web, e ela será o veículo definitivo até a inteligência humana inventar algo novo. Mas poucos casos de crises relevantes surgiram nela. A comunicação nesse meio deve ser estruturada dentro de uma visão holística de comunicação, e o espírito do tempo das mídias sociais tem de permear o tom de voz da empresa da direção de marketing ao atendente terceirizado do SAC. Como diz implicitamente a frase de Scott-Heron, a revolução acontece, você vai ter de decidir como lidar com ela.

* Sergio Ignacio é sócio diretor da XPress Comunicação

Esse artigo foi originalmente publicado no jornal Meio&Mensagem

Ah, o @mor…

por Fabio Chiorino

Recentemente, uma divertida frase ganhou as páginas da internet: “O Facebook pergunta o que estou pensando, o Twitter, o que estou fazendo e o Foursquare, onde estou. Conclusão: a Internet é minha namorada!”.

Você deve conhecer pelo menos uma pessoa que já arruinou seu relacionamento amoroso e botou a culpa na internet. A questão em pauta vai muito além de traição, confiança e transparência. O que pega atualmente é a dificuldade que as pessoas enfrentam em se manter socialmente ativas nas redes sociais sem causar abalos no seu caso, namoro, casamento…

Logo de cara, vamos deixar claro que os vilões serão sempre os usuários. Afinal, o Facebook não publica sua foto na balada automaticamente, Forsquare não te localiza se você não der check-in e o Twitter não publica xavecos na timeline por conta própria.

O que acontece é que o usuário de redes sociais é um exibicionista. Ele não se limita a compartilhar links e notícias interessantes. Quer flertar com outras pessoas, faz piadas para impressionar e escolhe os horários mais estratégicos para não parecer que vai trocar uma balada por um tweet.

E aí começam os problemas. Quase nunca se tem controle sob o conteúdo gerado. Você disse para a namorada que tinha uma convenção chata para participar na noite de quinta e um amigo te viu numa casa de salsa e merengue? Azar o seu. Nada impede que ele cite esse encontro assim que chegar em casa. Ou pior: usa o iPhone para fazer isso em tempo real.

Há 10 anos, o ápice do ciúme era ter a senha do email do namorado (a) para checar se ele (a) mantinha contato com o (a) ex. Hoje, isso não é mais necessário. Há inúmeras formas de pesquisar o nome de alguém no Google, em blogs e nas próprias ferramentas de redes sociais.  E sempre é bom lembrar: a tese de que o mundo é uma ervilha nunca esteve tão em voga.

Não se deve ignorar também a presença dos patrulheiros virtuais. Eles estão em todo lugar, sempre ávidos por uma polêmica, sempre a postos para colocar o dedo na cara do outro e viralizar sua investigação popular. Afinal, o brasileiro é um mexeriqueiro em sua essência. E agora tem a tecnologia como munição.

Claro que é possível estar nas redes sociais e manter um relacionamento sadio. A responsabilidade total é de quem está por trás das máquinas. Um alguém que ainda patina na hora de tornar público o que deveria ser privado. Sim, eu, você, a sua amiga devassa, o seu cunhado safado e tantos outros.

O amor não é uma possibilidade de ir do céu ao inferno em uma única mensagem. O nome disso é rede social. O amor é outra coisa…

Endomarca. Você já ouviu falar?

por Helena Duncan *

Marcia Ballariny e Branca Lee são duas profissionais que admiro muito. A Planning (www.planning,net.br) é uma consultoria que desenvolve planejamentos de comunicação pertinentes aos objetivos de uma marca, criando estratégias e orquestrando atividades de maneira criativa, como define o próprio site da agência, mas posso concordar com propriedade porque já presenciei trabalhos desenvolvidos por elas e, de fato, isso acontece.

Elas se conheceram no mercado publicitário e ousaram sair de uma grande agência pra montar a Planning em 1997. Nesta terça-feira (12/4), assisti a uma palestra da Márcia na ESPM sobre Endobranding, em que ela nos instiga a pensar não apenas em comunicação interna, mas em comunicação de maneira geral e nas marcas nos dias de hoje.

O case apresentado foi da OI, cliente deles há 7 anos. O sucesso da Planning tá aí, não só nos cases de sucesso e nas grandes marcas que elas trabalham hoje em dia, mas na maneira como Márcia e Branca conseguem se manter dentro do que acreditam de maneira sempre tão nova e criativa. Compartilho com vocês essa apresentação e convido a pensarem e viajarem como eu.

*Helena Duncan é jornalista, botafoguense e diretora da XComunicação – Rio de Janeiro

Sobre duas rodas – não motorizadas – por São Paulo

por Jaqueline Januzzi *

Queria testar se São Paulo estava preparada para a bicicleta no dia a dia. Descobri que está mais do que eu.

O desafio era ir de casa ao trabalho (7,8 km, segundo o Google Maps), sem me estropiar, suar muito – afinal tinha o dia todo pela frente – e de preferência com a bike intacta. Bem, não foi bem assim.

Antes dessa empreitada, a magrela só havia rodado entre a loja e a minha casa – não tinha outro jeito, tive que colocá-la em funcionamento e voltei pedalando, em plena avenida Ibirapuera. Ousei e vim até ouvindo uma musiquinha pra relaxar.

Rumo ao trabalho, porém, achei que era melhor ser mais prudente e ouvir os sinais do trânsito – freadas, buzinas, gritos ou minha corrente enroscando, que foi o que aconteceu logo nos primeiros 100 metros.

Depois de escolher a bike por uns dois meses e investir no básico do equipamento de segurança – o capacete, pra mim, e o cadeado, pra ela -, esqueci de um pequeno detalhe: jamais sair pedalando com uma calça de boca larga. Isso, jamais. Nos primeiros 100 metros, a calça ou a boca enroscou na corrente e zás, rasgou. Quase caí da bike, sem entender o que acontecia. Mais uns 100 metros à frente, zás, mais um rasgo. A calça já era e eu ainda teria que trabalhar com ela o dia todo. Vamos em frente. Dobrei a barra e fiz uma bermuda. Depois eu resolvo isso.

Agora o que interessa: o caminho. Para minha surpresa e satisfação, foi bem mais tranquilo do que eu esperava e os taxistas prognosticavam. É, eu fiz uma pesquisa com eles antes pra saber o que achavam dos malucos andando de bike por aí. Todos, sem exceção, me desencorajaram. Que era muito perigoso, que eu seria atropelada, xingada, odiada. Enfim… nenhum estímulo.

Mas eu, teimosa que sou, decidi encarar e foi incrível!

Comecei pela Domingos de Moraes, desci por dentro do bairro, mais um pedaço da Pedro de Toledo e cruzo a 23 de maio por cima. Aeee! Peço passagem para um táxi e entro com tudo em Moema. Por uns 2 minutos, fiquei sem direção. Não sabia pra onde ia, mas logo me localizei e segui até a Hélio Pelegrino, vazia como num domingo. E vamos que vamos, cruza a Santo Amaro, sobe, sobe, sobe e desce, desce, desce a Quatá. Gomes de Carvalho.

Cheguei. Esfarrapada. Mas mais rápido do que se tivesse vindo de ônibus, tão suada como se tivesse vindo de ônibus, mas muito mais feliz do que se tivesse vindo de ônibus.

O saldo final foi uma calça rasgada – que eu consertei de leve com o kit de primeiros socorros estilísticos lá do trabalho -, mas muita satisfação pela minha nova opção de transporte alternativo.

Pra quem quiser, e puder, recomendo a experiência!

Só vale conferir antes se tem uma calça velha no armário, dar uma olhada na previsão do tempo e, principalmente, não ter nenhuma reunião agendada para o dia. Para começar, prefira uma sexta-feira. Os humores estão melhores e as pessoas menos estressadas com a proximidade do fim de semana.

É mais fácil te deixarem passar e não buzinarem na sua orelha!

* Jaqueline Januzzi é jornalista e integra a equipe da XComunicação – SP

10 DICAS ANTES DE SUA EMPRESA ENTRAR NAS REDES SOCIAIS

A Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) promoveu na semana passada a 2ª edição do Seminário sobre Redes Sociais, com palestras de AgênciaClick Isobar, Microsoft, Peixe Urbano, Havas Digital Brasil, Fábrica Comunicação Dirigida, Coworkers Mídias Sociais, Volvo e Gaia Creative.

Os dois dias de encontro (29 e 30 de março) serviram para abrir a discussão sobre como a internet está influenciando na forma como empresas e consumidores se comunicam, a relevância da produção colaborativa e o fenômeno de personificação das marcas nas mídias sociais.

O blog da XComunicação participou do seminário e aproveita para compartilhar o Top 10 de dicas para uma empresa que planeja entrar nas redes sociais. A autoria é de Cristiana Pontual, diretora de marketing da Volvo Cars Brasil.

1. Trace uma estratégia antes de entrar nas redes sociais
2. Defina qual o conteúdo que a marca tem propriedade
3. Criar um padrão único de linguagem
4. Integre campanhas de marketing nas redes sociais
5. Criar regras de conduta (ética) e admitir aos usuários eventuais erros
6. Trabalhe com profissionais especializados (externos)
7. Monitore seus usuários e responda rapidamente
8. Faça pesquisas rotineiras para descobrir os interesses de seus usuários
9. Experimente novas plataformas de redes sociais (pioneirismo)
10. Produza sempre conteúdo editorial relevante (ponto-chave)

O jornalismo brasileiro na ponta do dedo

por Fabio Chiorino

Não poderia haver início mais animador para o primeiro jornal brasileiro produzido para iPad e demais tablets. Nas primeiras seis horas depois de ser lançado, no dia 14 de março, o Brasil 247 (www.brasil247.com.br) já acumulava 12 mil acessos e figurava em 1° lugar entre os aplicativos de veículos de comunicação baixados na App Store. Totalmente gratuito, o jornal tem duas edições diárias e conta com forte apelo visual, linguagem irreverente e conteúdo colaborativo. Aos finais de semana, circula ainda a Revista Oásis, com matérias mais reflexivas sobre qualidade de vida, estilo, turismo, entre outros temas.

O blog da XComunicação conversou com Leonardo Attuch, que divide a direção do jornal com Joaquim Castanheira. Nesse papo, Leonardo fala sobre a criação do Brasil 247 (alusão ao jornalismo 24 horas por dia e 7 dias por semana) , seus diferenciais, interação com os leitores, além de expressar seu olhar sobre o futuro do conteúdo disponibilizado na web.

XComunicação: Praticamente um mês depois do lançamento do The Daily, primeiro jornal produzido totalmente para o iPad, nasceu o Brasil 247. Como surgiu a ideia do projeto e de que forma foi possível executá-lo tão rapidamente?

Leonardo Attuch: Começamos a desenvolver o Brasil 247 no momento em que o Daily foi anunciado, e não lançado. Isso em dezembro do ano passado. Portanto, entre a ideia e o nosso lançamento, em março, foram três meses. Ainda assim, um prazo curto.

XCom: Quais são os grandes diferenciais do Brasil 247 em relação aos jornais disponíveis para leitura em tablets e dispositivos móveis?

LA: Vários. Para começar, somos gratuitos. Portanto, todo o nosso conteúdo é aberto e pode ser compartilhado nas redes sociais. Além disso, fomos pensados para a nova mídia, enquanto outros jornais basicamente adaptam suas edições em papel para os tablets. Nós, por exemplo, publicamos vídeos e galerias de fotos. E nosso modelo de trabalho é colaborativo, o que significa que qualquer pessoa pode escrever para o jornal.

XCom: Os leitores podem baixar o jornal gratuitamente pela Apple Store ou lerem diretamente no site. Quais são as estratégias para rentabilizar o jornal e possibilitar investimentos futuros?

LA: Publicidade e audiência são hoje as estratégias utilizadas para rentabilizar o projeto.

XCom: É possível perceber um grande apelo visual no Brasil 247. Como você enxerga o papel das imagens cada vez mais marcante nos veículos jornalísticos?

LA: Primeiro, o leitor é conquistado pelo olhar. Depois, pelo título, subtítulo. Em seguida, o texto.

XCom: Além de sessões tradicionais e diárias como Poder, Brasil, Cultura e Esportes, o Brasil 247 traz a revista Oásis aos finais de semana. Como funciona esse equilibro em levar ao leitor notícias de última hora e matérias mais leves, ligadas ao dia a dia do público?

LA: Durante a semana, as pessoas vivem uma rotina 247, ou seja, 24 horas por dia, sete dias por semana. Mas também precisam encontram os seus oásis particulares. Enfim, buscamos esse equilíbrio entre notícia e reflexão.

XCom: Quais são os grandes desafios encontrados para fidelizar o leitor de dispositivos móveis? De que maneira a forma de navegação interfere nessa audiência?

LA: O importante é trazer sempre novos conteúdos interessantes, para que o leitor tenha interesse em retornar à nossa página ou ao nosso aplicativo.

XCom: Especialistas garantem que num futuro próximo o vídeo vai dominar o compartilhamento de conteúdo na web? Vocês também enxergam essa tendência? De que forma os vídeos são explorados no novo jornal?

LA: As pessoas gostam de vídeos, de textos e fotos. A mente é aberta para todo tipo de informação. Nós geramos vídeos próprios, mas também compartilhamos muita coisa interessante feita por outros e postada, por exemplo, no próprio YouTube.

XCom: Outra característica marcante do Brasil 247 são os textos curtos e com linguagem irreverente. Como é possível prender a atenção do leitor com matérias mais objetivas e com menos retrancas?

LA: Buscamos uma linguagem jovem, antenada com os tempos modernos. Somos amigos do leitor, e não editores professorais. Portanto, transmitimos ironia, indignação, sarcasmo, malícia e outras emoções que nos aproximam do leitor.

XCom: O Brasil 247 possibilita a interação total com o leitor, incluindo uma produção editorial colaborativa. Como são avaliados os materiais recebidos (textos, fotos, vídeos) e contextualizados com o conteúdo da redação?

LA: O papel do editor é o de filtrar. No fim, somos nós que subimos o conteúdo para o site ou para o tablet, mas acreditamos na cultura wiki.

XCom: Ao mesmo tempo em que vocês lançam um produto gratuito e de livre compartilhamento, vemos outros veículos passando a cobrar pelo conteúdo online, como o New York Times. Afinal, como você enxerga o futuro da disponibilidade de conteúdo na web?

LA: Não acredito em conteúdo pago e fechado. Um dia depois de o NYT levantar o seu “paywall”, o colunista mais popular do jornal, Paul Krugman, ensinou seus leitores a “pular a cerca”. Bastava segui-lo pelo Twitter.

Deu no New York Times. Mas é preciso pagar para ler

por Fabio Chiorino

Na última semana, o jornal Americano The New York Times revelou novo plano de assinaturas. Em carta assinada pelo publisher Arthur Sulzberger Jr., foi apresentado o  modelo de assinatura digital para acesso completo ao conteúdo disponibilizado no site www.nytimes.com, que recebe mais 30 milhões de visitas por mês. 

A partir de 28 de março, a mensalidade para acesso digital ilimitado às notícias é de US$ 15. Por esse valor, os clientes poderão ler o conteúdo no site NYTimes.com e por meio de um aplicativo para smartphones. Quem pagar US$ 20 terá acesso às notícias pelo site e pelo tablet iPad, da Apple. A mensalidade de US$ 35 garante acesso ilimitado pelas três plataformas. Assinantes da versão impressa do jornal terão acesso gratuito.

“É uma etapa importante que esperamos ser considerada por vocês como um investimento no Times, reforçando nossa capacidade de fornecer jornalismo de alta qualidade a nossos leitores de todo o mundo em qualquer plataforma”, apontou Sulzberger. Entretanto, o publisher admite  que será preciso superar barreiras mentais e de comportamento, erguidas em mais de 15 anos de fornecimento grátis.

Os leitores que chegam ao Times através de links de blogs e mídias sociais como Facebook e Twitter poderão ler as matérias normalmente, mesmo que tenham atingido o limite mensal de leitura. Porém, para alguns mecanismos de busca, como o Google, os usuários terão um limite diário de links gratuitos aos artigos do jornal.

O Times é mais um grande veículo que caminha para a era digital de conteúdo na busca de um modelo que garanta a sobrevivência do negócio – em 2010, as receitas de publicidade dos jornais (incluindo versão impressa) caíram 6,3% nos EUA, em relação a 2009 . O Wall Street Journal (também norte-americano) e o britânico Financial Times já cobram dos leitores pelo acesso completo aos seus respectivos sites.

Em 2005, o New York Times fez a primeira tentativa, cobrando dos assinantes online pelo acesso a colunistas renomados. Dois anos depois, com o objetivo de atrair mais leitores para a página na internet, a cobrança foi suspensa. Os especialistas agora discutem agora se essa tendência vai impactar no número de visitas diárias e na receita de publicidade on-line. Agora é aguardar as cenas dos próximos cliques…

Piquete 2.0

por Fabio Chiorino

Ninguém mais discute o papel influente das redes sociais nas manifestações populares que resultaram na queda do ditador egípcio que ocupava o poder há 30 anos. O que está ganhando notoriedade agora é que a web está virando o gatilho para o engajamento da sociedade, independente da magnitude da reivindicação.

Que o digam os estudantes do ensino médio do Colégio Arquidiocesano, em São Paulo. Eles ganharam espaço na imprensa quando protestaram via Twitter contra o preço do pão de queijo, vendido a R$ 2.30. A hashtag #abaixoacalu (referindo-se ao nome da cantina) ficou entre os tópicos mais comentados no microblog no Brasil. Virou matéria até no Jornal da Globo.

O protesto agora acontece por meio de tweets, posts, scraps. E pelo Youtube, claro. Quem não viu o consumidor da Brastemp reclamando do atendimento da marca? O vídeo já coleciona mais de 700 mil views.

São Paulo, mais uma vez, parece ser o centro dessa tendência. As redes sociais já foram inclusive acionadas para promover passeatas contra o aumento da tarifa de ônibus e contras as falhas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). E os jovens buscam como ponto de encontro os grandes centros comerciais, como as regiões das avenidas Paulista, Faria Lima e Berrini.

Mas aos poucos a voz 2.0 se faz ecoar por todo o Brasil. Exemplos não faltam da eficácia da pressão popular. Como é o caso do projeto de lei que foi desengavetado pelo Senado, que torna crime a discriminação contra homossexuais, idosos e deficientes. Discussão começou com uma carta assinada pelo Mackenzie contra o projeto, o que resultou em uma marcha contra o preconceito sexual, organizada pelo grupo “Ato Anti Homofobia” no Facebook.

Porto Alegre também viveu isso recentemente. No Twitter, surgiu a hashtag “#nãofoiacidente”, contestando a versão de um rapaz que atropelou um grupo de ciclistas. A manifestação ganhou o apoio dos ciclistas de São Paulo e colocou já sob supervisão o julgamento do atropelador. 

Não à toa, os cidadãos estão desistindo do 0800 e reunindo seus esforços para protestar nas redes sociais. As empresas, cada vez mais preocupadas com sua credibilidade institucional e com o poder de viralização de uma notícia negativa, tentam criar o SAC virtual, como forma de apagar pequenos e grandes incêndios. O problema ainda é o acompanhamento e resolução dos problemas. E fica a impressão de que tem um robô do outro lado, publicando em looping a mensagem: “Olá, podemos ajudá-lo?”.

E agora, José? As reclamações dos consumidores, cidadãos, estudantes, pais não ficam mais restritas a um departamento específico. Invadem páginas da internet, são compartilhadas em corrente, ganham as páginas dos jornais e os minutos da TV. Seria exagero afirmar que um clique derrubou Hosni Mubarak. Mas, afinal, que empresa vai arriscar o seu império diante dessa força emanada do Vale do Silício?

BOX CULTURAL

por Rodrigo Dionisio

Quem me apresentou Scott Pilgrim foi Raphael Gonzalez , designer aqui da agência. Em troca da versão encadernada de Ronin, se não me engano, me emprestou o volume 1 da edição brasileira de Scott Pilgrim Contra o Mundo, lançado pelo selo Quadrinhos na Cia., da Companhia das Letras. Escrita e desenhada pelo canadense Bryan Lee O’Malley, a HQ é uma deliciosa viagem pop pela vida do personagem do título, um jovem de 23 anos, protótipo do nerd gerado pelos anos 80/90. Perdedor nato, nunca teve um emprego sério, vive de favores e é autista emocional. Para se ter uma ideia, a trama começa quando os amigos de Scott descobrem que ele está namorando uma menina de 17 anos, em um relacionamento no qual o máximo de intimidade é andar de ônibus de mãos dadas.

A vida do nosso herói irá mudar quando seus sonhos forem invadidos literalmente por Ramona Flowers. Recém-chegada de Nova Iorque, usa uma cor de cabelo diferente por semana, é livre e liberal. Por insistência dele e, aparentemente no início, por certa inércia dela, os dois ficam juntos. E ai começa a parte mais divertida da história. Para poder continuar com Ramona, Scott terá de enfrentar a Liga dos Ex-Namorados do Mal da garota. São ao todo 7, entre eles uma dupla de gêmeos, uma garota e um vegan com super-poderes. Todas as batalhas são narradas como partidas de videogame (e não em versão PS3, mas nos 16-bit do MegaDrive), nas quais há savepoints, vidas extra, bônus, golpes especiais.

O desenho de O’Malley, todo em preto-e-branco, lembra em muito a estética manga. Dessa mistura de referências saem textos ligeiros e cortantes, situações um tanto grotescas e quilos e quilos de humor, negro e politicamente incorreto. A história chega até em alguns momentos, em certo tom sarcástico, a querer ser didática, ensinando receitas culinárias ou disponibilizando cifras das canções da banda da qual Scott faz parte, a horrível Sex Bob-Omb.

O quadrinho virou um filme divertidíssimo (um dos melhores que assisti ano passado, acredite), com passagem relâmpago pelos cinemas brasileiros, mas já lançado há pouco em DVD. A Cia colocou a venda o segundo volume (a história será entregue no mercado brasileiro em 3) e, assim como eu, uma série de trintões fanáticos por quadrinhos devem estar esperando ansiosos por ter a coleção completa.

Mas qual a graça dessa bobajada toda? Scott Pilgrim é em primeiro lugar uma narrativa adaptada àqueles criados na frente da TV e do videogame. E, não, não estou falando da estética MTV, videoclipe e comercial do Fernando Meireles. Na sala de cinema na qual assisti ao filme, quase lotavam as poltronas homens, em sua maioria, acima dos 25 anos, com aquela aparência de quem ainda divide apartamento com a mãe. Seres que, assim como Scott, alguma (várias) vez (incontáveis) na vida (desde sempre) se imaginaram dando um fatality em um adversário (sempre mais alto, mais bonito, mais rico, mais interessante). É uma história de loosers, para loosers capaz de transferir para o papel (e a tela) a imaginação dos loosers.

Além disso, ou por isso, Scott Pilgrim é também um retrato do lado escondido pelos manuais de auto-ajuda corporativa da geração X (e em boa parte da Y). Somos hedonistas, dispersos, incapazes de lidar com a realidade prática (a não ser se forçados) e com ligações afetivas humanas reais. Exagero? Talvez, mas olhe para todo o povo final de semana após final de semana em festas 80’s por aí. Pense em quantos dos seus amigos ou conhecidos trintões conseguem discutir interminavelmente Radiohead, mas não sabem chegar em um bairro fora do circuito casa-trabalho sem GPS ou, medo, usando transporte público. Olhe para o seu chefe, se ele tiver essa faixa de idade, e perceba como ele tem algum suvenir fofo e/ou de temática infantil na mesa…

Você encontra Scott Pilgrim em quadrinhos aqui http://www.companhiadasletras.com.br, o DVD aqui http://bit.ly/e8N4Js e, bom, em carne e osso muito, mas muito perto de você.

* Rodrigo Dionisio é jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

“Sujeira não atrai ninguém”

Entrevista XComunicação

por Fabio Chiorino

O lixo não é um desafio técnico a ser resolvido nas grandes cidades. É um problema de educação. Com isso em mente, uma parceria entre a empresa Atitude Brasil e a UNESCO trouxe pra cá o “Limpa Brasil – Let´s do It!”, uma iniciativa bem-sucedida que começou na Estônia e já se alastrou por toda a Europa. O movimento envolve diversos setores da sociedade e foca na limpeza dos grandes centros e na conscientização contínua das populações. As ações contam ainda com a mobilização pela internet e participação de muitos voluntários.

E o Brasil é a bola da vez. Economia estável, sede futura de grandes eventos esportivos… Mas qual a impressão que desejamos passar aos turistas de todo o mundo? Ou mais: como a falta de cuidados com o descarte de resíduos impacta na nossa qualidade de vida e provoca até tragédias urbanas? Para entender esse preocupante quadro, o blog da XComunicação falou com Augusto Braz, integrante da equipe Limpa Brasil.

XComunicação: Quais são as estratégias de atuação do “Limpa Brasil – Let´s do It!? Quais são os parceiros envolvidos nessa ação?

Augusto Braz: Para limpar um país como o Brasil, de dimensões continentais, será necessária uma grande mobilização popular. E não basta tirar o lixo das ruas se as pessoas voltarem a descartar tudo que não querem de maneira negligente, sem se preocupar com as consequências desse tipo de atitude. Se as pessoas não saírem de suas casas para conhecer a situação em que se encontram suas cidades e colaborar com a mudança, não ocorrerá a manutenção da limpeza nem tampouco a construção de um novo ideário popular acerca da gestão de resíduos. A consciência dessa realidade levou o projeto do Limpa Brasil a ser desenvolvido com a educação como principal foco. As atividades educativas serão realizadas dentro das escolas – com foco especial em crianças e jovens – e também fora delas, buscando alcançar toda a sociedade.

Temos empresas de grande importância como nossas patrocinadoras, como a Vale, a Petrobras e a Oi. Nossos parceiros são: Rede Globo, MTV, Canal Futura, TV Cultura, Unesco, Leo Burnett, Editora Trip, Instituto Akatu, Editora 3, entre outros. Estamos firmando novas relações também, pois é preciso o envolvimento de todos os setores da sociedade em um movimento como esse.

XCom: Como essa iniciativa, que começou na Estônia, foi trazida para o Brasil? Outros países já aderiram a esse movimento?

AB: A iniciativa Limpa Brasil Let’s do it! foi lançada em maio de 2010, durante a 3ª edição do Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, evento organizado pela empresa Atitude Brasil, que aconteceu no Rio de Janeiro. Em uma parceria entre a Atitude Brasil e a UNESCO, foi trazido para cá o maior programa de mobilização social do mundo, que surgiu na Estônia, em 2008.

Estônia, Lituânia, Romênia, Índia, Portugal e Eslovênia são alguns dos países que já aderiram ao movimento. As limpezas realizadas nesses países tiveram resultados grandiosos. O sucesso internacional do Let’s do it! é inspirador e encorajador para um país como o Brasil, onde há uma cultura enraizada de jogar lixo fora do lixo, que precisa ser revertida urgentemente.

Romenos promovem "abraço coletivo" na preservação do meio ambiente

XCom: Quais são os principais diferenciais do Limpa Brasil em relação a outras organizações voltadas ao meio ambiente? Que ferramentas e tecnologias são empregadas?

AB: A proposta do Limpa Brasil Let’s do it! é incentivar as pessoas a refletirem a respeito da mudança de atitude em relação ao lixo. Ou seja, através de mutirões de limpeza e de ações comunicativas e educativas integradas, pretende-se estimular a criação de uma nova cultura comportamental com relação ao lixo, a qual leve as pessoas a recusarem a produção desnecessária e o descarte negligente de resíduos.

A tecnologia utilizada será uma adaptação daquela que foi empregada pela iniciativa estoniana. Pela internet, com o auxílio dos voluntários, será realizado um mapeamento dos pontos das cidades onde há acúmulo de lixo, para que possa ser recolhido pelos voluntários durante as ações do Limpa Brasil Let’s do it!.

XCom: Atualmente, qual a abrangência de atuação do Limpa Brasil no país? Existem projetos já consolidados nas grandes cidades?

AB: A primeira ação do Limpa Brasil Let’s do it! acontece no início de junho, durante a celebração mundial da Semana do Meio Ambiente. Quatorze cidades brasileiras com mais de 1 milhão de habitantes receberão a iniciativa, a partir de então. São elas: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Guarulhos, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Essa é a primeira etapa do projeto. Em 2013 haverá uma nova etapa, incluindo outras cidades.

O programa permanecerá no Brasil por 10 anos, realizando ações de conscientização e mobilização social, a fim de incentivar a mudança de atitude em relação ao lixo e de influenciar a criação de um novo pensamento sustentável na sociedade brasileira.

XCom: As chuvas estão provocando grandes estragos nas metrópoles brasileiras. Qual o impacto da falta de conscientização ambiental nessas tragédias urbanas?

AB: Evitar catástrofes naturais como as que vêm acontecendo no Brasil está ao alcance de qualquer cidadão, através de pequenas medidas, como a reciclagem de lixo doméstico, a redução do consumo, o tratamento adequado dos resíduos e o emprego de alternativas menos prejudiciais.

É preciso começar a agir, cada um fazendo o que está ao seu alcance, pois cada dia que se perde faz com que as atitudes necessárias sejam mais complexas, caras e difíceis de executar. Como o lixo contribui – e muito – para a intensidade dos recentes desastres, o movimento Limpa Brasil Let’s do it! se configura também como uma medida preventiva desse tipo de acontecimento, bem como de doenças e outros problemas trazidos pela má administração dos resíduos.

XCom: O Brasil em breve receberá grandes eventos esportivos, como Copa do Mundo e Olimpíadas. Quais aspectos ambientais devem ser tratados prioritariamente?

AB: A questão do lixo no Brasil é muito grave. E envolve muitos fatores – desde o costume degradante de jogar lixo no espaço público até a possibilidade de poluição de lençóis freáticos por substâncias produzidas em depósitos ilegais de lixo, passando pelo risco de acidentes e transmissão de doenças e pela contaminação de rios e lagos.

Em certas regiões das grandes cidades brasileiras, as ruas são varridas diversas vezes ao dia, mas permanecem sujas. Isso porque falta consciência ambiental às pessoas, e também o entendimento de que o espaço público pertence a todos nós. Para o sucesso desses eventos, será preciso que os brasileiros transformem suas atitudes em relação ao lixo, passando a preocupar-se com a produção e o destino dele. Esse é o objetivo do Limpa Brasil Let’s do it!, que pretende incentivar o comportamento sustentável das pessoas.

XCom: Até que ponto a conservação do meio ambiente influencia na decisão do turista em conhecer um país? Hoje, quais os países modelos nesse sentido?

AB: Sujeira não atrai ninguém. Quando visita uma praia, o turista quer conhecer uma praia limpa. O mesmo se aplica a um ambiente urbano, histórico ou não. Há países europeus que podem ser citados como modelo de limpeza. O lixo que foi recolhido na Estônia, por exemplo, estava concentrado principalmente nas florestas, era um lixo histórico. Infelizmente, no Brasil, o lixo descartado no ambiente é diário.

População se reúne para coleta de lixo em floresta na Letônia

XCom: Que inovações bem sucedidas temos atualmente nos sistemas de coleta e destino dos resíduos sólidos acumulados nas cidades de todo o mundo?

AB: Existem inúmeras, em todo o mundo. Há um sistema subterrâneo de recolhimento de lixo adotado em Barcelona que é interessantíssimo. Mas há soluções muito simples e baratas, que já são nossas conhecidas: reciclagem, compostagem, utilização de resíduos para produção de energia em usinas.

XCom: Como voluntários e iniciativa privada podem entrar em contato para participar do Limpa Brasil? Quais as possibilidades de parceria?

AB: Quem quiser participar como voluntário deve se inscrever no site www.limpabrasil.com e mandar quaisquer dúvidas para contato@limpabrasil.com. Há quatro áreas de voluntariado: divulgação, organização, logística e dia da ação. Empresas e instituições que tiverem interesse em patrocinar ou estabelecer parceria com o movimento Limpa Brasil Let’s do it! também devem entrar em contato pelo mesmo endereço de e-mail.

XCom: O Limpa Brasil tem o objetivo de mudar a educação ambiental no país em 10 anos. Quais são as metas específicas do movimento para esse período?

AB: Nossa principal meta é que as pessoas se empenhem na limpeza de suas ruas, seus bairros, e adotem os valores do desenvolvimento sustentável, incluindo o consumo e o descarte consciente de materiais. Não é apenas limpar o país, mas mantê-lo limpo. É preciso despertar uma relação de respeito entre as pessoas e o meio ambiente.

Orkut, ame-o ou deixe-o

por Fabio Chiorino

O Orkut ainda é disparado a rede social com o maior número de usuários no Brasil. Cerca de 40 milhões (dados do Ibope ) possuem acesso ao serviço. Isso significa que 75% dos brasileiros que possuem internet estão presentes na plataforma. Atualmente, metade dos usuários é tupiniquim, com uma grande distância para Índia (20,4%) e EUA (17,8%). Mas muitos se perguntam hoje se vale a pena manter o perfil no Orkut ou qual a sua real utilidade.

Não são poucos os que migraram o compartilhamento de conteúdo e fotos para as outras duas redes preferidas dos brasileiros: Twitter e Facebook. Porém, especialistas em social media acreditam que o motivo para a queda no ritmo de crescimento do serviço não está associado à perda de usuários para outras redes sociais, e sim porque, apesar das últimas inovações visuais e de plataforma nos últimos anos, o Orkut não teria mais para onde crescer.

O blog Jacaré Banguela fez uma brincadeira para ajudar aqueles que ainda não decidiram se devem ou não cometer “orkuticídio”. Veja na imagem abaixo

Pode mentir no Foursquare , Arnaldo?

por Fabio Chiorino 

O conceito: Foursquare é um serviço de geo-localização mobile em que o usuário dá check-in no lugar que acaba de chegar. Além disso, a ferramenta é utilizada para analisar os lugares visitados, marcar encontro com amigos ou até obter descontos em lojas de uma localidade específica.

Muitos ainda se perguntam sobre os reais benefícios da rede social. Afinal, qual o interesse em permitir que qualquer pessoa saiba onde você está e o que anda fazendo. Exibicionismos à parte, discute-se inclusive a questão de segurança e privacidade.

Mas e se fosse possível fazer o check-in em um lugar onde você nunca esteve? Numa praça no Egito, num café em Paris, ou no Morro do Alemão. Pois é. Uma brecha no sistema foi descoberta e já começa a ser propagada como o lado B do Foursquare. A agência digital Famous Interactive criou o My4SquareAlibi, em que é possível forjar o check-in.

A brincadeira parte da pergunta: Qual é o seu álibi?. Ou seja, direcionada àqueles que desejam dar uma escapadinha sem deixar rastros. Ou melhor: deixando rastros falsos para confundir seus seguidores (e namorado, esposa, amigos, mãe, chefe…). Criaram até o papel de CEO do aplicativo, que resume bem a história: “Nós ajudamos você a dar o check-in onde supostamente deveria estar, assim você pode estar onde realmente deseja”.

Basta acessar http://my4squarealibi.com, fazer login com email e senha do Foursquare e apontar o local em que você teoricamente estaria. Ah, o aplicativo é gratuito. A imagem abaixo traz uma amostra de alguns álibis criados. Como diria Dr. House, “Everybody Lies”. A mentira só muda de pessoa e, agora, de endereço.

HAPPY HOUR X FUTEBOL: PODE APOSTAR

por Roberto Conte Jr. *

No jogo Brasil e França na última semana, entrou em campo mais do que as duas seleções. A transmissão do jogo em TV aberta, às 18h00, pode ter sido uma experiência multimídia, uma atração oferecida no horário da saída dos funcionários na maioria dos escritórios. Ah, você não pensou nisso? Com o apelo único de enfrentarmos o nosso maior algoz em Copas do Mundo, os meios de comunicação tentaram promover o jogo de forma a atrair telespectadores, internautas e ouvintes.

Antes da partida a estratégia deu certo. Segundo o portal Meio&Mensagem,  Wizard, Webmotors e Citröen foram algumas das marcas que apostaram nesta fórmula e ajudaram a aumentar o montante de dólares envolvidos num evento desse porte. Acompanhando o jogo ainda reparei em outras exposições, como Guaraná Antarctica, Pitágoras, Continental, Coca-Cola e Wise Up. Mas quero te levar mais além…

Qual seria o resultado se os jogos passassem a ser transmitidos sempre neste horário de fim de expediente? Fossem eles de campeonatos regionais, nacionais ou internacionais? Bater a audiência da novela das seis talvez não fosse difícil, mas quem iria aos estádios? Como seria o comportamento na vida dos casais e da família nestes dias de jogos às 18h00?

O que vi durante a partida foram os barzinhos tomados, a conversa descontraída e, além da derrota, uma qualidade ruim de audiência. As pessoas reunidas no bate-papo só voltavam-se para a televisão nos melhores momentos e, claro, no momento do gol francês. Pior: para a infelicidade dos anunciantes que apostaram no jogo como forma de promover a marca, no momento do gol do atacante Benzema ficou em evidência uma marca francesa (PMU), sequencialmente exibida naqueles placares rotativos de publicidade, justamente na hora do replay do gol…

Mas marketing esportivo também é um jogo onde ganhar e perder faz parte da aposta. E se por enquanto penso que devemos deixar como está, ou seja, com o nosso happy hour (brasileiríssimo) às 18h00 na saída do escritório, e o jogo de futebol no horário nobre, daqui três anos na Copa do Mundo no Brasil eu digo que este deveria ser um dos três horários para a realização das partidas. Quer apostar?

* Roberto Conte Jr. é consultor esportivo e sócio da RÁYSPORTS MKT

Apresentação – O Profissional de RP

Ontem (10/2), Sérgio Ignácio, sócio-diretor da XComunicação, ministrou a palestra ‘Comunicação Corporativa – O profissional de Relações Públicas em ação’ no campus Roberto Freire da Universidade Potiguar (UnP). 

Sérgio Ignácio foi Natal a convite da professora Stella Galvão, coordenadora do curso de Relações Públicas da UnP. Abaixo, disponibilizamos a apresentação para atuais e futuros profissionais da área.

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Sócio-Diretor da XComunicação ministra palestra na UnP

‘Comunicação Corporativa – O profissional de Relações Públicas em ação’ será o tema desenvolvido pelo jornalista e executivo da comunicação Sérgio Ignácio nesta quinta-feira, dia 10, às 19h, no campus Roberto Freire da Universidade Potiguar (UnP). Ele é sócio-diretor da XComunicação, em São Paulo, e tem especialização em Relações Públicas. Atua no mercado de Comunicação Corporativa há 20 anos.

No comando da empresa, ele e a também jornalista e publicitária Cristina Toletti transformaram a  XComunicação em uma das mais expressivas agências do competitivo mercado paulista da comunicação. Entre os clientes, estão grandes empresas como BrasilFoods (detentora das marcas Perdigão e Batavo), Canais E! e Sony de televisão, Givenchy, Dior e Kenzo, no segmento de luxo e ainda Grupo  Campari, BASF e Royal Caribbeann, maior indústria de cruzeiros do mundo, entre várias outras. A XComunicação mantém o escritório central na capital paulista, uma filial no Rio de Janeiro e parceria em Brasília e outros países. Recentemente, a empresa criou a XDigital, braço da agência que planeja e executa projetos de conteúdo e relacionamento nas redes sociais.

Hoje, segundo Sérgio Ignácio, a comunicação corporativa não pode prescindir de dois profissionais: o Relações Públicas e o Jornalista. É a gestão das relações das médias e grandes empresas com a sociedade, em todos os níveis e aspectos, que mobilizam as ações de comunicação das agências que atuam nos grandes centros brasileiros – São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília. Essa atividade múltipla, que envolve vários níveis de inserção, atende hoje pela nomenclatura Comunicação Corporativa.

“Definir conceitos, metodologias, avaliar a repercussão, desenvolver estratégias e dirigir a execução de um plano de comunicação constituem agora um amplo conjunto de tarefas de uma agência de RP”, afirma o executivo da XComunicação. Assim, para se alcançar o objetivo de um projeto de comunicação é preciso ter amplo domínio sobre todos os processos que envolvem uma marca, produto, profissional ou serviço. É um trabalho de equipe, geralmente liderado por um porta-voz que respeita as várias fases de um planejamento de comunicação.”

Sérgio Ignácio vem a Natal a convite da professora Stella Galvão, que coordenará o curso de Relações Públicas oferecido pela UnP a partir deste semestre, no período noturno, no campus Roberto Freire. Com duração de quatro anos e completa estrutura em laboratórios e docentes com mestrado e especialização, o curso propõe-se a formar um profissional de RP que agrega as várias habilidades necessárias ao pleno desenvolvimento da comunicação integrada em organizações públicas, privadas ou de economia mista.

2011 é logo ali…

por Fabio Chiorino 

Definitivamente, 2010 foi o ano em que o Twitter se consolidou como uma das principais redes sociais no mundo. Foram mais de 25 bilhões de mensagens publicadas no último ano. Segundo o último levantamento (setembro de 2010), a rede já conta com mais de 200 milhões de perfis registrados e cada vez mais pessoas usam a plataforma mobile para acessar o serviço de microblog. 

 E boa parte desse sucesso se deve à maciça participação dos usuários brasileiros. Na categoria “People”, por exemplo, o Brasil teve dois representantes no Top Trend: a presidenta Dilma Roussef e Zilda Arns, coordenadora internacional da Pastoral da Criança que morreu durante o terremoto no Haiti, ocuparam a 2ª e a 7ª posição, respectivamente. O país também figurou na categoria “World Cup”, 2º assunto mais comentado no ano passado. Na lista aparecem Dunga, Felipe Melo, e claro, o Cala Boca Galvao.

Então, o Twitter preparou algumas resoluções para 2011. Abaixo, as sugestões para ajudar os usuários a obterem o máximo da rede social.

1. Siga os seus interesses. As pessoas que curtem o Twitter tendem a seguir uma série de contas: amigos, família, pessoas na sua profissão, lojas locais, eventos e o mais importante: pessoas que compartilham suas paixões.

2. Seja específico. Gosta de esportes? Siga suas ligas favoritas, times, jogadores, treinadores, comentaristas, escritores e outros fãs. Apaixonado por gastronomia? Siga chefs, restaurantes, críticos, bloggers e lojas especializadas.

3. Não entre em pânico. As pessoas buscam o Twitter durante emergências. Tempestades de neve, queda de energia e incêndios são apenas algumas das situações adversas em que o Twitter pode ser útil. Pesquise pelas #hashtags e siga contas de órgãos civis para se manter informado.

4. Volte para o Twitter. Existem cerca de 200 milhões de contas no Twitter agora – o que significa novos interesses, novas vozes e novas ideias a cada dia. Nós oferecemos serviços em sete idiomas, aplicativos para a maioria dos dispositivos e SMS em todo o mundo.

BOX CULTURAL

por Rodrigo Dionisio *

Esta será a segunda vez em minha carreira profissional na qual escreverei sobre uma obra a qual não vi. Acredite, no meio da crítica de arte isso é comum. Estréia hoje nos cinemas Cisne Negro, filme dirigido por Darren Aronofsky, que tem garantido o troféu de melhor atriz a Natalie Portman em quase todos os prêmios e festivais nos quais é exibido. O trailer ai antes do início do texto resume o motivo de estar redigindo esta crítica. Talvez seja exagero, ou eu viva de certa maneira como um dos personagens de Aronofsky, mas não dá para ficar impassível a esse pequeno pedaço da película.

Ok, além de críticos escrevendo sobre coisas que não assistiram, ouviram ou leram, trailers de filmes muito superiores à produção como um todo são bem comuns. Mas a minha atração em relação a Cisne Negro está ligada a um gosto particular por um tipo de cinema, uma arte capaz de afetar instintos além da nossa percepção corriqueira. Dá para perder horas (muitos estudiosos investiram vidas nisso) falando sobre atos geradores do riso e da lágrima. Muito tacanhamente, na telona, ambas as reações são muito fáceis de arrancar do público, e apenas poucos cineastas chegam à genialidade por esse caminho (apesar de os que conseguiram entrarem para a história, como Chaplin, Woody Allen e tantos outros).

A mim parece complicado alcançar de maneira a marcar uma sala lotada sensações ligadas a instintos mais básicos e inexplicáveis. Eu falo da vertigem das cenas de jogo de futebol americano em Um Domingo Qualquer, de Oliver Stone, ou de sentir a perna bamba ao tentar dirigir, saindo do cinema, após assistir Crash, Estranhos Prazeres, de David Cronenberg. Ou da angústia e mal estar permanentes causados por Réquiem para um Sonho, de Aronofsky, seu segundo longa-metragem e produção que o apresentou ao grande público.

Para quem não viu, Réquiem é um grande inventário sobre o vício. Da senhora abandonada pelo marido viciada em televisão (finalmente levada ao vício em anfetaminas, motivada pela necessidade de emagrecer) ao vício por drogas injetáveis e sexo. É um mergulho vertiginoso, sem dó dos personagens, que arrasta tudo em volta. Eu durante bastante tempo não conseguia ouvir a música-tema do filme sem sentir um leve embrulho no estômago. E entenda, com raríssimas exceções, as imagens passam a quilômetros de distância de algo capaz de incutir nojo. A sensação é outra, beira o inexplicável.

E vendo o trailer de Cisne Negro me arrisco a apostar que Aronofsky fez de novo. Isso após o belo e pungente O Lutador, capaz de ressuscitar Mickey Rourke, mas mais tradicional e quadrado se comparado a Réquiem ou a Pi, seu filme de estréia (trailer no final do texto). Quem me acompanha aqui (alguém?) sabe de toda a minha chatice e conceituação sobre a importância e significado do cinema. Há filmes capazes de ganhar corações e mentes. Outros, são sentidos no fígado, nos rins, nos, me perdoe, intestinos. O diretor de Cisne Negro já mostrou ser capaz disso antes e, acho, insisto, fez de novo. Veremos.

* Rodrigo Dionisio é jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

Microsoft, alguns anos depois…

por Fabio Chiorino 

À primeira vista, a foto parece um pôster de divulgação da antiga série Dallas. Mas é na realidade o porta-retrato corporativo mais interessante das últimas décadas. A imagem, registrada em 1978, reúne os 11 primeiros empregados da Microsoft. O site Business Insider fez um ótimo trabalho investigativo para descobrir o que o futuro reservou para cada um.

Como não poderia ser diferente, a pesquisa biográfica começa com Bill Gates, que transformou a Microsoft na mais valiosa companhia de tecnologia do mundo e destinou parte de sua fortuna a causas sociais.

Paul Allen, co-fundador da empresa, é a 37ª pessoa mais rica do mundo, segundo a Forbes. Allen gastou seus bilhões basicamente em esportes, tornando-se proprietário do Portland Trail Blazers (NBA) e do Seattle Seahawks (NFL).

Curioso é o caso de Maria Wood, que hoje atua com trabalho voluntário. Dois anos depois de ser clicada na foto acima, processou a Microsoft por discriminação sexual.

Bob O’Rear tem um valor histórico incalculável. Afinal, ele estava no controle da missão da NASA quando Neil Armstrong aterrissou na Lua. Em 1983, deixou a companhia e voltou para o Texas, onde se tornou criador de gado.

Bob Wallace era aparentemente o menos politicamente correto daquela época. Após deixar a equipe, gastou tempo e dinheiro pesquisando drogas psicodélicas. Morreu de pneumonia, em 2002.

Também fazem parte da lista aqueles que decidiram investir em suas próprias empresas de tecnologia, como Steve Wood, Jim Lane e Marc McDonald – este último voltou a trabalhar para a Microsoft. Completam o retrato uma escritora de ficção (Andrea Lewis), um longevo funcionário (Gordon Letwin) e Bob Greenberg, que ajudou a família a desenvolver os bonecos da linha Cabbage Patch Kids , grande sucesso nos Estados Unidos na década de 80.

Se quiser ler com mais detalhes o antes e depois de cada integrante da formação original da Microsoft, clique a seguir (em inglês): http://read.bi/extaO4

BOX CULTURAL

Por Rodrigo Dionisio *

Isabela Boscov, crítica de cinema da revista Veja, define Um Lugar Qualquer, filme da diretora Sofia Coppola com estreia marcada para hoje, como um desafio da diretora. “Sofia desafia o público, aqui, a gostar dela”, escreveu na edição mais recente da publicação semanal. Faz sentido e escolho essa citação para abrir o texto, pois o longa-metragem, mais que seu conteúdo, fala de uma forma específica de fazer cinema, representada desde o início pela talentosa herdeira da linhagem Coppola.

Basicamente, Um Lugar Qualquer discorre sobre o nada. Segue os dias de Johnny Marco (Stephen Dorff), um mega astro de filmes de ação. Ele tem a vida de sonhos de qualquer um dos confinados na casa do BBB: dinheiro, badalação, sexo fácil e farto. Dirige uma Ferrari último tipo e pode pagar por um helicóptero para levar a filha até o ponto de encontro da saída para um acampamento de férias. E o vazio não está localizado no que poderia surgir de fútil em uma vida assim, mas na total catatonia da relação do personagem com o mundo.

Isabela ainda escreve em sua crítica que todos os filmes de Sofia falam da mesma coisa, personagens bem-nascidos (ou bem tratados pelo destino) isolados do mundo real em uma cúpula e alijados da vontade própria, dirigidos por outros. Eu acrescento o fato de todos os longas da diretora discorrerem sobre a solidão. Para mim, a cena-chave de Um Lugar Qualquer é o momento no qual Marco tem de tirar um molde de sua cabeça, em gesso, para a equipe de maquiagem produzir uma máscara a ser usada no seu próximo filme. Por uns 30 segundos ou mais a câmera para e mostra a cabeça de Dorff embalada no gesso. Sem expressão, sem ninguém em volta, sem som.

Portanto, é difícil gostar de Um Lugar Qualquer, pois nada acontece de extraordinário dentro dessa vida sem igual. Marco chega a ser patético, como quando tem de subir em uma plataforma para fazer fotos ao lado de uma atriz mais alta que ele (Dorff tem míseros 1,70m) ou quando literalmente dorme entre as pernas de uma nova conquista, antes de conseguir consumar qualquer ato. Se antes Sofia tinha grandes personagens (uma rainha ou a cidade de Tóquio), aqui seu foco recai sobre um comum. E mesmo com a avidez pela vida alheia comprovada nos reality shows, o cotidiano quando visto assim cru e com lupa é tedioso e desolador.

Vale ainda citar a delicadeza de Sofia, em momentos como a exibição de patinação no gelo da filha de Marco (Cleo, interpretada por Elle Fanning), entregue ao pai quando a mãe decide “dar um tempo”, sem dizer para onde vai nem exatamente quando volta. Ou a já conhecida pontuação da trilha sonora, quase um personagem, reconhecido efetivamente no roteiro (ao som de I’ll Try Anything Once, do Strokes, que embala o trailer, Marco diz a Cléo algo como “é, essa uma música de despedida”, durante o último dia o qual passará com a menina antes da colônia de férias).

Um Lugar Qualquer é um filme menor de Sofia, ou talvez apenas menos pop. Sem dúvida, cinema maiúsculo, de um humanismo pungente. Vale ver para quem ainda tem algum interesse nessa coisa bizarra e patética chamada ser humano.

* Rodrigo Dionisio é jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

As crianças do futuro. Ou melhor, do presente

por Fabio Chiorino

Em outubro de 2010, a AVG, uma das principais empresas de segurança para a internet, havia constatado que a maioria dos bebês e crianças pequenas entra em contato com o mundo online a partir dos 6 meses de vida. Agora, a companhia compartilha o último resultado do Digital Diaries, uma série de estudos com análises sobre o comportamento e hábitos tecnológicos de crianças de diferentes faixas etárias.

A mais recente pesquisa concluiu que a tecnologia já impacta diretamente no aprendizado desse público. Os menores estão aprendendo a navegar pela internet com o mouse, jogar videogame e até usar um smartphone antes de dominarem atividades mais comuns, como amarrar os tênis, nadar e andar de bicicleta.

Foram entrevistadas 2.200 mães (com acesso à internet) de crianças de 2 a 5 anos, nos EUA, Canadá, Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Espanha, Japão, Austrália e Nova Zelândia. As próprias mães preencheram uma lista para monitorar as habilidades tecnológicas e tradicionais já executadas pelos filhos.

Alguns resultados são impressionantes. Por exemplo, 19% das crianças avaliadas estão mais aptas a jogar com um aplicativo de smartphone do que amarrar o próprio cadarço. Ou ainda: os menores têm mais facilidade para abrir um navegador de internet (25%) do que nadar (20%). Enquanto 43% das crianças (entre 2 e 3 anos) aprendem a andar de bicicleta, 44% conseguem jogar um game de computador. E praticamente não há diferença entre sexos. Meninos (58%) e meninas (59%) se divertem com games de computador e fazem chamadas pelo celular (28% e 29%, respectivamente).

“Essas crianças estão crescendo em um ambiente que seria irreconhecível para os seus pais. O telefone inteligente e o computador estão cada vez mais tomando o lugar da TV como uma ferramenta de educação e entretenimento para as crianças”, apontou JR Smith, CEO da AVG. O executivo ainda aproveitou para vender o próprio peixe. Com o resultado da pesquisa, Smith destacou a necessidade de os pais a anteciparem a orientação às crianças sobre a navegação segura pela internet.

Papais e mamães, comecem a repensar na lista de presentes do Papai Noel…

A Geração Z pede (ordena) passagem

por Fabio Chiorino 

Após passar por quase todo o abecedário, chegamos, enfim, à consolidação da Geração Z. Fazem parte dela aqueles que nasceram a partir da década de 90, ou seja, com internet e celular já totalmente integrados ao cotidiano. Uma geração já formada por 1,6 bilhão de pessoas por todo o mundo.

Entre as características mais marcantes dessa nova sociedade, está o perfil contestador. Munidos tecnologicamente e com acesso a informações de qualquer canto, a “Gen Z” não aceita mais meias verdades. Quer ela por inteiro. Não à toa, o episódio WikiLeaks ganhou tamanha notoriedade. É cada vez maior o número de pessoas que se manifestam em sites, fóruns, Twitter e Facebook para reclamar de produtos e serviços de marcas (famosas ou não) e cobrar qualidade e transparência no atendimento. O SAC 2.0 nunca esteve tão em voga.

Mas também não são os paladinos da justiça. Se transformam ideias ecologicamente corretas em hábitos obrigatórios, ao mesmo tempo são os primeiros a baixar e comprar música e vídeos de forma ilegal – download ou barraquinha da esquina. A justificativa é sempre a mesma: se está na rede, é de domínio público.

Outro atributo marcante é o déficit de atenção. Zapear talvez seja o verbo que mais se conjuga nessa geração. No ritmo frenético do controle remoto da TV a cabo, ou nas 17 janelas abertas no navegador do PC (perdão, iPhone!). E também falamos de uma parcela muito mais exibicionista, que compartilha mensagens, fotos, links, vídeos (e até spam) em todas as redes sociais possíveis.

As empresas agora correm atrás de estratégias capazes de seduzir esse público. Novos conceitos, novas linguagens, postura socialmente responsável.  Tudo permeado pelo ideal de inovação, fator que parece estar no DNA dessa geração. O mercado ainda busca a melhor abordagem, o equilíbrio que não deixe pra trás a tradição das marcas nem ignore um consumidor que não para de apertar F5.

Foi-se o tempo dos vendedores de enciclopédias de porta em porta. Hoje basta um click para ser integrado ou sumariamente bloqueado da rede de relacionamentos da Geração Z. Uma relação conflitante e complexa, que vai muito além de ser discutida por DM.

O iPhone regido pela mente

Para muitos, o iPhone trata-se de uma revolução pessoal. Quem ainda não desgrudava do PC ou do notebook apostou na inovação da Apple e transformou o aparelho em um fiel companheiro. Uma legião que hoje elogia as características intuitivas do smartphone.

Mas outra revolução está se aproximando. Acaba de ser lançado um aplicativo que permite ao usuário ler sua própria mente. Hein? Isso mesmo. O software XWave funciona assim: um fone de ouvido é preso à sua cabeça e conectado à saída de áudio do aparelho. A partir daí, ele detecta ondas cerebrais e as interpreta. Cenário mais futurista impossível.

Mais quais seriam os benefícios diretos dessa novidade? Bem, o programa permite que o dono do celular manipule programas gráficos para o iPhone e controlar comando de games usando apenas a atividade cerebral. Envio de SMS e navegação na web por meio do aplicativo ainda não são atividades possíveis. Fica para a próxima.

O fone, que custa cerca US$ 100, tem um sensor que pressiona a testa do usuário e se comunica com o aplicativo gratuito que, por sua vez, mostra gráficos das ondas cerebrais na própria tela do iphone. A tecnologia é da NeuroSky, empresa que já utilizou o software em jogos para computadores e brinquedos.

Um diferencial bacana é que o XWave foi criado como mais uma forma de entretenimento, mas também poderá ser utilizado por deficientes físicos, captando as ondas cerebrais para comandar seus telefones. O aplicativo é compatível com iPhone, iPod Touch e iPad. As versões sem fio estão disponíveis para aparelhos que rodam Bluetooth e Wi-Fi. E o melhor: o aplicativo pode ser baixado de graça no iTunes.

O vídeo abaixo mostra todo o funcionamento do XWave. Ah, é bom alertar: a loira da apresentação não faz parte do pacote.

BOX CULTURAL

por Rodrigo Dionisio *

A noite de hoje pode marcar o fim de um tradicional evento cultural da cidade de São Paulo, o Noitão Belas Artes. Serão exibidos durante a madrugada Nikita (Luc Bresson), Cães de Aluguel (Quentin Tarantino), Pepi, Luci, Bom y Otras Chicas Del Monton (Pedro Almodóvar) e A Festa Nunca Termina (Michael Winterbottom), além de um quinto filme surpresa. Como de costume, o cinema deverá estar lotado, ainda mais com a perspectiva de fechamento das salas.

Muitas reviravoltas devem envolver o destino do Belas Artes, por isso escrevo quase tudo aqui no condicional. Uma das últimas é a defesa por parte de José Serra e, aparentemente, Prefeitura do tombamento do espaço. Se o complexo localizado a passos da esquina das avenidas Paulista e Consolação sobreviverá, o significado maior de seu ocaso parece ser algo difícil de resolver. O fim dos cinemas de rua da capital está ligado a dois processos aparentemente irreversíveis, que são o desinteresse pelo cinema como arte e experiência e o afastamento gradativo do paulistano classe média da sua própria cidade.

Já falei aqui do segundo aspecto, em texto sobre a peça Palhaços (http://bit.ly/aQfS4o). Todas as vezes que vejo o mesmo filme lotando as salas de qualquer shopping e reunindo platéia indigente em, por exemplo, salas do Cine Marabá, aberto no ano passado no Centro com programação Blockbuster, só posso culpar o desinteresse ou preguiça do público pela cidade. A desculpa da segurança (ou falta de) e comodidade justifica ao expectador pagar cerca de R$ 20 de ingresso, estacionamento, ficar confinado em uma caixa de concreto climatizada e assistir Marley e Eu. Pegar o metrô e caminhar até a bilheteria parece algo tão grave quanto entrar a pé em motel (comparação péssima, mas não lembrei de outro estabelecimento no qual “pega mal” entrar sem carro).

Sobre a experiência do cinema, na média a programação comercial é bem ruim. Tente lembrar qual último filme assistiu e realmente faria diferença ver em tela grande e não na TV de casa. Parte do público é levada pelo marketing, não pela necessidade de fruição. A falação desenfreada durante as exibições, o consumo das mais variadas iguarias (cada vez mais vejo gente entrando no cinema com pacotes do McDonalds) são um indício disso e reclamação frequente de qualquer cinéfilo (eu incluso). Some essas duas coisas e fica sem opções um cinema que busque não ser uma mera extensão da praça de alimentação.

Eu aprendi a ir ao cinema nas três salas localizadas no bairro da Penha, Zona Leste da capital, nos anos 80 (nos 70 eram 4). Todas de rua, em uma região periférica e pobre, algo hoje inimaginável para alguém nascido no final daquela década. O Penharama e o Cine Júpiter viraram lojas de departamento, o Cine São Geraldo, estacionamento. Tirando o último, menor, eram salas grandes, uma delas, salvo engano da minha memória, a do Penharama, tinha balcão. O São Geraldo, último a se despedir, vivia basicamente em seus dias finais de maratonas de filmes infantis nas férias de meio e final de ano, com Trapalhões e Xuxa. Nos outros meses buscava trazer opções variadas para uma região extremamente carente de lazer. Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, foi o último longa-metragem que vi por lá.

Minha dúvida, portanto, é se tombado o Belas Artes vai conseguir ser um negócio a funcionar pelas próprias pernas. Duvido. Seu fechamento é apenas a ponta de um processo iniciado há duas décadas, responsável por transformar salas de cinema em templos, lojas e estacionamentos. O crescimento do poder de compra das classes D e E parece não serem capazes de reverter isso. E a tão alardeada redescoberta do cinema nacional pelo público a mim ainda cheira como balela (para cada três produções, todas da GloboFilmes, com públicos excepcionais, há 30 outras, entre as quais três ou quatro muito boas, fadadas ao limbo).

Torço sim pela sobrevivência do Belas Artes, sou um dos possíveis órfãos daquelas salas, longe de serem boas ou modernas, assim como já fui abandonado no ano passado pelo antiquado, malcuidado, mas charmosíssimo Gemini. Talvez seja inevitável, mas, insisto, se acontecer, o fechamento do Belas Artes será apenas mais um indício de como estamos cada vez mais medrosos, apáticos e distantes do convívio com a cidade. Uma pena. Por tudo.

* Rodrigo Dionisio é jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

Consumer Electronics Show 2011

De 6 a 9 de janeiro, todos os olhos estarão voltados para a Consumer Electronics Show (CES), também conhecida como a maior feira do mundo de aparelhos de consumo e tecnologia. A edição de 2011 acontece em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Crédito: todos os direitos reservados a International CES

A CES tradicionalmente revela ao mundo o futuro da tecnologia. Foi assim com o VHS, Bluetooth e HDTV. Para esse ano, o destaque estará por conta da expansão do filão dos tablets. Especialistas não acreditam que a Apple lançará o iPad 2 durante o evento, para não ter que dividir a atenção com outras inovações. Assim, as novidades nesse nicho devem ficar por conta da Toshiba e Motorola.

O 3D é outra tecnologia que será bastante explorada na feira. A LG já anunciou um modelo 3D gigante, de 72 polegadas, com backlight de LED. Já a Samsung, aposta no lançamento de acessórios, como um tocador Blu-Ray 3D mais fino, com 2,3 centímetros de espessura.

Outro atrativo será o serviço de Videochat promovido pelo Skype, que deve repetir a aplicação de videochamadas para iPhone durante o evento. Há também a expectativa de alguma nova parceria entre o Skype e o Facebook.

E ainda haverá espaço para o o vasto mundo dos games e o lançamento do Kindle (leitor de e-book ) de tela colorida. Isso sem falar dos carros elétricos, que já dominam as rodas de discussões entre usuários que amam tecnologia e velocidade.

Entre os executivos que farão apresentações especiais no CES 201 estão: Steve Ballmer, CEO da Microsoft; Ivan Seidenberg, CEO da Verizon; Rupert Stadler, presidente da Audi AG; Boo-Keun Yoon, presidente da divisão de Negócios de Displays Visuais da Samsung; Alan Mulally, presidente da Ford Motor Co.

Confira aqui a programação completa: http://www.cesweb.org/

Qwiki, o futuro da pesquisa

por Fabio Chiorino 

Um projeto inovador que deve estourar em 2011. Trata-se do Qwiki , uma espécie de Wikipédia elevada à quinta potência. A ideia central é ampliar os parâmetros de busca pela internet. O site utiliza áudio e legenda para contextualizar o assunto pesquisado. Sempre com o suporte de imagens, mapas e vídeos, que vão sendo relacionados entre si.

Ao digitar uma palavra, nome ou lugar, a busca é construída em tempo real através de um vídeo interativo. O site mescla automaticamente toda forma de conteúdo disponível na internet e o transforma em uma nova plataforma de acesso à informação.

A XPress Comunicação testou o novo serviço e o resultado é impressionante. Ao digitar “Mooca”, bairro onde nasceu o editor desse blog, surgem na tela fotos, vídeos, textos, localização e até menção ao Juventus, tradicional clube da região. Raphael Gonzalez , designer da XPress, também se aventurou e dá o seu relato sobre a experiência:

“Em pouco tempo fazer buscas na internet pode não se tornar uma tarefa tão complicada como tirar uma calça jeans molhada ou abrir um simples sachê de mostarda no McDonald´s. Quando recebi meu invite e fiz a primeira busca, obtive resultados que mesclavam visual e áudio. Nesse momento, percebi que corria um sério risco de ser puxado para esse universo e perderia preciosas horas de trabalho buscando coisa aleatórias ou ouvindo histórias. Opa! é aqui que o negócio fica bacana.

Era uma vez… isso mesmo, toda a busca da ferramenta deveria começar com essa frase clichê dos filmes e livros de contos. É uma busca que conta a história do que está sendo procurado. Por estar em fase Alpha, a ferramenta ainda sofre por falta de termos, o que deverá ser corrigido gradualmente com a ajuda de desenvolvedores do mundo todo. De qualquer modo impressiona mesmo assim. Por exemplo, ao inserir a palavra Mooca (que causou olhos marejados ao Fabio Chiorino), a locutora explica que o nome do bairro vem do Tupi mo-ka e quer dizer ‘Construção de habitações’. Entendeu quando falei que impressionava? Agora é esperar para o Qwiki seja lançado oficialmente e colher os frutos”.

O Qwiki foi criado por Doug Imbruce e Louis Monier, este último um dos fundadores do AltaVista, o primeiro site a oferecer recursos de pesquisas em vários idiomas.  O programa está em num estágio embrionário, e o acesso só está disponível mediante cadastro. Mas a inovação já chama atenção dos investidores, que já destinaram U$ 1,7 milhão de dólares para o desenvolvimento do projeto.

EcuRed, a Wikipédia cubana

EcuRed nasce da vontade de criar e difundir o conhecimento com todos e para todos”. É assim que se apresenta a versão cubana do Wikipédia.  Lançada recentemente, a enciclopédia online promete já acumula quase 20 mil artigos, incluindo biografias e trabalhos acadêmicos. 


 O EcuRed (www.ecured.cu) chama a atenção pela parcialidade. Os Estados Unidos, por exemplo, são apontados como o “império da nossa época”, um país marcado pela riqueza, mas que não assegura assistência médica para mais de 1/3 de sua população. E ainda:  “Se caracteriza historicamente por fazer uso da força contra outras nações e países de territórios e recursos naturais para colocá-los a serviço de suas empresas e monopólios”.

Sobre o Twitter, a enciclopédia relata que a rede social bloqueou, em outubro de 2010, o envio de mensagens via celular de Cuba, mas depois restabeleceu o serviço sem maiores explicações. E ainda lembra o episódio recente, em que foram censurados conteúdos relacionados a Julian Assange, criador do WikiLeaks.

Sobrou até para o Google, claramente apontado como responsável por restringir o acesso da população à pesquisa na web. “Como qualquer outra empresa nos Estados Unidos, é governado pelas leis do bloqueio contra Cuba, o que impede que o país possa ter acesso legal aos serviços de busca”, diz o site.

Tons bem mais simpáticos são dedicados ao líder cubano Fidel castro: “Hoje escreve e participa da luta de ideias em nível mundial. Por sua autoridade moral, influi em importantes e estratégicas decisões da Revolução”. Entretanto, o site não menciona a polêmica gerada pelas reformas econômicas introduzidas esse ano por Raúl Castro, irmão de Fidel e atual presidente do país.

Com informações de O Estado de S. Paulo e Reuters

BOX CULTURAL

por Rodrigo Dionisio *

Hoje as Dionizíacas voltam a São Paulo em espaço de gala. O projeto do Teatro Oficina rodou 7 capitais brasileiras durante o ano, com apresentações gratuitas em grandes estruturas montadas em espaços públicos. Para o encerramento na capital e casa do grupo, foi construída uma tenda ao lado da sede do teatro, na rua Jaceguai, onde antes ficava o estacionamento do Grupo Silvio Santos. Nesse terreno, Zé Celso projeta há tempos a construção do Anhangabaú da Feliz Cidade, um teatro de estádio e espaço fixo para cursos e, talvez o mais importante, convivência da comunidade do Bixiga.

Serão encenadas quatro peças do repertório do Oficina até a próxima segunda-feira, tendo como entrada a entrega voluntária de um quilo de alimento não perecível. Taniko, o Rito do Mar (hoje, 20h) abre os trabalhos e é uma das obras menos interessantes das escolhidas. Criada para a comemoração do centenário da imigração japonesa no Brasil, mostra a vinda de um grupo de migrantes para o país a Oeste e sua inserção nos mitos e lendas nacionais.

Sábado, às 18h, ocorre a encenação de Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!, segunda parte da série sobre a vida de Cacilda Becker e peça mais recente do repertório do grupo. O texto conta o início da carreira artística da atriz, sua chegada ao Rio de Janeiro e o contato com grandes nomes da cultura nacional, tais como Grande Othelo, Maria Della Costa, Ziembinski, Nelson Rodrigues, Procópio e Bibi Ferreira, Sergio Cardoso e Jardel Filho. Isso sem contar as impagáveis presenças de Zé Carioca e Pato Donald no elenco.

Bacantes, montagem a qual normalmente leva mais gente às apresentações das Dionizíacas, ao menos em São Paulo, tem lugar no domingo, também às 18h. A peça provavelmente é a mais conhecida do grupo, ao menos a mais comentada contemporaneamente, se for levada em conta O Rei da Vela. Também é o texto mais denso e mais pesado, sobre a disputa de morte entre Penteu e Dionísios. É ainda uma celebração à vida e ao teatro, com tudo de trágico e, por vezes, doloroso envolvido em ambos.

Legenda: Mini-documentário sobre as Dionizíacas em Peixinhos, Recife, com cenas de Bacantes e O Banquete (e viva dona Rosa!)

Segunda-feira encerra a edição paulista e o projeto 2010 das Dionizíacas com a adaptação de O Banquete, de Platão, às 19h. É a peça mais clássica do repertório. Pode parecer um comentário óbvio… mas, fato, a montagem em uma espaço restrito representando uma mesa de banquete remete mais a uma encenação discursiva e menos interativa. Vale para quem leu o texto grego, para ver como o Oficina o aproveita e transforma, e a quem deveria ter contato com essa obra fundamental do pensamento Ocidental.

A nota triste fica por conta do imbróglio jurídico no qual está envolvida Elaine Cesar, diretora de vídeo do Oficina. Em resumo, por uma ação judicial movida pelo ex-marido, ela perdeu temporariamente a guarda do filho Theo e, como parte da ação, equipamentos e conteúdos sob sua guarda foram apreendidos, incluindo imagens das Dionizíacas e material do Oficina (entenda melhor o caso aqui – http://teatroficina.uol.com.br/menus/45/posts/423). Que tudo se resolva da melhor maneira. Evoé!

PS: sobre o caso da apreensão dos materiais do Oficina, hoje me deparo com o seguinte post no Facebook da amiga querida e câmera do Oficina, Cassandra Mello: “Notícias jurídicas: o juiz, embora não tenha devolvido os HDs hoje -mas vai devolver nos próximos dias – tem, atrás da mesa de trabalho, um quadro de Baco. Tá tudo certo, minha gente”. O quadro é Os Bêbados ou O Triunfo de Baco, de Velazquez – http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/velazquez/velazquez.feast-bacchus.jpg. O mundo é um lugar engraçado, para não dizer irônico.

* Rodrigo Dionisio é jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

A UM CLICK DE DISTÂNCIA

por Fabio Chiorino

Atire o primeiro voucher quem nunca aproveitou uma oferta relâmpago na internet. Um modelo de negócios que virou uma febre no Brasil: os clubes virtuais de compras coletivas. Funciona assim: um site oferece um serviço ou produto com desconto a partir de 50%, durante 24 horas. Depois de atingido um número mínimo de compradores, todos ganham cupons que dão direito à promoção. Hoje são mais 300 sites desse tipo no país. A estimativa é de que mais de R$ 300 milhões sejam movimentados somente em 2010 pelos sites de vendas coletivas. E para falar sobre o sucesso do social commerce, o blog entrevistou Marcelo Macedo, CEO do ClickOn , um dos principais players atuais do segmento.

XPress: O ClickOn surgiu no Brasil a partir de um modelo de negócio que começou em 2008 nos EUA. Como aconteceu essa migração? Que estudos vocês fizeram para trazer o segmento de compra coletiva para cá?

Marcelo Macedo: No final do ano passado, um amigo entrou em contato comigo e disse que tinha conhecido um site americano no segmento de compras coletivas e queria muito conversar sobre o negócio, porque achava que eu tinha a ‘cara’ do projeto. Em um primeiro momento, ao entrar no site, eu não gostei do modelo. Achei que o público brasileiro não tinha o perfil de comprar com cupom e por esse motivo não daria certo. Mas depois de avaliar melhor o site e o modelo, vi que era uma ideia promissora e começamos a conversar.

Tudo aconteceu muito rápido, montamos o time em poucos meses e, em março deste ano, iniciamos o ClickOn. Em pouco tempo a versão soft opening estava no ar e começamos a montar nossa base de cadastros com uma ação promocional.

Estudamos muito bem o mercado potencial e montamos um time de profissionais que acumula anos de experiência em internet. Hoje podemos afirmar que todas nossas previsões estavam mais do que certas. O mercado está em franca expansão e os principais players têm potencial para crescer ainda mais.

XPress: As compras coletivas viraram uma febre no Brasil. Como é possível se diferenciar da concorrência, já que a cada mês surgem novos players nesse mercado?

Marcelo: O principal diferencial é oferecer os melhores serviços tanto para o consumidor quanto para o estabelecimento. Temos aqui no ClickOn uma preocupação editorial com as ofertas, sempre buscamos disponibilizar serviços variados e diferenciados aos nossos usuários. Temos também um cuidado muito grande com as ofertas, por isso não colocamos no site estabelecimentos que não tenham sido visitados por um dos nossos vendedores. E para garantir que o consumidor tenha uma boa experiência, nossa equipe ajuda o estabelecimento a definir todos os detalhes da oferta, como preço, desconto e, principalmente, o número máximo a ser vendido para garantir que esteja dentro de sua capacidade de atendimento. Nosso objetivo com tudo isso é fidelizar o nosso cliente e parceiro.

Marcelo Macedo, CEO do ClickOn

XPress: Recentemente vocês fecharam parcerias com o Grupo Abril e com a Brandsclub. Como funcionam esses acordos? Eles possibilitam um relacionamento com os clientes que não se limite a uma oferta do dia?

Marcelo: Com a Abril Digital fechamos uma parceria para a criação de um novo site de compras coletivas, chamado Bananarama, que deve tornar-se um dos maiores players de mercado em pouco tempo. Esse novo site contará com todo o investimento de mídia da Abril e a expertise em compras coletivas do ClickOn. Fomos escolhidos pela Abril, um dos principais grupos de mídia do país, por conta do nosso diferencial de mercado.

Já com o Brandsclub, fechamos uma parceria comercial que possibilita aos usuários do outlet virtual acessarem nosso site com o mesmo login e senha e vice-versa. Além disso, realizamos uma oferta nacional para a comercialização de um voucher com desconto para compra no site.

XPress: Inicialmente as ofertas do dia eram mais focadas em serviços de beleza, ou algumas opções de gastronomia. Hoje, vemos um leque maior de ofertas, sem restrição de público. Quando foi possível efetuar essa mudança?

Marcelo: A inclusão de novas subcategorias é uma evolução do modelo. Nós no ClickOn trabalhamos basicamente com três segmentos de serviços, cada qual com suas subdivisões. Bares/restaurantes, estética e bem-estar e entretenimento. Dentro desta última categoria insere-se também a categoria de viagens.

XPress: As ofertas diárias são voltadas a serviços. O próximo passo será a venda de produtos? Será possível abrir o computador um dia e encontrar promoções de artigos pessoais, por exemplo?

Marcelo: Esse modelo de negócios tem como foco a comercialização de serviços e, da forma como está estruturado, creio que podemos agregar novos serviços ou mesmo deixar o modelo mais hiperlocal.

(Recentemente, o ClickOn vendeu ingressos para jogos do São Paulo no Campeonato Paulista de 2011 e, em uma parceria com a TAM, ofereceu passagens com descontos para a ponte aérea Rio de Janeiro-São Paulo).

XPress: Que praças vocês atendem hoje? Qual o número total de pessoas cadastradas no site e o volume de vendas por dia?

Marcelo: O ClickOn está disponível para os moradores de 17 cidades: São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Brasília, Salvador, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Niterói, Goiânia, Recife, Vitória, ABCD Paulista, Florianópolis, Joinville, São Luis e Campinas. Já alcançamos o número de 3 milhões de pessoas cadastradas no site.

XPress: Como é formada a equipe que trabalha para o ClickOn? Quantos colaboradores e escritórios vocês têm atualmente?

Marcelo: Atualmente temos uma equipe de 165 colaboradores, divididos em escritórios regionais. Mantemos um escritório de vendas em todas as praças que atuamos e, em São Paulo, concentramos toda a parte administrativa.

XPress: O Brasil já está totalmente preparo para o Social Commerce? O que ainda falta para estabelecer definitivamente a linha de negócio por aqui?

Marcelo: O social commerce está em evolução e vem sendo bem recebido pelo público brasileiro. Tenho certeza que as forças das redes sociais contribuem para que este modelo avance muito nos próximos meses.

XPress: Você pode compartilhar alguns exemplos de vendas que foram sucesso absoluto?

Marcelo: O ClickOn coleciona alguns cases de sucesso, como:

- Fotoregistro.com.br, 41 mil vouchers vendidos;
- Doceria Amor aos Pedaços, mais de 12 mil vouchers;
- Applebee´s, que vendeu mais de 6 mil vouchers;
- Mais de cinco mil pizzas (1900 Pizzeria);
- Mais de quatro mil ingressos para entrada de teatro;
- 1350 ingressos do Circo dos Sonhos;
- 2600 vouchers de Kart;
- 800 ingressos de cinema em menos de 12h.

Box Cultural

por Rodrigo Dionisio  *

Quanto pior, melhor. Chavão perfeito para definir uma safra inteira de filmes que têm invadido as salas de cinema há alguns anos já. Produções bem-feitas, muitas vezes com nomes badaladíssimos tanto na frente quanto atrás das câmeras, com o claro objetivo de emular o lixo. Com alguns resultados deliciosos para os fãs de cinema.

 Machete, filme de Robert Rodrigues que estreia hoje em circuito comercial, é o mais recente exemplar dessa onda. O roteiro tem buracos, boa parte dos diálogos é risível, há quilos de erros de continuidade e situações inverossímeis. Mas, diferente de produções cuja bizarrice é gerada por falta de recursos ou talento dos envolvidos, tudo aqui é proposital. Para ficar em apenas um aspecto, o elenco reúne Robert De Niro, Jessica Alba, Michelle Rodriguez, Lindsay Lohan. Sem entrar no mérito da qualidade artística (da lista, De Niro é o único com alguma), são nomes que caberiam em qualquer produção milionária do cinemão de Hollywood.

Também diferente dos chamados filme B, essa nova onda tem cadeira cativa no high society do cinema mundial. Machete foi exibido na mostra do Rio e na última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e chegou a ser considerado pela crítica especializada o melhor filme do evento (é sério – http://blogs.estadao.com.br/luiz-carlos-merten/machete/).

 O longa co-dirigido por Rodrigues e Ethan Maniquis era originalmente um trailer fake do projeto Grindhouse, o qual reunia Planeta Terror e À Prova de Morte (saiba mais – http://www.xcomunicacao.com.br/noticias/tarantino-e-bom-quando-assume-ser-pessimo-diretor/). Diz a lenda, que por insistência do ator Danny Trejo, Machete foi efetivamente produzido. A história? Machete Cortez é um agente federal mexicano, um Federale, ou a mistura de CIA, FBI e Forças Especiais enrolada em um burrito, como é definido no filme.

Durante uma ação de resgate de refém, ele vê sua mulher ser assassinada, é ferido e deixado para morrer em uma casa incendiada, por obra do chefe do narcotráfico local, Torrez, interpretado pelo canastríssimo Steven Seagal.

Corta e, sem mais explicações, Machete reaparece como um imigrante ilegal em busca de trabalho nos EUA. Ele será coagido a assassinar um candidato a senador xenófobo (De Niro), que entre outras coisas participa de safáris na fronteira mexicana nos quais a “caça” são imigrantes ilegais. Sem saber, o herói é envolvido numa trama para ampliar os votos do político e, em vez de matá-lo, Machete torna-se alvo de um atirador. Após perceber ter sido usado, e tendo bandidos interessados em eliminá-lo na sua cola, dá início a uma saga sangrenta de vingança que irá levá-lo a… Torrez. Rocambolesco e previsível? Essa é a ideia.

Machete, que significa sabre e é, além da arma preferida do protagonista, uma referência a seu desempenho sexual, é, portanto um empilhado de clichês, falta de nexo, situações estapafúrdias. Trejo é o protagonista mais improvável do mundo, a antítese do latinlover. Feio, capaz de apenas duas ou três expressões faciais e com um inglês prejudicadíssimo. O longa-metragem, nestas condições, é garantia de momentos divertidíssimos para quem decidir se entregar sem preconceitos. É cinema de entretenimento em alto nível, pop e descompromissado.

Agora, se você realmente acredita que cinema é exclusivamente um espaço sagrado e veículo para reflexão e engrandecimento do espírito… você é uma pessoa chata, com pouca visão e deve fugir de Machete.

* Rodrigo Dionisio é jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

The New Facebook Profile

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Toda mudança, por menor que seja, traz algum desconforto. Na internet não é diferente. Sempre que o usuário sai de sua zona de conforto e se vê diante de uma nova forma de navegação, surgem manifestações.

Foi o que aconteceu depois que Mark Zuckerberg, o próprio criador do Facebook, apresentou em primeira mão em entrevista ao programa “60 Minutes”, da CBS, o novo perfil da rede. Nos últimos seis anos, o Facebook promoveu seis inovações em seu visual. Mas desta vez os usuários protestaram de forma mais incisiva. A principal reclamação refere-se à falta de um recurso que permita retornar à versão antiga do site, como ainda acontece no Twitter, por exemplo. Ou seja, uma vez clicado, adeus layout antigo.

Disponível desde segunda-feira, o novo formato busca uma melhor organização das informações em uma única página. Entre as principais inovações, destaque para informações pessoais e fotos marcadas por amigos locadas no topo da página. Abaixo, vêm os botões de compartilhamento de link, texto, foto e vídeos. E ainda: os amigos ganharam fotos maiores e continuam na mesma parte da tela, do lado esquerdo. Os botões de ‘cutucar’ e ‘enviar mensagem’ passam para o lado direito, no topo da tela.

Questionado na entrevista para a CBS sobre o filme A Rede Social, Zuckerberg aproveitou para se defender: “Algumas coisas muito básicas foram retratadas incorretamente no filme. (…) Fizeram parecer que toda a minha motivação para criar o Facebook era para encontrar garotas, certo? E eles deixaram de lado que eu já estava com a minha namorada antes de começar o Facebook”. E ainda foi irônico ao comentar sobre o retrato de seu personagem: “Eu acho que eles acertaram na escolha das camisetas que o meu personagem veste. Acho até que aquelas camisetas do filme são minhas”.

Para adotar o desenho, basta acessar a página oficial do novo perfil do Facebook e clicar no botão ‘Get the new profile’, no canto superior direito da tela. Todos os usuários devem receber a atualização até o início de 2011, segundo a empresa.

Abaixo, o vídeo que apresenta as novidades:

A regra é clara

Não são poucos aqueles que se deparam com um dúvida na hora de escrever no Twitter e até mesmo deixam de postar algo com medo de penar no português. Mas esse entrave está com os dias contados.  É que surgiu na rede O Corretor! – www.twitter.com/corrigirei, que te avisa quando você comete uma infração com a língua. Basta seguir o perfil, e ele o segue de volta.

corretor

Veja alguns exemplos recentes das verificações ortográficas do perfil:

- “SABENU”? Posso estar enganado, mas parece que o certo seria “SABENDO”.

- você tem certeza que a palavra “icluiram” está correta? Talvez possa ser “incluíram” !

- Hmm, talvez você esteja equivocado sobre a palavra “durmi”, tenho a impressão que o correto é “dormi” :)

O mais curioso é que o serviço foi criado por Derlan Lima, um garoto de 15 anos que tinha dificuldades com as inúmeras regras do português. Daí surgiu o projeto: juntou dados de dicionários online e ferramentas de correção do Google para fazer um robozinho para corrigir os próprios erros. Quando o robô encontra algum erro, dispara o aviso. O banco de dados tem ainda palavras e gírias em inglês e espanhol.

O @corrigirei tem hoje quase 5 mil seguidores. É pra deixar o professor Pasquale com inveja…

Fontes: O Estado de S. Paulo e O Globo

A Rede Social e a história por trás do Facebook

por Evelyn Carvalho  *

Estreia hoje no circuito comercial o aguardado filme “A Rede Social”, que conta a história por trás da criação do Facebook. O longa é dirigido por David Fincher, o mesmo diretor de “Clube da Luta”, “Seven” e “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Seu roteiro é baseado no best-seller “Bilionários por Acaso: A Criação do Facebook”, escrito pelo norte-americano Ben Mezrich. 


É possível acreditar que na incrível história dos estudantes de Harvard que ficaram bilionários criando uma rede de relacionamento na internet já havia um roteiro pronto. Mas, para além desse ponto de partida, David Fincher criou uma forma ágil e envolvente de contar esta história.

O filme é situado no momento em que a autoria da plataforma – então nas mãos do jovem gênio da informática Mark Zuckerberg (vivido por Jesse Eisenberg, de “A Lula e a Baleia”) – está sendo questionada. Contra ele, um grupo de colegas da Universidade de Harvard (que de fato foram os primeiros a pensar em uma rede social interna para a universidade) e o próprio sócio de Zuckerberg e co-fundador do Facebook, o brasileiro Eduardo Saverin (Andrew Garfield).

O filme mostra o processo gradual e intuitivo de Zuckerberg para criar o Facebook, a rede social que congrega mais de 500 milhões de usuários e é a mais popular do planeta. Dinheiro, mulheres e fama podem ser vistos mais como conseqüência do que como motivação para o desenvolvimento da rede. De acordo com o filme, o Facebook foi criado para dar vazão à insegurança e o sentimento de inadequação de seus autores frente às relações humanas “reais”. É quase como se, até um determinado momento em que o dinheiro começa a fazer a diferença, Zuckerberg não tivesse a dimensão do que estava fazendo.

Se o êxito do Facebook for medido em dinheiro, ele será absoluto. A empresa nascida em um dormitório da Universidade de Harvard vale hoje US$ 41 bilhões e Zuckerberg foi relacionado pela revista Forbes como o 35º homem mais rico do mundo, com uma fortuna pessoal de quase US$ 7 bilhões.

Pessoalmente, esse sucesso se torna relativo. Ao contrário do sorridente Zuckerberg que estampa as fotos nos jornais, o personagem criado por Jesse Eisenberg transmite no seu ciclo mais íntimo solidão e melancolia. Ironicamente, o homem que colocou em contato milhões de pessoas perde seu melhor e único amigo, Eduardo Saverin.

A verdadeira rede de intrigas em que os personagens se envolvem é pontuada por tiradas de humor inteligente. O elenco é primoroso. Além da sensibilidade de Eisenberg e Garfield, quem se destaca é o cantor pop Justin Timberlake, numa vibrante interpretação do polêmico fundador do Napster, Sean Parker.

Em tempos onde o consumo de informações e bens culturais extrapola os limites de velocidade, “A Rede Social” é consistente e tem tudo para se tornar um retrato definitivo de sua geração.

* Evelyn Carvalho é jornalista e integra o Núcleo de Conteúdo e Design da XPress Comunicação

E o arroz com feijão?

por Cristiane Fernandes 

Tenho certeza de que muitos vão pensar que esse assunto é bobagem e já está totalmente resolvido dentro das agências de comunicação. Eu também pensava… Mas vi que ainda é preciso organização e estratégia. Comento sobre os conhecidos press tours!

oasis

Semana passada, a bordo do Allure of the Seas – o gigante da Royal Caribbean – em parceria com Jaqueline Januzzi, conduzi um press tour com 12 veículos brasileiros. Nessa missão, havia jornalistas de vários países para, juntos, conhecerem o maior navio do mundo em um cruzeiro inaugural, sob a organização do PR internacional.

Para programar as atividades – que eram muitas -, rascunhar as programações e mostrar à imprensa todos os atrativos em três dias a bordo, imagino que foi um desafio para a assessoria de imprensa global da companhia. E realmente, foi!

Quando recebemos as atividades, nos preocupamos em incluir atividades atrativas a cada veículo confirmado, já que tínhamos o “trade”, grande imprensa, veículos regionais e títulos do turismo. Cada um com seu enfoque, leitor e periodicidade – alguns também online. 

Mas vamos lá. O que mais me chamou a atenção foi que, em uma conversa informal sobre os “press tours”, 90% dos nossos convidados disseram que ainda sentem falta de uma programação mais elaborada e voltada ao seu perfil. Cheguei a ouvir: “A maioria das atividades eu faço para agradar o assessor”.

Mesmo ciente de que a agenda planejada não satisfaz gregos e troianos em 100% e que os jornalistas também precisam “cavar” seus diferenciais – e eles concordaram comigo nesse aspecto -, não pensei que essa ação ainda sofresse deficiências como essa, sem organização e planejamento.

Do lado de cá temos que divulgar nosso “peixe”, mostrar os diferenciais, organizar entrevistas e tentar, ao máximo, positiva repercussão na imprensa. Do outro lado, o jornalista trabalha para satisfazer o respectivo leitor e buscar os ganchos diferenciais. Será que para unir todas essas expectativas e objetivos, a lição de casa é feita com planejamento?

Também ouvi: “Uma hora dedicada ao meu veículo, muitas vezes, vale muito mais do que dois dias de atividades. Poucas assessorias me ligam para ver o que vou querer cobrir no press tour”. Será que vale uma agenda lotada de atividades ou planejar antes de compor o grupo pode ser muito mais ‘implacável’ para nos assessores?

Pois é, falar de mídias sociais no turismo era meu foco para esse artigo, mas vi que o ‘arroz com feijão’ ainda precisa ser repensado e planejado. Numa população totalmente conectada, sem carência de informação, o ouro da comunicação é a interpretação positiva e o posicionamento da informação. Para isso, creio que precisamos avaliar sempre nosso foco e, dentro dos diferenciais e mensagens-chave de cada cliente, buscar a exclusividade para cada veiculo, mesmo que na divulgação de um mesmo produto.

Sim, temos que nos atualizar diante das novas ferramentas de comunicação, mas acredito que ainda comemoramos aquele espaço tradicional conquistado, que gera enorme credibilidade aos nossos clientes. Por isso, não podemos nos esquecer das ‘antigas’ e positivas ações. Elas também precisam de estratégia e organização! Pensemos nisso!

Cristiane Fernandes é jornalista e integra a equipe de São Paulo da XPress Comunicação

O jornalista do futuro

“Um obcecado pelo jornalismo”. É assim que logo de cara se autodefine Sérgio Dávila, atual editor-executivo da Folha de S. Paulo. Depois de dez anos como correspondente do veículo em Nova York, Califórnia e Washington, Dávila assumiu o novo cargo, em março, com um enorme desafio pela frente: integrar as equipes de redação do impresso e online.

Foi da experiência conquistada no exterior, incluindo a cobertura da Guerra do Iraque e o ataque terrorista de 11 de Setembro, que Sérgio buscou um novo modelo editorial para um dos maiores jornais do país. Sempre atento às inovações que surgiam nos EUA e Europa, o profissional também esteve à frente do novo projeto editorial e gráfico, que, sob o conceito “Folha – O Jornal do Futuro”, incluiu novos cadernos, textos mais concisos, maior apelo visual e novos colunistas.

Foto: Leticia Moreira/ Folha Imagem

Foto: Leticia Moreira/ Folha Imagem

Nesse bate-papo com o blog, Sérgio traz detalhes sobre o novo perfil do jornalista, a influência da internet, os aprendizados adquiridos como correspondente internacional e de que maneira o jornalismo brasileiro passou a ser visto no cenário mundial. As perguntas foram elaboradas por Rodrigo Dionisio  e Fabio Chiorino .

XPress: Quais características profissionais e pessoais que o levaram ao cargo de editor-executivo da Folha de S. Paulo?

Sérgio Dávila: É uma obsessão pelo jornalismo. Jornalista é realmente um especialista em generalidades, mas eu sou um obcecado pelo jornalismo como um todo. Meus livros e filmes preferidos são sobre o tema. Outro fator que ajudou foi a experiência nos dois lados do balcão – como editor e repórter, incluindo a minha passagem como correspondente internacional.

Conhecer a história do jornalismo também é fundamental. É o primeiro passo para seguir exemplos de sucesso e evitar os modelos que fracassaram.

XPress: Como sua experiência no exterior pode ser sentida nos rumos que o veículo vem tomando, incluindo as adequações gráficas e de conteúdo?

Dávila: Em Washington, visitei várias redações que tinhas as redações do impresso e online divididas. Achava que jamais daria certo esse formato. Quando assumi a direção da Folha, em março desse ano, integrar as equipes do impresso e online foi o primeiro desafio que encontrei.

Acompanhar a evolução do jornalismo no mundo é outro caminho para se preparar quando novas tendências chegarem ao Brasil. Uma prova disso é a navegação pelo iPhone, que já está consolidada para veículos dos EUA e Europa. Aproveitamos esse delay para preparar nosso aplicativo. Hoje posso afirmar que a nossa plataforma tem mais a cara do jornal impresso, diferente do que acontece com o The Guardian, por exemplo. Já com o Ipad, o The New York Times é muito estático, enquanto o nosso busca soluções mais flexíveis para o leitor.

A Folha quer estar em todas as plataformas, mas, ao mesmo tempo, quer que em todas elas as pessoas encontrem um conteúdo e visual que são a cara da Folha. Temos essa constante preocupação em manter a identidade do veículo independente da tecnologia empregada.

Claro que existe uma adequação de linguagem para cada mídia, mas o que eu exijo é o mesmo rigor jornalístico que empregamos no impresso. Até um post no Twitter pode ter que ouvir os dois lados. A regra tem que ser a mesma.

XPress:  Houve um forte questionamento, inclusive de fundo jurídico, sobre a junção das redações do impresso e da Folha Online. Como esse entrave foi resolvido?

Dávila: Na época da fusão, enfrentamos menos resistência do que eu imaginava, pois esta integração já era uma realidade do jornalismo e da própria sociedade. Hoje você acorda e já checa email no celular. O jornalista está conectado em tempo integral.

Em 1989, na Playboy, eu entrava ao meio-dia. Após a leitura dos jornais, pegava uma lauda, checava o banco de dados e ia preparar o material na máquina de escrever. Quando acaba o dia, deixava tudo para trás e ia para casa, como se aquilo não tivesse continuidade. Hoje não paro nunca. Essa fusão foi uma consequência natural.

XPress: Qual é o perfil de um profissional para esse novo ambiente?

Dávila: Quando aconteceu a fusão, tínhamos duas redações de perfis diferentes. A do impresso era mais experiente, com formação mais sólida; a do online, mais jovem, “infiel”, com passagem por vários sites e formação menor.

Para nossa alegria, as duas culturas se contaminaram com o que tinham de melhor. Os profissionais do impresso ficaram mais ágeis, enquanto os jornalistas do online passaram a se preocupar mais com o rigor jornalístico e com a qualidade do conteúdo. É este o perfil de profissional que temos atualmente na Folha de S. Paulo. Uma miscigenação positiva de duas culturas completamente distintas.

XPress: Como você enxergou a decisão do Jornal do Brasil (RJ) em encerrar suas atividades no impresso e focar todo o projeto editorial para o meio virtual? É um caminho que pode ser cada vez mais seguido pela nossa imprensa?

Dávila: Pelo que eu pude acompanhar, a crise do Jornal do Brasil foi mais de gestão do que de mídia. Não o usaria como exemplo dessa tendência. Ao mesmo tempo, todos que tentaram prever o futuro do jornalismo se deram mal. Há 15 anos, especialistas diziam que o futuro era o CD, que reuniria todas as edições em um único lugar. Aí veio a internet e acabou com essa teoria.

Hoje quem paga a conta ainda é o papel, onde está o grosso da publicidade. Enquanto o cenário for esse, acho difícil o impresso desaparecer. E mesmo que isso ocorra, o impresso tem outros atributos importantes, como a portabilidade, hierarquização e até o prazer tátil de manuseá-lo.

Por isso também que o livro não desapareceu. As mídias se complementam. A multidão que comprou os livros da série “Crepúsculo” consome cinema, sites e demais conteúdos relacionados. Esse fenômeno me faz crer que o impresso não vai acabar. Mas daqui um ano pode ser que a história já seja totalmente diferente.

XPress: Até que ponto a internet influenciou na decisão dos veículos impressos por textos mais curtos e com mais imagens de apoio? Foi só a web ou os hábitos de consumo dos leitores também levaram a isso?

Dávila: O jornal é sempre fruto do seu meio. Nas décadas de 10 e 20, tínhamos só texto, o chamado “deserto de chumbo’. A popularização do cinema trouxe as imagens. E cada mudança cultural reflete até hoje nos veículos de comunicação. O jornal não é surdo ao clamor da sociedade.

A internet fez com que os jornais se preocupassem em se aproximar dessa linguagem. Apesar de ser bastante visual, a web é um espaço onde se escreve bastante. Isso se reflete, por exemplo, nos anúncios, que a cada dia vêm com mais texto. O ponto fundamental foi levar essa adequação e os anseios dos leitores para o impresso, mantendo a identidade da marca. E a Folha tem essa tradição de vanguarda em ser sempre a primeira a mudar.

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XPress: Como vocês monitoram a avaliação dos leitores sobre as reformulações editoriais e gráficas, como as executadas esse ano?

Dávila: Antes o jornalista publicava uma matéria e era quase como jogar uma garrafa ao mar, quase sempre sem retorno. Hoje, com a internet, você escreve, posta e, depois de alguns segundos, já existem 20 comentários sobre a matéria. É um feedback imediato.

Do lado do leitor, você pode se manifestar de uma forma que depois se arrependa. A possibilidade de reflexão é menor. Do outro lado, pode surgir uma geração de jornalistas viciados em audiência. E o jornalismo também é feito de matérias que não são populares.

Muitos leitores que não se manifestavam começam a opinar porque é fácil. E fazem isso normalmente quando são movidos por amor ou ódio, o que é um desvio do leitor médio, que reflete mais e se manifesta de outras formas, por cartas e emails, por exemplo. 

É preciso muito sangue frio para saber o que é leitor médio e o que é opinião passional. Pesquisamos constantemente esse leitor médio, que nos dá um termômetro mais real da percepção do leitor do nosso veículo.

XPress: Em sua experiência como correspondente internacional, qual a percepção de outros países sobre o jornalismo que se pratica no Brasil?

Dávila: Fiquei dez anos fora do Brasil. No começo, jornalista brasileiro era tratado como uma espécie exótica. A evolução democrática e econômica do Brasil e a visibilidade do presidente Lula mudaram esse quadro. O Lula é carismático, quase um pop star para a imprensa estrangeira. E isso fez com que o Brasil ganhasse um peso diferente no cenário mundial. Houve uma mudança nessa relação e um interesse maior pelo jornalismo brasileiro.

Uma vez, num almoço com jornalistas do The Wall Street Journal, comentei sobre a audiência do Portal UOL, mais de 1 milhão de assinantes, e eles ficaram maravilhados, um absurdo para a realidade deles.

XPress: Havia a expectativa de que as Eleições 2010 seriam marcadas pelas ações nas redes sociais, o que acabou não acontecendo. O que deu errado?

Dávila: Foi uma grande surpresa pra mim. O case do Obama é estudado até hoje. Achei que teríamos algo parecido em arrecadação e mobilização, mas elas foram pífias. Ainda falta uma boa explicação sobre isso, mas essas Eleições mostraram que o brasileiro está militando bastante pela internet. A blogosfera foi arena entre os dois candidatos que chegaram ao 2º turno, com diversos “comícios” virtuais.

Talvez isso seja o embrião para um engajamento maior nas próximas Eleições. Uma maior mobilização para questões cívicas e menos espaço para troca de xingamentos, como aconteceu dessa vez.

XPress: E como é sua participação na internet? Consegue se relacionar com tantos públicos através da web 2.0?

Dávila: Quando assumi a direção de redação da Folha de S. Paulo, eu tinha blog, Twitter e um programa semanal na web. Decidi parar com tudo por um momento. Depois, porém, percebi que tudo o que é falado nesses meios é visto como uma opinião da Folha, e não mais uma opinião pessoal. Se falo de um CD, as pessoas acham que vai ter resenha na Ilustrada; se sugiro um restaurante, já esperam uma crítica do Josimar Melo.

Essa confusão entre o institucional e o pessoal me fez deixar de lado essa atividade por enquanto. Não sei quando vou voltar. Preciso descobrir um modelo que não pareça ser mais um canal de conteúdo da Folha. Enquanto não achar esse equilíbrio, continuo acompanhando de fora.

BOX CULTURAL

Por Joana Carvalho *

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A dica cultural de hoje é para quem mora ou está de visita ou de passagem pelo Rio de Janeiro: vocês devem dar uma passadinha no Teatro Oi Casagrande, no Leblon. A adaptação brasileira do espetáculo Hair está em cartaz por lá e está imperdível.

O espetáculo Hair pode ser considerado um dos mais conhecidos musicais de todos os tempos. E não é para menos! O tema, o enredo, as músicas, o figurino, o foco… Tudo é muito bom! Mesmo quem nunca viu ou assistiu, sabe ou já ouviu falar de Hair.

A peça, escrita por James Rado e Gerome Ragni (com música de Galt MacDermot), teve sua consagrada estreia no ano de 1967. E ficou famosa mundialmente ao retratar o movimento cultural dos hippies nos anos 60 e 70.

A produção brasileira está sendo comandada pela grande dupla dos musicais do Brasil: Charles Moeller e Claudio Botelho. A versão tupiniquim é uma prova de que mesmo depois de 40 anos após sua estreia em Nova York, Hair continua com tudo! A peça é um sucesso de público, de talento, de beleza e de profissionalismo. Os 30 atores do espetáculo, em sua maioria ainda pouco conhecidos do grande público, estão dando um verdadeiro show. E toda a produção está impecável, seguindo a linha de sucesso da peça.

Um detalhe muito bacana é que a La Estampa , cliente da XPress, é uma das empresas apoiadoras da adaptação de Hair no Brasil! A La Estampa forneceu mais de 150 metros de tecidos para a organização do musical, para compor o figurino e também a cenografia do musical. As roupas e looks dos atores são muito bem elaborados – um espetáculo à parte, criado pelo figurinista Marcelo Pies.

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A organização do espetáculo divulgou que o orçamento da versão brasileira de Hair foi cerca de R$ 6 milhões. O investimento define bem todo o capricho e profissionalismo da adaptação brazuca: tudo é muito bem elaborado tecnicamente. Até mesmo para quem é leigo em avaliação técnica cultural, assim como eu, vai reparar no investimento pesado feito no espetáculo.

Hair está em cartaz de segunda a domingo, no Oi Casagrande. Um ótimo programa cultural, para quem curte música, teatro e cultura em geral! Para quem quiser mais informações, é só dar uma olhada no site oficial do espetáculo: http://hairomusical.com.br.

* Joana Carvalho é jornalista e integra a equipe do escritório do Rio de Janeiro da XPress Comunicação

O primeiro tablet no Brasil

A Apple ainda não divulgou uma data de lançamento do iPad no Brasil. O que não quer dizer que os usuários daqui não podem se familiarizar com o mercado de tablets. Na última semana, chegou ao país a prancheta eletrônica Galaxy Tab, da Samsung. O aparelho está sendo vendido pelas operadoras Vivo, Claro e TIM, por preços que variam entre R$ 599 e R$ 2.699, dependendo do plano escolhido pelo usuário.

Pra quem ainda não conhece, o tablet (seja Galaxy ou iPad) pode ser usado como um computador portátil, para assistir filmes, para ouvir música, navegar na internet (pelas redes Wi-Fi e 3G), tirar fotos, além da função de leitor de livros e de revistas online. Porém, existe uma grande diferença entre eles: o Galaxy Tab também pode ser usado como telefone, o que o transformou numa mistura de smartphone e tablet multimídia.

O Galaxy Tab roda com o sistema operacional Android, do Google, e tem tela de 7 polegadas (iPad tem 9,7 polegadas). A memória de 16 gigabytes pode ser estendida com o uso de cartão microSD para no máximo 32 gigabytes. O aparelho também tem câmeras em ambos os lados para videoconferência e flash de LED.

Até agora, mais de 600 mil unidades do tablet da Samsung foram vendidas em todo o mundo. Empresa espera chegar à marca de um milhão de aparelhos comercializados até o fim do ano. Confira o vídeo abaixo para entender melhor a navegação daquele que promete ser o novo “brinquedinho” dos apaixonados por tecnologia e inovação.

Fontes: Portal R7 e Revista exame

BOX CULTURAL

por Rodrigo Dionisio *

palhacos

Decadente. Esse foi o adjetivo usado por uma colega de profissão para definir parte do Centro de São Paulo após ir ao Teatro Municipal a trabalho. Decadente… Sou amante da região e morador da avenida São João, e parece reducionista (para não dizer míope ou burro) chamar assim uma região a qual reúne em no máximo 20 minutos de caminhada Municipal, Sala São Paulo, Pinacoteca, Museu da Língua Portuguesa, Estação Pinacoteca, Cine Marabá, Biblioteca Mário de Andrade, Sesc Consolação (espaço preferencial do Macunaíma, de Antunes Filho), Centro Cultural Banco do Brasil e uma infinidade de outras atrações culturais de maior ou menor porte.

Na última categoria, ao menos em relação à pequena visibilidade, o Galpão do Folias, na rua Ana Cintra, 213, do lado do metrô Santa Cecília, traz uma programação normalmente elogiada pela crítica especializada em teatro. Sua peça Palhaços, cuja presença em cartaz foi estendida até 19/12, é um exemplo de como coisas menos badaladas para grandes públicos escondem surpresas deliciosas. Quando o despertador toca 0h13, no início das madrugadas de sexta para sábado e de sábado para domingo, os espectadores pagantes dos R$ 30 de ingresso são levados ao camarim do palhaço Careta.

O local também receberá como convidado Bemvindo, um fã do artista circense, invasor do local por uma fresta na lona. O espetáculo traz o diálogo dos dois e seu embate. Texto de Timotchenko Webhi, tem por objetivo discutir a função do artista e da arte. Mais além, fala da função de nossas vidas, de como as dirigimos e entendemos, das brechas abertas para perceber qual a realidade, se é que ela existe. Fala de nossa miopia, burrice e decadência. Trabalho inspirador dos atores Dagoberto Feliz e Danilo Grangheia, se não por mais nada valeria pela sequência na qual Careta simula um infarto diante do desesperado Bemvindo.

A peça termina sem esperança, com uma sensação de vazio e a música indicada no link abaixo, também na voz de Angela Maria. E ao sair do galpão, resta a madrugada do Centro, como um reforço óbvio do que foi visto lá dentro. Contraditório? No fim concordo com a decadência da região central, revelada na encenação e aplicada inapelavelmente a nossas vidas? Se quer a resposta, de costas para o Galpão, siga a direita, suba a São João, entre à direita na Conselheiro Crispiniano, passe na frente do Municipal e entre à direita novamente na Xavier de Toledo até o cruzamento com a São Luis.  Lá, no encontro da Martins Fontes com a Major Quedinho, pare no Estadão e coma um sanduíche de pernil. Faça esse trajeto a pé. Olhe, respire a cidade. A decadência, neste caso, não vem de fora.

* Rodrigo Dionisio é jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

O email do Facebook

Um duelo de titãs. Este é o cenário atual entre Facebook (e seus mais de 500 milhões de usuários) e o Gmail, do gigante Google. Tudo por conta do lançamento do e-mail do Facebook, em um projeto internamente chamado de “Projeto Titan” ou “Gmail Killer”. Ele foi apresentado como novo sistema de comunicação pessoal, que pretende integrar e-mails, mensagens e torpedos (SMS) pelo celular. O sistema é apresentado como uma evolução do email.

Entre as funcionalidades do novo serviço, estão uma caixa de entrada para os amigos do usuário e seus contatos no Facebook e outra para e-mail e mensagens. O lançamento permitirá a troca de mensagens com quem não está no Facebook, o que não era possível até hoje.

Por ora, a novidade foi liberada apenas para alguns usuários convidados pelo Facebook nos Estados Unidos. Em alguns meses, deverá estar disponível globalmente. Atualmente, mais de 350 milhões de usuários enviam e recebem mensagens no web site do Facebook, segundo Mark Zuckerberg, presidente da empresa. Nada menos do que 4 bilhões de mensagens enviadas todos os dias pela rede.

XPRESS ENTREVISTA

por Fabio Chiorino 

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Foto e vídeo: Raphael Gonzalez

O Palmeiras venceu ontem o Atlético-MG por 2 a 0, pelo jogo de volta das quartas-de-final da Copa Nissan Sul-Americana. Agora, espera o vencedor do confronto entre Avaí e Goiás (2 a 2 no jogo de ida) para conhecer seu adversário na semifinal. O blog da XPress entrevistou o goleiro Deola, um dos destaques do alviverde no ano e que vem superando o desafio de substituir Marcos, que está entre os maiores ídolos da história do clube. Acompanhe o papo com o goleiro, que falou sobre a competição internacional, o papel de Felipão nesse time e ainda como se comunica com os torcedores.

XPress: O Palmeiras bateu ontem o seu recorde de público do ano (35 mil). Qual a influência da torcida numa decisão?

Deola: A última vez que recebemos um público assim foi na final contra a Ponte Preta, no Paulistão de 2008, quando fomos campeões. Desde o final do jogo de ida contra o Atlético-MG, convocamos a torcida. A festa que fizeram ontem nos ajudou muito, e a torcida foi responsável por 50% da nossa classificação.  O torcedor pressiona em alguns momentos que precisamos ter calma, mas de uma forma geral sempre é melhor contar com o estádio cheio. É a melhor forma de o adversário se sentir acuado.

XPress: Acabou a falta de identificação do time e da torcida com o Pacaembu?

Deola: Gosto de jogar na Arena Barueri porque já passei por lá. O problema do Pacaembu é que a arquibancada fica mais distante do campo e não conseguimos contar com a força da torcida se ele não estiver lotado. Mas quando lota, o Pacaembu faz diferença. Foi o que aconteceu ontem.  A sensação é incrível. É de arrepiar estar em campo e ver a torcida cantando sem parar.

XPress: Em que momento o garoto nascido em Céu Azul (PR) resolveu ser goleiro de futebol?

Deola: Com oito anos resolvi ser jogador de futebol, mas tinha consciência de que estava numa cidade em que o futebol profissional é pouco desenvolvido. Tinha então que superar esse baita obstáculo. Em 1998, tive a oportunidade de fazer testes em São Paulo. Fui reprovado no Guarani e na Ponte Preta, mas segui em frente. Fui jogar no Atlético Sorocaba e, em 2000, depois de uma partida contra o próprio Palmeiras, recebi o convite para integrar o elenco do Palestra.

XPress: Este é o seu melhor momento em quase 11 anos no clube?

Deola: Não acredito muito nisso de “melhor momento”. Cada jogo é um momento completamente diferente e procuro ter isso sempre em mente. Hoje, tenho oportunidade de ser titular. Mas preciso me empenhar ao máximo para continuar ganhando e crescer ainda mais.

XPress: Como você lida com os fãs. Que ferramentas na internet você utiliza normalmente para isso?

Deola: Tenho perfis no Orkut e Twitter , mas busco não ficar falando muito de futebol e do Palmeiras por lá. Coloco coisas de cotidiano, música, política, como uma pessoa comum. No máximo, coloco umas matérias que participei para quem quiser ver. Não consigo responder a todos, mas leio todas as mensagens que chegam. O grande barato é que essas redes são um bom termômetro para ter um feedback da torcida.

XPress: O Palmeiras sempre é visto como escola de goleiros. Como está sendo substituir o Marcos, o maior ídolo da história recente do clube?

Deola: A comparação é inevitável, mas não considero correta. Marcos já tem uma história no Palmeiras e no futebol. Campeão de tudo, ídolo do clube. Sei que estou fazendo um bom trabalho, mas este é um caminho longo. Ainda sou muito inferior a ele e estou tentando chegar pelo menos aos pés do que ele já conquistou pelo Palmeiras.

 

XPress: E como é a experiência de trabalhar com o Felipão? O que mudou com a chegada dele?

Deola: Para um time dar certo, não basta jogador bom. O elenco tem que dar liga. E isso aconteceu com a chegada de outros jogadores e do próprio Felipão. No Brasileirão não conseguimos reverter o baixo desempenho do 1º turno, mas retomamos a confiança no 2º turno e na Sul-Americana. O Felipão ajudou a montar esse novo panorama e nos colocou novamente na posição de disputar um título.

XPress: Avaí ou Goiás na semifinal da Sul-Americana?

Deola: Se eu pudesse realmente escolher, pediria para jogar direto a final. Mas como tem que jogar a semi, não dá para escolher. Os dois times não estão numa boa fase no Brasileirão, mas precisam ser respeitados. O Avaí cresceu muito nos últimos anos, e o Goiás é um time de tradição. A solução é parar na frente da TV, acompanhar o jogo e estudar ainda mais os adversários. É lição de casa obrigatória para quem está buscando o título.

Millennials

We all want to be young é um vídeo muito esclarecedor baseado em 5 anos de estudo sobre tendências, consumo e comportamento dos jovens pela BOX 1824, agência paulista especializada em pesquisas nesses segmentos. Além do raio X desse público, outro destaque vai para a trilha do filme que é genial”

 Sugestão de Raphael Gonzalez , designer e coordenador da Xpress Comunicação

 

Navegar é preciso…

Uma boa novidade para quem ligar o computador nesta segunda-feira. Estará disponível pela primeira vez o navegador RockMelt, uma aposta para o público que passa boa parte do tempo em redes sociais e necessita de uma forma mais dinâmica de navegar pela internet. A criação é de Marc Andreessen, o norte-americano que há 16 anos foi responsável pelo lançamento do Netscape – hoje ninguém mais se lembra, mas uma revolução na época.


Vídeo-tutorial revela navegação do RockMelt

O RockMelt foi elaborado sobre a premissa de que muitas atividades na internet irritam o usuário, como a necessidade de abrir várias janelas e administrar informações importantes ao mesmo tempo. Por ora, ele estará disponível somente para quem tiver uma conta no Facebook. O novo browser é beta e pode ser testado a partir do site: http://www.rockmelt.com

Um diferencial do navegador é uma ferramenta que mostra resultados de pesquisas do Google, além de ter um espaço reservado para a lista de sites favoritos, que traz notificações automáticas quando um deles é atualizado. Com investimento de US$ 10 milhões, a meta inicial do RockMelt é atrair 1 milhão de usuários.

Atualmente, ainda é amplo o domínio da Microsoft entre os navegadores. Segundo pesquisa da Net Applications, o Internet Explorer detém 60% do mercado, seguido por Mozila (23%) e Chrome (9%).

Fonte: O Globo

A BALADA

A Balada Literária, evento organizado pelo escritor e curador cultural Marcelino Freire , chega a sua 5ª edição. Em 2010, a homenageada será a escritora paulistana Lygia Fagundes Telles (foto), que teve recentemente toda a sua obra relançada pela Companhia das Letras.

 

A Balada tradicionalmente reúne conceituados artistas nacionais e internacionais para troca de ideias, apresentações, lançamentos e provocações literárias das mais variadas. Os encontros têm os ambientes mais variados: livrarias, centros culturais, palcos e até mesa de bar.

A apresentação da peça “Los Críticos También Lloran”, baseada na obra do chileno Roberto Bolaño, e a presença do escritor alemão Ulrich Peltzer estão entre as atrações da programação, que inclui ainda shows do grupo Quatro por Quatro e da cantora Fabiana Cozza. Freire também destaca o tributo que será feito ao editor Massao Ohno, ao poeta Roberto Piva e ao escritor e ator Alberto Guzik, mortos este ano. 

Desde 2006, o evento já reuniu personalidades como Adélia Prado, Angeli, Chico César, Cristovão Tezza, David Toscana, Efraim Medina Reyes, Francisco Alvim, João Gilberto Noll, João Ubaldo Ribeiro, José Luandino Vieira, José Luís Peixoto, Luis Fernando Verissimo, Laerte, Márcio Souza, Mario Bellatin, Mário Prata, Paulo Lins e Tony Belotto.

A Balada Literária 2010 acontece de 18 a 21 de novembro, sempre com entrada franca. Para ver a programação completa, saber mais sobre os convidados, acesse www.baladaliteraria.zip.net

Acompanhe também por aqui:

www.twitter.com/baladaliteraria
www.facebook.com/baladaliteraria

Casa de ferreiro, espeto de ferro

Ouvi a frase na apresentação de um ex-cliente da XPress Comunicação, quando ele explicava as diretrizes da empresa. Parece óbvio, mas faz todo o sentido, em especial para quem presta serviço: vamos fazer, e bem, para nós mesmos, o que orientamos profissionalmente aos outros.

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Hoje, tenho orgulho de afirmar que, no que se refere à Comunicação Corporativa Digital, a XPress está seguindo esta premissa. Se você está lendo este texto muito provavelmente conhece o perfil da agência no Twitter. Pois saiba que o @XComunicacao  é um dos mais bem ranqueados no Tweet Rank entre as grandes agências de comunicação corporativa do país.

A missão da XPress é muito clara: queremos ser a melhor, e não a maior agência de comunicação corporativa do Brasil. Mas, no Twitter, estamos à frente das quatro maiores do nosso segmento. E de todas as médias que testamos também (prove você mesmo clicando aqui )

Não, não temos o maior número de seguidores. Mas, como atesta o Tweet Rank e outras ferramentas de análise, somos seguidos por quem importa no universo digital. Qualidade acima da quantidade, é isto que visamos.

O grande segredo é uma estratégia digital bem alinhada. Conteúdo relevante muito além da simples venda da agência (na verdade, aqui no blog da XPress quase não falamos da X… os editores quase me vetaram quando sugeri este texto) e muita interação com os seguidores.

Uma receita aparentemente simples, mas que, elaborada com o talento e sensibilidade de nossa equipe, tem gerado um resultado acima da média e alavancado nossa popularidade nas mídias sociais a patamares superiores aos dos principais concorrentes. No ano em que a XPress Comunicação celebra seu 20º aniversário, começamos a estabelecer os pilares para os próximos 20 anos. A seguir, cenas do próximo capítulo, do próximo post, do próximo tweet e por aí vai…

Guilhermo Benitez  é diretor associado da XPress Comunicação e escreve no blog http://coffeebreak-br.blogspot.com

A MOSTRA

MOSTRA

Com tantas opções durante 34ª Mostra Internacional de Cinema, fica difícil organizar a programação e acompanhar todas as novidades. Para ajudar nessa difícil missão, o blog traz hoje alguns caminhos.

O primeiro deles é mapear todos os filmes pelo Portal do Estadão. Clicando aqui , você consegue ler os detalhes de cada película, com a indicação do local e horário de exibição.

Quem deseja selecionar os filmes a partir de um olhar mais pessoal, uma boa solução é acompanhar os boletins de Tatiana Vasconcelos , a ótima colunista da BandNews FM (96,9). Você pode acompanhar neste link  as primeiras impressões dela sobre os destaques da Mostra.

Mas se você é daqueles que só se convencem depois de ver o trailer, dê um pulo no Guia da Folha.  Aqui estão  os aperitivos de algumas obras, acompanhados das sinopses e dos dias de exibição. Pesquise, monte sua agenda e corra. A Mostra Internacional acaba na próxima quinta-feira (4 de novembro).

Agora, se a opção for fugir das filas da Mostra, a jornalista Mariana Laviaguerre tem outra sugestão:

‘Preparar-se para o show de Paul McCartney no show “All You Need Is Love”, que promete ser o maior espetáculo beatle da América Latina e conta com orquestra regida por Anselmo Ubiratan, efeitos especiais, instrumentos vintage, projeções e figurinos de todas as fases dos Beatles. O show acontece dia 30 (sábado) no HSBC Brasil  e é o último de uma bem sucedida turnê brasileira da banda, que percorreu 22 capitais e teve mais de 100 mil espectadores. Os preços variam de R$ 40 a R$ 120. Mais informações no site http://www.hsbcbrasil.com.br ”.

“O que eu devo fazer?”

Por Fabio Chiorino

O americano Philip Kotler, pai do Marketing, disse certa vez que uma marca implica no relacionamento entre um produto e um cliente. E que a fidelidade a ela se desenvolve ao atender e superar as expectativas e deixar o cliente ‘encantado’. É algo construído com o tempo e um dos principais atributos para atrair a predileção dos consumidores.

Esse era o cenário sedutor que rodeava LeBron James, um dos maiores nomes (e mais rentáveis) da NBA, liga norte-americana de basquete. Com 18 anos, ele foi selecionado pelo Cleveland Cavaliers no draft (processo de escolha de novos jogadores) e, antes de sua estreia, já havia assinado um contrato no valor de US$ 90 milhões com a Nike.

Mesmo sem ter conquistado um título, LeBron era idolatrado pela torcida, amado pelas crianças, um patrimônio da cidade. Era. Foi só anunciar sua transferência para o Miami Heat em julho, em um evento transmitido ao vivo, que o jogador passou a ser o grande vilão.

Vaiado nos ginásios por onde joga, ofendido nos eventos sociais dos quais participa, contestado por jornalistas, ex-treinadores e até colegas de profissão. “Desleal”, apontam uns; “Mercenário”, afirmam outros. Esse é o novo mundo de LeBron James, que fará parte de um supertime montado para realizar o sonho de levar o tão almejado anel da NBA.

O problema é que os esportes não são feitos apenas de campeões. Os torcedores valorizam os atletas que se dedicam ao extremo e criam uma identificação verdadeira com as equipes. Se conquistarem o título, melhor ainda; caso contrário, fica sempre o reconhecimento do fã, que muitas vezes paga o ingresso só para ver seu ídolo em ação.

A Nike percebeu o impacto provocado e preparou um comercial de 90 segundos para tentar reverter o quadro. No vídeo “Rise”, LeBron pergunta diversas vezes: “O que eu devo fazer?”, reconstruindo todo o polêmico episódio de sua transferência. A peça tem até um tom de humor que pode parecer exagerado para a situação delicada que se encontra o astro.

Só as próximas temporadas dirão se LeBron James voltará ao hall dos jogadores mais admirados da NBA e do mundo. Enquanto isso, entre uma cesta e outra, o jogador procura respostas do que deve fazer agora. Assim como os torcedores do Cleveland Cavaliers, que do dia para a noite perderam sua marca mais preciosa.

Quer emprestado?

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A Amazon anunciou que os donos de Kindle poderão emprestar seus livros para outros proprietários do leito de livros eletrônico ou quem tenha seus aplicativos gratuitos disponíveis para PCs, iPads, smarthphones.

A regra é a seguinte: um livro pode ser emprestado uma única vez e o empréstimo dura 14 dias. Enquanto a publicação estiver com outra pessoa, o dono original não poderá acessá-la. Outro detalhe: cabe às editoras a definição de qual livro poderá entrar nesse escambo. Os títulos serão determinados conforme a questão de direitos autorais.

O empréstimo dos livros eletrônicos já era feito pelo Nook, leitor de e-book da empresa americana Barnes & Noble.  Mas o impacto da decisão é maior por conta do sucesso de seu aparelho. Analistas acreditam que 5 milhões de unidades do Kindle serão vendidas neste ano e mais de 8 milhões em 2011.

Em julho, a Amazon afirmou que a venda de livros para o Kindle já supera a comercialização de obras no formato tradicional – 143 livros eletrônicos para cada 100 exemplares de capa dura no mercado norte-americano. O novo Kindle é vendido nos EUA por US$ 139 e chega ao Brasil pelo preço de US$ 312 (R$ 533), um dos mais caros do mundo.

Fontes: Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo

BOX CULTURAL

Nessa sexta-feira, o blog traz novas dicas culturais sugeridas por Sergio Ignacio, sócio-proprietário da XPress Comunicação. Prepare o canto da leitura, ou a pipoca da próxima sessão. E bom final de semana a todos

Cinema

DOIS IRMÃOS

  

Um dos mais celebrados cineastas argentinos da nova safra, Daniel Burman volta em cena com seu enredo preferido: as relações humanas. “Dois Irmãos” discute a relação entre irmãos, que se torna ainda mais conturbada a partir da morte da mãe deles. A obra é baseada no “Villa Laura”, do também argentino Diego Dubcovsky. Humor e melancolia de mãos dadas e totalmente enraizados no ambiente familiar.

Unibanco Arteplex
R. Frei Caneca 569   Bela Vista – São Paulo (SP)
Programação em:  www.unibancocinemas.com.br

Literatura

O CASTELO DOS PIRINEUS

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Novo romance filosófico de Jostein Gaarder (“O Mundo de Sofia). O autor participou da Bienal do Livro, realizada em agosto, quando foi lançada a obra aqui no Brasil. O livro conta a história de Steinn e Solrunn. Depois de cinco anos de um relacionamento intenso, tomam rumos diversos, por razões desconhecidas a ambos. Depois de 30 anos distantes, se encontram por acaso no terraço de um velho hotel de madeira na Noruega, um lugar intimamente relacionado à separação no passado. Buscando respostas para esse reencontro, o ex-casal começa uma frenética troca de e-mails. Uma história de amor para discutir o embate entre o racionalismo e a espiritualidade.

O Castelo dos Pirineus
Autor: Jostein Gaarder
Editora: Cia. das Letras

JÁ ENVIOU A SUA MENSAGEM?

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A União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão ligada à ONU, revelou essa semana um número surpreendente:  quase 200 mil mensagens de celular são enviadas a cada segundo no mundo. O número de SMS chegou a 6,1 trilhões em 2010 (eram 1,8 tri em 2007), marca que, inclusive, supera com folga a projeção de assinaturas de telefones celulares no mundo para este ano – 5,3 bilhões, segundo a própria UIT.

E como já era esperado, a operadora com mais clientes vem do oriente. Os SMS já representam 12% da receita da  China Mobile. E o mercado brasileiro investe cada vez mais nessa via de comunicação. só cresce o número de empresas que investem em campanhas mobile para promover novos produtos e serviços. Com um tom mais pessoal e alcance quase irrestrito, o mobile marketing permite às marcas planejarem uma publicidade interativa e, de certa forma, customizada.

Recentemente, a Dove (Unilever) iniciou uma campanha focada no público feminino, para promover uma linha de condicionadores. O objetivo é promover a interação das assinantes da revista Marie Claire, que traz uma propaganda do produto. A leitora envia uma mensagem SMS, gratuita, para um número e começa a receber dicas de beleza diariamente.

Outra ação bem interessante é a parceria entre a Vivo e o Tribunal Superior Eleitoral. Os usuários recebem mensagens SMS sobre a importância de voto e as novas regras eleitorais. O torpedo também divulga o site da Campanha Eleições Limpas- Não Vendo Meu Voto. A estimativa é que sejam enviados 40 milhões de torpedos para clientes da Vivo em todo o Brasil.

Fontes:
www.estadao.com.br
www.mobilepedia.com.br

ENCONTRO MARCADO

 

Novo comercial para promover a chegada do Sony Internet TV

A SONY revelou essa semana os detalhes de sua primeira linha de produtos compatível com a Google TV. Os aparelhos têm display LCD (todos Full HD) e contam com player de Blu-ray, entrada USB 2.0, quatro portas HDMI, conexão Wi-FI e processadores Intel Atom. Mas, afinal, qual a grande inovação para o consumidor final?

 Os televisores conectados usam a tecnologia do Google para combinar conteúdo de TV e internet. O sistema operacional móvel permite buscas por vídeos online ou na programação local, além de navegação pela web e acesso a aplicativos de terceiros. Outro diferencial é a função Dual View, em que o usuário pode utilizar a televisão ao mesmo tempo em que twita sobre o que está assistido.

 

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Apesar de experiências anteriores fracassadas, parece haver demanda agora para a novidade. A Forrester Research, empresa norte-americana de análise de mercado, projeta que 43 milhões de domicílios terão televisores conectados, nos Estados Unidos, até 2015. O preço inicial é de US$ 600 (modelo de 24 polegadas) e chega a US$ 1,4 mil (46 polegadas). Por ora, a nova linha só estará à venda nos EUA.

Saiba mais sobre o produto aqui: http://discover.sonystyle.com/internettv/

BOX CULTURAL

Hoje, o blog traz uma dica de teatro, sugerida por Sergio Ignacio, sócio-proprietário da XPress Comunicação.

 

Matéria sobre a peça no programa Vitrine (TV Cultura)

O monólogo “Simplesmente Eu, Clarice Lispector” é um dos destaques da temporada 2010. Estreou em meados de setembro e fica em cartaz até dezembro. Direção, adaptação e interpretação ficam a cargo da atriz Beth Goulart.

A peça mostra a trajetória da escritora Clarice Lispector em direção ao entendimento do amor, de seu universo, suas dúvidas e contradições. O conteúdo é baseado em textos extraídos de depoimentos, entrevistas, correspondências e trechos dos livros Perto do Coração Selvagem, O Livro dos Prazeres, além dos contos Amor e Perdoando Deus.

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Serviço:

Simplesmente Eu, Clarice Lispector
Teatro Renaissance – Alameda Santos, 2233
Jardins – São Paulo – SP
Call Center (11) 2122-4241

Temporada
Até 19 de dezembro
Sexta 21h30 | Sábado 21h | Domingo 19h
Preço: R$ 50 a R$ 60

Fonte: Guia da Semana 

Qual o limite do ‘Internetês”?

por Joana Carvalho  *

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Há tempos venho fazendo uma reflexão dos resultados, ou melhor, das consequências da linguagem da internet na vida das pessoas. E me incluo nessa, já que sou usuária assídua da web! Estamos a todo tempo em frente ao computador. E quem não está pelo menos tem e-mail, pesquisa na web, acessa algum tipo de mídia social, comunidade… Enfim, é um mundo de infinidades em que milhões de pessoas estão inseridas diariamente.

E essa imensa penetração da internet entre nós está transformando a linguagem informal e abreviada dos chats e blogs em um novo “código”. Já existe uma linguagem oriunda da internet: a chamada “internetês”. E isso existe mesmo! Todos nós escrevemos ou usamos ao menos algumas vezes abreviações e palavras típicas do mundo web.

Mas confesso que fiquei super assustada quando li outro dia uma nova revistinha da Turma da Mônica e me deparei com diálogos entre a Mônica, a Magali e o Cebolinha com abreviações e termos típicos do mundo web! Fiquei chocada com os diálogos! Tudo bem que o Maurício de Souza quis dar uma cara moderna para os quadrinhos, mas a meu ver, perdeu toda a graça.

Outro exemplo são as legendas dos filmes. Muitos canais da TV a cabo têm exibido legendas abreviadas e com expressões típicas da web. Isso mesmo! E quem não sabe o que aquela expressão significa? Como fica? Minha avó, por exemplo, não tem computador em casa e muito menos sabe diferenciar um site de um e-mail. E fica perdida, coitada, no meio de tantas abreviações e “internetês”. Será que daqui a pouco as legendas vão virar verdadeiros bate-papos de MSN?

As formas de comunicação têm evoluído e mudado a cada dia. Como profissional de comunicação e cidadã, acho isso ótimo. É muito positivo estarmos progredindo, principalmente no que diz respeito à comunicação. Mas até que ponto o uso do “internetês” é bacana e cool?

Tem que haver um limite para isso, já que o uso sem critério dessa nova forma de linguagem pode excluir pessoas que não a conhecem e, consequentemente, não a usam. E o mais grave: pode acarretar prejuízos de aprendizado.

Por conta do “internetês”, as crianças e os jovens estão cada vez mais abreviando palavras, trocando letras, esquecendo pontos e acentuações, e por aí vai. Há algumas semanas, estava estudando com meu primo de 12 anos e fui ver suas provas dos primeiros trimestres do ano, para checar suas principais dúvidas. Tive a total comprovação disso que estou escrevendo aqui: os jovens estão mesmo confundindo o uso das linguagens! Fiquei com pena da professora dele, coitada… Deve estar ali há anos, se esforçando para ensinar a norma culta da língua portuguesa, e eles escrevem coisas como “axo” e “+ ou –“ nas provas e testes. Usar abreviações e “internetês” em sites de relacionamento e bate-papo é uma coisa. Outra, bem diferente, é deixar essa nova linguagem substituir a maneira formal de se expressar. Tudo tem sua hora e seu espaço – é o chamado uso adequado.

Sou amplamente a favor da liberdade de expressão. Aliás, há tempos não víamos tantos jovens escreverem e se expressarem como fazem hoje. Tudo isso graças à internet e à democratização da informação e da comunicação! Mas temos que impor limites a nós mesmos e a todos em nossa volta para que o “internetês” não vire daqui a pouco a língua oficial de nosso país. Já imaginou?

* Joana Carvalho integra a equipe do escritório do Rio de Janeiro da XPress Comunicação

MUITO ALÉM DOS 20 MINUTOS

 por Fabio Chiorino 

(entrevista especial: a XPress Comunicação completa 20 anos nessa segunda-feira, 4/10)

“Agora podemos votar com qualquer documento. Menos com o título de eleitor. O Brasil não é incrível?”. Esse recente tweet de Luiz Megale  é uma amostra de como jornalismo e bom humor podem caminhar juntos. E talvez esse também seja um dos traços mais marcantes da programação da BandNews FM, que inovou ao lançar, em 2005, um formato ágil de notícias, prestação de serviço e opinião.

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Luiz Megale, durante a cobertura das Olimpíadas de Pequim, em 2008

Quando você sintoniza os 96,9 em São Paulo (a rádio também está em outras 8 praças), Megale já está no ar. De segunda a sexta, das 6h às 11h, ele, Tatiana Vasconcellos e Ricardo Boechat trazem as notícias de maior destaque no Brasil e no mundo. Em entrevista ao blog, o “jornalista que acorda cedo e tem preguiça mineira à noite”, como ele próprio se define, fala sobre o papel da rádio na sociedade, a interação com as redes sociais e novas tecnologias e ainda como as eleições interferem na cobertura jornalística.

XPress: O rádio continua sendo o mais fiel companheiro da sociedade? Como você enxerga essa identificação tão direta entre o veículo e o ouvinte?

Luiz Megale: Minha impressão é que o rádio jamais perderá a identificação com seu público. Ele sobreviveu a todas as mídias que apareceram até agora e continuará a dividir espaço com as que surgirão. Além da óbvia agilidade na hora de transmitir informações, não há meio que permita uma relação tão íntima entre o jornalista e o ouvinte.

XP: Com a evolução da internet, cada vez mais pessoas comuns atuam como “comunicadores”. Como a rádio se adaptou e se beneficiou dessa tendência?

LM: Além da óbvia existência de uma nova geração de, como você definiu, “comunicadores”, como os blogueiros, por exemplo, a quem a rádio e qualquer veículo devem estar atentos, surgiu com a Internet um apoio ao rádio no que diz respeito à sua função mais básica: a prestação de serviços. Há pouco tempo, a base de uma rádio de jornalismo era formada por um time de “checadores”: jovens profissionais que gastam o dedo ligando para delegacias, bombeiros, CET, polícia rodoviária, concessionárias, em busca de informação. Congestionamentos, incêndios, acidentes, crimes eram apurados desta maneira. E ainda são. Mas a informação inicial hoje quase sempre vem do email de algum ouvinte que presenciou ou está presenciando uma ocorrência. Este “apoio” tornou-se fundamental para garantir a velocidade, cada vez mais imprescindível, da informação.

XP: Você mantém ativamente seu perfil no twitter . De que forma as redes sociais impactam na sua rotina de trabalho? Ainda existe resistência por parte dos profissionais mais experientes às novidades tecnológicas?

LM: A resistência existe, inclusive por parte de jovens profissionais. Acho que ainda é possível,  embora não creia que seja recomendável, trabalhar com informação ignorando as redes sociais, já que elas ainda não representam o que é a sociedade em todas suas camadas. Mas à medida que a Internet se popularizar de fato, o que ocorre numa velocidade cada vez maior, a intimidade com as redes será condição básica para quem quiser conhecer e entender seu público. O “analfabeto digital” está com os dias contados, e não posso dizer que isso me enche de alegria, já que tenho uma grande dificuldade ao lidar com a velocidade da tecnologia. Meu celular tem cinco anos de idade. É um ancião.

XP: Você comandou recentemente dois grandes eventos esportivos dos (Jogos Olímpicos de Pequim em 2008 e Copa do Mundo de 2010). Quais os principais desafios em trazer conteúdo a toda hora sem o apoio das imagens?

LM: Quando dizemos que a Rebouças está congestionada, ou que um acidente trava a Marginal Pinheiros, o ouvinte não precisa de uma descrição desses locais. Ele já os conhece, só precisa da informação bruta. No caso de uma Copa, se você quiser fazer uma cobertura diferenciada, terá de levar seu ouvinte à África (de maneira figurada, naturalmente). Não dispomos de imagens, mas o som realiza bem esta função se for bem utilizado. Uma entrevista com crianças do Soweto, um canto típico africano, o som da torcida, o ambiente de um shopping em Joanesburgo, o som de uma rádio local, do trânsito. Tudo isso mais boas descrições de cidades que são estranhas a nós ajudam a transpor o ouvinte de seu carro, de sua casa, à terra da Copa. Não é fácil, mas é um desafio gratificante.

XP: Como era a rotina da grande equipe da BandNews fomada para a cobertura das Olimpíadas e da Copa? Alguma curiosidade que merece destaque?

LM: A rotina era acordar, ir para o IBC (Internacional Broadcasting Centre, o centro de imprensa), passar o dia em busca de informações, entrevistas e curiosidades e, 16 horas depois, dormir para começar tudo de novo. Como meu trabalho era de estúdio, ou seja, comandar os noticiários e fazer a ancoragem entre uma transmissão e outra, não pude ver os jogos no estádio. Isso era com os narradores, repórteres e comentaristas. Na verdade, só tive a oportunidade de estar em um único jogo, e só metade do primeiro tempo! Alemanha x Argélia no Soccer City em Joanesburgo. Não vi nenhum gol, mas literalmente chorei de emoção. Nunca tinha entrado em um estádio numa partida de Copa.

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“É Brasil que Não Acaba Mais”, apresentado por Megale e Marcelo Duarte (Guia dos Curiosos)

XP: A BandNews FM completou 5 anos em 2010. Quais as principais mudanças e avanços que o veículo vivenciou nesse período?

LM: Ao passo em que, com a participação cada vez mais intensa dos ouvintes, o rádio aprimorou a qualidade e agilidade da prestação de serviços, hoje ele também fala a um novo ouvinte. Mais jovem, mais antenado, ávido por informação. O ouvinte hoje não admite que seu tempo seja desperdiçado, mesmo porque o tempo é mercadoria cada vez mais escassa. Ainda peguei o tempo em que as rádios transmitiam na íntegra longas sessões do Congresso, ou intermináveis discursos de políticos. A não ser em casos de extrema importância hoje não fazemos isso. Um repórter transmite o mesmo conteúdo de uma maneira muito mais ágil e eficaz.

Além disso, temas como variedades, artes e humor até pouco tempo atrás eram relegados a horários menos “nobres”. Hoje este tipo de conteúdo está inserido no meio das notícias ditas “sérias”. Creio que a Bandnews FM teve grande participação nestas e outras mudanças.

XP: De que forma um ano eleitoral interfere na cobertura jornalística da rádio? Existe um cuidado maior na hora de levar ao ar notícias relacionadas os candidatos e partidos?

LM: Claro. Temos de respeitar as rígidas diretrizes do TSE no que diz respeito ao tempo destinado a cada candidato. Se falamos de um temos de falar de outro. Claro que essas regras não podem influir na difusão de uma denúncia, por exemplo, contra determinado grupo ligado a este ou aquele partido ou candidato. Mas o noticiário factual tem de ser realizado com algum cuidado em relação ao tempo de exposição.

XP: De segunda a sexta, você divide a bancada com o Ricardo Boechat. Aos sábados, apresenta ao lado de Marcelo Duarte o “É Brasil que Não Acaba Mais”. Como é trabalhar em parceria com jornalistas de personalidade tão distintas?

LM: Os dois têm em comum o brilhantismo em suas áreas. Boechat e Marcelo são grandes colegas, professores e, tenho o prazer de dizer, amigos. Tenho muita sorte nos companheiros com quem divido o estúdio também em relação a meus contemporâneos, como Eduardo Barão e Tatiana Vasconcellos. Faço junto com Tatiana um noticiário só para São Paulo, das 6h às 7h, que me dá muito prazer. Trabalhar com grandes figuras é um privilégio.

XP: De uma maneira geral, quem liga na BandNews FM está no trânsito. De que forma é possível fazer um jornalismo de prestação de serviço, mas que também seja prazeroso para o ouvinte?

LM: Nos obrigamos todos os dias, além de passar o máximo de informação de qualidade e relevante, a tentar tirar um sorriso do ouvinte que está no trânsito e, normalmente, não tem naquele momento muitos motivos para sorrir. Tentamos surpreendê-lo com uma brincadeira, uma notícia inusitada, uma informação mesclada com música e bom humor ou alguma bobagem da internet. Nos divertimos muito neste processo e o ouvinte, acredito, se diverte conosco.

 XP: Nunca na história desse país as campanhas de alguns candidatos estiveram tão próximas às premissas do Partido da Genitália Nacional. O PGN virou referência para a democracia brasileira?

LM: Essa criação nos enche a todos de orgulho pela popularidade que o “partido” alcançou. Nos divertimos muito com ela. Mas preferia que no Brasil a política não fosse uma piada. Ou você acha que o PGN teria vez na Suécia?

Sê plural como o universo!

por Mariana Bortoletti  *

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Quer melhor frase para descrever o poeta português Fernando Pessoa que essa que intitula o post? A frase é o tema da exposição sobre o autor no Museu da Língua Portuguesa. Para quem ainda não conhece o lugar, aqui vai uma dica: não deixe de conhecer. O conceito popular de museu ser chato é alterado ao conhecermos o Museu da Língua Portuguesa. Ele é tecnológico, atrativo e realmente faz o que se propõe: ensinar língua portuguesa de maneira inovadora.

Até 30 de janeiro de 2011, a exposição é sobre o autor português, que possui várias facetas. A instalação traduz bem a modernidade do espaço e da eterna atualidade dos poemas de Pessoa. Palavras, nomes e personalidades originadas do próprio autor. Lá, cada passo leva a uma experiência poética, dividida em vozes e estilos diferentes, mas todas da mesma fonte: a escrita de Fernando Pessoa.

São inúmeros nomes que representam o poeta:
Alberto Caeiro
Álvaro de Campos
Ricardo Reis…

Vá visitar a exposição e descubra qual é o seu preferido, qual você se identifica, qual você não gosta. Vá e descubra…

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Crédito das fotos: Rodolfo Marcondes 

Essa exposição está em cartaz na sala de exposições temporárias do Museu da Língua Portuguesa

De 24 de agosto de 2010 até 30 de janeiro de 2011
De terça a domingo, das 10 às 18h
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº, Centro – São Paulo
http://www.visitefernandopessoa.org.br

O Museu da Língua Portuguesa abriu suas portas ao público no dia 21 de março de 2006. Em seus três primeiro anos de funcionamento mais de 1,6 milhão de pessoas visitaram o espaço. O que o torna um dos museus mais visitados do Brasil e da América do Sul.

* Mariana Bortolleti é jornalista, escreve no blog http://marianabort.blogspot.com e integra a equipe da XComunicacão

O que Palmirinha e os mineiros do Chile têm a dizer

por Fabio Chiorino  

Sempre que há um lançamento, o marketing leva em consideração o grau de obsolescência programada. Uma expressão conhecida por estimar por quanto tempo um produto será consumido antes que a substituição por um novo modelo seja considerada essencial pelo mercado e consumidores.

No jornalismo a história não é lá muito diferente. Muito por conta da velocidade que as informações aparecem e são pulverizadas pela internet, surgem os grandes personagens que têm validade curta – com sorte, uma semana.

Quem deseja potencializar este breve e valioso espaço de notoriedade precisa estar preparado. Foi-se o tempo que o media training, uma das ferramentas mais vendidas pela comunicação corporativa, era dedicado apenas aos altos executivos que se tornariam porta-vozes das empresas.

Recentemente, a doce senhora Palmirinha Onofre ganhou os holofotes após deixar o programa de receitas que apresentava na TV Gazeta. Virou hit, foi convidada para eventos, fez aparições especiais. Em entrevista ao “Vitrine”, (TV Cultura), a culinarista revelou que criou perfil no Twitter  (administrado pelos netos)  e até contratou assessor de imprensa. As delícias de Palmirinha agora dividem espaço na agenda com outros compromissos profissionais.

RECEITAS

E o que falar, então, de quem está se preparando para a fama mesmo soterrado? É o caso dos 33 mineiros que se tornaram celebridades mundiais após sobreviverem ao desabamento de uma mina no Chile (veja o perfil fake  criado no Brasil).  Na semana passada, as autoridades afirmaram que os mineiros serão treinados para conceder entrevista a TV, jornais e documentários. Ou seja, ainda não se sabe quando serão resgatados, mas a rodada de entrevistas já está sendo programada.

O psicólogo escalado para supervisionar o estado emocional dos mineiros explicou que as vítimas vão receber instruções sobre como manter o equilíbrio durante uma entrevista, pedir ao entrevistador que repita a pergunta, ou ainda declinar de alguma questão que não desejam responder. Se bobear, até Q&A já foi passado pelos tubos de comunicação com a superfície.

Fusões, aquisições, política internacional, investimentos? Tudo isso ajuda, mas não é fundamental para virar notícia. Às vezes, a pauta surge de onde menos se espera, escondida entre escombros e tortas de palmito.

A TV SOU EU

por Amanda Ansaldo *

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Não, eu não estou falando daquela velha história de todo mundo ter vários aparelhos de TV em casa. Isso o IBGE já sabe. Agora o negócio é diferente, todo mundo FAZ TV. Sim, FAZER.

A pessoa faz uma faculdade voltada para isso, estuda um monte de teorias, aprende formatos, sabe tudo sobre planificação (americano, contra plongeé, geral, médio, detalhe…), estuda os movimentos de câmera (tilts, travelling, tracking…), sabe diferenciar luz, tem aulas da história nacional e mundial da televisão, aprende postura no vídeo, áudio, como se vestir, como usar a voz, é avaliado de diversas formas e finalmente, se forma! Orgulho da mamãe e do papai, diploma na mão.

Faz um curso de fotografia (afinal, a fotografia é o início da TV). Junta todos os centavos que pode durante anos para comprar equipamento de audiovisual, e compra.

Passado um tempo aparece a necessidade de fazer uma pós. Vai lá e estuda o quê? TV, claro. Se aprofunda ainda mais nos detalhes, faz documentário, estuda as mais loucas teorias que o mundo pode criar. Passa noites em cima dos livros sem dormir. Faz um trabalho final da pós com conteúdo para publicar um livro. É avaliado por uma banca durona, e se forma na pós.

Mas ainda surge a necessidade de estudar mais. Faz um curso de Direção de TV. Aprende a gerir uma equipe, sabe como lidar com cada pessoa de cada função dentro do organograma. Roteiriza até de olhos fechados, cria programação diferenciada e se forma em mais um curso.

Ai nasce o YouTube e com ele 6,8 bilhões de profissionais de TV. Sim, agora toda a população mundial pode fazer TV. Basta uma câmera fotográfica compacta, daquelas que no centro de São Paulo nós podemos comprar até por R$ 100.

Sabe o que é isso? É a democratização da TV. Eu televisiono, tu televisionas, eles televisionam. Hoje, podemos encontrar na internet todo tipo de conteúdo audiovisual, desde programas profissionais (incluindo os produzidos pelos veículos de comunicação) até os que se acham profissionais. Encontramos vídeos dos gatinhos de fulano, a viagem da Mariazinha para a Disney, o aniversário de 99 anos da avó… Enfim, de tudo. A “TV Sou Eu”, diriam uns.

Mas o que será que diriam Vladimir Zworykin e Assis Chateaubriand?

Amanda Ansaldo  é jornalista e diretora de TV. Atualmente trabalha com o Grupo Zuffo e cuida com carinho da TV Panrotas .

Lançado na web o novo comercial do Nissan Livina

Com o conceito “A Nissan tem um jeito inovador de pensar um carro de família. Pense num Nissan”, estreia hoje a nova campanha do Nissan Livina, criada pela Lew’LaraTBWA. E as redes sociais trazem em primeira mão o vídeo que vai ao ar na TV aberta (22 praças, incluindo são Paulo – Capital) e TV por assinatura (cobertura nacional).

O filme convida o público a comparar o Livina com os equivalentes da categoria, ressaltando os principais prêmios obtidos pela marca recentemente pela imprensa especializada.

O Nissan Livina oferece o maior porta-malas da categoria, conforto, maior espaço interno e, por isso, tem grande apelo para o público familiar. Traz ainda opções de motores 1.6 16V e 1.8, câmbio manual ou automático, todos flex fuel. A família Livina é composta pelos modelos Livina, Livina X-Gear e Grand Livina, que leva até sete passageiros.

Sobre a Nissan do Brasil

Presente no Brasil há 10 anos, a Nissan mantém um parque fabril em São José dos Pinhais (PR), onde produz atualmente a picape Frontier e os modelos da família do monovolume Livina – Livina, Grand Livina e X-Gear. Conta ainda com uma rede de 91 concessionárias presentes nos 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal. A marca ainda oferece para o mercado brasileiro o Tiida hatch, Tiida Sedan e o Sentra.

Nissan lança comercial nas redes sociais

logo nissanNa sexta-feira (24/9), às 19h, a Nissan lançará com exclusividade na web seu novo comercial. O filme estará disponível antes nas redes sociais e só deve ir ao ar pela primeira vez na TV às 20h30 da própria sexta-feira.

A companhia acredita no poder das mídias sociais em divulgar conceitos e definiu esta estratégia para privilegiar os interessados na marca que a acompanham em suas ferramentas virtuais.

Além do blog da XComunicação, que também terá acesso privilegiado ao material, o filme também poderá ser visto no Twiter da marca e em sua página no Facebook 

Aguardem…

E AGORA, QUEM DÁ BOLA?

por Fabio Chiorino 

Dizem os gurus que é nos momentos de crise que uma empresa mostra se sabe realmente se comunicar com seus públicos de interesse. E o polêmico episódio envolvendo Neymar, que culminou na demissão de Dorival Júnior, então técnico do Santos, evidenciou que mesmo os grandes clubes de futebol do país ainda engatinham nessa direção.

O canal ESPN Brasil trouxe o furo ontem, aproximadamente às 22h. Movido pela curiosidade, fui atrás de informes do clube em seus dos veículos oficiais: site http://www.santosfc.com.br e perfil no twitter @santosfc .

O que encontrei? Absolutamente nada. Enquanto o assunto já era noticiado pelos principais portais e subia na lista dos trending topics, o site trazia a manchete: “Dorival Junior confirma que Neymar não enfrenta Corinthians” e o último tweet era: “Na Santos TV, imagens exclusivas do tratamento de Ganso”.

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A posição oficial do clube só veio na manhã seguinte, depois das 9h, quando foi publicada a informação no blog e, em seguida, a nota oficial da direção santista foi replicada no twitter. Veja aqui a nota

Claro que num momento adverso, existe toda uma estratégia de como um fato será levado à imprensa e à sociedade, mas, no mínimo, deveria haver uma primeira nota, confirmando ou desmentindo a demissão de Dorival Júnior e sinalizando que mais informações seriam divulgadas em breve. Sem isso, a imagem institucional do Santos já sofreu um grande abalo. É como se o clube estivesse completamente alheio a um acontecimento de tremenda repercussão na imprensa e mídias sociais.

A diretoria do Peixe permitiu que as piadas, versões, lendas e opiniões sobre o caso fossem amplamente difundidas, sem que o outro lado fosse ouvido e, naturalmente, publicado. Obviamente, a falha não é só dos cartolas. Envolve também toda a equipe de comunicação e marketing, que busca ampliar os canais de contato com o torcedor e imprensa, mas nem sempre tem autonomia para intervir quando uma avalanche se forma.

Enfim, fica para a próxima pedalada…

E se o meu liquidificador falasse?

“Não sou contrário a filmes mais comerciais. Mas deve haver espaço para o cinema mais diversificado, que dá várias facetas à arte”

“Não sou contrário a filmes mais comerciais. Mas deve haver espaço para o cinema mais diversificado, que dá várias facetas à arte”

Ele fala. Pelo menos no último longa-metragem do diretor André Klotzel. “Reflexões de um Liquidificador” mistura, no mesmo copo, absurdo, humor negro e reflexões sobre a vida. A história se desenvolve ao redor de Elvira, uma dona de casa que encontra no eletrodoméstico um fiel confidente para lidar com o sumiço do marido. Alucinação? Realismo fantástico? Sonho? Klotzel na descarta nenhuma visão. E deixa para o público a missão de desvendar a filosofia do inusitado protagonista.

O filme foi lançado em São Paulo com uma estratégia diferenciada – exibido em uma única sala e acompanhado de um show de stand-up. Agora, segue para as cidades de Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Na entrevista para o blog, André falou sobre seu quarto longa, redes sociais e também opinou sobre o atual cenário do cinema brasileiro. As perguntas foram feitas por Fabio Chiorino  e Guilhermo Benitez.

XPress: Afinal, o liquidificador é o divã contemporâneo da classe média brasileira?

André Klotzel: Pode ser visto de várias formas. Não limito nenhuma visão. Quanto mais visões aparecem, mais me surpreendo. Surgem múltiplos significados e são todos válidos. Certamente o liquidificador é um símbolo da dona-de-casa. Carrega uma conotação grande de companheiro inseparável.

X: Há quem fale com plantas; outros, com seus animais de estimação. Como surgiu a ideia de transformar um liquidificador como protagonista da obra?

AK: A ideia toda é do José Antônio de Souza, roteirista do filme, que já escreveu também para teatro e TV. Ele me ligou para falar sobre o tema, os diálogos, personagens. Gostei logo de cara e resolvi gravar.

X: Como a Ana Lúcia Torre (Elvira) interagia nos diálogos com o liquidificador? O Selton Melo estava no estúdio, ou ela atuava como se estivesse falando sozinha?

AK: Foi mais delicado na hora de filmar. Já queria fazer com o Selton, mas o liquidificador poderia ter a voz de um galã ou idoso. Resolvi decidir só mais pra frente. O que acontece é que a gravação foi muito esparsa. Pensamos em chamar outro ator que serviria como sparring, mas aí a atuação da Ana Lúcia ficaria muito condicionada ao tom do autor. Cogitamos também em gravar com um ponto eletrônico, mas aí eu não teria flexibilidade para dirigi-la e fazer mudanças. A solução, a única possível, foi ler o que o liquidificador estaria falando para a Elvira, sem interpretar o texto. Ela era informada e pensava na interpretação do liquidificador. E com essa imaginação, a Ana fez o processo contrário. Ela deu todo o tom do liquidificador. Depois, o Selton teve que preencher os espaços dentro da intenção dela de interação com o objeto.

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X: O filme estreou apenas em São Paulo e exibido em uma única sala (Espaço Unibanco). Quando for levado a outras cidades, o filme seguirá a estratégia de ser lançado em circuitos restritos e com shows de stand-up em algumas sessões?

AK: Em algumas cidades, já existe uma estratégia definida. O stand-up está confirmado para Belo Horizonte [estreia em 1º de outubro]. No Rio de Janeiro, também estamos estudando essa possibilidade. Já em Porto Alegre, o filme entrou no circuito de maneira mais convencional. Importante dizer também que, dependendo do avanço em São Paulo, podemos ampliar a exibição do filme em mais salas.

X: Qual o retorno da experiência de misturar cinema e stand-up comedy na mesma sessão? A ideia de misturar cinema e stand-up na mesma sessão é inédita ou é baseada em alguma experiência similar em outros países?

AK: Foi uma ideia minha. Muitos filmes entram em várias salas e, quando as pessoas decidem assisti-los, já foram passados para sessões à tarde, quase saindo de circulação. Achei melhor centralizar numa única sala e em vários horários. E ainda que ele fosse divulgado mais pelo boca-a-boca do que por uma ação promocional. Quis dar um perfil mais exclusivo para o lançamento. Integrei evento, debate, stand-up. E o Espaço Unibanco é um local de forte identificação com o público de São Paulo.

Poderia colocar em várias salas, mas corria o risco de se perder em qualquer horário e acabar com o interesse das pessoas. Parece que a estratégia está dando certo. Depois de cinco semanas de exibição, 10 mil pessoas já assistiram o filme. Um número considerável para uma sala e que pode incentivar a exibição de “Reflexões” em outros cinemas.

X: “Reflexões de um Liquidificador” é seu quarto longa-metragem. De 1986 (“A Marvada Carne”) pra cá, como você enxerga a evolução do cinema brasileiro.

AK: Mudou muito, mas não sei o que chamo de evolução ou de retrocesso. Uma mudança significativa é a relação com o público. Hoje, os filmes estão muito concentrados na mídia eletrônica, vindos da TV. Os longas que fogem desse perfil têm dificuldade para entrar nesse circuito. Esse desbalanço compromete a diversidade. Não sou contrário a filmes mais comerciais. Funciona na indústria americana, tem que funcionar também no Brasil. Mas deve haver espaço para o cinema mais diversificado, que dá várias facetas à arte. Só que esse espaço tem diminuído.

Por outro lado, com o advento da produção digital, vejo pipocando filmes lançados com o uso de câmeras digitais, gerando filmes e documentários com maior qualidade técnica e artística. Outro ponto é que o cinema brasileiro se desfez da má fama que tinha. Antes, achavam que era restrito à pornochanchada; hoje, vemos o cinema brasileiro como sucesso comercial, filmes e atores concorrendo em festivais internacionais.

X: Não só o cinema, mas teatro, música também estão investindo em uma programação paralela e na divulgação pelas redes sociais. Como avalia esta experiência? A proposta de colocar um liquidificador como “persona” se comunicando no Twitter visava gerar estranheza?

AK: O perfil do liquidificador no Twitter [@oliquidificador ] é uma brincadeira que sugeri ao José Antônio [roteirista]. Ele adorou a ideia e agora passa o dia inteiro pensando nas frases que vai colocar (risos). Não usamos a ferramenta como propaganda. Foi algo provocativo, e as pessoas vão atrás para descobrir o que está por trás disso tudo.

Falar é uma rede social sem tecnologia. E a internet é um ótimo meio de boca-a-boca. Pessoalmente, não tenho impulso em fazer algo em rede social muito propagandista. Fica muito explícito, oferecido demais. Prefiro esse tom mais instigante. Quem gostar da provocação que entre nela. As pessoas se sentem invadidas com tanta informação, tem que se pensar numa forma mais criativa de abordagem.

X: “Reflexões” é o primeiro longa inteiramente produzido pela Brás Filmes? A produtora ainda investe em documentários ou pretende focar em produção independente de longa-metragem?

AK: Sim, mas a Brás Filmes veio da Superiflmes, que também foi fundada por mim. Em 18 anos, a Superfilmes produziu ou coproduziu 11 longas metragens, como “Anjos da Noite”, “Capitalismo Selvagem” e “Memórias Póstumas”. No momento, só fiz dois documentários, pois quero a Brás focada em produção independente ou associada a trabalhos de outras empresas. Não é um projeto empresarial tão grande, vem da minha experiência como produtor. Prefiro investir numa estrutura própria de produção do que tornar a Brás uma grande empresa. Produzindo filme a filme, não em grande escala.

X: Humor negro e ironia são traços marcantes do longa. Você acredita que o absurdo e roteiros menos lineares têm o potencial de cativar o público?

AK: Acho que ajuda, mas depende também de outros elementos, como atores, história, apelo do roteiro, título. Esse filme não é para um público irrestrito, que vai assistir “Chico Xavier” ou “Bem-Amado”. É feito mais para o frequentador de cinema. É um longa que dialoga com um público mais segmentado, de nicho. E as pessoas dentro desse universo estão respondendo bem.

Na realidade, não existe fórmula no cinema. Eu sabia que seria um filme diferente, mas o mais importante é ter a proposta clara e definida. Os acertos e erros são naturais nesse processo.

X: Para tirar o público de casa, o cinema hoje precisa se reinventar?

AK: Está difícil tirar as pessoas de casa. As salas de cinema vêm perdendo força há algum tempo. Não sei até que ponto estão se recuperando, mas é complicado criar um fato que estimule as pessoas. O preço também acaba influenciando, além da complexidade que é se deslocar à noite nas grandes cidades. Você quer sair de casa, mas aí tem que planejar demais toda essa logística.

O destino do cinema tradicional ainda não é conhecido. Mudou demais a relação com o cinema. A própria evolução tecnológica determinou muito os hábitos do público, fez as pessoas se acomodarem. Não sei se toda essa transformação já terminou, ou se algo novo ainda está por vir. Até onde vai essa inovação? Até que ponto influencia no comportamento das pessoas? É um mistério que ninguém sabe responder no momento.

BOX CULTURAL

A XPress Comunicação traz hoje duas dicas culturais. E duas sugestões brasileiras para quem não vive sem livros e filmes. Depois, compartilhe conosco suas próprias impressões sobre as obras

livro2“Este livro não quer ser um falso estudo acadêmico, como o daqueles estudiosos, e   sim  uma provocação”, alerta o jornalista Leandro Narloch, logo no prefácio. É com este espírito que o Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil se desenvolve.

Uma coletânea que traz pesquisas históricas e muitas curiosidades sobre personagens determinantes na história, invertendo, muitas vezes, o papel de herói e vilão que os livros de história dos colégios propagaram como regra. Leitura carregada de ironias, que trazem ao leitor visão menos romântica sobre a evolução (?) do país.

Título: Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil
Autor: Leandro Narloch
Editora: Leya

 

filme

Reflexões de um Liquidificador é diferente até no título. Afinal, o  eletrodoméstico  (que tem a voz de Selton Mello) é protagonista dessa comédia de  humor negro. Na trama, o liquidificador se torna o confidente de Elvira (Ana Lúcia Torre), uma sexagenária da classe média que lida com o desaparecimento do marido.

O cineasta André Klotzel, próximo entrevistado do blog da @XComunicacao , acertou na escolha de um roteiro que beira ao absurdo, com diálogos que cativam o público nos 80 minutos da película.

Título: Reflexões de um Liquidificador
Diretor: André Klotzel
Espaço Unibanco de Cinema – Augusta
Horários: 14h – 16h – 18h – 20h – 22h

THE NEW TWITTER

 

por Fabio Chiorino / @fchiorino 

“Uma experiência mais fácil, mais rápida e mais rica”. É o que promete o vídeo promocional do New Twitter, versão que foi apresentada oficialmente na noite de ontem (14/9) e começa a ser testada pelos usuários de todo o mundo.

A mudança mais significativa é que você não precisará mais clicar em links para ver fotos e vídeos compartilhados. Será possível ver todo o conteúdo incorporado na página do microblog, sem necessidade de abrir uma nova janela de navegação. Isto inclui vídeos do YouTube e do Vimeo, fotos do Flickr e do Twitpic e fontes alternativas, como Justin.TV, Etsy, DeviantArt e Yfrog.

O visual é outra novidade. A tela foi dividida em duas. A da esquerda traz os tweets, organizados em categorias (mentions, retweets, searchs e listas). E no lado direito, informações sobre quem você segue e quem o está seguindo, Trending Topics e a janela para visualização de mídia (fotos e vídeos). A rede também criou a figura dos Miniperfis. Ao clicar no nome de um usuário, um quadro exibe informações resumidas de tweets e seguidores.

Para justificar o upgrade, Evan Williams, fundador e CEO do Twitter, escreveu no blog da empresa: “Aprendemos uma coisa desde que começamos com o Twitter – a vida nem sempre cabe em 140 caracteres”. As mudanças de layout e todas as novas ferramentas estão disponíveis gradualmente aos membros da rede social.

UM GIGANTE A CAMINHO DO BRASIL

por Helena Duncan *

A Royal Caribbean, cliente XPress há 10 anos, passará, ainda este ano, a ter ações de embarque e desembarque também no Rio de Janeiro, e não apenas no porto de Santos, como antes, quando o Rio era apenas uma parada. Como diretora da filial carioca da agência, fiz uma viagem para conhecer um dos navios que terá o Rio como destino.

O navio é o Mariner of the Seas, com 15 decks e capacidade de hospedar 3.835 pessoas em suas 1.557 cabines. Será o maior navio da temporada brasileira de cruzeiros marítimos. Com este porte, a embarcação levou 18 meses para ser construída e emprega 1.240 tripulantes de 65 países diferentes nas mais diversas funções, o que torna qualquer viagem, do meu ponto de vista, ainda mais interessante – uma babel de gente te atendendo, com possibilidade de falar qualquer língua, já que os hóspedes também vêm de todas as partes do mundo.

Algumas curiosidades que me colocaram ainda mais em perspectiva sobre o que é a operação deste navio: são 105 mil refeições preparadas por semana a bordo. Cerca de 9 mil kg de carne bovina são consumidas, 900 kg de café, 18 mil pedaços de pizza e 1.500 galões de leite. Esses números só não me impressionaram mais do que ver tudo pessoalmente funcionando diariamente como se fossem restaurantes comuns e bons. É muita comida! Só pensei o quanto estas sete noites a bordo colaborariam para engrossar a silhueta de um ser humano. No entanto, depende realmente das escolhas de cada um: não só havia opção saudável de alimentação o tempo todo com frutas e saladas, como o navio conta com SPA, academia e pista de corrida. Você realmente escolhe qual o tipo de viagem que quer ter – até esportes radicais e patinação no gelo tem!

Vista aérea do maior navio no Brasil nessa temporada

Vista aérea do maior navio no Brasil nessa temporada

Como o Mariner nunca veio ao Brasil convidamos dois jornalistas muito especiais para conhecê-lo: Carla Lencastre, editora do caderno Boa Viagem e da revista Oh, do O Globo, e Silvio Cioffi, editor do suplemento Turismo, da Folha de São Paulo. Além deles, havia uma ação especial com a revista QUEM, em que cinco VIPs embarcaram com seus acompanhantes pra desfrutar do navio e conhecer as praias do México (uma das paradas). Ah, importante eu contar qual o destino neste ponto. Saímos de Los Angeles e seguimos pelo oceano Pacífico: Cabo San Lucas , Mazzatlan  e Puerto Vallarta .

Clique aqui  para ver a 1ª parte do especial da revista QUEM:  

A turma completa, além dos jornalistas e eu: Sergio Ignacio, meu sócio e diretor da XPress, que já viajou literalmente o mundo inteiro com a Royal Caribbean e todo o tipo de imprensa nacional e internacional, Ricardo Amaral – presidente da Royal, com sua esposa Roberta Cintra, Fernanda Dominicis, gerente de marketing da companhia e interface do PR, e Diego Dantas, gerente de produto da Royal, um cara que trabalhou a bordo e viajou em navios durante quatro anos, ou seja, sabe tudo. A turma da revista QUEM era grande: dois fotógrafos, duas produtoras, uma promoter responsável pelos VIPs, uma coordenadora de produção, uma maquiadora e o repórter. Ufa! Formado o time, partimos pra aventura que seria toda registrada durante os sete dias e noites.

Foram dias muito interessantes a bordo, não tive tempo de fazer tudo o que queria. Acreditem, por incrível que pareça, é muita opção. Eu vi um show de patinação no gelo, isso mesmo, o navio tem pista de patinação no gelo que a gente pode não só usar em alguns momentos do dia pra patinar, como oferece, em algumas noites, um show incrível com ex-atletas olímpicos. E eu, que realmente sou uma chata que tendo a achar que tudo vai ser uma cafonice tipo Holiday On Ice, adorei! Me lembrou mais o Cirque du Soleil do que qualquer outra coisa!

Pista de patinação do Mariner

Pista de patinação do Mariner

Joguei no Cassino U$ 10 e perdi, mas me diverti, e a Raphaela Sirena, namorada do ator Marco Antonio Gimenez, um dos nossos convidados, foi nosso “pé de coelho”. Era a moça se sentar num caça-níquel que todas as moedas do mundo vinham pra ela, impressionante. Já eu… não sou feliz no jogo, digamos assim!

Notei agora que preciso dividir este texto em capítulos senão cansa! Mas, termino este com a seguinte declaração: esta viagem mudou totalmente minha impressão sobre viajar de navio. Agora, quero mais!

*Helena Duncan, diretora XPress Rio de Janeiro e apaixonada por web, pode ser encontrada no  Twitter  e no Facebook 

SUÉCIA, CAMPEÃ DA COPA DO MUNDO

Desta vez, não foi o polvo Paul que revelou o próximo campeão. Aposentado dos gramados da previsão, o posto de vidente já tem novo dono. E partindo da brincadeira com o futebol, a TAT, empresa sueca especialista no desenvolvimento de tecnologias para softwares e design, projetou algumas inovações para 2014.

Controles gestuais e dispositivos expansíveis estão entre as principais tendências que podem vingar nos próximos quatro anos. Outra grande novidade seria o espelho do banheiro transformado num monitor que identifica o usuário e disponibiliza notícias em tempo real.

Com sonhar não custa nada, a TAT ainda cravou a Suécia como a campeã da próxima Copa do Mundo, que será realizada no Brasil. Agora, é esperar para ver se o vídeo abaixo fará parte de nossa rotina no futuro

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Web 2.0: não faça online o que não faria ao vivo

Artigo

Por Rodrigo Dionisio*

Muita gente fica espantada com crises online. Não consegue entender como um executivo toma esta ou aquela atitude na web. Queima seu filme e, de tabela, o da empresa. Na minha modesta opinião a questão é bem simples: educação. As pessoas de uma maneira geral perderam o senso e, com a impressão de distância causada pelo uso da web, pioram seu lado mais troglodita.

É necessário treinamento e planejamento para engajar funcionários, transformar a rede de pessoas em uma rede institucional, utilizar efetivamente as ferramentas web para um fim definido. Por outro lado, dicas rápidas e diretas de educação e bom senso podem evitar que você entre em uma roubada digital, assim como não entraria em uma na vida real.

1) Jogo de futebol no principal estádio da sua cidade. Seu time ganha e você vai dar uma volta, feliz da vida. Entra em um ônibus lotado, reconhece um amigo seu,torcedor de um time adversário, alguns assentos de distância. Você, imediatamente começa a gritar descontroladamente: “CHUPA, SEU ***!!! VAI TOMAR NO **!!! SE ***, SEU ****!!!”. Não, você não faz isso por saber da possibilidade de os outros passageiros serem torcedores adversários e você ser linchado? Então não faça isso no meio virtual.

2) Você vai a uma festa, esperando encontrar alguns amigos lá, afinal é um lugar badalado e freqüentado por pessoas da mesma faixa etária que você, muitos do mesmo ramo de atividade. Ao chegar ao local, descobre que ninguém mais conhecido foi, e o lugar está lotado de estranhos. Mas a música é legal, as pessoas parecem interessantes e você resolve se enturmar, e a melhor maneira de fazer isso é chamando a atenção. Sem pudores, sobe em uma mesa e começa a tirar a roupa, afinal, ninguém dali sabe quem você é e pouco importa se todos têm celulares que gravam e tiram fotos. Também não age assim? Não preciso dizer que fazer o mesmo online é uma péssima ideia.

3) Sua família é de origem humilde. Ainda assim, a custa de seu talento e esforço, você subiu na vida e hoje ganha mais dinheiro e é mais realizado que qualquer um dos seus parentes. Almoço de Natal, hora de comemoração, e o marido da sua irmã, vulgo seu cunhado, começa a defender posições políticas diferentes da sua. Você começa a debater com ele e os ânimos ficam aquecidos. Ele está um pouco alto e é um tanto grosseiro. Você entende a situação e deixa a disputa, tenta acalmar os ânimos ou olha bem para ele encerra o papo o “colocando em seu lugar”, e humilhando o resto da família de tabela, com a frase “cala a boca, o que eu ganho em um mês você tem de trabalhar dois anos para juntar!”? Se o bom senso manda seguir a primeira atitude, não vai ser difícil de fazer o mesmo online.

Creio que esses três exemplos são suficientes. Mas apesar de parecerem óbvios, o senso comum não foi o bastante para evitar duas crises. Uma com um executivo da LocaWeb que ofendeu torcedores do São Paulo pelo Twitter e outra com os jogadores do Santos tentando humilhar torcedores na Twitcam. E o segundo exemplo? Busque na mesma Twitcam, tem gente, em horário de trabalho, no computador da empresa, se exibindo para os amigos online… Se não achar, aguarde as próximas notícias. Elas virão.

* Rodrigo Dionisio é editor do blog da XComunicação; jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

A UM CLIQUE DO PERIGO

XComunicação Entrevista – por Fabio Chiorino 

Talvez nada tenha crescido tanto nos últimos cinco anos quanto os crimes virtuais. O número é impactante: 6.513% – 2004 a 2009. O dado é do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil. Uma porcentagem que se refere apenas às queixas feitas por administradores de redes. Ou seja, o total de fraudes pode ser ainda maior.

Entre os principais golpes está o roubo de senhas. Emails e sites falsos são usados para atrair as vítimas. Sem perceber, o usuário clica em algum link e instala um programa que registra tudo o que é digitado no teclado. Simultaneamente, essas informações são transmitidas para o email dos criminosos. Para tentar entender como são feitas as investigações e até que ponto a conduta do usuário pode influenciar nos riscos, o blog da XComunicação entrevistou Eduardo Pinheiro Monteiro, especialista em crimes virtuais, com experiência de 9 anos na Chefia de Investigação do Núcleo de Repressão aos Crimes Eletrônicos (NURECCEL), da Polícia Civil do Espírito Santo.

 Eduardo Pinheiro Monteiro - Frente

Durante o papo, o especialista alerta para novidades que surgem nas redes sociais e logo ganham muitos adeptos. “Criminosos estão utilizando o Foursquare ou até mesmo sites de relacionamentos para buscar informações sobre locais de residência, trabalho e passeio dos internautas”, aponta. Eduardo também é articulista do jornal “A Tribuna” (ES) e autor do projeto “Internet Segura para Adolescentes”, pelo qual já ministrou palestras para mais de 100 mil adolescentes e 2 mil pais. Leia a seguir a entrevista completa

XComunicação – Quais são as condutas fundamentais que o internauta deve adotar para evitar ser vítima de crimes virtuais?

Eduardo Monteiro – Sempre recomendamos aos internautas que tenham muita cautela em qualquer que seja o ambiente virtual que ele esteja conectado. Em relação à segurança pessoal do internauta e de sua família, recomendamos não adicionar em suas listas de contatos pessoas estranhas, bem como evitar colocar dados pessoais e fotografias em portais de relacionamentos, blogs e outros ambientes virtuais. Já em relação a fraudes e golpes virtuais, orientamos os internautas a não realizarem compras em sites desconhecidos, nem comprar de sites de leilão virtual, efetuando transações comerciais ou financeiras somente de um computador que tenha certeza que não esteja infectado com vírus ou outros tipos de códigos maliciosos.

XComunicação – Recentemente, o Foursquare, ferramenta que identifica onde a pessoa está, está sendo usado para quadrilhas planejarem assaltos. Até que ponto compartilhar informações se torna uma ameaça para as pessoas?

Eduardo Monteiro – Infelizmente a grande maioria dos internautas não se deu conta que a Internet é um ambiente público e o excesso de informações pessoais pode colocar em risco a segurança física dos mesmos. Criminosos estão utilizando ferramentas de localização como o Foursquare ou até mesmo sites de relacionamentos para buscar informações sobre locais de residência, trabalho e passeio dos internautas. E desta forma acabam facilitando a vida dos criminosos que planejam seqüestros ou vingança.

XComunicação – O site de relacionamentos Orkut é alvo de cerca de 90% das denúncias de pedofilia na Internet. Como funciona o acordo assinado pelo Ministério Público Federal em São Paulo e a Google Brasil para combater esse tipo de crime?

Eduardo Monteiro – O termo de ajustamento de conduta assinado entre o Ministério Público Federal e a empresa Google (proprietária do Orkut) prevê a possibilidade de, mediante ordem judicial, o aparato de repressão e combate à pedofilia ter acesso irrestrito a perfis e álbuns de fotografias suspeitos de armazenar imagens, vídeos ou fotografias de crianças e adolescentes em situação de nudez ou pornográficas. Pelo acordo, o Google se compromete também a cumprir de forma integral a legislação brasileira no que se refere a crimes cibernéticos e a cumprir no máximo em 15 dias as solicitações que receber da justiça brasileira.

XComunicação – Estão sendo criadas delegacias estaduais especializadas em crimes virtuais. Quais as principais diferenças de atuação dessas instâncias em comparação com a justiça comum?

Eduardo Monteiro – A delegacias especializadas em repressão aos crimes virtuais possuem policiais treinados e qualificados especificamente para atuação em investigações de crimes informáticos, seja ele praticado em computadores isolados ou computadores pertencentes a redes de computadores, tal como a maior delas, a Internet.

Já as delegacias não especializadas, atuam em todos os tipos de crimes, sejam eles crimes contra a vida, o patrimônio, a administração pública. Desta forma, em casos em que o crime exija uma especialização maior para a sua apuração, os respectivos procedimentos são encaminhados para as delegacias especializadas, podendo ser a delegacia Patrimonial, a delegacia de Homicídios, a delegacia de Furtos de Veículos, ou se for o caso, a delegacia de Crimes Virtuais.

XComunicação – As senhas sempre são as portas de entrada para os criminosos virtuais? Quais as falhas de segurança mais recorrentes entre os usuários nesse sentido?

Eduardo Monteiro – Os usuários cometem vários descuidos em relação às suas senhas. Entre eles podemos destacar usuários que criam a mesma senha para vários tipos de serviços: email, conta bancária, MSN, Orkut; também são milhares os usuários que criam senhas de fácil dedução, como nome de filhos, data de aniversário. Todavia, o inimigo número 1 das senhas são os códigos maliciosos que capturam as senhas dos usuários quando estes utilizam computadores contaminados com os mesmos, principalmente em computadores de lan-house, cybercafés, faculdades e qualquer outro computador de local público ou até mesmo da casa de um pseudoamigo.

XComunicação – Os bancos investem cada vez mais em tecnologias para aumentar a segurança dos seus clientes. O que ainda falta ser feito para evitar clonagem de cartões e roubos de senhas?

Eduardo Monteiro – Não é meramente uma questão de investir em tecnologia, o usuário precisa ser mais cauteloso ao acessar suas contas bancárias através da Internet, haja vista que por melhor que seja o sistema, se um internauta entra em um site clonado do seu banco e digita os dados da sua conta, sua senha, toda a tabela do seu cartão de senhas, não haverá sistema moderno e seguro que impeça que o autor do site clonado realize transações bancárias se passando pelo verdadeiro correntista. Portanto, é preciso conscientizar o usuário da existência de técnicas hackers que buscam capturar seus dados bancários para praticar esses tipos de fraudes.

XComunicação – Como os pais podem educar seus filhos sobre a navegação na internet? Monitorar os sites que os jovens usam é uma solução?

Eduardo Monteiro – Primeiramente os pais precisam procurar se informar cada vez mais da Internet e seus riscos, para ter condições de no dia-a-dia buscar manter sempre um diálogo aberto com seus filhos e conscientizá-los quanto aos riscos da Internet, sejam eles: o cyberbullying em portais de relacionamentos ou programas de troca de mensagens instantâneas; a exposição desnecessária e perigosa de dados pessoais e fotografias em portais de relacionamentos; bem como a pedofilia que ronda todos os ambientes frequentados por crianças e adolescentes.

Geralmente, o adolescente custa em acreditar e assimilar que ele pode vir a ter problemas com a Internet, haja vista que, para o adolescente, o computador a princípio trata-se de uma ferramenta inofensiva. Desta forma, o acompanhamento por parte dos pais dos sites visitados pelos filhos, dos amigos da lista de contatos e, em casos de comportamento suspeito, até mesmo o monitoramento das conversas dos adolescentes se fazem necessários quando se tem como objetivo proteger a integridade física e moral dos adolescentes e de sua família.

XComunicação – Afinal, com tantas ferramentas de rastreamento disponíveis, ainda é possível o anonimato na internet?

Eduardo Monteiro – Devemos primeiramente considerar três premissas: 1 – A Internet é uma rede de computadores formada por centenas de milhões de computadores de todas as partes do mundo; 2 – Essa rede de computadores é um ambiente público e a informação está trafegando livremente nessa teia sem termos o controle de onde essa informação está passando; 3 – Existem milhares, talvez milhões de pessoas mal intencionadas e na maioria das vezes especializadas em técnicas de rastreamento conectados na Internet, buscando descuidos ou falhas na segurança para atingirem seus objetivos.

Portanto, por mais no anonimato que a pessoa pretenda ficar, ou por melhor que seja a técnica utilizada para proteger suas informações, toda pessoa ou todo conteúdo que caia na “Infovia da informação” (Internet) sempre terá a possibilidade de parar nas mãos de criminosos virtuais.

A VOZ DO TWITTER… É A VOZ DA SAMBA VENTURES

tuitefone

Tweet de voz. Já ouviu falar? É a novidade criada pela Samba Ventures , incubadora brasileira com foco em startups de Internet. O Tuitefone permite ao usuário do microblog postar um recado de voz para os seguidores, a partir de qualquer telefone e em qualquer lugar.

O serviço é gratuito e permite postagem sem necessidade de conexão com a Internet. Cada mensagem tem até 1 minuto de duração. Para testar a ferramenta, acesse o site www.tuitefone.com e faça o login com a sua conta do Twitter. Em seguida, ligue para (21) 2025-6666 e deixe o recado. Ao autorizar a publicação na timeline, um link é exibido automaticamente para os seus amigos e eles precisam apenas clicar na URL para ouvir o conteúdo. Os seguidores podem escutar a mensagem em qualquer navegador de internet.

“É mais uma maneira de promover a troca de informação na Web. Acreditamos que essa nova ferramenta vai fortalecer ainda mais a relação entre as pessoas que têm perfil no Twitter”, afirma Gustavo Guida Reis, CEO da Samba Ventures.

O Tuitefone foi tema de matéria no portal IDG Now!

A INCESSANTE BUSCA PELA MOBILIDADE

“A Ana Maria Braga está para o relacionamento da minha mãe com a internet, assim como o Twitter pode estar para o relacionamento de muitas pessoas com aplicativos para celular e até a internet móvel”. Com esta divertida e curiosa declaração pinçada de um artigo logo se nota que Marcelo Castelo * é um executivo diferente. Sócio-diretor da F.biz , uma das principais agências de interatividade do Brasil, e editor-chefe do blog Mobilepedia, Castelo comanda hoje uma equipe com mais de 20 profissionais focados no desenvolvimento de ações que utilizam o celular como plataforma de comunicação.

Marcelo fala do mercado mobile com a mesma facilidade de quem comenta o futebol do final de semana. Afinal, já são mais de 200 projetos realizados para empresas como Unilever, Cadbury, Abril e Netshoes. Recentemente, a agência levou dois prêmios da Revista Proxxima, que elegeu os cinco melhores cases de mobile marketing do Brasil.

Num bate-papo com o blog da XPress, Marcelo relembra o início de sua trajetória e traz uma luz sobre tendências de mercado, perfil do usuário e desafios das ações interativas no mercado brasileiro. As perguntas foram feitas por Viviana Toletti , Fabio Chiorino  e Gabryel Strauch.

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Quando você começou a se interessar pelo tema mobilidade? O que o levou a trabalhar e explorar este segmento, visualizando oportunidades de negócios?

Comecei a me interessar por mobile quando fizemos uma campanha para Vivo. A “Vivo em Ação” entrou no ar em 2004 e fiquei encantado com os resultados. A campanha integrava diversas plataformas mobile como SMS, WAP, web, portal de voz.

O acesso à internet pelo celular parece um fenômeno irreversível. O que leva os usuários a cada vez mais optarem por esse modo de navegação?

O conteúdo é sempre o motivador do usuário. Cada um tem seu próprio interesse. Tem gente que acessa o twitter, lê emails e notícias, depende do momento.

Que aspectos devem ser levados em conta para lançar uma ação de mobile marketing efetiva? E como os resultados são mensurados?

Temos que levar em conta uma adequação do target, como qualquer outra campanha em meios de comunicação. Não adianta, por exemplo, fazer uma ação para classe D com um projeto de realidade aumentada, pois, o celular da pessoa não terá esta capacidade técnica. Os resultados são mensurados da mesma forma que analisamos ações na web, como, por exemplo, número de usuários impactados, total de participações e tempo médio de uso.

Estima-se que cerca de 20 milhões de brasileiros já navegam pelo celular. Por que muitas empresas ainda não têm mobile site?

Estamos num momento de catequização do mercado. No ano 2000, quase não existiam empresas com sites web; hoje, praticamente todas elas têm seu endereço na internet. No mobile vai acontecer a mesma coisa, só que mais rápido, pois já temos 120 milhões de pessoas com celular e, portanto, as empresas deveriam se preocupar com este assunto. 

Em que posição o Brasil se encontra hoje na oferta da tecnologia 3G? Este ainda é o grande entrave para  navegação via celular?

No Brasil, há mais de 10 milhões de pessoas com acesso à tecnologia 3G. Estamos em franca expansão. Pessoas que possuem aparelhos com 2G e 3G têm acesso à internet móvel, mas têm experiências diferentes. De qualquer forma, não podemos esquecer que mais de 50% dos brasileiros acessam a internet móvel pela rede Wi-Fi, segundo uma pesquisa recente da AdMob.

De que forma ações via SMS podem ser uma ferramenta decisiva no contato com os consumidores?

O SMS está massificado, atinge 120 milhões de pessoas que têm celular. Para se comunicar com as classes A, B, C, D e E, ao mesmo tempo, ou você utiliza “VOZ” ou “SMS”. A vantagem do SMS é que, além de ser uma comunicação instantânea, ela é menos invasiva do que você receber uma ligação telefônica de uma marca. Mas vale destacar que, em ambos os casos, é necessário que a marca tenha recebido a permissão do usuário para enviar estas mensagens publicitárias.

Como é possível integrar o mobile marketing às mídias tradicionais executadas pelo cliente?

Quando uma pessoa está em frente à TV, no supermercado ou no carro, o único meio interativo que tem com ela é o celular. Ele acompanha o usuário 24 horas por dia. O celular traz uma interatividade para uma mídia que não é interativa. Por exemplo, a pessoa que viu a promoção Torpedão que o Faustão fez durante a Copa não podia interagir com a TV, mas podia enviar um SMS e participar imediatamente.

Qual o papel e a influência das redes sociais no mercado de mobile marketing?

Eu escrevi um artigo no qual mostro que o Twitter e o Facebook são a porta de entrada do usuário para o acesso à internet móvel. Conheço vice-presidentes de empresas que nunca haviam acessado a internet pelo celular, mas com um aplicativo das redes sociais, passaram a utilizá-la.

Leia mais aqui

Como estamos em ano de Eleições, a pergunta: qual a melhor forma de usar o celular na campanha política?

Os principais formatos devem ser: aplicativos, sites móveis e ações por SMS. O Geraldo Alckmin, candidato a governador de São Paulo, por exemplo, já lançou o seu site móvel – http://m.geraldo45.org.br. Já o SMS, deve ser usado durante o horário eleitoral gratuito. Por exemplo, o eleitor envia o nome do candidato para um número SMS e passa a receber frequentemente notícias do partido.

* Marcelo Castelo é publicitário, sócio da F.biz, pós-graduado em marketing e graduado em administração, ambas pela FGV-EAESP. É autor do blog www.mobilepedia.com.br, que reúne mais de 1,5 mil posts de cases e tendências do mercado de mobile advertising e mobile marketing

VAI ENCARAR?

O pôquer e suas lições para o mundo corporativo

por Guilhermo Benitez  *

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Quando estava saindo para o aeroporto, a caminho da edição brasileira do LAPT – Latin American Poker Tour, série de torneios de pôquer promovido pela PokerStars.net, (cliente da XPress) em Florianópolis, o novo diretor de redação da agência, Rodrigo Dionísio, me encomendou um post sobre o evento.

Para tentar um enfoque diferenciado, sugeri colocar no papel uma antiga ideia de tentar trazer para o cotidiano da comunicação e da gestão como um todo conceitos importantes para o pôquer. Quanto mais aprendo sobre este jogo de estratégia, simples apenas em sua aparência, mais percebo que sua prática pode ser importante para quem quer melhorar uma série de características importantes no mundo corporativo.

Quem já viu um jogo profissional ou jogou um pouco, seja ao vivo com amigos seja na internet, vai entender bem do que estamos falando. Quem nunca jogou, bem, vou tentar ser didático. Para tanto, conto com a consultoria e apoio do jornalista Bruno Nóbrega, editor e Publisher da Card Player Brasil, uma das principais publicações dedicadas ao jogo no país.

Paciência – Matthias Habernig, campeão do torneio aqui em Florianópolis, ficou pelo menos 35 horas dos últimos quatro dias sentado, enquanto recebia cerca de 1.400 mãos. A maioria das vezes (em média 90% delas) ele simplesmente jogou fora as cartas que recebeu. Esta é a lógica do jogo. Os mais ansiosos, que querem sair decidindo tudo na hora, normalmente são os primeiros a serem eliminados. Paciência para esperar um bom cenário para fazer seu jogo é regra geral para todas as atividades, inclusive a comunicação.

Competitividade – Ser paciente não significa imobilismo. Ao contrário: quem não se move também sai rápido do jogo. Uma das coisas mais interessantes de um torneio de pôquer é que existem apostas fixas obrigatórias (blinds, no jargão do esporte) que sobem periodicamente. Quanto o torneio começa, todos têm a mesma quantidade de fichas. Se o jogador não age para aumentar suas fichas (stack) vai, naturalmente, ser eliminado. Além disso, quanto menor o stack, menor sua possibilidade de arriscar jogadas mais ousadas ou de pressionar o adversário. Quem tem mais fichas está em vantagem em relação aos demais. Enfim, o equilíbrio entre a paciência e a competitividade é base para o vencedor, seja no pôquer ou em uma negociação.

Decisões com informações limitadas – Esta é a graça do pôquer, especialmente o Texas Hold´em. O jogador sabe as cartas que tem na mão e, se achar que deve jogar com elas, fará uma combinação entre estas e as cartas comunitárias, que serão abertas na mesa e servirão para todos ainda na disputa (em alguns casos, a mão é decidida antes mesmo de as cartas comunitárias serem viradas). A partir disso, o jogador saberá chances que tem de ganhar. É preciso estar atento ainda quantas fichas tem no seu stack, para investir ou não numa jogada, e quanto seus adversários possuem. Entretanto, não há como saber o que os concorrentes têm em mãos – informação crucial para definir se vai ou não ganhar aquela disputa. Mesmo assim, é preciso tomar uma decisão, seja de desistir da rodada (e talvez perder uma chance de aumentar seu stack) ou investir (e quem sabe perder parte considerável de suas fichas). Encruzilhadas como esta se repetem todo o tempo na vida corporativa. Lançar ou não um produto? Qual a melhor estratégia de ação? Os jogadores de pôquer podem indicar alguns caminhos.

Posicionamento – A posição do jogador na mesa de pôquer faz toda a diferença. A vantagem de posição é do jogador que estiver no “botão”, que terá o benefício de saber quais foram as ações tomadas pelos concorrentes antes de chegar sua vez de agir. Em outras palavras, o jogador nessa posição tem muito mais informações do que os demais. Por outro lado, quem decidiu antes sabe que, muitas vezes, o último a agir foi para a ação mais por sentir que tinha poucos oponentes do que pela força de suas cartas. A dica aqui é sempre entender a sua posição e a dos demais jogadores em cada situação, como esta posição influencia suas decisões e – o mais difícil – construir sua própria estratégia a partir deste posicionamento geral.

Leitura do oponente – Os maiores jogadores de pôquer do mundo garantem: profissionais não tomam decisões somente com base nas cartas que têm ou daquelas abertas na mesa – eles jogam em função do oponente. É preciso saber como ele costuma agir, qual seu padrão, como reage a cada situação, quais seus interesses e motivações. A partir disso, é possível assumir o controle do jogo e levar o adversário a tomar as decisões que você quer. Por exemplo, fazer com que ele acredite que você tem uma mão fraca para que ele invista mais numa jogada, de modo que, ao final, caso sua mão se confirme como a melhor, você levante mais fichas. Ou, inversamente, fazer com que ele acredite que você tem uma mão muito boa e desista da jogada, deixando todas as fichas para você, o famoso blefe. Para isto, os jogadores passam boa parte do jogo analisando seus concorrentes, entendendo suas atitudes e, com isto, ampliando seu portfólio de informações para a tomada da decisão.

Antecipando o futuro – Num nível mais elevado, os jogadores não apenas tentam “ler” o que seu oponente vai fazer em cada situação, mas também antever os movimentos dele. Imagine que você esteja na mesa e seja um profissional. Você precisa identificar o que o oponente está pensando de você. Mais que isso: precisa ler o que ele pensa que você está pensando dele. Ao chegar a este nível, você começa a antecipar as ações de seu adversário.

Imprevisibilidade – Bom, se você pode ler seus concorrentes, eles também podem ler suas atitudes, certo? Claro que sim. Os profissionais evitam isso mudando com frequência seu padrão de jogo. Mais importante do que esconder suas informações e motivações (jogadores de pôquer costumam usar óculos escuros, capuzes e até cachecóis para esconder suas reações na mesa) é tornar seu jogo imprevisível. Se blefar sempre, ninguém mais acreditará em você. Se só jogar quando tiver boas mãos, todos fugirão de você, que desperdiçará grandes cartas levantando poucas fichas.

Cenário presente e futuro – Um torneio de pôquer tem fases distintas. No começo, muitos jogadores podem querer aumentar logo seu stack, para ficar numa situação mais confortável no jogo, o que lhes permite ousar mais. Normalmente, o torneio oferece prêmios aos 10% mais bem colocados. Então, quando se aproxima o momento de fechar esta lista dos que serão premiados, muitos jogam de forma mais defensiva – ninguém quer se arriscar a morrer na praia. Estes cenários e seus reflexos sobre os seus oponentes devem ser seriamente considerados na tomada de decisão. Muitos jogadores, por exemplo, aproveitam os momentos em que todos estão mais conservadores para agir de forma agressiva, sabendo que a maioria dos concorrentes não está disposta a ficar de mãos abanando depois de tanto esforço.

Fatores externos – Muita gente ainda acha que o pôquer é um jogo de azar. Pensam, afinal, que é preciso sorte para ter as melhores cartas. Existem vários estudos que comprovam que isso não é verdade, pelo menos no longo prazo. Pensando matematicamente, é possível ter muita sorte um dia e muito azar no outro. A tendência natural é de que, ao longo do tempo, as cartas sejam distribuídas de maneira equivalente entre todos: a diferença está na habilidade de cada um. No longo prazo, quem souber aproveitar melhor as boas oportunidades e se defender nas situações difíceis, vai ter melhores resultados. Simples assim. Mais importante do que ter sorte ou azar é saber agir em cada situação. Você não controla os fatores externos, mas pode controlar sua reação a eles, maximizando os ganhos e minimizando as perdas.

Foco no longo prazo – Diante disso, levando em conta que a “sorte” vai e vem e a habilidade é o que vale, a estratégia deve ser orientada para o longo prazo, sem deixar de lado táticas específicas para situações de curto e médio prazo. O importante é não se abater nem perder o foco por conta de momentos ruins.

Análise de risco – A matemática tem um papel importante no pôquer. O bom jogador avalia qual a chance que tem de vencer determinada mão, o valor que tem para investir (seu stack) e o montante das fichas que pode ganhar (pote). A partir desta avaliação é que as apostas devem ser feitas, buscando sempre ter o melhor retorno possível em cada mão. Obviamente, se o jogador seguir esta regra sempre à risca, ele se torna previsível, e a partir do seu padrão de apostas passa a ser possível fazer uma estimativa (às vezes bastante precisa) de quais cartas ele tem.

Complexidade – Ai é que entra a sutileza do pôquer: você analisa o risco e define qual a aposta mais adequada para cada situação. Para tanto, deve considerar o momento do torneio, a leitura dos concorrentes e a estratégia de jogo. Sim, trata-se de analisar uma grande quantidade de variáveis – algumas lógicas, outras de pura percepção – num curto período de tempo. Numa fase em que todos os gurus corporativos falam da necessidade de termos executivos preparados para lidar com a complexidade crescente do ambiente de negócios, o pôquer se torna uma escola e tanto. E você, vai encarar?

* Guilhermo Benitez  é diretor associado da XPress Comunicação

Profissão: Assessor de Imprensa

por Fabio Chiorino *

O Ministério da Educação indica que existem hoje mais de 100 cursos de graduação em Jornalismo no Brasil e que cerca de 5 mil novos jornalistas se formam a cada ano. Não bastasse esta considerável estatística para quem já está matriculado em uma instituição de ensino, o Jornalismo ainda é um dos cursos mais disputados no vestibular da Fuvest. No processo seletivo de 2010, a relação foi de 32,35 candidatos por vaga.

Agora, analisemos o mercado atual da profissão. Para onde está sendo direcionada boa parte dos jornalistas? Qual segmento de comunicação vem oferecendo maior número de vagas nos últimos anos? Acertou quem disse ASSESSORIA DE IMPRENSA. E não se trata de modismo ou algum fenômeno sazonal. Recente pesquisa da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (ABRACOM) revelou que o serviço terceirizado mais contratado pelas empresas é o de assessoria de imprensa, o que representa 44% do faturamento setorial. Consultoria e planejamento, comunicação interna, administração de crises e treinamentos são outros serviços que se destacam também no levantamento.

Se a procura corresponde à demanda, o que está faltando? É justamente a capacitação do profissional que busca a assessoria de imprensa não como “bico”, mas sim como profissão. Há muitos cursos hoje relacionados à assessoria de imprensa: livres, aperfeiçoamento, extensão e até pós-graduação. Mas nenhum ainda na modalidade de graduação. No curso de Jornalismo, na maioria das vezes, a profissão limita-se a uma das disciplinas que compõem um ou dois semestres de todo o conteúdo programático. Não é o suficiente.

Se hoje as equipes de redação diminuíram e são as assessorias de comunicação que absorvem grande parcela do contingente de jornalistas recém-formados e até mesmo aqueles que procuram uma recolocação profissional, já passou da hora de uma instituição de ensino superior criar o primeiro curso de graduação em Assessoria de Imprensa do Brasil.

O cenário contemporâneo da comunicação empresarial ratifica a importância desta área. A assessoria de imprensa há tempos é considerada como ferramenta fundamental para a construção, manutenção e consolidação da imagem e credibilidade de empresas dos mais diversos portes e segmentos de atuação. O trabalho não se restringe apenas à produção de releases, follow up e participação em eventos. Atualmente, as melhores agências de comunicação fazem parte de um tripé composto também pelas agências de propaganda e o departamento de marketing e/ou comunicação interna de seus clientes. Desta forma, o trabalho de uma assessoria começa bem antes da divulgação de uma notícia. Sua atuação passa obrigatoriamente por brainstormings, planejamento estratégico, gestão de crise, elaboração de estratégias, criação de blogs corporativos, conteúdo e ações em redes sociais, media training com porta-vozes e comunicação integrada.

Quem já foi estudante de Jornalismo sabe que estes temas são passados de forma muito rápida pelo curso de graduação, sem o aprofundamento e conteúdo necessários para desmistificar o papel deste profissional. Não é raro notar até certo preconceito contra as assessorias entre os estudantes e jornalistas de redação, que não têm conhecimento exato sobre a abrangência e importância da área. Uma alternativa mais imediata seria criar um curso de graduação de curta duração (2 anos), na modalidade tecnólogo, seguindo o mesmo caminho de profissões que não figuravam antes no meio acadêmico. Afinal, quem há alguns anos poderia imaginar a existência de curso superior de Gastronomia, Cabeleireiro, Cartunista, Comissário de Vôo, Design de Games. Todos eles atendem hoje aos anseios do mercado, sedento por profissionais focados nos nichos de atuação desde o início de sua formação universitária.

Aí está uma oportunidade que trará benefícios para todos: estudantes, instituições de ensino, agências de comunicação e clientes. A criação deste curso seria uma decisão lógica e fundamentada, valorizando ainda mais empresas e profissionais que enxergam na assessoria de imprensa uma completa linha de negócio, capaz de criar novos rumos para a comunicação. A torcida é para que, na próxima ficha de inscrição para o vestibular, o jovem seja surpreendido com mais uma opção de graduação. Fica prometido à instituição de ensino pioneira o primeiro diploma.

Fabio Chiorino, 28, é jornalista e gerente dos núcleos de Novas Mídias e Conteúdo e Design da XPress Comunicação

A crise no Santos FC e bagunça corporativa nas mídias sociais

santos

por Guilhermo Benitez  *

Começo este post informando, com muito orgulho, que sou torcedor do Santos FC. Um sentimento redobrado pelo excelente trabalho que o clube desenvolve já há anos revelando novos talentos. Primeiro a geração de Robinho, Elano, Léo e Diego. Agora Paulo Henrique Ganso, Neymar, Wesley e André.

Jovens talentosos, mas, como parece ser comum nesta geração Y, com um ímpeto que não aceita com facilidade a disciplina. Um destes arroubos de jovialidade virou notícia esta semana. Após vencer por 2 a 1, fora de casa e com o time reserva, o Grêmio Prudente, parte dos jogadores decidiu comemorar publicamente o feito. Com a facilidade das redes sociais, ligaram uma webcam e, visivelmente alterados, criticaram colegas e xingaram torcedores. Veja aqui 

O fato, mais do que simplesmente um novo capítulo nos bastidores da cobertura do futebol, revela uma questão crucial na comunicação corporativa de hoje. Como as empresas (sejam elas times de futebol, editoras de jornais e revistas ou fabricantes de alimentos) devem lidar com a presença de seus colaboradores nas redes sociais?

Por um lado, vários “gurus” internacionais desta nova comunicação digital pregam que as organizações devem não apenas liberar seus funcionários para usarem Twitter, Facebook e demais redes sociais, mas como também incentivá-los a terem presença ativa na web 2.0. Para autores como Chris Anderson, David Meerman Scott e Robert Scoble, os profissionais de determinada companhia passam a ser porta-vozes, divulgadores e defensores de sua marca, tornando-a mais humana e aberta.

Do outro, situações como a dos atletas do Santos, o caso do hoje ex-executivo do Locaweb (demitido por postar no Twitter comentário ofensivo ao time que sua empresa estava patrocinando) e dos pilotos da Gol, que estão usando as mídias sociais para divulgar que pretendem entrar em greve dia 13 de Agosto.

Diante deste dilema, o que podem fazer os gestores de comunicação corporativa? Já ouvi de colegas repensando a comunicação interna de suas empresas. “Com as redes sociais, fica delicado seguir a cartilha e avisar o colaborador primeiro, pois ele pode vazar a informação no Facebook e queimar sua divulgação para os veículos de comunicação”, disse um deles.

O caminho pode ser mais simples: criar regras corporativas claras para o uso das redes sociais, treinar os funcionários e monitorar sua aplicação. A XPress já está trabalhando  com alguns clientes neste sentido e desenvolvemos ferramentas, materiais e treinamentos específicos para isto. Depois do Media Training, agora é hora de começarmos a Capacitação Corporativa para Redes Sociais.

Em tempo: a diretoria do glorioso Santos FC finalmente entendeu o caminho e afirmou publicamente que, após a final da Copa do Brasil, irá implantar uma cartilha com regras para a utilização das redes sociais por seus atletas e funcionários. Pena que teve que esperar uma crise estourar para agir.

* Guilhermo Benitez  é santista e diretor associado da XPress Comunicação

Você é influente?

Artigo

welingtonPor Rodrigo Dionisio*

O parâmetro para medir ações em mídias sociais está em franco desenvolvimento. Cada empresa envolvida em trabalhos de comunicação web tem sua opinião e algumas, seu formato para entregar ao cliente um direcional que possa dizer: “Veja, nós prometemos e entregamos. Sua ação foi um sucesso”. Para as agências de publicidade, o Ibope da TV e as tiragens dos demais veículos bastam. Em muitos casos, para as assessorias de imprensa, a centimetragem resolve (ou ao menos contenta o cliente). Mas qual a métrica para uma mídia tão qualitativa quanto à web 2.0? Ter zilhões de seguidores e acessos resolve? Definitivamente, não.

Falar de mídia social é lidar com influência e reputação. E ser influente necessariamente passa pelo fato de quanto você consegue convencer as pessoas de algo e fazê-las replicar sua mensagem. Este post nasceu a partir de uma busca por ferramentas de medição de influência e relevância no Twitter, e vou usar uma delas para exemplificar, a única nacional (se souber de mais alguma, me escreva). O Twitterank (clique aqui) faz uma medição básica, mas funcional. Leva em conta, resumidamente, três fatores: quanto seus seguidores retwittam ou mencionam você (influência), quantos seguidores você tem (popularidade) e quanto você retwitta ou menciona seus seguidores (envolvimento).

Tudo explicado, vem a pergunta: qual o Twitter mais influente da web brasileira? Se respondeu Luciano Huck, com seus mais de 2 milhões de seguidores, se enganou. Ele ocupa o número 14 da lista de influência do Twitterank, encabeçada por… Sabrina Sato. Sim, mesmo com “apenas” 779 mil seguidores, ela é mais retwittada, mencionada e interage mais com seus seguidores, em comparação com Luciano, que, segundo o site é o Twitter de número 939 no cenário nacional. Aliás, esse é outro ponto importante desta ferramenta e de qualquer medição web: a comparação. Outro gerador de rankings de Twitter, o Twitter Grader (veja aqui), só realiza comparações entre quem já utilizou a ferramenta alguma vez, não busca direto na base do Twitter . Ou seja, enquanto não houver volume de grandes influenciadores usando a ferramenta, todos vão parecer iguais (fizemos o teste aqui, é verdade… esta ferramenta é a que dá resultados mais embolados).

Ou seja, qualquer campanha vai ser um fracasso se comparada a Sra. Sato ou ao Sr. Huck. Mas alinhada desde o início e vista em um ambiente similar, por meio de uma base de dados comparativa consistente, medida a parir de outras ações para o mesmo público e com o mesmo foco, é possível saber se deu certo ou não. (pausa para os comerciais: para testar as ferramentas, colocamos nosso perfil no Twitter e o de outras agências de comunicação e assessorias de imprensa, concorrentes diretas e indiretas, todas grandes players do mercado; nosso ranking só é inferior ao de apenas uma delas, mesmo levando em conta o fato de algumas terem o dobro de seguidores ou mais… fim dos comerciais).

E, sim, Twitter é só um exemplo. E, claro, um tema abordado por Luciano Huck pode até acabar, em extremo, virando um especial de final de ano na TV Globo, além de ser capa da Caras, Contigo, Quem… mas aí vamos estar falando de ação de crossmidia com base na web 2.0, e não de uma ativação de rede social. Recebi a entrega de resultados de uma ação que iria analisar e elogiar aqui. Ia, até perceber o fato de 75% dos acessos ao hotsite da campanha terem sido gerados por posts pagos. Nem discuto se esse tipo de atividade é ética ou válida, muito menos o fato de algumas promoções pontuais necessitarem de um empurrão publicitário para ganhar volume. Para mim, o problema é vender como ação de comunidade e de mídia social algo cujo resultado só foi possível com a compra de espaço. Provavelmente, o uso de links patrocinados ou banners daria retorno semelhante.

Além das ferramentas citadas, vale, a quem se interessar, dar uma olhada no Kout e no TweetLevel. Uma empresa parceira que faz um ótimo trabalho na área de monitoramento e relatórios web é a Dialeto Social Media. E a ilustração deste post é o perfil no Twitter de Welington ZK Moraes, o último colocado no Twitterank, na posição 43.783, quando este post foi escrito (o ranking é dinâmico e sofre alterações frequentes).

* Rodrigo Dionisio é editor do blog da XComunicação; jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

De inexperiente, ele não tem nada

Entrevista – Danilo Gentili

Danilo Gentili - crédito: NaLata

“Não me resta alternativa a não ser duvidar que a massa tenha muita inteligência ou mesmo o mínimo de bom senso”

O site oficial de Danilo Gentili (aqui) avisa logo: “Antes do CQC ele já estava por aí…”. É fato. Em 2005, subiu pela primeira vez profissionalmente em um palco para fazer humor, além de tentar performances como compositor e cartunista. Mas é inegável o fato de ter sido apresentado ao grande público a partir do programa da Band. No mesmo ano da estreia da atração comandada por Marcelo Tas, 2008, foi eleito pela revista Veja como o humorista do ano. Suas primeiras aparições aconteceram como o Repórter Inexperiente, o qual, como o próprio nome sugere, fazia entrevistas com “celebridades” sem a menor noção da biografia do entrevistado ou de regras básicas sobre como conduzir uma situação deste tipo (veja um dos vídeos mais conhecidos dessa época, o papo de Danilo com Gretchen, aqui).

O programa ganhou espaço e repercussão. Seus integrantes se tornaram, em muitos casos, as celebridades que tanto perseguiram (e perseguem). A atração tem ajudado a remodelar alguns conceitos do jornalismo feito em TV. Neste final de semana, a Veja, mais uma vez, mas desta vez em sua edição São Paulo, colocou Gentili na lista dos paulistanos mais influentes do Twitter. Com mais de 800 mil seguidores, o @DaniloGentili fala diretamente a uma plateia provavelmente inimaginável para o menino que, aos quatro anos, fez sua primeira piada a um garçom de pizzaria (“Uma foda… digo, digo… uma soda”, respondeu à pergunta “O que deseja?”).

As questões para Gentili foram feitas por Cinthia Curado, responsável também por sugerir o nome do entrevistado, Fabio Chiorino, Juliana Andrade e Rodrigo Dionisio. Divirta-se:

XComunicação – Afinal, o CQC é um programa de jornalismo ou de entretenimento?
Danilo Gentili
Acho que o CQC alcançou na mente do público um estado ímpar… Uma mistura de humor, denúncia, jornalismo, irreverência… Acho que posso afirmar que o CQC é o CQC.

XComunicaçãoVocê, como a maior parte dos integrantes do CQC, não é jornalista de formação, mas talvez estejam provocando uma nova forma de fazer jornalismo. Vocês percebem isso e tinham essa intenção ao começar o programa?
Danilo Gentili Não posso responder pelos outros colegas, mas minha intenção sempre foi ser autêntico nas minhas indagações e no que opino diante da equipe. Me enxergo mais como uma pessoa comum realizando um trabalho com uma postura autêntica diante dos cenários nos quais me encontro do que como um bom profissional de jornalismo que procura manter em prática todos os itens da cartilha.

XComunicaçãoVocês acompanham os programas tecnicamente concorrentes, como Pânico e Legendários?
Danilo Gentili Nunca assisti Pânico pra acompanhar a “concorrência”, todas as vezes que assisti foi pra me divertir.

XComunicaçãoComo é a relação do CQC com as assessorias? Há resistência ao trabalho de vocês e de vocês em relação às assessorias?
Danilo Gentili Muita assessoria (e cliente da assessoria) entende a proposta do programa, embarca na brincadeira, aceita a confrontação e gosta de participar. Mas independente disso o lema do programa está explicito no nome, “Custe o que Custar”, então os assessores que nos perdoem, mas às vezes, se preciso for, somos uma mosquinha chata zumbindo por aí…

XComunicaçãoVocê acha que o formato CQC vai se desgastar com o tempo? Até onde isso deve ir e qual seria o caminho para o programa se reinventar (caso o desgaste aconteça)?
Danilo Gentili O CQC é um programa que se alimenta de fatos e eventos. Essa fonte onde bebemos é muito dinâmica e pode garantir uma vida bem longa ao programa.

XComunicaçãoDe que forma o CQC influenciou na sua carreira em stand up comedy?
Danilo Gentili Na verdade foi o contrário. Se estou no CQC hoje é por causa do stand-up comedy.

XComunicaçãoTemos acompanhado as recentes agressões que você sofreu durante as gravações para o CQC. Para você o que incomoda mais os entrevistados: a crítica ou a ironia utilizada nas entrevistas? Você não tem medo de ficar estigmatizado como saco de pancadas da TV brasileira?
Danilo Gentili Eu não estou no CQC porque tomei porrada. Eu tomei porrada porque estou no CQC. Já me perguntaram se eu não tinha medo de ser estigmatizado como “o repórter inexperiente”, depois perguntaram se eu não tinha medo de ser pra sempre o “cara de Brasília”… Depois perguntaram se eu não tinha medo de ficar conhecido como “o cara que é expulso dos lugares” ou “o cara que faz piada polêmica” ou ainda “o comediante que só sabe fazer stand-up”… Acho que no fim das contas eu serei só o Danilo mesmo.

XComunicação - O humor faz parte do seu dia-a-dia? Você se considera um cara bem humorado?
Danilo Gentili O humor faz parte do meu dia-a-dia assim como o jornalismo faz parte do seu. Meu humor é normal… Quem fica muito alegre rindo por ai não tem tempo pra sentar e escrever piada.

XComunicação - Há um limite entre o humor irreverente e o mau gosto e falta de educação?
Danilo Gentili Essa é uma pergunta que quem deve responder é o público que gosta e consome comédia. Pra eles que são feitas as piadas. Eu, como comediante, não me importo com irreverência, com mau ou bom gosto e nem com educação… Me preocupo apenas em fazer meu público rir.

XComunicação - Zapear entre canais abertos num sábado ou domingo à tarde pode ser uma experiência traumatizante. A audiência de programas de auditório deve-se ao fato de ser a única opção para boa parte da população ou acredita que o público realmente não se interessa por atrações mais bem elaboradas? Em resumo, até que ponto você acredita na inteligência dos telespectadores?
Danilo Gentili Se eu ligo a TV e vejo que certos programas têm boa audiência, se vejo que pastores conseguem construir um império contando mentira, se abro um livro de história e vejo o que as pessoas fizeram e em que acreditavam, se vejo quem são os políticos eleitos por aí… bem… Não me resta alternativa a não ser duvidar que a massa tenha muita inteligência ou mesmo o mínimo de bom senso.

XComunicação - O que você assiste na televisão aberta na TV por assinatura (se é que assiste e não vale falar só filmes)? Curte seriados como Lost, por exemplo?
Danilo Gentili È coisa rara eu ver TV aberta, mas bem rara mesmo. Assisto muito documentário sobre biologia, história, sociedade… Adoro tudo que envolve comédia, sitcoms, shows, programas…e claro: filmes…muiitos filmes!

“Siga a matilha…”

Artigo

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Por Rodrigo Dionisio*

Nós perguntamos aos leitores do blog: Por que entrar em uma rede virtual? A opção vencedora, com 18 votos, foi “Por estar ligada a usos específicos (profissionais ou pessoais, como no caso do uso de sites de relacionamento)”. Sem nenhum voto, o patinho feio da enquete foi “Por obrigação (meu chefe disse que quem não estivesse no Twitter podia procurar outra coisa a fazer da vida)”. Interessante é o fato de uma colega de assessoria, trabalhando em uma das agências líderes de mercado, ter ouvido exatamente isso de seu superior. E não era brincadeira. Se quiser, ainda é possível votar aqui.

O fato é que nós, brasileiros, somos um dos povos mais afeitos às redes virtuais. Dominamos o Orkut, e ele ainda tem relevância na América Latina por nossa causa, mesmo estando morto em quase todo o resto do mundo (veja gráfico a seguir, da comScore, mostrando qual o alcance da rede e quanto se gasta de tempo nela). O Brasil é o país na região onde Twitter cresce mais e mais rápido (veja também gráfico). O Facebook ainda engatinha por aqui (idem). Mesmo quando não pegam, redes como o Second Life ganham espaço de destaque na mídia, nos papos de boteco, nas discussões, enfim, on e offline.

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Mesmo deixando de lado as redes mainstream, comunidades naturalmente mais de nicho seguem seu caminho. Já ouviu falar de diHiTT, Rec6, Linkk, Uêba e Ocioso? Essas são as cinco maiores redes “digg-like” do Brasil. Resumidamente, são comunidades nas quais você posta um conteúdo e vota, favorita as notícias das quais mais gostam. Segundo levantamento do Mestre SEO (veja aqui), em junho, elas receberam mais de 9.200 novos textos. A maior delas, o Ocioso, teve sozinho 13,5 milhões de cliques em suas notícias no período. Nada se comparado aos números de redes como Facebook e o próprio Twitter. Bastante coisa para uma ferramenta ainda de nicho.

Conclusão? Nenhuma. O que faz o sucesso de uma rede virtual depende de uma série de fatores. Restrições de tecnologia derrubam algumas, interesse de empresas por formatos e ideias levanta outras. Na pesquisa citada no início do texto, apenas um internauta clicou na opção “Pelo ‘hype’ (se muitos falam, na mídia principalmente, vou ver qual é)”. Se vale minha opinião, mais pessoal que profissional, ainda creio estarmos em um estágio no qual quem faz volume online é o offline. Muitos devem lembrar que o Orkut, por muito tempo, era a principal fonte de pesquisa (qualquer pesquisa) para as Redações de jornais e revistas. O gráfico mostra que o Twitter era bem menos importante em alcance quando foi considerado febre por muitos veículos que agora (e já há quem fale de “orkutização” do Twitter). O Facebook é mais falado que acessado por enquanto, mas o espírito de manada faz sim diferença, mesmo com tantos anos de evolução nas costas.

Ovo ou galinha, não sei. Mas, como escrevi em outro post, web social é feita de gente. E não vai ser ela, a web, a resolver questões tão antigas quanto o nosso surgimento.

PS: o título deste post é uma citação à frase “Siga a matilha ou vai morrer sozinho”, da música Dogmas Tecnofacistas, composta por Marcelo Nova (Camisa de Vênus)

* Rodrigo Dionisio é editor do blog da XComunicação; jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

Tarantino é bom quando assume ser péssimo diretor

Crítica - À Prova de Morte

Por Rodrigo Dionisio*

O melhor filme de Quentin Tarantino sequer era um filme. “À Prova de Morte”, com estreia amanhã em circuito comercial, fazia parte do projeto GrindHouse, parceria com Robert Rodriguez. Eram dois filmes, este e Planeta Terror, dirigido pelo compadre de Quentin, exibidos juntos como uma coisa só, em 180 minutos. Isso pode parecer apenas uma curiosidade cinéfila, mas faz parte de um argumento. Fato, Tarantino é muito melhor quando menos se leva a sério. A estreia de amanhã é tão bobagem que foi lançada em 2007 e só agora chega aqui, depois de “Bastardos Inglórios”, de 2009.

Declaro, tenho uma relação de amor e ódio com o diretor de “Cães de Aluguel”. Este, seu filme de estreia, é genial. Assim como “Jackie Brown”. Acho “Pulp Fiction” superestimado, “Kill Bill”, descartável e “Bastardos Inglórios”, duvidoso (tem coisas bem boas, mas a mão pesada em algumas cenas e o roteiro sem noção estragam o todo). “À Prova de Morte” não tem história, mal dá para chamar sua construção de roteiro. O personagem principal, Kurt Russel, é privado de motivação palpável. O longa investe em diálogos descartáveis e chulos (deve ser o filme com a maior quantidade da palavra “ass” em toda a história do cinema, incluindo as produções pornográficas). Faz menções à toda filmografia de Tarantino, de “Cães” a “Kill Bill” (só não cita “Bastardos” porque é anterior), chegando a recriar cenas com outros sentidos. Sobra até brincadeira com “Um Drink no Inferno”, que Rodriguez dirigiu e no qual Quentin atuou.

Ou seja, é tão ruim que é fantástico. Na sessão em que assisti ao filme, foi aplaudido pela plateia. OK. Nunca confie no público médio de cinema. Mas foi merecido. Para variar, leia o que vem sendo e vai ser publicado. A crítica tenta achar significados na produção (assim como insiste que a noiva de “Kill Bill” é uma mulher forte contra ´homens maus´… repare, entre seus alvos, há dois homens: um a enterra viva e o outro caminha para a morte com ar de vitória, enquanto ela se debulha em lágrimas). Mas não há sentido em “À Prova de Morte”. São duas sequências longas de diálogos com cenas de ultraviolência ao final. Se tiver estômago forte e não se importar em estragar uma das partes do filme, clique no vídeo ao final deste post e terá uma ideia.

Falei de amor e ódio e só destilei o segundo. Tarantino sem querer está em momentos interessantes da minha vida. A última vez que fui ao cine São Geraldo, na Penha, antes de ele virar estacionamento, foi para ver “Pulp Fiction”. O primeiro beijo no meu grande amor de faculdade (quem não teve o seu?) foi após uma sessão de “Um Drink no Inferno”. Também admiro sua declarada e insistente paixão e reverência pelo cinema, pela poesia besta do banal. Entretanto, me irrita um tanto quando ele declara, sério (e é levado a sério), que a viagem de carro da noiva em “Kill Bill” é comparável à trajetória rio acima do Capitão Willard, de “Apocalipse Now”.

Cinefilia crônica e irritada, eu sei. Mas creio que este texto todo se resume a uma declaração. Adorava detestar os filmes mais recentes de Tarantino. Principalmente por ele imitar muito e criar pouco. Fiz as pazes, me entreguei, pois ele simplesmente decidiu imitar o diretor de um filme muito, muito ruim. E fez isso de maneira magistral. Ou, como twittou Raphael Gonzalez após eu apresentar o filme a ele: “Tarantino transformou o episódio do Pateta no Trânsito em filme e chamou de Death Proof”.

* Rodrigo Dionisio é editor do blog da XComunicação; jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

Tenha sua própria vuvuzela ilustrada

Inspirado no post ilustrado de terça-feira, a XPress Comunicação lança sua primeira promoção online. É simples: a melhor ideia sobre o que fazer com uma vuvuzela após o final da Copa do Mundo leva uma ilustração original feita pelo designer Raphael Gonzalez, o Gonza. O desenho irá “materializar” a sugestão dada em formato 42 cm x 29,7 cm e será enviado por Correio ao vencedor. As sugestões devem ser dadas nos comentários do blog (clique aqui) ou via Twitter com a tag #vuvupromo. A comissão julgadora será formada por Fabio Chiorino, Guilhermo Benitez, Rodrigo Dionisio e o próprio Gonza. As inscrições vão até a próxima terça-feira e divulgaremos o vencedor na quarta. Participe.

Vuvuzela em quatro tempos

Especial

snorkel

Com a chegada do verão, sua vuvuzela será útil como snorkel, para os dias de chuva em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro

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Por Raphael Gonzalez*

O blog da XComunicação traz hoje seu primeiro (somos otimistas) artigo ilustrado. A ideia surgiu ao pensarmos qual seria o fim do grande ícone da comunicação primal do último mês, a vuvuzela. Adorada por quem toca, odiada por muitos de seus ouvintes, a corneta de plástico corria o risco de cair no esquecimento logo após o apito final do juiz, domingo passado, em terras africanas. Raphael Gonzalez, ou Gonza, como assina seus trabalhos de ilustração, sugere alguns usos para ela. Factível ou não, criativo, sem dúvida. E você? O que faria com a sua vuvuzela? Registre nos comentários.

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vaso

Suporte para flores em plástico, um ícone da decoração contemporânea

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banheiro

Contra a reclamação padrão feminina, de mães a esposas, um funil para evitar os indefectíveis respingos na borda do vaso sanitário

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Uma nova versão, slim, para aquelas “cúpulas de abajur” colocadas em cães para evitar que se cocem ou lambam

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* Raphael Gonzalez (Gonza) é designer, ilustrador e se orgulhou durante a Copa por ter um dos toques de vuvuzela mais longos da agência. Outros trabalhos estão disponíveis no Flickr

Empresas, fiquem fora da web 2.0

Artigo

Por Rodrigo Dionisio*

Não sou o primeiro, muito menos o último. Mas boa parte de nós, trabalhando com mídias sociais, tem gastado tempo e bytes para registrar nossas opiniões sobre para onde vai a web 2.0 no ambiente corporativo. E este texto não é diferente, apesar de buscar uma pequena contramão. Em vez de incentivar as companhias a investirem nesse meio, afinal, é o que todos estão fazendo, gostaria de dar alguns conselhos para quem não deve se aventurar na dita internet social. Cinco dicas rápidas, não devem doer.

1) Não entre na web 2.0 se você não tem algo relevante a dizer. Pesquisa da @ComScore indica que o alcance dos sites de notícia é de 65,8% da base dos internautas ativos brasileiros. O dos blogs, 65,7%. Aliás, nesse quesito, blogs, somos líderes (o alcance mundial fica em 51%, e o da América do Norte, 62,7%). Ou seja, internautas brasileiros praticam a leitura de notícias e opinião. Se você não consegue usar isso a seu favor, gerando informação, ou se o seu conteúdo não resistir a uma comparação feita via busca do Google, afaste-se.

2) Mídia social serve para sociabilizar. Se não está disposto a discutir, interagir e fazer parte do grupo, nem comece. Segundo a mesma pesquisa mencionada no item 1, o segundo uso de internet na América Latina é o de relacionamento social (81,9% de alcance, perdendo apenas para busca, com 85,5%). Facebook e Orkut dominam o cenário. A primeira ferramenta tem 49,1% de alcance e uma média de 203,7 minutos de conexão por usuário ao mês; a segunda, 25,4% em alcance e 360,8 minutos em tempo. Se o perfil da sua companhia é fechado, com baixo índice de interação e relação unidirecional, não vai ser a internet que a tornará o cara popular da balada.

3) Você acha internet uma coisa de jovem, essa molecada descolada, seu filho, seu sobrinho, quem gosta desse negócio de blog… Fique longe. Segundo outra pesquisa da mesma @ComScore, 62,6% dos usuários brasileiros têm 25 anos ou mais. Esse número refere-se a acessos em casa e no trabalho, provavelmente a inclusão de lanhouses aumentaria a participação da faixa de 6 a 24 anos (divisão etária levada em conta no estudo). Feita essa ressalva importante, é preciso entender a internet como uma “novidade” de quase 20 anos, em sua versão popularizada. Os nativos digitais hoje já são profissionais estabelecidos no mercado, tomadores de decisão e formadores de opinião.

4) Mantenha distância ainda da web 2.0 se sua empresa acredita que ela é uma ferramenta de divulgação utilizada para oferecer produtos e gerar vendas. Também é isso. Mas, muito mais, as redes sociais servem para gerar reputação. Segundo estudo mencionado por Marcelo Negrini (@mnegrini) a respeito do uso de redes por empresas, aproximadamente 75% dos 106 presidentes de companhias ouvidos acreditavam que o uso de redes sociais aumentava a eficiência dos seus negócios. Mais de 50% declararam ser este tipo de ferramenta uma solução efetiva pra problemas da companhia. Detalhe, o estudo é de 2006, com empresas norte-americanas. Em 4 anos, as redes só ganharam força e abrangência e crescem no Brasil como em quase nenhum outro lugar do mundo.

5) Qualquer um lida com redes sociais, são plataformas baratas (se não gratuitas) e basta ter um estagiário e um Twitter, assim como seu concorrente, e está tudo certo. Errado, não faça se não for direito. Ser social envolve uma gama de ferramentas e, principalmente, atitudes. Vamos pensar em um aspecto específico e prático. Com o aumento do uso de smartphones, mobilidade é a próxima onda para as empresas (e mídias sociais). Segundo a consultoria research2guidance, 10% das companhias listadas no ranking global Fortune 2000 já lançaram aplicativos para smartphones. A empresa estima que o mercado de aplicativos móveis cresça 807% nos próximos quatro anos. No Brasil, de acordo com estudo da Mowa (grupo especializado em soluções móveis e inovações tecnológicas), apenas 5% das empresas podem ser consideradas móveis. O estudo foi realizado entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010, tendo como base as 500 maiores empresas do Anuário Melhores&Maiores da revista Exame. Ou seja, há espaços para crescer, possibilidades de pioneirismo, necessidade de investimentos em diferenciais. Mídia social é algo simples, por tratar de algo básico: relações humanas. Mas se raciocínio, alinhamento estratégico e implantação forem simplórios, será a morte.

É óbvio que este texto é uma provocação até um tanto barata. A web 2.0 é, sim, uma ferramenta acessível e necessária para qualquer empresa. Pipocam cases de pizzarias a imobiliárias de luxo se dando bem nesse ambiente, vendendo muito e sendo reconhecidas. Fato é que (e este é o lado sério desta história) comunicação digital não é para aventureiros nem uma brincadeira. Depois de entrar, não dá para simplesmente pedir para descer. E estar preparado e fazer o correto são fundamentais. Parece óbvio, não? Inacreditavelmente, para muita gente não é.

Entenda: a internet fica atrás apenas de TV e rádio em alcance no país. Se a sua companhia acha mesmo válido investir em anúncio de revista e não em uma plataforma 2.0, fique longe das redes. Se entende, por outro lado, ser a comunicação uma forma de crescer e fazer o seu negócio ter importância, estar fora das redes é perder uma das mais excitantes ferramentas à disposição.

* Rodrigo Dionisio é editor do blog da XComunicação; jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

Está preparado para 48h sem futebol?

Síndrome de abstinência. Não há maneira melhor para descrever o que acometerá milhões de pessoas no exato momento em que o juiz apitar hoje o final de Portugal e Espanha, lá na África do Sul. Não, a Copa não acaba, nem o assunto some dos noticiários. Mas a competição entra em pausa e serão, absurdo, dois dias sem uma partida. Para quem gosta de futebol (ou apenas se torna fanático de quatro em quatro anos), simplesmente insuportável.

Para os irritados com o tema, pior. Serão 48 horas de discussões sobre o que não pode ser mais mudado (vexame da Itália, erros de arbitragem, a eliminação precoce do time da casa) ou de exercícios da futurologia mais barata (e se Kaká xingar o árbitro, e se Messi não jogar, e se a Holanda jogar de branco). Isso sem contar a série interminável de estatísticas furadas, a ensinar quantas vezes um time africano chegou às fases finais da Copa. Ou quantas vezes uma equipe europeia com técnico de um país diferente e jogadores naturalizados enfrentou um combinado sul-americano e levou menos de dois gols no primeiro tempo…

Desde o início da Copa, eu, Raphael Gonzalez e Fabio Chiorino, sentados lado a lado na bancada, temos acompanhado via web praticamente todos os jogos. Mesmo os teoricamente menos interessantes. E pensando no sofrimento a ser enfrentado nos próximos dois dias, preparamos uma lista de Twitters e blogs para nos manterem vivos, por aparelhos, até sexta-feira. E, sim, a ideia é mostrar que futebol pode ser algo bem divertido, mesmo para quem já não aguenta mais e não entende qual o motivo de tanta comoção (espere 2014, com o torneio em nosso quintal…).

Twitters

@fimdejogo: futebol com mais de dois neurônios
@narrador_10: não é jornalista, mas consegue informações quentes sobre o mercado da bola, bem bacana
@TiagoLeifert: jornalista e apresentador da Globo que virou sensação durante a Copa por seu estilo, digamos, espontâneo

Blogs

- http://blogdacopadomundofifa.blogspot.com: um ótimo trabalho de um grupo, basicamente, formado por estudante de jornalismo
- http://felipeandreoli.blog.terra.com.br: blog do Felipe Andreoli, repórter do CQC, conta um pouco do dia a dia da cobertura no país da Copa
- http://kigol.com.br/neto: blog do Neto, ex-jogador e comentarista da Band (precisa explicar qual o motivo humorístico?)
- http://tvglobo.casseta.globo.com/helio-de-la-pena: um dos Cassetas mais engraçados e com algumas das melhores sacadas esportivas (apesar de ser botafoguense…)

Ambos

@alerocha: o cara sabe tudo de TV, seriados e afins, como futebol. Colunista do Yahoo! http://colunistas.yahoo.net/colunistas/15/index.html
@blogesportefino: Ontem eles colocaram o que o mundo estava ouvindo nas finais de cada Copa. É sensacional www.esportefino.net
@estadodecirco: editor do jornal Destak, visões mal humoradas de um mundo sitiado www.estadodecirco.net
@fabio_seixas: editor-adjunto de Esportes da Folha de S. Paulo. Está fazendo uma maratona pelos países da Copa. A saga completa em: http://fabioseixas.folha.blog.uol.com.br
@flaviogomes69: Atua em jornais, revistas, rádio, TV e internet. O iG pediu a ele um blog para a Copa http://colunistas.ig.com.br/copa2010flaviogomes
@vitonez: editor do site Grande Prêmio, único cara do Brasil que torce pela Dinamarca www.colunistas.ig.com.br/victormartins

Outros

Vale dar uma escutada nas colunas do Ricardo Freire na BandNews FM. Nelas ele faz um divertido comparativo, sob o ponto de vista turístico, entre os países que se enfrentam em campo. Clique aqui.

PS: se você não se convenceu, amanhã a SporTV exibe os amistosos Coritiba x Grêmio e Vasco x Avaí. Confira programação aqui.

PS2: uma indicação de última hora, aos 46 do segundo tempo, da Fernanda Monteiro – o blog da redação do UOL http://uolesporte.blog.uol.com.br

As redes sociais e a minha tendinite

Artigo

helenaPor Helena Duncan*

Eu sou uma pessoa comunicativa e curiosa, tenho personalidade extrovertida e, desde criança, adoro interagir das maneiras mais diferentes com o universo à minha volta. Tamanha minha abertura, que minha mãe temia que um estranho me chamasse e eu fosse embora, batendo aquele papo animado. Estes traços de personalidade me levaram a trazer a comunicação para minha vida de forma definitiva e profissional: me tornei jornalista. Queria buscar histórias úteis, queria que meus olhos, ouvidos e escrita servissem à humanidade de alguma maneira. Na idade mais idealista, quando entrei pra universidade, pensava que jornalismo investigativo seria meu destino, inclusive.

Segui um caminho que considero interessante e diversificado na comunicação: trabalhei em TV, em revista e, morando em Nova York, idealizei e viabilizei programas pra TV brasileira. Descobri a comunicação corporativa um tanto por acaso e me apaixonei, fiz uma pós em marketing, trabalhei em multinacional e hoje sou sócia de uma agência bacanérrima. Entendi o quanto podemos usar a criatividade e todas as qualidades de bom jornalista de maneira sutil e inteligente no mundo das empresas e marcas.

Minha relação com as ferramentas de web sempre foi visceral, apesar de tímida, já que sou uma legítima “migrante digital” (termo usado por Mark Priensky para nomear quem não nasceu na era digital). Eu gostava de Orkut, mas fiquei tão intensamente envolvida que deletei e criei meu perfil umas 3 vezes. Demorei a entrar no Facebook, mas também fiquei bastante entretida por lá. Já ensaiei um blog inúmeras vezes, mas nunca a ponto de colocar em prática. Hoje em dia não vivo sem o meu Black Berry e sou um tanto viciada no Twitter.

O Twitter se tornou um capítulo à parte na minha vida. Nas minhas férias, ano passado, tinha acabado de criar minha conta e acabei usando-o como um diário das minhas peripécias mais engraçadas na Europa, fato que me rendeu muitos seguidores e um convite pra escrever sobre Paris num blog. Fiquei feliz e segui em frente. Sou uma profissional de comunicação, vivo numa época em que o diploma de jornalismo não é mais obrigatório e em que uma ferramenta como o Twitter proporciona furos colossais em grandes colunas, o que considero fascinante. Hoje em dia, blogueiros e tuiteiros com cara de nerd ocupam as primeiras filas dos desfiles de moda mais importantes do mundo com seus laptops, quando antes este lugar era reservado a grandes editores de revistas de moda e só. O mundo se curva à tecnologia, até aí nenhuma novidade.

O fato é que eu tuito sobre trabalho, mas resolvi manter os traços mais importantes da minha personalidade nos posts, bem como episódios da minha vida pessoal – a viagem à Europa foi um exemplo. Comecei a perceber também que os perfis que mais me interessavam, fosse jornalista famoso, personagem fictício, ou veículo de importância nacional, eram os que me mostravam algo de humano por detrás dos 140 caracteres. Eu tenho como objetivo no Twitter até agora: me manter informada, interagir com quem me interessa profissionalmente, pessoalmente, e aprender. Aprendo muito e sobre tudo no Twitter, especialmente sobre as relações humanas.

Quando as pessoas íntimas na minha vida pessoal e real não me reconhecem totalmente ali, ou quando uma pessoa desconhecida parece me conhecer melhor que meus vizinhos, percebo na pele que as consequências dessa ferramenta são astronômicas. Eu não coloquei uma foto muito de cara, escrevi no perfil apenas que sou jornalista e carioca, no entanto, quem me segue sabe que eu corro e estou sofrendo com uma tendinite, que vejo pôr do sol no Arpoador vez ou outra, quem são meus clientes, entre milhares de outras informações, muitas delas pessoais.

Quando conheci hoje uma cliente de São Paulo e ela falou da minha tendinite, fiquei preocupada: será que estou me expondo muito pessoalmente? Será que dizer que corro e me machuquei não é o assunto que devia estar nos meus posts, executiva que sou? Resolvi então escrever este texto porque, pra mim, escrever sempre será a resposta. Os twitters das empresas e marcas devem manter um diálogo eficiente com seus clientes e consumidores, devem ter agilidade e transparência, devem dar informações úteis e saber ouvir.

Penso que eu, sócia-diretora de uma agência de comunicação, também. Por isso, quando um cliente souber da minha tendinite, pode significar também que ele sabe o quanto minha vida profissional é importante pra mim, o quanto o trabalho ocupa meus dias e pensamentos mais sagrados e, finalmente, que não faço apologia das ferramentas e redes sociais da boca para fora, eu acredito nelas.

Só posso dizer que é um caminho a se trilhar e que quando entramos nele de verdade, seja de forma comercial, seja de forma pessoal, ou misturando ambos, usufruímos de um outro mundo novo, conhecemos outras pessoas e nos aproximamos do que nos interessa, seja música erudita, cultura pop, comunicação, notícias do bairro do Leblon, ou da África (como os jogos da Copa), as surpresas virão, sem dúvidas. Então, quero continuar tuitando muito durante a Copa e, melhor do que isso, rir muito com os posts e acompanhar os jogos com pessoas do mundo inteiro. E sim, que todos saibam que sou Botafogo!

*Helena Duncan, diretora XPress Rio de Janeiro e apaixonada por web, pode serencontrada no Twitter e no Facebook

Comédia da vida pública

GLOSSMARCAXPress Entrevista – Hugo Gloss

“Odeio intelectualidade forjada. Luto pelo direito de ‘também ser fútil’. Esse discurso de ‘ter o que dizer’ beira à hipocrisia. Convenhamos, a vida alheia é sempre mais interessante que a nossa”

É difícil saber quem foi o primeiro fake nacional do Twitter. Provavelmente o do ator Vitor Fasano ganhou notoriedade antes dos demais. O fenômeno, de gente falando pela boca de outras pessoas, evoluiu e começaram a surgir personagens 100% criados dentro da ferramenta, sem mimetizar alguém do mundo real. E alguns têm voz forte e audível. Eles não se passam por outras pessoas para usufruir de suas famas, mas ganham notoriedade falando o que talvez não pudessem se assumissem sua pessoa física e jurídica.

Um dos principais e mais divertidos representantes desse nicho é Hugo Gloss. Personagem de pai não declarado e oculto, fala com humor e ironia do mundo das celebridades. Ele próprio tem se tornado uma. No comando de um Twitter com mais de 350 mil seguidores e de um blog com direito a equipe de produção (@francfloyd, @Cassi_Rod e @camiladmarques).

Entrevistamos Hugo Gloss por e-mail para entender, no fim, qual a graça de ser um anônimo adorado (ou odiado). Ele falou também sobre o uso das ferramentas virtuais, fama, celebridades, assessorias de imprensa. Enviaram perguntas Helena Duncan, que também foi a responsável por sugerir Hugo para esta sessão de entrevistas, Fabio Chiorino, Gabryel Strauch e Rodrigo Dionisio.

XComunicacao - Você continua, firme e forte, mantendo seu anonimato. Como resistir ao assédio que, imaginamos, veículos e marcas fazem sobre você? Como reage a esse assédio e aceitaria ser patrocinado?
Hugo Gloss -
Em tempos em que troca de prótese de silicone vira notícia, Gloss prefere o brilho fosco da discrição. Minha vida é um eterno baile de máscaras em Veneza. Agracio os meus seguidores com o que há de mais fino na minha alma. E, sim, eu me mostro e muito. Existem várias formas para se mostrar: uns mostram o rosto, outros a voz (Olá, Galvão) e tinha a Tiazinha, que mostrava o derrière, mas não a cara. Enfim, cada um sabe o tamanho do decote que pode usar. Gloss é o porta-voz do luxo. Isso basta. Quanto ao assédio, adoro ser bolinado!

XComunicacao - Você desenvolve relacionamento com as celebridades pessoalmente? Sua profissão offline te propicia estes encontros, ou a internet é um facilitador?
Hugo Gloss -A internet facilita tudo. Encurtam-se os caminhos, inclusive do luxo. Não teve até sorteio de convites VIPs para o SPFW? Muita gente jamais teria acesso a isso sem a internet. Muitos, inclusive, não fariam sexo, caso não houvesse a internet. Já podemos até criar um altar high tech pro Santo WI-FI. E, no meu caso, cada tweet foi um VIP PASS. Tive oportunidade de conhecer vários artistas e passei a desenvolver relacionamento pessoal com alguns, fiz ótimas amizades, inclusive. Com outros preferiria um relacionamento assim… físico mesmo, mas é melhor pararmos por aqui, né?

XComunicacao - Mesmo mantendo o anonimato você consegue vantagens profissionais sendo uma celebridade virtual? Hugo Gloss ganha algum dinheiro sendo uma “celebridade”?
Hugo GlossHugo Gloss nunca quis ser celebridade. O talento duvidoso faz da fama um fim em si mesma. Minha preocupação é fazer algo que, primeiramente, seja interessante para mim. Agradar-me é minha prioridade. E se as pessoas gostarem do que faço, ótimo, é a maior recompensa que posso receber. Quanto às oportunidades profissionais, Gloss é excêntrico, mas não é maluco, desde que relacionadas estritamente ao que faço, são, sim, bem-vindas.

XComunicacao - Você tem um objetivo com este personagem, ou só se divertir? Com o sucesso no Twitter, você aceitaria convites de outros veículos de comunicação, como TV e jornais?
Hugo GlossO personagem começou como diversão e depois se tornou uma ponte para um universo de infinitas possibilidades. Hugo Gloss, por mais que ele, no alto da sua finesse, recuse-se a aceitar, tornou-se um arrimo de família. Hoje ele não só sustenta suas excentricidades, mas também a mim, seu humilde (pasmem!) criador. Os convites, como já disse, têm que passar pelo crivo do meu deleite pessoal. E, claro, ter o mínimo de benefício financeiro, porque o luxo brota em árvores altíssimas, que a gente só alcança com a maior plataforma Louboutin!

XComunicacao - Notícias sobre celebridades ainda são uma das principais molas da comunicação de massa. De onde vem tanta curiosidade e interesse pela vida de gente que, muitas vezes, tem pouco a dizer?
Hugo GlossVamos acabar com o mito da “pessoa profunda”? Como você bem disse, queremos saber sobre a vida das pessoas. Às vezes, queremos saber o que uma atriz vai vestir, onde ela saiu para jantar na noite passada, com quem ela estava, se ela cometeu um delito fashion, e não a opinião dela sobre o derramamento de petróleo no Golfo do México. Odeio intelectualidade forjada. Luto pelo direito de “também ser fútil”. Esse discurso de “ter o que dizer” beira à hipocrisia. Caso contrário, todos estaríamos assistindo à transmissão do Prêmio Nobel, e não ao tapete vermelho do Oscar, né? Convenhamos, a vida alheia é sempre mais interessante que a nossa, ainda mais se vier toda trabalhada naquele luxo e naquela riqueza que não nos pertencem. Ou você acha que as pessoas assistiram à novela do Manoel Carlos porque era boa?

XComunicacao - Nesse universo de celebridades há várias histórias engraçadas, principalmente em festas e programas de TV. Você tem algum case engraçado para contar? Já furou alguma festa apenas para bisbilhotar?
Hugo GlossA minha época de penetrar em festas ficou lá atrás, nos meus tempos de darkroom. Hoje em dia, graças a Deus e ao meu gloss brilhante, as credenciais VIPs fazem parte da minha vida. Mas não me iludo, pois nem sempre foi assim. Tive, sim, meus dias de “Impostor”. Cheguei a me fazer de figurante da novela “Estrela-Guia” para chegar perto da Sandy. Não que seja algo de que eu me orgulhe, mas Jagathar foi uma experiência única.

XComunicacao - Como você avalia as assessorias de imprensa de artistas, emissoras de TV? Você lida com este público, ou suas fontes são apenas os próprios artistas e amigos?
Hugo GlossAssessorias de imprensa são essenciais. Mas me incomoda o fato de algumas se portarem como verdadeiras “curadorias de incapazes”. Até que ponto é interessante um artista engessado? Hoje em dia, algumas assessorias prestam um desserviço impressionante. Releases e mais releases dizendo muito sobre nada. Não tenho muito contato com assessorias, mas reconheço uma boa, quando bem feita. Por exemplo, o que foi o anjo Márcia Marbá na vida de Grazi Massafera? De ex-BBB a musa fashion. É para poucos!

XComunicacao - Uma de suas marcas é o “bom dia”, sempre com algum apontamento bem humorado. Como seria o “bom dia” para as assessorias de imprensa?
Hugo GlossBOM DIA assessor de imprensa! Vender o impossível é para atendente de telemarketing. Ser seletivo é tendência! Release bom é o que te pedem, não o que você luta para distribuir. Aceite!

XComunicacao - Você começou sua carreira no Twitter como fake do Christian Pior. Qual era o objetivo? Hoje é amigo dele, o conhece?
Hugo GlossO objetivo era me divertir, identificava-me com os comentários do Christian. Comecei por brincadeira, nunca imaginei que fosse passar disso. Não o conheço pessoalmente, mas continuo sendo admirador da rapidez e perspicácia do Evandro e mais ainda do bom humor e das referências da personagem dele.

XComunicacao - O que acha que vai acontecer num futuro próximo com as mídias sociais?
Hugo GlossHoje, além da pessoa comum estar muito próxima da fonte de informação, ela mesma se tornou uma fonte. E nesse meio, a informação estratégica é a informação imediata, seja por ser instantânea, seja por não ser mediada por um veículo de informação convencional.  Esse imediatismo, no entanto, pode ser um verdadeiro catalisador do fracasso. Pelo próprio Twitter, já presenciamos várias carreiras serem “manchadas”, carismas descambarem para antipatia etc. Já que estamos falando de assessoria, muita vezes, nas próprias mídias sociais, notamos a falta que um bom assessor faz. Alguns artistas e marcas realmente só existem se bem assessorados.

XComunicacao - Você também se relaciona com pessoas anônimas no twitter, simples mortais que te seguem? Interage com elas?
Hugo GlossSim, claro! Não consigo interagir com todos, seria impossível. Mas adoro meu exército de arrobinhas anônimas. São muito inteligentes e ferinas. Uns me colocam no pedestal, outros me crucificam; uns me retuítam, outros me retaliam. Somos passionais. Poderíamos até protagonizar uma novela, “Arrobas da Paixão”. Mas a verdade é que, em vez de informá-las, muitas vezes elas é que me informam. São fundamentais.

XComunicacao - O que você considera sucesso nos dias de hoje, nos quais normalmente personagens se tornam mais populares do que uma pessoa real na blogosfera e no Twitter?
Hugo GlossFalar pela boca de uma personagem é libertador. A personagem tem certas licenças que o criador não teria. A personagem não precisa de falso moralismos, pode ser politicamente incorreta. Isso não significa adotar uma postura irresponsável. Aliás, as pessoas não gostam de nada que seja apelativo e sem inteligência. As personagens dizem as verdades óbvias que não poderiam ser ditas pela boca de um mortal. Por isso esse sucesso todo em torno delas. Mas é preciso saber diferenciar criador de criatura. E isso anda cada dia mais difícil.

Vai um abraço?

Crítica – O Abraço Corporativo

Por Rodrigo Dionisio*

Não lembro mais há quanto tempo, costumava fazer uma sugestão, em tom de piada, a amigos aqui da XComunicação: que tal criar um cliente fictício e fazer assessoria de imprensa para ele? Essa seria uma maneira de testar os limites do trabalho que fazemos e as características da produção de notícias em nosso país. Nunca passou de uma brincadeira. Ao menos para mim. O jornalista Ricardo Kauffman, até onde eu saiba, sem ter nenhum contato maior com os profissionais desta agência, levou a ideia adiante.

Entre 2005 e 2006 criou o consultor de RH Ary Itnem, representante no Brasil da Confraria Britânica do Abraço Corporativo. Desenvolveu uma estratégia básica de assessoria de imprensa, oferecendo seu cliente como personagem, pautando a Confraria e, isto sim uma sacada diferenciada para a época, usando mídia social (com um vídeo no Youtube de Itnem abraçando pessoas na avenida Paulista, em São Paulo). Conseguiu como resultado um clipping invejável para um trabalho deste tipo, que incluía algumas das principais emissoras de TV, revistas, jornais e rádios do país.

Kauffman registrou todo esse processo e produziu o documentário “O Abraço Corporativo”, exibido na Mostra Internacional de Cinema do ano passado e, a partir de hoje, em circuito comercial (veja onde está sendo exibido aqui ou confira a programação de hoje). Como cinema, o filme não traz nada de novo, segue um padrão quadrado de depoimentos e trechos das ações promovidas com Itnem. O importante em “O Abraço” é mesmo a discussão proposta, aquilo que faz da obra algo fundamental para quem trabalha com comunicação. O jornal Brasil Econômico, na edição do último dia 05, definiu em manchete o filme como “Um belo tapa na nossa cara” (leia reportagem aqui)

E esta não é a única frase forte relacionada à produção. Nem vale esperar que o filme seja um passeio divertido para assessores e outros atores da comunicação refinarem rancores contra nossos colegas da Redação. Em um dos depoimentos mais contundentes do documentário, o jornalista Manuel Chaparro fala sobre a constituição das assessorias de imprensa e o uso deste tipo de serviço pelas empresas. Diz algo mais ou menos assim: se a empresa não tem notícia, se não faz nada relevante, pague por anúncio. O “tapa na cara”, portanto, é generalizado.

A partir daí, uma conclusão óbvia seria que o sistema de produção de notícia nacional apodreceu. Foi cercado por factóides, a notícia transformada em espetáculo, os interesses marqueteiros de clientes e assessorias dominam o cenário. Óbvio e apressado pensar isso. “O Abraço Corporativo”, como escrevi antes, é fundamental. Por mostrar, sim, esta ferida e por nos obrigar a pensar qual nosso papel. E para revelar que possibilidades novas, como as mídias sociais, o contato direto das empresas com clientes via canais democráticos e uma comunicação profissional, ética e relevante são o único antídoto contra este mal.

Algumas sequências do filme dão verdadeiro frio na espinha em qualquer profissional de comunicação. São nossas entranhas ali expostas. E, pior, como afirma a reportagem do Brasil Econômico, fica claro como é frágil o mundo corporativo, feito muitas vezes de discursos prontos e, acrescento, gurus a serem seguidos. Mas depois de ver a pré-estreia no último dia 12, saí com este texto na cabeça e um pensamento otimista, apesar de tudo. Estamos em um momento de mudança da nossa profissão. É hora de encontrar um caminho diferente, sem jogar fora o que já foi feito. Tapas na cara geram rancor, sem dúvida, mas também acordam, chamam para a realidade. É escolher o que vai pesar mais depois de sair do cinema.

* Rodrigo Dionisio é editor do blog da XComunicação; jornalista e fotógrafo, posta seus trabalhos em www.28estudio.com.br e centraliza sua vida digital em www.meadiciona.com.br/28estudio

Vamos falar sobre… sexo?

fernanda_colavitti_110x140 XPress Entrevista – Fernanda Colavitti

“Acho que sexo é um assunto recorrente em qualquer encontro, viu? Mas jornalista quando se junta em boteco é impressionante”

Profissionais de comunicação falam mais sobre sexo que outras pessoas? Talvez não, mas obviamente são ouvidos, vistos e lidos por mais gente. É o caso de Fernanda Colavitti, jornalista da revista Época, que escrutina os hábitos e costumes íntimos das pessoas no blog SexPedia. Ela faz questão de afirmar não ser especialista no assunto, no sentido de não ter uma formação acadêmica a respeito. Mas exerce com graça e leveza a função de curiosa em um tema universal. Afinal, como a própria jornalista define, “todo mundo faz sexo, e a maioria gosta”.

Nesta entrevista, Fernanda fala sobre o blog, a interação com os internautas, o espaço na mídia para o tema, o que mudou com a internet e, claro, sexo. As perguntas foram enviadas por Fabio Chiorino, Gabryel Strauch e Rodrigo Dionisio.

XComunicacao - Como surgiu a ideia do blog e por que você foi escolhida para comandá-lo? Por estar ligado a uma editora, há a possibilidade de o projeto ir além do formato atual (virar um especial impresso, por exemplo)?
Fernanda Colavitti
A ideia de criar o Sexpedia surgiu quando eu era repórter da revista Galileu, em 2008. Eu cobria saúde e comportamento na revista e sempre tinha muitas pautas sobre sexo. Como não havia espaço para tanto sexo na edição e como a editora Globo estava começando a investir em blogs ligados às revistas, o pessoal da redação sugeriu que eu criasse o Sexpedia para falar sobre sexo à vontade ali. Não há nenhum projeto de ir além do formato atual no momento.

XComunicacao - É mais difícil fazer ou falar sobre sexo? Como você definiu a linguagem mais apropriada para discutir o tema e ser entendida por seu público?
Fernanda ColavittiCom certeza é mais difícil falar do que fazer. Fazer não tem segredo (risos). Eu fiquei empolgada quando me ofereceram o espaço, mas travei na hora de concretizar o projeto. Fiquei escrevendo os posts um mês antes de o blog ir ao ar e pedindo sugestões para todo mundo. Queria que o tom fosse leve, divertido e informativo. Nunca tive a intenção de dar conselhos sexuais para ninguém. Existe muita gente mais qualificada para isso do que eu, que não sou sexóloga e nunca estudei nada relativo à sexualidade. Também não queria que ninguém entrasse lá para se masturbar, a ideia nunca foi ser sexy ou pornô. Minha ideia era criar um espaço para compartilhar informações, curiosidades e descobertas. Um espaço para discutir assuntos ligados ao sexo, sem baixaria. Comecei meio timidamente, divulgando estudos e fazendo um ou outro comentário, mas meio preocupada em me expor demais. Depois fui me soltando, percebi que muita conversa de bar poderia render assunto para o blog (esses são os que mais rendem) e agora coloco um pouco mais de opiniões e experiências pessoais (coloco muito pouco mesmo, afinal meu chefe e a redação inteira lêem o blog), tudo em linguagem bem informal, próxima a um bate-papo mesmo. Essa é a ideia.

XComunicacao - Sexo parece ser um tema sempre recorrente em encontros entre jornalistas (incluo aqui os colegas das assessorias de imprensa). Quem fala muito faz pouco, ou mal, como conclui o personagem central de Cidade de Deus no final do filme?
Fernanda ColavittiAcho que sexo é um assunto recorrente em qualquer encontro, viu? Mas jornalista quando se junta em boteco é impressionante. Podemos até começar a noite falando sobre política, mas de alguma maneira o assunto vira sexo. Como você disse, citando o filme Cidade de Deus, deve ser porque quem faz pouco fala muito…

XComunicacao - Os meios de comunicação, principalmente a TV, sempre tiveram figuras que falaram sobre o tema, de Marta Suplicy, no TV Mulher, a Sue Johanson, mais recentemente na TV paga. Por que as pessoas se interessam tanto em ouvir sobre o tema? Ainda há assunto?
Fernanda ColavittiPor mais que o assunto esteja na TV, nas revistas, nos sites e em todos os lugares, por incrível que pareça, sinto que as pessoas ainda têm muitas dúvidas sobre sexo e vergonha de falar sobre o assunto. Todos os dias, recebo e-mails de homens e mulheres com dúvidas básicas do tipo: o que se sente quando se chega ao orgasmo? (aliás, orgasmo feminino é um dos campeões de dúvidas, entre homens e mulheres) Ou sobre ejaculação precoce (outro tema campeão de e-mails). Acho que as dúvidas que as pessoas têm e a vergonha de perguntar sobre elas são um dos motivos pelos quais o assunto continua despertando interesse. O outro motivo me parece claro também: todo mundo faz sexo, e a maioria gosta.

XComunicacao - Como os veículos de comunicação tratam o tema sexo no Brasil? Na sua opinião, a abordagem deveria ser diferente?
Fernanda ColavittiAcho bem difícil cobrir o tema aqui no Brasil. Não há dados e pesquisas recentes sobre nada, precisamos fazer milagres para obter algum dado, sobretudo quando se trata de temas comportamentais. Dentro dessas limitações, acho que cada veículo, conforme sua proposta editorial, faz o que pode para cobrir o assunto. E em geral cobrem bem.

XComunicacao - As redes sociais democratizaram a discussão sobre sexo? As novas mídias conseguem abordar o tema sem cair na pornografia?
Fernanda ColavittiDemocratizaram, sim. Hoje em dia, qualquer pessoa pode criar um blog (o Sexpedia é um exemplo) ou uma comunidade para discutir qualquer assunto ligado a sexo. Se você tem um fetiche por balões (sim, isso existe, e eu descobri em comunidades de fetichistas na internet – para fazer um post!), você não precisa mais esperar que alguém escreva sobre isso para obter mais informações. Você pode criar um site ou uma comunidade para encontrar outras pessoas que tenham o mesmo interesse e trocar experiências. E as pessoas estão fazendo isso cada vez mais. Sobre abordar o tema sem cair na pornografia, acho que basta ter esse objetivo para executá-lo. É possível falar sobre sexo sem ser vulgar.

XComunicacao - Como funciona a interatividade com os leitores, seja do blog ou do twitter? Aparecem muitas dúvidas “bizarras”, você recebe cantadas ou propostas, há algum tipo de preconceito ou grosseria?
Fernanda ColavittiHá bastante interatividade, nos comentários e e-mails. É bem difícil arrumar tempo para responder os e-mails, mas eu tento responder sempre, mesmo que demore um pouco. O Twitter do Sexpedia tem pouco tempo (começou em março) e acho que eu ainda não consegui aproveitar todo o potencial da ferramenta. Por e-mail chegam as dúvidas, algumas bem bizarras sim, do tipo “conte-me todos os seus segredos sexuais para eu seduzir meu namorado”, cantadas e propostas (aí tem de tudo: homens, mulheres, gente educada pedindo meu MSN ou telefone e gente sem noção pedindo pra fazer sexo virtual ou me pedindo uma calcinha – é sério!). Tem gente bem grosseira também, que entra nos comentários para me xingar (mesmo, com palavrões) porque odeia o blog, odeia o post, ou me odeia, ou para xingar os comentários de outros leitores. Tento ser o mais democrática possível, não costumo apagar críticas, desde que sejam educadas e fundamentadas.

XComunicacao - Crianças e adolescentes estão cada vez mais cedo tendo acesso às questões envolvendo o sexo. A internet, nesse caso, passa a ser uma vilã ao invés de mocinha?
Fernanda ColavittiSempre existiram as revistas e filmes pornôs. A internet é só mais um meio de acessar conteúdo sexual. Da mesma forma que no caso dos filmes e revistas, cabe aos pais controlar o tipo de coisa que os filhos vêem na internet. É claro que a web facilitou o acesso aos conteúdos sexuais (nem sempre educativos), mas não acho que ela seja a vilã.

XComunicacao - A sociedade contemporânea é marcada pelo sexo causal. Este é um fenômeno saudável ou um sinal de que as pessoas cada vez menos se apegam a uma relação duradoura?
Fernanda ColavittiDifícil responder essa pergunta, porque nem todas as pessoas lidam da mesma maneira com sexo casual. Mas, de maneira geral, acho que se as regras estiverem claras para ambas as partes (é só sexo e nada mais), e ambos concordarem com elas e não criarem expectativas, não vejo problema. E, é obvio, mas não custa lembrar, sempre usando camisinha. E não, não acho que o fato de as pessoas estarem fazendo mais sexo casual tenha relação com a falta de apego a relações duradouras. Tem muita gente por aí em relações duradouras fazendo sexo casual…

Profissionais de comunicação falam mais sobre sexo que outras pessoas? Talvez não, mas obviamente são ouvidos, vistos e lidos por mais gente. É o caso de Fernanda Colavitti, jornalista da revista Época, que escrutina os hábitos e costumes íntimos das pessoas no blog SexPedia. Ela faz questão de afirmar não ser especialista no assunto, no sentido de não ter uma formação acadêmica a respeito. Mas exerce com graça e leveza a função de curiosa em um tema universal. Afinal, como a própria jornalista define, “todo mundo faz sexo, e a maioria gosta”.
Nesta entrevista, Fernanda fala sobre o blog, a interação com os internautas, o espaço na mídia para o tema, o que mudou com a internet e, claro, sexo. As perguntas foram enviadas pelos coordenadores da XComunicação Fabio Chiorino, Gabryel Strauch e Rodrigo Dionisio.

XPress na festa da Gol de Letra

Xprees_Caue Diniz-92

Um breve momento cabotino neste blog. A Fundação Gol de Letra, cliente pro bono da XComunicação, completou dez anos de existência este mês. Uma grande festa no Hotel Unique, em São Paulo reuniu 500 convidados entre parceiros, sócios, funcionários, voluntários e personalidades que colaboraram com a Fundação ao longo da última década. O evento foi animado pelo show do Baile do Simonal, com Wilson Simoninha.

A XComunicação dá os parabéns à Fundação e agradece o reconhecimento ao trabalho que vem sendo feito pela agência (na imagem do topo do post, logo da empresa exposto durante a festa).

Over Capacity

over-capacityHoje as coisas melhoraram bastante, mas não se engane: assim como ontem, o Twitter vai voltar a enfrentar problemas. E você vai ter de ficar olhando para a simpática, mas irritante, baleia branca por intermináveis minutos.

Pensando nisso, o editor deste espaço pediu a alguns profissionais da XComunicação para prestarem um serviço de utilidade pública. Abaixo, algumas dicas de como sobreviver quando o Twitter sair do ar. Mais que uma brincadeira, buscamos trazer algumas referências online ou não do que gostamos de ver, ler e fazer. Fique a vontade e comente indicando as suas.

Fabio Chiorino, coordenador da XComunicação e celebridade online com o curling de cozinha (@fchiorino)

1) Desinformar as forminhas de gelo e jogar curling na sua cozinha (saiba mais aqui)

2) Alugar a “Baleia Assassina” (ao menos essa baleia funciona do começo ao fim do filme)

3) Organizar um bolão na empresa e premiar quem acertar a hora que o twitter voltará a funcionar

4) Ir à padaria mais próxima e trocar o twitter por um twix

5) Bolar uma tirada genial para postar quando o Twitter voltar ao ar

Guilhermo Benitez, diretor da agência (@guibenitez)

1) Pegar na mochila as últimas edições em papel (lembra disso??) da Piauí, Época Negócios ou Wired e ler

2) Tentar mandar a mensagem por SMS para meus 120 (whaalll) seguidores (o difícil é descobrir o telefone celular de todos eles…)

3) Aprofundar o tema e transformar num post para meu blog, o CoffeeBreak ou para o da XPress.

4) Desengavetar o radinho de pilha e ligar na BandNews FM para saber o que acontece no mundo (uso muito o Twitter para acompanhar veículos de comunicação e me manter informado) e rir com o Zé Simão. Se não tiver pilha, vale conectar em http://playersradios.band.com.br/?r=rb_bandnewsfm_sao

5) Pesquisas na App Store (www.apple.com/br/iphone/apps-for-iphone) quais novos aplicativos vale a pena baixar no iPhone quando eu liberar espaço na memória (ou comprar um aparelho com mais de 8GB)

Bônus:

6) Sair de perto do computador para não quebrar o mouse apertando atualizar a cada 8,5 segundos para ver se a baleia some da tela

7) Contratar um hacker para colocar uma baleia com a camisa do glorioso Santos Futebol Clube em todos os PC e Macs do mundo

Rodrigo Dionisio, coordenador do Núcleo Digital da XComunicação e fotógrafo (@28estudio)

1) Imprimir a página de erro do Twitter e colorir a baleia com lápis de cor (para @raphaelgonzalez e @FaberCastell_Br)

2) Tentar descobrir qual era mesmo seu usuário do ICQ (www.icq.com) e ver que, sim, ele ainda existe, é ativo e tem uma comunidade participativa

3) Se perder no arquivo do Masters Of Photography (www.masters-of-photography.com) e no Mark Haden’s Artchive (www.artchive.com)

4) Resolver um cubo mágico “à brasileira” – http://twitpic.com/1vl72r (via @mrmanson)

5) Escrever um post para o blog da empresa onde trabalha usando a forma de expressão do Twitter, pois você nem lembra mais como escrevia antes dele existir…

Celso Forster, coordenador da XComunicação que, hoje ainda, disse a uma coordenada – “Você tem Twitter? Não deveria, isso não serve para nada!”. Foi uma piada, mas ele realmente se recusa a usar a rede social em questão. Também se recusou a mandar uma lista, mas sim um parágrafo (os números foram inseridos pelo editor deste espaço, apenas para dar uma ordem)

Como sabem, não sinto a menor falta de não ter o TWT na minha vida. Muito pelo contrário. Falando em ferramentas, (1) o Facebook e o Meme do Yahoo!, por exemplo, integram soluções multimídia muita mais completas que o Twitter. Você ainda tem o (2) “todo poderoso” Google que encontra qualquer coisa. Pode navegar pelas (3) fotos geolocalizadas ou pelas comunidades dos mais diversos temas e assuntos, como Le Parkour (www.flickr.com/groups/leparkour/) ou Bonsais (www.flickr.com/groups/bonsaigardening/), do Flickr, ou perguntar ao (4) oráculo Yahoo! Respostas qualquer coisa. Ou ainda, (5) deixar de ser nerd, levantar da cadeira pra buscar um café, folhear jornais e revistas e interagir com os colegas de trabalho – até porque, com certeza, algum deles vai precisar da sua ajuda por estar sentindo que o coração parou.

Redes sociais e a busca por um emprego

Artigo

Homens-placa oferecem empregos na Barão de Itapetiniga, Centro de São Paulo.
Foto de Panoptico (www.flickr.com/photos/panopticosp)

Por Stephania Fincatti *

Cada vez mais na crista da onda, as redes sociais como o Twitter, Orkut e LinkedIn estão ganhando uma função extra na análise de perfis de candidatos durante o processo seletivo para uma vaga de emprego, trainee ou estágio.  O tradicional currículo em Word deixou de ser a única forma de mostrar todas as qualidades e experiências do candidato. Outras características de perfil comportamental e também a recomendação de amigos passam a ser considerados itens fundamentais para a contratação de um profissional.

O LinkedIn, a principal rede de networking utilizada por empresas do mundo inteiro, conta com 50 milhões de usuários em cerca de 200 países. De acordo com uma pesquisa da Jobvite.com, o LinkedIn é utilizado em 95% dos casos de recrutamento de profissionais.  Na América Latina, onde a rede tem mais de 1 milhão de usuários, o fenômeno não é muito diferente. O Brasil possui a comunidade mais ativa da região. Neste espaço, os recrutadores conseguem visualizar o perfil e o currículo completo do candidato, além de ter uma ideia mais exata da dimensão da sua rede de relacionamento.

É preciso compreender que, no atual cenário do mercado de trabalho, a opinião e a recomendação ganharam um peso considerável na decisão dos processos seletivos. A informação está livre para consulta na web e muitos recrutadores costumam recorrer a estas redes para procurar profissionais, anunciar vagas e até pesquisar um pouco mais sobre a vida dos potenciais contratados.  As redes sociais facilitaram a identificação de profissionais e páginas pessoais tornam-se ferramentas poderosas que podem ajudar ou atrapalhar. Uma preocupação a mais para quem está procurando um lugar de destaque no mercado é que um posicionamento ou declaração infeliz pode depor contra e comprometer todas as experiências, cursos e prêmios acumulados ao longo da carreira.

Assim, o ambiente online ganha importância e para se tornar um aliado é necessário sempre manter a coerência nos dados postados, especialmente nas informações sobre seu ambiente profissional. Participar de comunidades do tipo “Eu odeio meu chefe” ou “Eu adoro dormir no trabalho” provoca uma percepção negativa instantânea. Em contrapartida, mensagens positivas, divulgação de trabalhos e informações de interesse público somam pontos positivos e podem ser decisivas na contratação.

Atualmente, é crescente o grau de influência das redes sociais. As próprias empresas estão atentas sobre as opiniões de seus consumidores e criam estratégias de comunicação a partir desta análise. Saber usufruir do potencial delas é de grande valia na busca de vagas de emprego e pode ser um diferencial significativo num ambiente profissional cada vez mais competitivo, onde as informações são compartilhadas por todos em tempo real.

* Stephania Fincatti é especialista em marketing digital e gerente de relacionamento e comunicação digital do Grupo Cruzeiro do Sul Educacional. Twitter: @stephifincatti

deus e o Diabo na web 2.0

mrmansonXPress Entrevista – Wagner Martins

“Para sermos inovadores é preciso fazer o que nunca antes foi feito. E não há como prever perfeitamente o que nunca foi feito”

Depois de entrevistar Deus (clique para ler), vamos agora ao diabo… E esta alcunha não nasce apenas do ícone que Wagner Martins usa em seu Twitter (um desenho do “Coisa Ruim” levando uma criança pela mão). Durante algum tempo, nosso entrevistado de hoje foi a encarnação do mal para jornalistas, assessores de imprensa, empresas e celebridades.

Para quem não associou o nome à pessoa, Wagner atendeu por muito tempo (ainda atende) pelo pseudônimo virtual de MrManson, e comandou o site Cocadaboa. Por lá, enganou jornalistas como Ancelmo Góis, Julio Hungria e Marcelo Tas com notícias falsas, infernizou os SACs de grandes companhias quando criou a sessão SACaneie, na qual enviava perguntas esdrúxulas para as empresas, e irritou muitas celebridades e suas assessorias, sem contar os advogados, publicando entrevistas falsas.

De guerrilheiro virtual, ele se tornou um dos grandes nomes da web, hoje é um dos sócios da Espalhe, e agora faz “marketing de guerrilha”. Uma das últimas ações da Espalhe foi um trabalho para o lançamento do novo Uno, no que foi chamado de “A Maior Entrevista Coletiva do Mundo” (leia mais aqui). Mas MrManson foi domesticado? Tire suas conclusões.

A entrevista abaixo, feita por e-mail, contou com perguntas do editor deste blog e de Cristiane Fernandes, Geisa Balint e Fabio Chiorino.

XComunicação - De ex-economista carioca, você ficou conhecidíssimo como MrManson e agora se especializa em “marketing de guerrilha” na Espalhe. Quem é o Wagner Martins, afinal?
Wagner Martins - Alguém que gosta de criar histórias e ver as pessoas falando delas.

XComunicação - É fácil enganar um jornalista?
Wagner Martins - Enganar algum jornalista é bem fácil. Inventando algo, e fazendo a informação circular, algum, por acaso, acaba caindo. Ter um alvo específico e enganá-lo provavelmente é mais difícil. Mas nunca fiz esse trabalho tão direcionado.

XComunicação - Um de seus maiores “cases de sucesso” foi mesmo o do Sexkut, no qual pegou Ancelmo Góis, Julio Hungria, Tas, Folha, Estado…? Qual foi a estratégia para ludibriar jornalistas tão experientes?
Wagner Martins - Não existe uma estratégia específica. Na época era tudo ao acaso. Lançava uma história e ela circulava. Acabava gerando uma reação em cadeia, de um ir influenciando o outro. Na verdade a estratégia é criar uma história boa e deixar a mágica acontecer sozinha.

XComunicação - As Redações estão mais criteriosas com as informações que chegam da internet ou ainda há a impressão que “se tem muita gente falando, é verdade”?
Wagner Martins - Estão mais criteriosas, mas não conseguiram se blindar ainda. E acho que isso é impossível. A corrida por ser o primeiro, por ter as fontes mais exclusivas, sempre vai dar margem ao erro. E agora com a web, qualquer erro fica mais aparente.

XComunicação - O que é pior: o jornalista que púbica uma informação que circula em redes sociais (sem checar) ou o jornalista que publica material na íntegra vindo de assessoria de imprensa?
Wagner Martins - Acho que saber checar as informações é uma habilidade fundamental do jornalista. O primeiro caso é burrice, o segundo é preguiça.

XComunicação - Qual a diferença básica entre lançar um boato e gerar uma ação com o objetivo de promover uma marca (e preservá-la, sem correr o risco de ver o viral se voltar contra ela)?
Wagner Martins - No boato não há compromisso nenhum com resultados. Já em uma ação, não só a informação precisa se espalhar, mas também manter um conteúdo que comunique o que foi especificado no briefing. É bem mais complexo.

XComunicação - Por que uma empresa deve fazer marketing de guerrilha?
Wagner Martins - Porque é burrice desperdiçar dinheiro em uma campanha onde no final das contas ninguém vai falar. Com a Guerrilha, pensamos sempre em ativar o boca-a-boca. Se ninguém falar, não aconteceu. Por mais bela que tenha sido a execução.

XComunicação - E como encontrar o equilíbrio entre criar uma ideia inovadora para marketing de guerrilha e ao mesmo tempo atingir a meta estipulada pelo cliente?
Wagner Martins - Para sermos inovadores é preciso fazer o que nunca antes foi feito. E não há como prever perfeitamente o que nunca foi feito. Felizmente a Espalhe tem um histórico de 7 anos fazendo ações deste tipo. Nossa experiência ajuda muito na hora de alinhar as metas com o cliente.

XComunicação - Marketing de guerrilha ainda é algo que faz jus ao termo, ou seja, uma estratégia de pequenos contra grandes e poderosos?
Wagner Martins - Na verdade usamos a inteligência guerrilheira para potencializar recursos (fazer mais com menos), a agilidade e o engajamento. Com isso em mente, multiplicamos o investimento. Seja ele pequeno ou milionário. Felizmente a Espalhe já chegou a um patamar de trabalhar com grandes e poderosos, que por sua vez precisam concorrer com empresas do mesmo nível.

XComunicação - É possível ter um controle do alcance desse tipo de comunicação (buzz mkt)? Com esse tipo de ferramenta os indicadores qualitativos ficam comprometidos?
Wagner Martins - O mundo digital deu ao buzz possibilidades de acompanhamento e controle que transformaram a nossa atividade. Agora é possível medir e acompanhar tudo, reagindo em tempo real. Antes, quando boca-a-boca era uma estratégia implantada unicamente “offline”, era bem mais difícil acompanhar a efetividade das ações.

XComunicação - Quais são as principais falhas que as empresas ainda apresentam na hora de se comunicar com os consumidores?
Wagner Martins - Mentir. Estamos na era da transparência. Não tem mais como falar no comercial o que não acontece na prática.

XComunicação - De que forma as ações online ou em redes sociais podem (se é que podem) competir de igual para igual com a publicidade em veículos tradicionais de comunicação?
Wagner Martins - Veículos tradicionais estão com os dias contados.

XComunicação - Para encerrar, nós mandamos um e-mail direto para você e quem respondeu foi a Marília, responsável pela comunicação da Espalhe, para organizar as respostas e sua agenda. É bom ter se vendido ao sistema?
Wagner Martins - Não me vendi ao sistema, me infiltrei para destruí-lo por dentro. O que a Espalhe almeja é substituir as formas antigas de se fazer comunicação. Estabelecer um novo padrão, compatível com uma realidade onde o poder da mídia está com as pessoas, não com os tradicionais grupos de comunicação.

São, São Paulo, meu amor

Os repórteres Camilo Vannuchi e Victor Ferreira mudaram para o Centro de São Paulo há mais ou menos um mês. Isso não seria notícia, levando-se em conta o afluxo de todos os tipos de profissionais liberais, jovens e casais de classe média, principalmente, que têm escolhido a região para viver. Passa a ser, pois a mudança dos dois faz parte de um projeto da revista Época São Paulo que vai às bancas neste sábado, dia 29 de maio. A reportagem especial mostrará como foi essa experiência dos dois e discutir o que há de bom e o que ainda precisa ser feito na região de nascimento da capital paulista.

Além da reportagem no veículo impresso, o projeto incluiu um blog, o CentroAvante, utilizado para relatar o dia-a-dia dos repórteres-moradores do Centro. Também surgiram notícias nos twitters pessoais dos dois e no perfil @CentroAvanteSP. Nas ferramentas virtuais foi possível ver a primeira vez em que Camilo experimentou o tradicional churrasco grego do centrão e acompanhar a aflição de Victor após quebrar em um empório uma garrafa de Blue Lable, cujo preço pode passar de R$ 1 mil. “A pauta para a revista impressa nasceu antes do blog. Assumi a pauta, por me identificar com ela e ter muito interesse nesse debate (sobre direito à cidade, revitalização, planejamento urbano). Sugeri morarmos um mês no Centro e, imediatamente, o Victor sugeriu que fizéssemos o blog. Foi o toque de Midas, acatado pelos editores após alguma discussão sobre objetivo e formato. Nos mudamos duas semanas depois”, conta Camilo, em conversa por e-mail.

Com a revista na banca, ainda é incerta a vida do blog, que pode simplesmente desaparecer (levando-se em conta que os repórteres também vão deixar de morar na região). Entretanto, para Victor, um papel já foi cumprido, o de tentar mudar a visão dos paulistanos sobre o centro de São Paulo. “Quero ver o dia em que as pessoas não se lembrem daqui apenas para comprar atestado médico, vender bilhete único, comprar bugiganga, produtos falsificados, contrabandeado ou sem nota, mas pela tradição, pela arquitetura, pelos bares clássicos. Prefiro esse Centro ao da trambicagem e da insegurança”, diz.

Essa visão de estranhamento com o Centro, ou a visão de um lugar distante e fora do cotidiano, ficou clara logo em um dos primeiros posts do blog, quando um dos repórteres reproduzia o questionamento de uma amiga, espantada: “mas por que morar no Centro?”. “Não dá para reduzir a culpa disso a um único aspecto. Mas dá para arriscar alguns. O fato de uma parcela da nossa sociedade, especialmente nos estratos mais altos, ser incapaz de viver com a diferença, com a diversidade, contribuiu para que o eixo das grandes empresas, dos grandes bancos, dos casarões e do entretenimento se afastasse gradativamente dali”, diz Camilo.

Mas, por outro lado, enviar duas pessoas para morar no Centro, em uma espécie de “expedição”, não reforça essa imagem? “Não dar a entender que o Centro é algo alienígena foi nossa primeira preocupação. Uma amiga me disse: ‘Ah, mas tem um monte de jornalista que mora no Centro’, quase desqualificando a nossa ideia. Mas o que nós queríamos não era viver uma realidade extrema e passar um recado do tipo: ‘olha, a gente topou vir morar no Centro e contamos como é para você que jamais teria coragem de fazê-lo’. O que a gente quis é viver o dia-a-dia do Centro, bater perna por aqui, para descobrir personagens, histórias e lugares que até quem mora aqui às vezes desconhece”, diz Victor.

O resultado desta experiência você pode conferir nas bancas a partir da sábado, no blog e Twitter do projeto. Como ambos são “falantes”, principalmente o Camilo, decidimos reproduzir a íntegra das respostas dadas ao nosso blog, abaixo. Leia e, quem sabe, se você estiver em São Paulo, guarde um tempo do seu próximo final de semana para ir buscar a revista em uma banca da Sé, ou lê-la em um café na Roosevelt ou na São João. Podem ser bons inícios para retomar uma cidade que, mesmo não parecendo, é sua.

A imagem que abre este post foi feita pelo editor deste blog, na Santa Cecília, onde mora há dois anos, após ter morado um curto tempo no Bom Retiro. Mais no 2.8 Estúdio.

PS: após a publicação deste post, Camilo avisou que, mesmo com a saída deles do Centro, o blog continuará na ativa.

XComunicação: Qual a “relação geográfica” de vocês com a cidade (onde nasceram, onde passaram a maior parte da vida, onde moram hoje…)?
Camilo -
Nasci em São Paulo, na Maternidade São Paulo e torço para o São Paulo. Ah, o nome do meu pai também é Paulo. Vivi minha vida inteira na Zona Oeste, em três bairros vizinhos: Perdizes, Sumaré e Pompéia (onde moro há nove anos, na Rua Caraíbas). Tenho 30. Sou casado há seis. Jornalista há dez.

Victor – Eu nasci em Camanducaia, no sul de Minas. Vivi lá até os 17 anos e vim pra São Paulo estudar e tentar ganhar a vida fazendo jornalismo. A primeira vez em que vim sozinho pra cá, antes de me mudar de vez, fiquei hospedado na região da Sé porque queria ver o musical O Fantasma da Ópera no Teatro Abril, que também fica por ali. Quando vim para São Paulo de vez, tirava os finais de semana para passear pelo Centro Velho, assistir à missa no Mosteiro de São Bento, conhecer a Catedral da Sé, os grandes prédios do Ramos de Azevedo e outros. O Centro sempre me fascinou. Tenho muitos amigos paulistanos que não conheciam lugares que eu adorava ir. Minha primeira namorada aqui em São Paulo era paulistana, mas conheceu a região do Pátio do Colégio, da Bovespa e do Mosteiro comigo. O fato de as pessoas não conhecerem direito o Centro sempre me intrigou (e ao Camilo também, acredito) e, de certa forma, contribuiu para encontrarmos o tom do blog, que não fosse uma coisa meio exótica, que desrespeitasse quem já mora aqui, e que também não fosse uma coisa muito óbvia. Não sei se estamos conseguindo, mas estamos tentando.

XComunicação: Qual a primeira lembrança que têm do Centro e qual a relação espontânea que têm com ele (como interagiam com a região antes do projeto CentroAvante)?
Camilo -
Ia muito ao Centro quando era criança. Minha mãe, Maria Lúcia, é arquiteta aposentada e trabalhou por mais de vinte anos na mesma empresa, uma fundação que se chamava Conesp e mudou de nome para FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) no início dos anos 1990. É responsável por planejar e construir as escolas estaduais. A primeira sede ficava na São João e, mais tarde, na General Jardim, primeiro quarteirão, vizinho ao local onde agora fica o Bar B. Às vezes eu ia visitá-la no trabalho. E era sempre no Centro que fazíamos compras e programas culturais. Minha mãe não dirigia, e morávamos apenas ela e eu, de modo que raramente íamos a shoppings. Nosso shopping era a Barão de Itapetininga, a 24 de Maio, o Mappin que ficava em frente ao Teatro Municipal. Nossos cinemas eram o Comodoro (já falecido), o Ipiranga (idem), o Spacial (ibidem) e o Marabá (ressuscitado no ano passado). Com meu pai, lembro de ir, ainda pequeno, ao Bar Amigo Leal, na Amaral Gurgel – onde também frequentei uns velhos fliperamas, que já desapareceram. E, finalmente, teve a Galeria do Rock, onde eu ia todo mês com os amigos entre os 14 e os 15 (camisetas e discos não oficiais do Iron Maiden, do Metallica e do Raul Seixas foram adquiridos ali entre 1993 e 1994). De alguns anos para cá, eu praticamente só ia ao centro quando tinha de fazer alguma entrevista na região. Fiz várias, como continuo fazendo, mesmo porque muitas secretarias municipais ficam por ali. Apenas para a Época São Paulo, contei os bastidores de um ensaio da OSESP na Sala São Paulo, apresentei a reforma no Teatro Municipal, fiz uma reportagem toda em PB sobre a antiga Cinelândia… lembro que para nossa primeira edição, em maio de 2008, andei todo o Centro Velho (o triângulo formado pelos largos São Francisco, São Bento e Praça da Sé) para criar um roteiro intitulado “Vá a pé”, desde então uma seção fixa na revista. Sem ser a trabalho, em uma ou outra ocasião frequentei o Bar da Dona Onça, na Av. Ipiranga, e compareci a exposições na Pinacoteca e no Memorial da Resistência (uma bela transformação no antigo Dops). Também fui comprar equipamento fotográfico na Conselheiro Crispiniano e procurar algum livro raro em sebos. Ah, sim, o sindicato dos jornalistas também fica no Centro e estive lá em duas ou três ocasiões.

Victor - Minha primeira lembrança do Centro é a Catedral da Sé e a minha ingenuidade em tirar a câmera fotográfica, deixar a mala no chão e me afastar um pouco para fotografar, tranquilamente. Um paulistano diria que sou louco e não tenho noção do perigo. Não tinha mesmo, confesso. Hoje eu teria tido mais cautela. A minha relação espontânea com o Centro é de fim de semana. Muita coisa eu conheci por conta do blog, já que é nossa obrigação passar o dia todo andando por aqui. Mas no dia a dia, trabalhando numa redação que fica no Jaguaré (quase em Osasco), fica difícil vir para o Centro. Então minha relação é mais ou menos como a de outras pessoas que não moram aqui mas gostam do Centro: Bar Brahma, Cine Marabá, algumas das galerias, Mosteiro.

XComunicação: Algum de vocês moraria no centro? Onde?
Camilo -
Eu moraria nesse pedaço que a gente está: finalzinho da Consolação, finalzinho da Ipiranga, Avenida São Luís (em todos os seus estupendos 300 metros), Praça Roosevelt e Praça da República. Isso sem contar a Rua Avanhandava, que é linda.

Victor - Eu moraria tranquilamente aqui nesta região em que estamos, no comecinho da Consolação, na São Luís ou na Ipiranga, em alguns dos prédios legais da Major Sertório e da General Jardim. Na Duque de Caxias eu vi um prédio que me chamou a atenção, é um condomínio chamado Novo Centro. Moraria lá também.

XComunicação:Como surgiu a ideia do projeto e como vocês foram escolhidos para ele?
Camilo -
A pauta para a revista impressa nasceu antes do blog. Escreveremos sobre o Centro para a nossa próxima edição, que estará nas bancas em 29 de maio. Assumi a pauta, por me identificar com ela e ter muito interesse nesse debate (sobre direito à cidade, revitalização, planejamento urbano), e sugeri que o Victor entrasse no projeto comigo. Apesar de não parecer, ele é estagiário aqui. E, além do excelente texto e do rigor jornalístico, se interessa por diversos assuntos que envolvem administração municipal, urbanismo, segurança. Sugeri morarmos um mês no Centro e, imediatamente, o Victor sugeriu que fizéssemos o blog. Foi o toque de Midas, acatado pelos editores após alguma discussão sobre objetivo e formato, e nos mudamos duas semanas depois.

XComunicação: Qual o principal objetivo do blog? Deve haver desdobramentos desse trabalho?
Camilo - Olha, ainda não temos muita certeza sobre o futuro. Como nos mudaríamos para cá para fazer a reportagem impressa (o que imaginávamos ser uma maneira de sentir com mais propriedade a dor e a delícia de morar no Centro, além de nos permitir ficar 24 horas por aqui, numa espécie de mergulho de apuração), o blog nasceu como uma forma de registrar nossas experiências, como uma espécie de diário, que alimentará nosso texto final. Além disso, desconfiávamos que receberíamos muitas dicas legais no blog, o que de fato tem acontecido. Finalmente, pensávamos que ele funcionaria como um aperitivo, chamando mais gente para ler a revista quando ela sair. Acontece que o blog pegou. E nosso Twitter também. Estamos no ar há apenas dez dias e, sem combinar nada com antecedência, tivemos duas inserções na CBN, chamadas no G1 (o portal) e garantimos um lugar fixo no site da Época São Paulo.

Provavelmente, não tínhamos a dimensão de que o projeto seria tão bem aceito, de que nossos relatos sobre moradores de rua e “nóias” gerariam tamanha polêmica nos comentários, e de que tanta gente se mostraria tão satisfeita com o fato de dedicarmos esse olhar atento para o Centro, cuidando para que nossa visão não saia estereotipada ou míope. É o Centro múltiplo que nos interessa, com sua beleza e sua feiúra, suas construções e suas ruínas, as facilidades que nos atraem e os problemas que nos repelem. Hoje, tenho um desejo sincero de que o blog se mantenha para além dos 30 dias para os quais foi pensado. Mas ainda é cedo para dizer. Precisaríamos de anunciantes, acredito, e de uma nova configuração de trabalho para manter a “sucursal” operando.

Victor – Aqui o que eu posso acrescentar é que, para mim, o principal objetivo do blog é transformar a relação do paulistano com o Centro da cidade. Quero ver o dia em que as pessoas não se lembrem do Centro para comprar atestado médico, vender bilhete único, comprar bugiganga, produtos falsificados, contrabandeado ou sem nota, mas lembrem daqui pela tradição, pela arquitetura, pelos bares clássicos. Prefiro esse Centro ao da trambicagem e da insegurança.

XComunicação: Muitos posts, inclusive o primeiro, mostram um pouco da perplexidade das pessoas com a ideia de vocês irem viver no Centro. Qual o motivo disso na opinião de vocês? Por que parte da população de São Paulo se afastou do Centro e acha estranho, para dizer o mínimo, alguém morar na região?
Camilo -
O curioso é que muita gente mora na região, inclusive jornalistas. Ocorre que o Centro perdeu, gradativamente, relevância para os paulistanos de classe média-alta, que possivelmente são o grosso do nosso público, dos nossos leitores. E a palavra Centro, de alguma forma, virou um sinônimo para crack, morador de rua, travesti e prostituição. E pobreza, sujeira, imóveis deteriorados, marginalidade, enfim. Não dá para reduzir a culpa disso a um único aspecto. Mas dá para arriscar alguns. O fato de uma parcela da nossa sociedade, especialmente nos estratos mais altos, ser incapaz de viver com a diferença, com a diversidade, contribuiu para que o eixo das grandes empresas, dos grandes bancos, dos casarões e do entretenimento se afastasse gradativamente dali, primeiro para o eixo da Paulista, depois para a Faria Lima, agora para a Berrini, e logo mais estarão se concentrando na região do Shopping Cidade Jardim (isso sem mencionar os famosos condomínios de Barueri). A cidade abandonada foi ocupada por quem dava real valor a um pedaço da cidade no qual o automóvel é desnecessário (um problema, aliás, pela falta de estacionamentos), e próximo ao mercado, ao comércio popular, aos principais eixos de transporte coletivo. Com isso, de certa forma, uma parte importante da cidade virou as costas para o Centro, prescindindo completamente de transitar por ali. Os grandes eixos viários desenvolvidos nos anos 1960 e 1970, incluindo, em direção ao Sul, o Minhocão, criou também uma muralha, que hoje serve como referência de limite para o que chamamos de Centro (entendido aqui não como região central, que engloba toda a Bela Vista, até a Paulista, e toda a Aclimação, mas aquele pedaço primeiro, formado pelos bairros Sé, República e Luz, basicamente). Muita gente desce por Higienópolis até Santa Cecília, mas não ultrapassa a Amaral Gurgel. Desce o Bixiga até a Rui Barbosa e pronto. Trafega-se pela Radial Leste, por aquelas avenidas suspensas, sem jamais circular pelo entorno. E, quando se pensa em recuperar o Centro, isso não é jamais uma necessidade, porque não há mais a “necessidade” de se ir ao Centro. Fecha-se os olhos, vira-se as costas e pronto. Os mais novos começam a assumir essa meta da transformação, porque ficam putos de viver numa cidade na qual seus pais repelem a idéia de sua ida ao Centro. Eles passeiam pelo Centro de Barcelona e não conhecem o Centro de São Paulo. E só aos poucos a apropriação acontece. Sabe aquela história da Tostines, se vende mais porque está sempre fresquinho ou está sempre fresquinho porque vende mais? No Centro, vivemos um momento assim. Essa população de maior poder aquisitivo espera acontecerem algumas melhorias no bairro, e a inauguração de mais restaurantes, cafés, bares, padarias, lojas, cinemas e academias ali para cogitar a possibilidade de voltar a frequentá-lo ou a morar nele. E a iniciativa privada espera haver mais moradores e frequentadores ali para instalar restaurantes, cafés, bares, padarias, lojas, cinemas e academias.

Victor - Acabei respondendo um pouco essa pergunta na resposta anterior. O Centro virou o lugar da picaretagem para muita gente (há exceções, claro, não quero generalizar!), e isso o transformou na região que as pessoas só vão quando realmente precisam. Turismo, passeio e lazer são em outras regiões da cidade. Na medida em que o Centro foi perdendo importância para seus habitantes mais abastados, como bancos, grandes escritórios de advocacia (ainda há vários, diga-se), sedes de empresas, o desgaste foi aumentando, a atenção dos Poderes Públicos diminuiu e virou o que é hoje.

XComunicação: A intenção do projeto é muito boa, mas, por outro lado, não reforça essa ideia de que o Centro é algo “alienígena”? Projetos nos quais um jornalista se dispõe a viver uma realidade normalmente estão ligados a experiências extremas (viver como morador de rua, embarcar em um pesqueiro). Viver no Centro é uma experiência extrema?
Camilo -
Eu confesso que a gente teve essa mesma preocupação no início. E ainda tem, na verdade. Só que uma coisa que eu aprendi em dez anos de jornalismo é que a gente vai estar sempre contando para uma parte da sociedade o que outra parte está fazendo. Os moradores de rua levam uma vida absolutamente prosaica na opinião dos… moradores de rua. A vida em um pesqueiro não tem nada de mais para quem trabalha nisso. Quando estudantes vêm até a redação para conhecer como funciona uma revista por dentro, nós jornalistas sabemos que as perguntas nos parecerão gozadas. É assim mesmo. Agora, cabe à equipe de reportagem do blog cuidar para que o nosso retrato do Centro não seja feito com exotismo. Normalmente, quem sente essa pegada de realidade extrema que você menciona são algumas pessoas que vivem numa rotina e num universo completamente diferentes disso aqui. Para mim, não tem nada de extremo ou de exótico. Para outro, pode ter. Na semana passada, comi um churrasco grego e coloquei isso em um post. Foi mais ou menos, para mim, como ir a Salvador e provar um acarajé. Ou um pato no tucupi em Belém. Isso é turismo, focado em algo que a gente só encontra no Centro. Para alguns leitores do blog, pareceu uma experiência tão extrema quando comer gafanhoto na China. Mas pergunta pra um chinês se comer gafanhoto é extremo. Não é. Pelo menos não para todos. O que eu posso te dizer é que não vamos ser apelativos ou apresentar bizarrices em nosso blog. Mas queremos, sim, desmistificar algumas coisas, apresentar o exemplo de gente legal que se mudou para lá e que está agitando o bairro em nome de sua recuperação, contar que um dos melhores chopes da cidade está na Cracolândia, esse tipo de coisa. O recado é simples: quem ama cuida. Venham olhar com mais carinho para o nosso Centro e o adotem. São Paulo precisa disso.

Victor – Disse algo numa resposta lá em cima que acho mais apropriado para cá: “O fato de as pessoas não conhecerem direito o Centro sempre me intrigou (e ao Camilo também, acredito) e, de certa forma, contribuiu para encontrarmos o tom do blog, que não fosse uma coisa meio exótica, que desrespeitasse quem já mora aqui, e que também não fosse uma coisa muito óbvia. Não sei se estamos conseguindo, mas estamos tentando”. Não dar a entender que o Centro é algo alienígena foi nossa primeira preocupação. Uma amiga me disse: “Ah, mas tem um monte de jornalista que mora no Centro”, quase de desqualificando a nossa ideia. Mas o que nós queríamos não era viver uma realidade extrema e passar um recado do tipo: “olha, a gente topou vir morar no Centro e contamos como é pra você que jamais teria coragem de fazê-lo”. O que a gente quis é viver o dia a dia do Centro, bater perna por aqui, para descobrir personagens, histórias e lugares que até quem mora aqui às vezes desconhece. É como o Camilo disse: “quem ama cuida”. Se esse blog tem alguma coisa extrema, é o carinho pelo Centro e o desejo de que os paulistanos tenham orgulho e cuidem desta região, ainda que não venham morar aqui.

XComunicação: Há uma série de projetos de revitalização e renovação do Centro. Vocês acreditam que estas ações conseguirão ser efetivas? Pessoalmente, qual seria a ação mais efetiva para “salvar” o Centro da cidade?
Camilo -
Eu sou otimista. É uma escolha minha confiar nos projetos e me portar como um entusiasta. Tenho aflição de quem torce o nariz para tudo e, em vez de ajudar, parece fazer anti-propaganda. Torce contra, sabe? Eu não tenho a receita, é claro. O que eu sinto é que todo projeto de revitalização que se pense deve levar em consideração a diversidade. Se os prédios vazios forem desapropriados e convertidos unicamente em moradia popular, teremos um problema, porque amplificaremos a situação de gueto, o empobrecimento do bairro e, consequentemente, o descaso. O inverso também é maléfico. Transformar um pedaço do Centro em um condomínio residencial para ricos vai repetir o maior problema desta cidade, que é a expulsão histórica dos trabalhadores para bairros periféricos onde não há trabalho. O resultado mais evidente disso é o movimento pendular Centro-periferia, que a massa faz diariamente para trabalhar e que torna cada vez piores os nossos congestionamentos. Você me pergunta o que seria mais efetivo. Incentivos fiscais para atrair novamente empresas ao Centro e também para incentivar os proprietários dos imóveis a recuperar fachadas pode ajudar. Uma política consistente de assistência social e saúde que minimizasse o problema dos moradores de rua e dos usuários de crack, sem violência e sem simplesmente varrê-los para outros bairros, também. Calçamento adequado e compromisso com o recolhimento do lixo, bem como zeladoria do patrimônio arquitetônico e artístico, também seriam boas ações. E maior oferta de garagens. Sinceramente, o que eu acho mais louvável, até agora, tem sido a iniciativa de gente visionária que ousou assumir um papel protagônico nesse processo. Em vez de esperar o poder público vir com a solução, há quem acredite no Centro e tenha investido dinheiro para devolver um cinema à cidade, ou um bar. Estes são os imprescindíveis. Talvez esteja na hora de iniciarmos um novo processo colonizador, no sentido de dar um passo à frente da comodidade. E sermos, cada um de nós, pessoas físicas e jurídicas, pioneiros nessa “re-adoção” do Centro.

Victor - Eu acho que toda ação que tenha começo, meio e, principalmente, fim, ajuda a revitalizar o Centro. A reforma da Praça Roosevelt, o projeto da Nova Luz são extremamente positivos. O problema é sair do papel. Fala-se na reforma da Roosevelt, por exemplo, há anos – e até agora só ocorreram algumas medidas paliativas (que também são positivas, diga-se).

O Samba do Crioulo 2.0

Artigo

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Veja a imagem maior em http://tinyurl.com/3aktpf2 – crédito laughingsquid.com

Por Guilhermo Benitez*

A sensação foi de alívio ao ler o breve artigo de John Elkington, “A voz das empresas”, na Época Negócios deste mês. Afinal, muitas vezes é cansativo se sentir um pregador no deserto, apesar do termo evangelizador ainda estar em moda no ambiente corporativo.

A “linha fina” que os editores da revista deram ao texto explica minha reação. Diz o texto: “o que se requer delas (empresas) é que dialoguem nas mídias sociais de maneira franca e honesta, em vez de buscar publicidade”. Bingo.

Depois de falar da ainda eterna dificuldade das lideranças corporativas em lidar com a falta de controle da web 2.0, Elkington relata o case de sucesso do projeto Vozes do Desafio, da Timberland, e a e-crise vivida pela Nestlé nos Estados Unidos.

Para o autor, a diferença entre as duas situações é a transparência com que cada uma lidou com blogueiros e seguidores do Facebook, Twitter e etc. “Ainda é preciso assimilar uma certa perda de controle e deixar o diálogo fluir sem interrupções”, escreve Elkington.

O autor acredita que os casos mais bem sucedidos de uso corporativo das mídias sociais acontecem quando elas são utilizadas para criar relações de médio e longo prazo com a sociedade. Eu também. Mensagens corretas, tempo e espaço para críticos e partidários são fundamentais para criar o equilíbrio necessário para avaliar um conceito ou marca.

Não que as redes sociais não possam ser canal para ações publicitárias, pontuais, promocionais. Mas acho que já é hora de separarmos as estações. Comunicação corporativa é uma coisa, publicidade e promoção, outra. Seja no mundo off-line seja nas redes sociais. Me assusta um pouco ver grandes empresas contratando empresas de publicidade para cuidar de sua comunicação institucional na web 2.0. É outra linguagem, outro conteúdo, enfim, outra pegada.

Da mesma forma, não acredito em agências de comunicação corporativa usando o Twitter e o Facebook para promover vendas, por exemplo. Não é nossa praia.

A verdade é que ainda há muita confusão neste mercado, que está há alguns anos-luz da maturidade. Mas não é cedo para começar a tornar claras as competências de cada um e iluminar esta imensa zona cinzenta. O risco é das próprias agências, seja na comunicação corporativa, seja na publicidade, de, generalizando, transformarem comunicação digital num samba do crioulo doido.

* Guilhermo Benitez é sócio-diretor da XPress Assessoria em Comunicação e coloca estas e outras idéias no ar em http://coffeebreak-br.blogspot.com e www.twitter.com/guibenitez

Com que roupa eu vou?

Lilian PacceXPress Entrevista – Lilian Pacce

“Todo mundo acha que pode palpitar sobre moda, por ser algo muito próximo da vida de cada um”

Lilian Pacce é um dos nomes mais conhecidos e influentes do jornalismo de moda nacional. Começou sua carreia Na Folha de S.Paulo, onde, em 1987, cobria os desfiles do eixo Paris-Milão- Londres- NY. No jornal ainda editou uma página de moda semanal no caderno Ilustrada. Hoje é apresentadora e coordenadora editorial do GNT Fashion, programa de moda semanal do canal GNT. É crítica de moda do jornal O Estado de S.Paulo e ministra palestras sobre moda, tendências, comportamento e ecotendências. Lilian ainda comanda um espaço virtual que leva seu nome e é referência no setor, o www.lilianpacce.com.br. O perfil completo da jornalista está disponível aqui.

Para esta entrevista, enviaram perguntas os coordenadores de núcleo Geisa Balint, de Brasil Foods, Fabiana Marques, do grupo Sonae Sierra, e Rodrigo Dionisio, do núcleo Digital. Também colaborou com questões Alessandra Oliveira, atendimento da divisão de perfumes e cosméticos da LVMH na XPress. A agência ainda tem entre seus clientes na área de moda a marca Klin. O bate-papo aconteceu por telefone, na quinta-feira passada.

XComunicacao: Qual é para você o principal veículo de expressão: impresso, eletrônico ou online?
Lilian Pacce:
Sem dúvida, televisão e online, que hoje para mim se complementam. Hoje, os dois são os que mais exigem minha presença e dedicação, além de serem os que garantem mais trabalho. Na internet, o contato é direto, quase corpo-a-corpo. Já na TV, há uma sensação de intimidade, as pessoas me vêem na tela, entro na casa delas e elas se sentem íntimas. A soma dessa sensação de intimidade com o contato direto da internet tornam a comunicação muito interessante, muito rica.

XComunicacao: Você conhece ou acompanha o trabalho de cobertura de moda virtual, como o da Camila Coutinho, do Garotas Estúpidas? Quem são os nomes a se prestar atenção neste meio?
Lilian Pacce: Conheço o trabalho da Camila, mas minhas referências são quase sempre internacionais, como o WGSN. Também acabo me baseando mais em grandes jornais e revistas de moda lá de fora. Do Brasil, lembro ainda online do Agora que Sou Rica e recebi há pouco tempo o link do Tofu na China, que é uma graça e acabou de ser lançado pela Giovanna Barbieri, que trabalhou comigo.

XComunicacao: No Brasil o chamado “grande público” só ouve falar de moda intensivamente durante as semanas do Rio e, principalmente, de São Paulo. Mesmo nos grandes veículos, muitas vezes, a cobertura de moda está ligada ao colunismo social. O brasileiro se importa pouco com o tema, ou ele é mesmo um assunto de nicho?
Lilian Pacce: Moda é uma especialidade, como esporte, e por isso tem um espaço determinado dentro da cobertura. E, realmente, acaba recebendo uma atenção de viés mais social, uma coisa da celebridade, da primeira fila do desfile. No fundo, pouca gente realmente entende de moda e o trabalho da mídia é pouco específico, todo mundo acha que pode palpitar por ser algo muito próximo da vida de cada um.

Os blogs, mesmo de moda, trazem um olhar fresco sobre o tema, mas poucas pessoas responsáveis por eles têm conhecimento de uma cultura de moda ou base sobre história da moda. Ou, pior, tem muita gente que dá notícia paga, ou em troca de presente. Acho inadmissível, mas vejo acontecer. Espero que isso não aconteça em jornal…

XComunicacao: Na batalha das marcas, o que se deve ou não fazer na hora de abordar um jornalista? Qual o caminho para ser notado, principalmente para quem está entrando no mercado?
Lilian Pacce: Onde há notícia, há reportagem. Na abordagem das assessorias de imprensa, não dá para me ligar e perguntar: “qual pauta você está fazendo?”. Não vou contar o que estou trabalhando, muitas vezes nem sei quem está do outro lado. Falta mais gente que ligue para dizer quais são seus clientes, quais as novidades, para oferecer ideias. O ideal é entrar em contato e dizer: “vamos pensar juntos?”.

XComunicacao: Como tomou conhecimento da ideia de moda sustentável? E como é o envolvimento com o tema?
Lilian Pacce: Eu fui uma das primeiras aqui no Brasil a levantar essa bandeira, quando em 2007 preparei uma palestra sobre o tema. Já tinha isso na minha vida pessoal e busco tratar do assunto na moda, que é uma das indústrias mais poluentes do mundo. Por outro lado, também é uma das indústrias que mais tem capacidade de fazer a cabeça das pessoas e, portanto, deve ser usada para conscientizar. Criei há um tempo um canal no meu site, o Recicle-se, para falar somente de iniciativas Ecofrendly. Tinha medo no início de não encontrar conteúdo para este espaço, mas me surpreendi, hoje tem bastante material.

XComunicacao: Mas, na sua opinião, a indústria da moda está mesmo empenhada em absorver o conceito sustentável e produzir roupas Ecofrendly? Como está isso no Brasil?
Lilian Pacce: É uma ficha que está caindo para todo mundo, não só para a moda, mas para a indústria automobilística também, por exemplo. E não é só gerar um produto final ecologicamente correto, mas mudar toda uma linha de produção. Se não dá para usar apenas corantes naturais nas roupas, para tratar um jeans, por exemplo, tem de tratar a água resultante deste processo. É preciso encontrar novas matérias-primas. Não precisa ser também mal-acabado, mal-feito ou parecer roupa de feira hippie. Se não puder ser 100% ecológico, deve ser consciente.

As marcas ainda podem transformar isso em uma plataforma de negócio, transformar o ecológico em um novo luxo, investir em design. O Brasil tem pequenos movimentos e ações nesse sentido. Há uma marca chamada Éden, na Vila Madalena, em São Paulo, que trabalha com algodão orgânico, tem uns produtos bacanas.

XComunicacao: Você foi também uma das primeiras jornalistas a comentar sobre a Débora Müller. Como você vê o trabalho desta modelo e o que a difere das demais? Ela é a próxima Gisele Bündchen?
Lilian Pacce: A Débora é apenas uma das pessoas sobre as quais eu falo. A pessoa que elaborou a pergunta deve ter visto meu blog em um dia no qual estava mais empolgada com ela (risos). Falo também da Thana Kuhnen, que também desfila muito bem lá fora, mas ainda é pouco conhecida. Elas têm um jeito, uma maneira de andar… é difícil dizer o que faz uma boa modelo, mas isso é perceptível para quem vê. Ah, tem a Alicia Kuczman que eu gosto muito também.

O dia em que comi um enlatado

Artigo

lost

Por Celso Augusto Forster*

Sempre fui um pouco avesso aos enlatados. Pra falar a verdade, até um pouco preconceituoso, especialmente com os norte-americanos. Sim, sou um defensor da sustentabilidade, consumo consciente e das iniciativas de coleta seletiva e reciclagem. Mas, neste caso, me refiro a outro tipo de enlatados. Falo destes seriados de fórmula pronta e de sabor previsível. Você abre degusta e pronto. Sem surpresa. Um cafuné nas têmporas. Admiro quem consegue.

Um dia, porém, me dobrei. Lembro bem. O ano era 2004. Um almoço em julho. Na mesa ao lado, um grupo comentava eufórico sobre o final da primeira temporada de um desses que estreara na época. Uma das estréias mais caras da história. Um acidente aéreo jogava um monte de gente em uma ilha. Um paraplégico voltava a andar. Monstros que matavam pessoas e ursos polares em uma ilha tropical. Decidi experimentar. Só porque ele parecia bem diferente dos demais. E assim que assisti os cinco primeiros capítulos, um atrás do outro, sem conseguir parar (e tampouco piscar), percebi que realmente era. E nos últimos seis anos essa certeza apenas se confirmou.

Muitas são as explicações para este fascínio que me acometeu. A mim e milhões de pessoas no mundo inteiro. Poderia falar dos aspectos do próprio seriado, pelo roteiro extremamente bem amarrado, pelas reviravoltas a todo instante, pelos personagens desconstruídos ou pela narrativa não-linear, que mistura presente, passado e futuro dos personagens. Ele explora e põe em xeque uma série que questões pertinentes a nossa própria existência. Forte, não?! Mas é bem por aí. Superação, perdão, confiança, fé, ciência, crença, filosofia e religião. Mas afinal, por que estamos aqui? Como viemos parar aqui? Para onde devemos ir? Isto tudo com pitadas de bolsões de eletromagnetismo, viagens no tempo e realidades paralelas.

Mas isso tudo é trivial. Pelo menos para Lost.

O que realmente faz que o seriado que termina este domingo (23/05), e que vai deixar milhões de “órfãos” pelo mundo, seja tão importante é a maneira com que ele, ao longo destes seis anos cheios de mistérios, mudou a forma de se consumir, e produzir, cultura e entretenimento neste início de século. Exatamente por envolver todas essas questões e dramas humanos mais elementares, os espectadores são levados a se embrenharem em diversas outras mídias e consultar uma série de outras referências, que vão de livros de ciência até a Bíblia sagrada.

O mais revolucionário foi a utilização de modernos/atuais conceitos de marketing viral, como os jogos de realidade alternativas (os ARGs) e outras mídias alternativas, convidando os espectadores a pesquisarem e participarem da construção da história. Foram também ferramentas fundamentais para gerar talkability e elevar o awarness da marca Lost – a questão de branding que este seriado conseguiu construir nos últimos 6 anos. Os consumidores têm fidelidade total à marca e ao conteúdo. Esperam ansiosos pela próxima latinha, a ponto de terem colaborado diretamente ao desenvolvimento de uma das maiores redes de compartilhamento de dados na Internet, o Torrent.

Há quem diga, inclusive, que o Torrent foi criado por um morador da ilha para que os fãs, ávidos por informações da série, pudessem trocar dados. Essa parte, claro, é mais uma lenda que ronda a mística ao redor de Lost. O fato é que blogs, comunidades e milhões de fóruns de discussão acerca dos mistérios da ilha e seus emblemáticos personagens foram criados. Um incrível banco de dados sobre a ilha foi gerado. Mais de seis mil artigos, 33 mil páginas em 11 línguas diferentes, criados por 25 mil usuários. Esta é a Lostpedia, uma espécie de Wikipédia da ilha. Assim como o LostMaps, baseado na ferramenta do Google, e que mostra os acontecimentos do seriado no mapa mundi. Episódios que podiam ser baixados e assistidos exclusivamente pelo celular (os mobisódios) com trechos da trama não exibidos.

Porém, todavia, no entanto, contudo, como em todo seriado, que começa e um dia acaba, existe uma gigantesca expectativa em relação ao final. Como será o famigerado último episódio.

Mas, pra ser bem sincero, eu não estou ligando nem um pouco prá como será esse final. Em se tratando do Lost o final, realmente, não importa.

Neste domingo, vamos (eu e milhões de lostmaníacos) raspar o fundo da lata do enlatado mais fantástico da história. E não importa como ele vai acabar.

Chegar até aqui foi inesquecivelmente delicioso.

* Celso Forster trabalha na XPress comunicação, é moderno, mas se recusa a entrar no Twitter

Se eu quiser falar com Deus